Conforme aquelas batidas energizantes e altas, sinto meu coração acelerar da mesma forma, os labios do F estão invadindo o meu, e eu sinto meu corpo leve até demais, porque ele esta me girando, é isso mesmo? Ele ta fazendo uma cena super dramatica e fofa? Quando meus pés tocam o chão, preciso respirar fundo para reorganizar as ideia, ele me olha em minha direção, já dançando e piscando para mim.

Eu sorrio um pouco sem reação.

— O que foi? Parece que não ta feliz em me ver — ele diz em meu ouvido, para que eu possa ouvir por conta do som alto.

— Estou muito feliz — respondo — e levanto os ombros na sua direção, como uma dancinha, logo vou até os seus amigos para cumprimenta-los com um beijo no rosto, depois que comprimento todos, é a hora de ver aonde esta E a essa hora.

Ele esta me fuzilando, quando digo fuzilar é realmente... me fulminando, engulo um nada na minha garganta e dou de ombros. Afinal.. porque ele esta me olhando daquele jeito, será que eu vou ter que ir até ele e faze-lo lembrar o quanto me fez sofrer, ele não tem que me cobrar nada, alias já faz longo 3 anos que terminamos, porque eu ainda estou pensando tantas baboseiras? E porque o E esta com um olhar de quem teve seu coração partido?

Percebendo que minha cabeça já começava a tormentar coisas de mais, puxo minha irmã de canto, e peço a ela que me acompanhe para que eu tome um ar, vamos até o bar e pedimos garrifinhas de água.

— Você não esta mal porque ele esta aqui né?

— O Fabio..? — pergunto sem convicção, já imaginando a resposta.

— Não, o Emerson.. se ficou toda murcha depois que o F chegou, e o Emerson viu vocês dois.

— Foi um momento estranho, o Emerson ficou tão esquesito! — comento.

— Bem feito, você tem que mostrar pra ele o que ele perdeu.. sei que no fundo ainda tem sentimentos porque ele foi o unico que você amou de verdade. Mas você mais do que ninguem, sabe das coisas que ele fez.

Respiro fundo

Eu sei bem mesmo.

Sonic Species começa a tocar, e a minha irmazinha sai correndo sem mais delongas se remexendo para um lado para o outro indo em direção a pista, mas a verdade é que estou bem desanimada. Só não sei porque.

Percebendo que preciso sair daquela foça, acendo um beck para relaxar, ao dar um trago e sentir a fumaça encher meus pulmões, fecho os olhos, e vou seguindo aquelas melodias psicodelicas que estao me chamando.

Quando abro! Pisco tres vezes. De novo não, vou evitar fechar os olhos porque toda vez... MALDIÇÃO.

— Eai sua feia! — Era o meu pesadelo, pesadelo postado na minha frente.

— Oi — digo somente, e friamente.

— Você esta bem? — Ele esta se sentando do meu lado, segurando um copo de catuaba em minha direção, eu nego com a cabeça a oferta e respondo:

— Otima e você? — pergunto, olhando na sua direção, observando seu corpo bronzeado e ele olhando fixamente pra mim com aquele sorriso de tranqueira, fazia anos exatos anos que eu não mantinha mais contato com esse monstro, mas eu já imaginava estar perto dele me fez reascender todo o sentimento de gostar e odia-lo.

— Bem — sorri mais ainda, enquanto me estuda — Você ta muito linda !

Dou de ombros virando meus olhos em direção a pista.

— Isso ai eu já sei, sempre fui.

Vejo ele me analisar, mas isso não me intimida mais, na verdade estou começando a ficar irritada

— Licença — digo simplesmente, e me levanto dando mais um trago no baseado indo me encontrar com as meninas.

Ta passando Vertical Mode, e eu não quero saber de mais nada nem de homens nem de nada, poxa vida, eu estava tao bem? Porque eu tive que me encontrar com o maldito do E pra fuder meus pensamentos.

Pirada nessa ideia, vou até a caixa de som, e finco os pés lá. Nada me tira dali, a não ser para usar o banheiro que foram rara as vezes.

Percebo que já esta anoitecendo e resolvo procurar meus amigos, para gente achar um lugar para comer.

Vou andando e olhando aos arredores, e nada encontro apenas o grupinho de esnobes do E, eles estão me observando no minimo entendendo que eu estava perdida e sem ninguém, e então quando meu olhar cruza o E, ele me chama com o dedo, eu vou marchando até lá, puta de ódio.

— Viu as meninas ? — digo fria.

— Elas estavam aqui já tem um tempo eim.. Você ficou fritando sozinha la na frente

— Sim — dou de ombros. — Queria acha-las pra gente ir comer.

Percebo que a sua amante rabugenta que parece o Michael Jackson não estava lá, devia ter ido usar o banheiro.

— Eu tanbem estou com muitaaaa fome, posso ir com você? — diz cheio de simpatia.

Eu sinto um ranço interno.

— Ah, pode — dou de ombros, e vou andando pela frente, e ele me segue.

Chegamos na praça de alimentação toda artesanal, tem coqueiros em volta, e as mesinha são todas da madeira, dando toda aquele toque mais especial para festa, localizado em frente o chill lout onde toca musica agradáveis e relaxantes.

Escolhemos um lugar para sentar, e ele diz que vai pedir nosso PF Fico olhando aos arredores procurando as meninas, mas já imaginando que a aquela hora elas ja teriam comido faz tempo.

Ele chega com os dois marmitex, e antes que eu tenha alguma reação, ele já vai desfazendo da embalagens e tirando os talheres do plastico e me entregando, em seguida abre um saquinho de farofa, e me olha

— Quer farofa?

Eu faço que sim com a cabeça, e ele despeja no meu prato até eu sinalizar com a mão que esta Ok.

Continuo quieta, o observando até que ele organiza dois copos em frente de cada e os enche com um suco de tonalidade laranja.

— Suco de laranja, você gosta né?

— Eu gosto, obrigada!

— É, eu ainda me lembro.

Não sei explicar o misto de sensações, eu tava odiando ele pagar de bom moço, ao mesmo tempo que senti aquela nostalgia de quando juntos ele cuidava de mim como se eu fosse um bebe, pensando nisso pensei brincar

— Se sabe que eu não sou mais aquela garotinha de 18 anos né? Eu já sei me virar !

Ele franze o cenho — Idai, se você soubesse o gosto que eu tenho de cuidar de você.

Suspiro alto, como se não acreditasse.

Ele me analise, e puxa meu rosto com a mão suavemente me obrigando a encara-lo.

— É serio! — diz com firmeza, e eu continuo com cara de desdem, ele da uma risadinha — Se todas as mulheres fosse tratadas como eu trato você... ai meu DEUS do céu. Com você tudo é diferente.

Involuntariamente começo a tossir, sentindo o engasgo da farora, e meus olhos cheio de lagrimas, me recupero enquanto ele bate em minhas costas.

— C-o-como você consegue, me diz!!! — finalmente consigo dizer de boca aberta, soltando os talheres, ele abre a boca para responder mais interrompo — Larga de ser sinico, seu roteiro continua o mesmo? Que saco, não vem com essas historinhas não ta legal? Não é porque eu aceitei fazer uma refeição com você que eu estou afim de ouvir esses seus blefes mal feito e mentirosos — emburreço, soltando todos os ares do meu pulmao, e grudando minhas costas na cadeira, me afastando;

— Pode achar o que quiser, mas EUU sei o que eu sinto por você, e você tambem sabe la no fundo — da de ombros — com você é diferente.

Eu quero afogar aquele pedaço de frango na garganta dele, mas ao invés disso eu faço uma cara de nojo para que ele perceba, que eu estou 100% nem ai para sua declaração de conquistador de quem quer me comer naquela noite.

— Tami?

Me viro era o F. ele sabia muito bem minha historia com o E, e pela cara de bom humor dele ele ja tinha o reconhecido.

— EIII, eu me perdi de vocês — ja me desculpo — Senta Fa, eu precisava comer.

Ele senta, e nesse momento eu juro que não sei o que vou fazer, devo apresenta-los.

— Dai, o Emerson resolveu me fazer companhia — digo num sussuro e sorriso de canto.

Eaii — os dois dizem em unissono, e a trevas sobre a mesa, o clima simplesmente fechou, e F e E se silenciam.

— Você já comeu?? — pergunto na direção no F — Esta uma delicia não é? — Volto meu olhar para o E, que esta com cara de poucos amigos, que situação.

Ele assenti.

— Ja comi pequena, vou te esperar terminar de comer pra gente ir tomar um banho juntos.

Eiita porra.

— Vou deixar vocês a vontade — o E se levanta sem me olhar nos olhos, e vai ate uma mesa mais pra trás, e começa a mastigar devagar olhando pro nada.

Não deveria mais senti um pouco de remorso, fiquei uns segundos o analisando.

— Thami?? — F me chama, no minimo puto com minha reação despercebida — Não vai comer?

— Sim, vou! — digo, enfiando o garfo na boca, para terminar o mais rapido possivel. Pego em gute gute o suco, e me levanto para acompanhar o F. Resolvo não olhar para trás.

— Ele deu em cima de você? — Diz, quando segura minha mão.

— Não Fa, ele só se sentou comigo porque eu realmente estava sem ninguem. Cade as meninas eim ?

Odeio ficar longe delas.

— Elas foram tomar banho, a gente marcou de se encontrar no chill, porque vai ter fogueira, vamos logo porque esta esfriando.

Eu concordo e o sigo para que a gente pegue nossas coisas na barraca.