Passado Sombrio
19 Ódio
Notas iniciais
Nos capítulos anteriores...
...
Após a revelação do passado de Punzi,Andrea percebeu que estava na hora de encerrar um pouco da confusão com os Silvys,pegando a última peça do quebra-cabeça:Dylan.
Assim como Anna,Dylan é uma pessoa alegre e aparentemente feliz,mas ainda magoado pelas as feridas do passado.Seu pai lhe causou muita dor.
Isso,foi tudo o que você viu na fic "Passado Sombrio".
...
Pov's Dylan
—Bom...acho que é isso!-comentou Andrea com um doce sorriso-Pode ir Dylan.
Lhe lancei um sorriso,enquanto me levantava.
—Mais uma coisa-alertou me fazendo encará-la-Seu irmão já é bem grandinho e tem que aprender com os próprios erros...sozinho.Comece a pensar um pouco mais em você.
As palavras dela me pegaram de surpresa.Apesar de Hans ser um completo babaca,ele era meu irmão e eu o amava,querendo protegê-lo.Mas Andrea estava certa:Eu tinha que pensar mais em mim.
Sorri mais uma vez.
—Vou tentar-confessei.
(...)
De noite...
Pov's Anna
—É sério gente!Tava aqui!-insistiu Flynn indignado,ainda olhando para todos os ângulos da mesa.
Estávamos reunidos no refeitório,jantando.O cenário estava diferente.Não tinha várias mesas,mas agora,uma mesa enorme para todos e vários bancos.E o Ryder nem percebeu que eu havia roubado o seu chocolate,de tão distraído que estava.Eu era viciada em chocolate.
—Aposto que está falando isso só pra pegar outro!-acusou Seeylfe rindo divertida.
—Não estou brincando!Roubaram meu doce!-afirmou o Ryder quase chorando.Eu não posso rir.Eu não posso rir.
Ergui as sobrancelhas quando percebi que Jack era quem estava distraído e então,estendi a mão para sua bandeja e roubei seu brigadeiro,enfiando-o na boca.
—Ei!-o Frost se assustou-Roubaram o meu também!
Olhei ao redor,procurando pela a minha próxima vítima e percebi que Kristoff,era quem estava distraído desa vez.
Sorri marota,estendendo minha mão para a sua bandeja.
Gritei assustada quando ele agarrou meu pulso,me encarando divertido.Isso chamou a atenção de todos.
—Te peguei-zombou rindo.
Arregalei os olhos,sentindo meu rosto corar violentamente.Merda,fui pega.
—Sua...Sua...ladra de chocolates!-Flynn apontou o dedo na minha direção,revoltado.
—Eu já desconfiava-declarou Elsa convencida,apoiando as costas na cadeira e cruzando os braços-Anna sempre amou chocolate.Ama até demais!
—Credo Snow!Você me dá medo!-brincou Astrid rindo divertida.
—Seus chatos...-resmunguei,fazendo bico.
—Que parangolé é esse?-questionou Andrea curiosa,se aproximando.
—Nada demais.Apenas furtos de chocolate-comentou Soluço dando de ombros-Vai jantar conosco,Andrea?
—Ah não,obrigada-negou ela gentil-Eu preciso dar uma palavrinha com Kristoff.
Pov's Kristoff
Gelei completamente e soltei a mão de Anna,enquanto meu estômago embrulhava.
—Não vai gostar do meu passado...-afirmei assustado.
—Kristoff,todos aqui temos passados sombrios aqui-alertou Astrid compreensiva-Ninguém vai julgá-lo.Andrea é boa pra conversar e ela pode ajudar.
Senti segurarem minha mão e encarei Anna surpreso,vendo ela sorrindo incentivadora pra mim.Olhei para todos,que pareciam também,me incentivando com o olhar,exceto Flynn,Merida e Seeylfe.Os três apenas pareciam...curiosos.
Respirei fundo.
—Okay.
(...)
—Então...Kristoff...-Andrea sorriu,tentando puxar assunto-Qual o seu problema...exatamente?
Torci os lábios receoso.
—Eu sou muito rancoroso...-relatei envergonhado-Tenho muito ódio guardado...do meu pai.
Ela arregalou os olhos chocada.
—P*** merda!-me espantei com o palavreado de Andrea-Desculpa Kristoff,é que fiz uma aposta e...acabei de perdê-la.Mas isso não importa agora!Continue!
Dad-Golfinder
—-------------------REPLAY ON--------------------
(Desde que eu era pequeno,meu pai era alcoólatra.Quando ele bebia,ficava muito agressivo e ciumento em relação à minha mãe.Ela nunca podia levantar a voz pra ele.Se não...ele revidava de forma bem pior).
—Sua vadia estúpida!
—Calado Kennedy!Vai acordar Kristoff!
Abri meus olhos assustado e me sentei na cama.
São as vozes dos meus pais...Eles estão brigando de novo?
Me levantei com cuidado da cama.
—Você não vai mais!Eu sou seu marido e você vai fazer o que eu mandar!-ouvi meu pai dizer autoritário.
Abri um pouco a porta e observei pela a brecha.
—Não pode me trancar dentro de casa!Pode ser meu marido,mas não é meu dono!-rebateu mamãe fazendo papai ficar vermelho de raiva.
—ORA SUA...-gritou ele dando um forte tapa na minha mãe,que caiu no chão,aos prantos.
Arregalei os olhos em choque,enquanto as lágrimas desciam pelo o meu rosto.
(...)
(Ele era meu pai,mas quando batia na minha mãe e eu a via chorando,uma raiva fora do comum foi crescendo dentro de mim.O ódio pelo o meu pai me impediu de ter amigos e então,passei por invisível na escola.Conforme fui crescendo,a violência do meu pai foi aumentando e a minha tolerância quanto àquilo diminuindo).
Fechei a porta atrás de mim e caminhei até a cozinha.
Adentrei o cômodo e logo avistei minha mãe de costas,enquanto cortava alguns legumes na pia.
—Oi mãe-alertei.
—Oi filho...-respondeu com a voz trêmula.
Franzi a testa.
—A senhora está bem?-perguntei preocupado.
—Tô-afirmou.
Ela não estava.
Dei passos em sua direção e a virei para me encarar.
Arregalei os olhos ao ver seu olho direito roxo.
—Foi ele?-cerrei os dentes.
—Kristoff,por favor,tenha paciência com o seu pai-suplicou.
—ELE NÃO É MEU PAI!-gritei alterado,o que a fez recuar-Desculpa mãe,eu...não queria gritar.
Ela suspirou.
—Tá tudo bem-garantiu.
—Não,não está tudo bem-afirmei aborrecido-Eu vou falar com ele.Se ele não se ajeitar,eu juro que não respondo por mim.
(...)
Assim que meu pai entrou pela a porta,eu a fechei e o encarei irritado.
—Precisamos conversar-afirmei e meus olhos caíram na garrafa em sua mão.Rapidamente,a tomei e caminhei até a cozinha.
—O que está fazendo moleque!?!-ouvi ele furioso atrás de mim.
Joguei a garrafa no lixo e voltei pra sala,ficando na frente do meu pai.
—O senhor tem que parar de beber.Precisa se tratar-alertei vendo-o rolar os olhos e se jogar no sofá-Você chega bêbado em casa e desconta sua frustração na mamãe!Ela não tem culpa se sua vida está uma merda!Não pode bater nela!
—Cala a boca!Você não sabe de nada da vida!E quem sustenta vocês,sou eu!-rebateu pegando o controle e ligando a TV-E a sua mãe é minha esposa!Eu faço o que quiser com ela!
—Se ela é sua esposa,você deve a tratar bem!-alertei ficando na sua frente-Não vou deixar você tocar nela outra vez!
Ele riu,debochado.
—Duvido-provocou-Nunca fez nada antes e não fará agora-meu sangue ferveu e meu punho foi se fechando lentamente-Você não passa um banana!Um nada!UM MERDINHA!
Gritei furioso,socando sua cara com força,o que o derrubou do sofá e o fez cair no chão.Ele tossiu,cuspindo sangue.
Peguei uma das inúmeras garrafas vazias e quebrei com tudo na sua cabeça,o que o fez gritar de dor e lhe cortar.
Me agachei ao seu lado e o agarrei pelo o colarinho,obrigando-o a me encarar.
—SEU IDIOTA!-xinguei furioso,lhe dando um soco no rosto,o que fez espirrar mais sangue-SEU MONSTRO!-soquei outra vez-EU ODEIO VOCÊ!-outro soco-ODEIO!ODEIO!-dei mais dois socos.
—Kristoff!
Paralisei com o punho no ar e virei minha cabeça,vendo minha mãe,com os olhos arregalados em choque.Seus olhos demonstravam pânico e isso só aparecia...quando papai lhe batia.
Arfei chocado,soltando meu pai no chão inconsciente e me levantei,encarando meu punho ensanguentado.
—Eu...me tornei ele-murmurei assustado.
—Filho...-chamou mamãe com a voz chorosa.
Balancei a cabeça em negação e em seguida,caminhei até a porta e abri,saindo de casa às pressas e sem rumo.
—-------------------REPLAY OFF-------------------
—Quando voltei pra casa,minha mãe já tinha expulsado meu pai de casa.Ela disse que se contasse o que eu fiz,ela contaria o que ele fez durante todos esses anos-expliquei com o olhar cabisbaixo-Ela não queria que eu fosse preso e fez isso para me proteger.
—Tá legal!-ergui o olhar,vendo Andrea aborrecida-Primeiro:Eu posso ver nos seus olhos que você é um bom rapaz,Kristoff.Segundo:Seu pai mereceu a surra.Terceiro:Você não pode ser preso,porque defendeu sua mãe.O único errado da história,é seu pai.
Levantei as sobrancelhas surpreso.
—Então...eu posso denunciar que ele batia na minha mãe...sem me prejudicar?-indaguei.
—Sim-afirmou-E poderia ter denunciado há muito tempo,mas você amava seu pai e no fundo,queria que ele mudasse.Estou correta?
Abaixei o olhar envergonhado.
—Não o julgo-a encarei de novo,vendo-a sorrindo compreensiva-Pode ir.
Assenti,me levantando e saindo da cabana.
Pov's Andrea
Soltei um suspiro profundo.
—Acho que vou cantar Bad Romance...- comentei pensativa.
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