Notas iniciais
Espero que gostem desse poema.

Infinitas vezes procurei dizer

Contar a profundidade existencial

do meu diminuto ser.

Incontáveis tentativas falhas

Foram necessárias para

A coragem se formar.

Para talvez um dia

Numa hora qualquer

Lhe mostre

minhas pequenas caixas.

Os lugares onde estão

Minhas parte obscuras,

A minha sanidade imaginária

O meu canto de paz.

E quem sabe, talvez um dia

Numa hora qualquer

Você entre na minha vida.

Arrastando minha bagunça

Destrancando sentimentos guardados

Soltando as amarras presas pelo tempo.

Assim, talvez quando for entrar

bata na porta

para que eu me organize.

Para você não se assustar.

Deixando tudo para que eu

Lhe mostre o crescimento do meu

diminuto ser.

Lhe conte que tu és a vela

Na minha obscuridão.

Então, no meio da organização desabitual

Eu lhe contaria da caixa

Que lhe pertence

Do sentimento solto

Da imaginação recuperada.

E assim, um dia

Numa hora qualquer

Eu lhe contaria tudo

Tudo que ninguém nunca sonhou.

Mas a coragem formada

Seria suficiente

Para lhe contar

Apenas um simples detalhe

E tudo o que eu contaria

É da porta destrancada.

Que é a passagem imaculada

para a profundidade oceânica

Da minha existência.

Notas finais
Gostaram? Comentem, gosto de saber o que acharam.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!