Passados e Futuros: Caminho alterado
6 Pequenas missões nos levam aonde? - Parte 2
Notas iniciais

Alguns dias depois...
Era um dos dias em que o time se reunia, onde Kakashi tentava ensinar a eles estratégias e testar possíveis formações para eles. Porém naquele dia o loiro não apareceu, mesmo com o professor se atrasando como o usual e esperando um pouco com os outros dois.
—Sensei, eu não acho que o Naruto vai vir hoje... -Sakura olhou pro adulto confusa, sem saber o que fariam.
—Parece que não... -o prateado respondeu suspirando e voltando sua atenção para a equipe presente. -Vocês lembram da lição que sempre repito?
—Sobre quem abandona seus companheiros ser pior que lixo? -os dois estudantes responderam.
—Exato. -o mascarado sorriu com o olho visível. — No futuro isso será importante, vão precisar contar uns com os outros. Então acho que essa é uma boa oportunidade de vocês começarem. Vamos até o Naruto e descobrir o que aconteceu.
O ninja mais velho sinalizou pra eles o seguirem e começou a guiar a dupla pela vila até pararem em frente à um prédio, relativamente no centro da vila, com aparência meio desgastada e descuidada. Os dois genins trocaram olhares meio incertos e engoliram em seco, nervosos, nenhum deles sabia o que esperar, afinal nenhum deles tinha ido a algum lugar assim ou na casa de alguém da idade deles que morava sozinho. Eles subiram até o último andar e até a última porta. Novamente a dupla se olhou e acenaram um pro outro, era agora ou nunca, eles não iam se acovardar só porque eles nunca fizeram isso antes. Assim que o jounin abriu a porta eles ouviram um barulho de algo caindo no chão e passos na direção deles. Logo foram saudados pela visão do loiro.
—Naruto...? -o garoto parecia estar mal se aguentando em pé, oscilando um pouco, rosto ruborizado, olhos semi-turvos e semialertas e respiração entrecortada. Pareceu que demorou alguns instantes pro mais novo reconhecer eles e em seguida colapsar pro chão, o que fez o adulto se aproximar dele e colocar a mão na testa, o que causou o menino recuar de leve.
—Você está queimando de febre. -o prateado constatou, retirando a mão, mas não se afastando muito.
—Não diga, nem tinha notado. -Naruto falou com um misto de riso amargo e grunhido, o que pegou todos de surpresa.
—Por que saiu da cama? -Kakashi perguntou levando o garoto de volta para o quarto, os outros dois o seguindo olhando tudo em silêncio.
—Alguém estava entrando na minha casa. -o menor apontou. -O que estão fazendo aqui?
—Viemos ver por que você não foi hoje. -Sasuke explicou, mas a cara de confuso do outro não mudou muito.
—Hoje... -parou pensativo, como se tivesse esquecido que dia era. Mas ao se lembrar ele arregalou os olhos e alguma emoção muito rápida pra ser nomeada passou por eles antes dele abaixar a cabeça deixando a franja escondendo o rosto. -Por quê?
—Aqueles que abandonam seus companheiros são piores que lixo. Você já devia saber, Naruto. -o mais velho recitou, já que era uma moral que realmente queria que os estudantes adotassem. Mas o loiro só assentiu em silêncio e se cobriu com a coberta. -Quando começou a passar mal? Está sentindo algo além da febre?
—De madrugada? Eu acordei passando mal, não sei a hora... Acho que é mais febre mesmo, estou com bastante sono também e enjoado. -respondeu após um instante pensando.
—Comeu algo hoje? -o loiro olhou pro sensei como se estivesse dizendo que a pergunta era idiota. -Tem alguma comida para se cozinhar aqui?
—Acho que só pra uma refeição. Eu ia fazer compras depois do treino hoje. -o garoto respondeu. O adulto assentiu e foi em direção a cozinha conferir e ver o que poderia ser feito. Pouco tempo depois ele voltou com uma cara séria.
—Descobri o que te fez mal. Sua água tá envenenada. -Kakashi contou examinando o rosto do mais novo.
—Envenenada?! -exclamou Sakura meio horrorizada com a ideia e se virou pro companheiro de equipe como se ele fosse cair morto ali mesmo.
—Quem iria envenenar minha água? -Naruto rebateu
—Naruto...
—Pode ser porque os canos estão velhos ou esqueceram da manutenção da caixa d’água, as vezes isso acontece por aqui. -sugeriu interrompendo e mantendo o olhar no mais velho. -Não é nada sério.
—Você foi envenenado! Não devíamos levar ele pro hospital? -retrucou Sasuke, chocado com o descaso do loiro com a própria saúde.
—Não! -o garoto negou rapidamente. -Eu tô bem! Não é como se eu estivesse morrendo também.
—Naruto, seu idiota... -o moreno olhou pra ele indignado.
—É só uma febre! Eu vou ficar bem se eu descansar um pouco. Amanhã não devo ter mais nada. -o loiro revirou os olhos.
—Ok, por que vocês dois não vão até o mercado e compram alguns suprimentos pra ele? -Kakashi interrompe entregando uma lista pro Uchiha, que não fazia ideia de quando o adulto parou pra escrever ela. Após alguns protestos da dupla eles foram cumprir o que havia sido pedido deles, deixando os outros dois sozinhos. -Não é a primeira vez que algo assim acontece, é?
—E que diferença isso faz? -o loiro se vira pra janela. -Não é como se isso fosse mudar alguma coisa. -deu de ombros, ele estava relutantemente começando a aceitar isso. O Hatake apenas suspirou.
—Você tem certeza que vai ficar bem? -perguntou então.
—Claro. Eu sobrevivi todos esses anos sozinho, não é como se eu precisasse da ajuda de vocês agora. -o garoto respondeu sério, mais sério que o professor já havia visto ele ficar. Mas não é que ele estivesse mentindo, por mais que doesse o mais velho admitir, ele realmente havia crescido dependendo de si mesmo apenas.
O adulto sabia que ainda demoraria para o garoto se acostumar (e aceitar) a ideia de que pessoas se importariam e ajudariam ele. Então deixou a conversa ficar por ali mesmo, não havia motivo ou pressa pra interferir. Principalmente essa independência dele não era algo ruim de se nutrir em um shinobi, algo que provavelmente o sensei teria que insistir mais com os outros dois. Por enquanto resolveu que tentaria ficar de olho pra ver se a situação do Uzumaki iria se escalar ou talvez fosse melhor pensar em interferir nas missões, escolher algumas que necessitavam de pouca interação com a vila. Foi o que decidiu fazer por enquanto. Então quando os outros voltaram eles apenas fizeram algo e comeram com o loiro, fazendo um pouco de companhia a ele, pois isso era algo que ele precisava se acostumar.
Kakashi obviamente só não esperava que isso dar tão errado. Após mais algumas missões onde era claro, não sabia como não havia reparado antes ou como as pessoas achavam que estavam sendo discretas com seu desgosto pela criança loira, mas estava basicamente escancarado que eles não o queriam ali ou sequer minimamente perto deles. O ninja de cabelos prateados não se lembrava de isso ser tão ruim assim antes, nem nos relatórios que recebeu e leu antes de assumir o comando do time. Então, com as melhores das intenções, ele decidiu que era hora de levar o assunto até o hokage e pedir por missões mais afastadas do centro da vila para deixar as coisas se acalmarem, deixar as pessoas se acostumarem com a ideia de que ele agora era um shinobi.
A missão havia começado simples, estava tudo bem. Era algo fácil, nas extremidades do vilarejo, ajudar a colheita de uma fazenda. O dia havia se passado bem, sem quaisquer incidentes, tanto que eles já estavam finalizando. Portanto não esperavam que na vez dele de levar um fardo pro galpão, o último que faltava, o Uzumaki não fosse voltar. Conforme o tempo foi se passando e nada dele aparecer o adulto logo ficou preocupado e dividiu o time para que cada um buscasse em uma direção. Alguns minutos procurando, o Hatake viu uma pequena comoção na borda da mata, era um grupo de 4 pessoas em volta de algo caído no chão, gritando pra isso e falando palavras incoerentes. Mas antes mesmo de processar o que estava sendo dito o shinobi reconheceu o amontoado de laranja aos pés deles. Num pulso de fúria ele liberou uma onda de instinto assassino sem sequer notar. E correu até o menino ao invés de usar um shushin para evitar assustá-lo. Mas quando se aproximou os covardes já haviam se corrido. Brevemente ele se repreendeu por ter deixado suas emoções levarem o melhor nele, pois cego pela raiva nem sequer viu o rosto dos aldeões. Porém mais tarde se preocupava com isso, a prioridade era conferir o menor.
—Naruto? Você está me escutando? Está ferido? -perguntou com a voz mais calma que conseguia reproduzir naquele momento.
—Kakashi-sensei? -o garoto olhou pra ele mais chocado por sua presença ali que qualquer coisa. -Eu estou bem, eles estavam bêbados demais pra acertar golpes realmente. -deu de ombros. -Só estou mais sujo mesmo, eles puxaram meu casaco pela gola e me derrubaram, fazendo que eu rolasse até aqui. O bom senso e os instintos me fizeram me encolher e proteger caso eles começassem a recorrer a violência. -explicou vendo que o que iniciou dizendo não era o suficiente. -Os chutes deles só jogaram terra pra cima de mim e teve um idiota que tacou a bebida dele em mim. Eu odeio cheiro de álcool.
—Você realmente não está machucado? -checou novamente, não sabendo se o garoto estava sendo completamente sincero ou não.
—Eu estou bem! -repetiu frustrado. Mas antes de qualquer um deles pudesse falar mais alguma coisa os outros membros do time os encontraram.
—Naruto! -Sakura exclama ao ver o estado do outro.
—Você está bem? -Sasuke pergunta analisando o colega.
—Estou. -já estava ficando farto de ter que responder a mesma coisa várias vezes nos últimos minutos.
—O que houve? Por que está assim? -foi a vez da rosada.
—Um bando de bêbados me atacou. Não, eles não me machucaram, só chutaram o chão. Para vocês terem noção de como a mira deles estava boa e o estado deles. Acho que eles me confundiram com alguém, ou algo assim. -explicou resumidamente enquanto as outras duas crianças o olhavam abismadas com a história. Com quem diabos eles confundiram uma criança loira? Nem era uma cor de cabelo muito comum por ali, fora os Yamanakas e alguns poucos indivíduos. Somente o adulto entendeu a quem o menor se referia e teve que lutar contra uma careta, pela forma quase casual que o menino se referiu ao assunto.
—E você não fez nada?
—Você queria que eu fizesse o que? Lutasse com eles? Você sabe que ninjas não podem lutar contra civis da vila, Sakura. Fora que se eu tentasse mesmo em pura defesa eles iam me acusar de atacar eles, e quem sairia punido seria eu. -replicou, o que fez todos ficarem meio confusos com o nível de paranoia do mais novo do grupo. Se perguntando de onde havia saído esse lado dele que ninguém nunca havia visto antes.
—Por que acha que seria você? -Sasuke inquiriu meio sem saber o que mais perguntar.
—Por que não seria? Quando algo que dá errado nessa vila não é minha culpa? Eu sou o delinquente da vila afinal. -rebateu sem sequer piscar, com certo amargor na voz. Ao reparar no deslise ele rapidamente mudou de assunto. -Nós íamos acampar pra voltar amanhã? Não temos que arrumar as coisas? Daqui a pouco o sol vai se por. -saiu caminhando na frente deles, obviamente encerrando a conversa, deixando os três meio atordoados, mas eles atribuiriam o mal humor do loiro com o prévio acontecimento, então deixaram passar dessa vez, acreditando que era algo momentâneo.
O grupo seguiu o loiro até a área que iam acampar, onde o loiro foi direto para sua mochila e rapidamente arrumou seu saco de dormir e pegou uma barra de sabão e uma muda de roupas e foi em direção a um riacho ali perto. Poucos minutos depois ele volta com a roupa suja lavada e vestindo um par idêntico ao anterior. Após pendurar suas roupas numa arvore perto de onde havia deixado sua cama, ele voltou pra perto dos colegas e guardou o sabonete.
—Você tem vários desses conjuntos? -Sakura estava curiosa, já que o outro sempre usava essas roupas laranjas. E por que laranja de todas as cores? Tudo bem que ela não podia exatamente julgar escolha de cor já que a dela era quase vermelho, mas chamava bem menos atenção que o laranja dele, ela achava.
—Vocês não? -olhou pros outros confuso, isso não era o mais prático para um ninja? Se uma peça estragasse você não teria que se preocupar se o resto ia combinar ou não.
—Nunca pensei que ia dizer isso, mas... Ele tem um ponto. -Sasuke concedeu, seguindo a mesma linha de pensamento. Esse tipo de pensamento pragmático havia sido ensinado a ele desde pequeno. Só que sua fala o fez receber uma careta do outro garoto.
—Bem, durante o dia vocês coletaram as coisas que pedi para fazerem o jantar? -Kakashi perguntou ao grupo, que imediatamente acenou positivamente e retiraram dos bolsos pergaminhos de armazenamento que o mais velho havia entregado mais cedo quando determinou as tarefas de cada um. Esses pergaminhos e seu uso com certeza eram uma das coisas mais uteis que aprendiam na academia, todos concordavam. A Haruno entregou os galhos que havia recolhido para montarem a fogueira, o Uchiha os peixes que iriam cozinhar e o Uzumaki as ervas que usariam pra temperar.
—Sensei, por que você mandou o Naruto pegar as ervas? -se virou pro adulto.
—Ei, eu sei o que pode ser usado em comida ou não! -protestou o loiro.
—Você tem certeza? Você nunca prestava atenção as aulas! -justificou a rosada.
—Exercícios de sobrevivência sempre foram meu forte! Só não é tão glamoroso quanto a trindade ninja! -rebateu indignado. -E eu moro sozinho a anos, eu sei cozinhar e quais temperos usar! Já tive que colher coisas frescas na floresta antes! -todos resolveram não perguntar o motivo, uns por distração e outros por não quererem saber da resposta no momento.
—Você foi pra mata junto com ele, Sakura. Qualquer coisa a ele podia perguntar pra você. -o Uchiha comentou, lembrando-se de mais cedo.
—Nós fomos pra direções diferentes. -a rosada negou. -E como eu ia saber? Não é como se eu ficasse prestando atenção em você. -se virou pro loiro. Todos ali sabiam em quem ela ficava prestando atenção nas aulas, e não era o professor.
Kakashi não sabia se achava a interação das crianças bonitinha e engraçada ou se suspirava de frustração. Quem foi que o inscreveu pra tomar conta de um bando de uns 10 anos mesmo? Ele sabia que com certeza não foi completamente por vontade própria — não foi — (Sim, ele estava pensando em você, terceiro hokage. Ele estaria muito bem ainda na ANBU.) mas aqui estava ele agora. Então desviou a atenção deles pra tarefa ao invés de falar, com certeza eles estavam com fome o suficiente pra focar em fazer isso rápido para irem dormir. Amanhã voltariam cedo para entregar o relatório da missão. Que era obrigatório mesmo em miseras nível D, os genins precisavam treinar para missões maiores afinal.
Dias se passaram e mais mini ocorrências foram se acumulando. O Sensei estava surpreso com a quantidade delas e pela ousadia, isso era certeza. O time já havia completado diversas missões e aprendido o básico das formações que o Hatake havia ensinado pra eles. Haviam começado a se aprofundar mais nas habilidades táticas e de luta do que era ensinado na academia. Já que com o tempo o professor havia começado a entender melhor o que poderia combinar melhor com quem.
Após terminarem mais uma missão, ao entrarem na sala eles descobrem que o gato da Senhora Feudal havia fugido novamente. E sendo a primeira equipe de genins que ela viu, ela rapidamente implorou para eles recuperarem o felino o mais rápido possível e acabar com o sofrimento dela. Era uma mulher famosa no País do Fogo por seu apego extremo aos seus felinos, sendo conhecida por sempre viajar junto com seu favorito, que mudava basicamente quase a cada geração de genin. Então recuperar o gato dela era quase um rito de passagem que todos, desde que ela havia assumido a posição, passavam. O próprio time de Kakashi já havia recuperado o pobre gato algumas vezes, então eles assumiam que os outros que se formaram com eles também já haviam. A parte engraçada é que o gato se recusava a ser segurado por qualquer um que não fosse o loiro desde o acidente com a queda.
—Ei, Tora? Por que você foge tanto? -Sakura olha cansada pro gato que o colega estava segurando, incomodada pois já queria ter voltado pra casa.
—Talvez porque aquela senhora o aperte demais. Eu que não queria estar no lugar dele. -foi Sasuke que sugeriu, se arrepiando só de imaginar a vida do coitado do gato.
—Eu sei que dá pena dele, mas por mais que seja uma missão pequena é importante pra manutenção da relação entre Konoha e o Daimyo. Então o gato deve ser devolvido a dona dele, independentemente de como nos sentirmos sobre isso. -o de cabelos platinados explicou calmamente. Apesar de toda a lição sobre companheiros era importante que os jovens entendessem a importância de cumprir as missões que lhes foram dadas.
Quando voltaram a mesma sala de mais cedo, para entregar o animal para a dona, este não queria sair dos braços do Uzumaki por nada no mundo. O felino miava, se esperneava e se segurava com todas as forças no garoto. O desespero do gato era tão claro que, por um breve momento, o mais novo o segurou mais forte. Mas a realidade voltou um segundo depois e ele se forçou a participar mais ativamente na tarefa de desentrelaçar Tora dele.
—Desculpa. -pediu ao soltar as garras dele. Para quem ele está se desculpando ninguém tinha certeza. Embora o Hokage tivesse uma sensação nefasta de que o menino estava começando a fazer paralelos entre eles.
—Tora-chan parece que realmente gostou de você, menino. -a adulta riu, desconsiderando totalmente a fala do menor e todo o comportamento de seu pet.
—Me sinto honrado, senhora. -respondeu respeitoso. Mas toda sua atenção estava no gato e nas sensações estranhas que só aumentavam a cada interação com ele. Um quê de impotência de não poder fazer nada e desespero. Era isso que ele era para a vila? Ele realmente em algum momento teve alguma escolha ou seu caminho havia sido traçado pra ele sem nem mesmo ele saber?
Sua espiral de pensamentos foi interrompida, felizmente, pelo sensei que chamou o time. Nesse meio tempo em que o menor estava distraído ele havia conversado com o Kage sobre uma próxima missão, algo diferente do usual. Ao anunciar a notícia o trio rapidamente se animou, todos estavam cansados das nível D, além de chatas eles estavam cercados de azar independente de sempre concluírem todas com sucesso. Enquanto explicava sobre o que se tratava a dessa vez, foram interrompidos por um abrir da porta, com alguém entrando assim que foi chamado pra entrar.
—São esses pirralhos que irão me escoltar de volta para a Ilha das Ondas? -o homem claramente vestido como um pescador que entrou questionou com certo descaso, avaliando as crianças com o olhar. -Eles não são muito pequenos pra isso?
—Eu te garanto que meu time é capaz de realizar essa missão nível C com sucesso apesar de serem novos. Idade não é sinônimo de capacidade no mundo ninja. -Kakashi assegurou.
—Hum... Está bem. Desde que cumpram pelo o que eu paguei está tudo bem. Vou acreditar nas suas palavras, Jounin. -aceitou sem levantar uma briga e parando pra tomar um gole da garrafa de bebida que carregava. -Quando iremos sair? -tinha certa impaciência em sua voz dessa vez.
—Partiremos assim que terminarmos de arrumar nossas coisas. Nos encontraremos no portão da vila em 1 hora no máximo. -o Jounin anunciou e encorajou todos a irem se organizar o mais rápido possível. Os genins se apressaram pra suas casas e arrumar suas mochilas para viagem. Era a primeira vez que sairiam de dentro da vila, não sabiam se ficavam nervosos ou animados. Tudo que sabiam que esta seria a primeira de muitas aventuras fora dali. Era uma nível C! Prova de que a capacidade deles como time estava sendo reconhecida! Tinham certeza que nesse ritmo estavam destinados a fazer missões grandes e importantes em pouco tempo, pensavam inocentemente, mal imaginavam o que o futuro em si guardava para eles.
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