Passado Sombrio

29 Forte terapia-parte 3:Hora de enfrentar o passado


Notas iniciais
N.I: Oi gente. Eu não tenho nada a declarar sobre o capítulo forte que vocês vão ler,só aviso que é para prepararem os corações. Boa leitura! Foto do capítulo: https://www.instagram.com/p/BhNkpSVlGF2SK_RrdjmSkFBs7MVd4KBT1ErdtY0/

Pov's Merida

Quase todos declararam ter iniciado um relacionamento,o que pegou Andrea de surpresa e questionou sobre o fato de não ter sido a bebida e os passados.De acordo com alguns,eles acreditavam que um laço afetivo poderia ajudar a diminuir a dor de seus passados sombrios.

Porém,eu não achava o mesmo.Punzi sofreu mais que eu e mesmo assim,parecia tão segura com Flynn.Acho que tínhamos jeitos diferentes de encarar a vida.Eu era mais fraca psicologicamente do que Rapunzel.Deveria ser por isso.

Os dias foram passando e quando fomos perceber,estavámos no último mês de verão,a fase final da terapia.Andrea repetiu aquelas terapias durante esses dias,até hoje.Estávamos reunidos na cabana principal.

—Quero saber algo de vocês e tenho certeza que as respostas não serão as mesmas-comentou Andrea-Como estão hoje,em relação aos seus passados?

Todos se entreolharam.

—Eu...tirei da minha cabeça que pude ter matado Anna,mas ainda estou bem magoada com meu pai,por suas acusações-começou Elsa.

—Eu digo o mesmo,em relação à Emma.Estou na mesma posição que Elsa-concordou Jack.

—Ainda...dói dentro de mim ao lembrar o que aconteceu comigo-lamentou Anna-Mas eu perdi o medo de que acontecesse de novo,graças ao Kristoff.

—É,eu e Anna ajudamos um ao outro,praticamente-acrescentou o Bronte-Meu pai batia na minha mãe e eu tinha medo de me tornar igual à ele,enquanto Anna tinha medo que acontecesse de novo o que passou,mas nosso relacionamento e nossos passados quase interligados,nos fez perder um pouco desse medo.Eu pretendo denunciar meu pai.

—Nunca vou esquecer o que passei nas mãos de Kevin-afirmou Punzi atordoada-Mas antes de tudo acontecer...eu fui feliz.Mesmo...minha mãe tendo feito o que fez.Quando escapei daquele hotel...busquei ajuda para curar a dor e a decepção que passei,mas me recusava a chorar e me lamentar todo o dia,porque se eu continuasse daquele jeito,jamais teria reunido forças para lutar pela a superação.

—Meus pais morreram-lembrou Flynn sério-E continuar vivendo a vida que levo não os trará de volta,mas só vou consegui viver em paz quando Kevin pagar por tudo o que fez.

—Eu...não superei nem um pouco o que passei-confessei-Eu posso aparentar ser bem esquentada,mas não sou tão forte quanto aparento.Com a pressão que sofro na família que tenho,é difícil aparentar que está tudo bem e sorrir como se estivesse tudo normal.O motivo de querer ter me matado no dia em que foi estuprada,foi porque achei que estaria sozinha e que não superaria aquilo.

—Eu achava que tinha a vida perfeita e meu pai colocou na minha cabeça que pisar nos outros era uma forma legal de se viver-relatou Hans envergonhado-Mas eu pretendo reparar isso.

—Eu não ligo mais para o meu pai ou se ele me odeia-afirmou Dylan sério-Graças à Deus não cresci igual à ele e pretendo apoiar Flynn e Punzi em suas denúncias.

—Eu não matei minha família-respondeu Heather num tom firme-Dylan e Andrea me fizeram enxergar isso durante esses meses e agradeço por isso.

—Eu sofri,fui humilhada,por pessoas que se achavam superiores-alertou Astrid aborrecida-Mas...quando fui humilhar Kristen naquele hospital,provei que não era melhor que ela.Decidi enfrentar tudo o que passei de cabeça erguida e não humilhando os outros como ela e outras pesssoas fizeram.

—Aceitei quem sou e não sou rancoroso,confesso,mas o fato de que a culpa é do meu pai...ainda permanece na minha cabeça-Soluço fez uma careta.

—O que aconteceu não foi culpa minha-garantiu Dag aborrecido-Mas...tragédias e mal entendidos acontecem todos os dias,assim como aconteceu comigo.Eu não devo parar minha vida por causa de uma cicatriz,mas sim agradecer por ainda estar vivo.

—Bolor ter me batido ou ter tentado me estuprar...não foi o que me fez vir aqui-declarou Seeylfe nos surpreendendo-O que me fez vir aqui,foi querer ver se o resto do mundo era cruel como aquele velho,mas não é.Nunca conheci o mundo de fato porque vivia presa naquela casa,mas aí conheci vocês.Percebi que o mundo tem pessoas más,mas também há pessoas boas.Encarei meus medos e minhas inseguranças,então só tenho mais duas coisas pra fazer:Denunciar Bolor e achar minha família.

—Bom...alguns superaram em partes e outros não-relatou Andrea pensativa-Pessoal,chegamos à última fase da terapia,mas essa vai durar o resto do mês.Eu a chamo de:Hora de enfrentar o passado.

Engoli o seco.

—Será um grupo por dia-acrescentou-Levarei as pessoas escolhidas para um cabana separada e lá na hora,vocês vão saber o que fazer.As pessoas de hoje são:Merida,Rapunzel e Seeylfe.

Arregalei os olhos assim como a morena e a ruiva.

—Eu vou acompanhá-las até a cabana e não se preocupem,eu vou estar lá pra qualquer coisa-afirmou-Merida,os seus pais estão aqui.Punzi e Seeylfe vão falar com a delegada e Soluço,é pra você vir junto.

—Mas porque?-indagou o Strondus confuso.

—Saberá porque-garantiu Andrea com um sorriso dócil no rosto.

(...)

Seeylfe,Soluço e Rapunzel ficaram do lado de fora e eu entrei com Andrea,avistando meus pais e uma delegada.

—Merida!-sorriu mamãe vindo até mim e me abraçando-Senti tanta saudades!-afirmou se afastando para me encarar.

—A casa não é a mesma sem você-acrescentou papai animado.

—Andrea nos chamou e disse que você queria nos falar algo-alertou mamãe intrigada.

Meus olhos marejaram e encarei Andrea,que sorriu em incentivo.

—Já está na hora-alarmou.

Assenti temerosa e virei-me para os meus pais,reunindo toda a minha coragem.

—É sobre...o porquê de eu ter tentado me matar-expliquei vendo eles levantarem as sobrancelhas curiosos-Foi no mesmo dia em que saí com Marcus e ele saiu da cidade com o pai.Tem...mais ou menos haver com isso.

Mamãe franziu a testa.

—Filha...não me diz que ele te deu um fora e você se cortou por causa disso-pediu.

As lágrimas escorreram pelo o meu rosto.

—Não,foi totalmente ao contrário-lamentei contendo os soluços-Eu não gostava do Marcus,eu saía com ele só por ordens suas e porque você ameaçou me prender em casa.Quando saí com ele,o rejeitei de todas as formas,mas ele não desistiu e tentou de tudo para se aproximar de mim,mesmo eu dando vários foras nele.Foi então que ele avisou que sairia da cidade e queria se despedir.Não achei nenhum problema,pois ele iria embora mesmo.M-Mas-s...-chorei inconsolável,não conseguindo continuar.

Foi então que eu percebi,que minha mãe também chorava.

—Merida...o que ele fez!?!Merida!-suplicou.

—Ele a estuprou,Sra.Dunbrooch-respondeu Andrea séria-E por ele ter feito isso quando Merida era menor de idade,as coisas pioram pra ele.

—DESGRAÇADO!-papai se enfureceu-EU VOU MATAR AQUELE MOLEQUE!MALDITO!

Mamãe soluçou.

—A culpa é minha.A culpa é toda minha-murmurou angustiada-Se eu não tivesse lhe pressionado,nada disso teria acontecido.

—Não mãe-neguei de imediato-Não foi sua culpa.Não fazíamos idéia de quem era Marcus e do que ele era capaz.

Ela franziu a testa determinada.

—Eu e o seu pai,vamos lhe apoiar no que pudermos na sua denúncia contra Marcus-afirmou-Ele não pode escapar impune de forma alguma.

Sorri fraco.

—Obrigada mãe-agradeci.

(...)

Pov's Seeylfe

Eu entrei em uma outra cabana,juntamente com Soluço,Punzi,Andrea,Merida e a delegada.

Logo,avistamos uma pequena família.Um cara alto de cabelos e barba ruiva,uma mulher de longos cabelos castanhos e uma garota,que era bem parecida comigo.

—Filho...-disse o cara barbudo ruivo tentando se aproximar de Soluço,mas o mesmo recuou.

Arregalei os olhos.É a família Strondus!

Vi a mulher ficar com os olhos cheios de lágrimas.

—É ela?-apontou pra mim.

—Temos que ver o resultado do exame de DNA primeiro-alertou Andrea com um sorriso dócil.

—Perai!Como assim exame de DNA?-questionei confusa.

—É...já faz um tempo que peguei seu DNA para comparar com os pais de Soluço-explicou sorrindo sem graça-Foi no dia em que conversamos sobre seu passado e quando deixou sua caneca comigo.

—Marota você hein?-comentei rindo.

—Um pouco-deu de ombros-Punzi,você vai falar com a delegada primeiro.

Pov's Punzi

Assenti,me aproximando das cadeiras e me sentando na frente da delegada.

—Pode começar Rapunzel-cedeu.

Respirei fundo.

—Eu era uma modelo na cidade de Corona e estava fazendo sucesso-comecei-Apenas entrei nessa carreira porque minha mãe pediu e era uma forma de nós nos sustentarmos.Ganhávamos muito dinheiro,mas para a minha mãe,não foi o suficiente.Ela...me vendeu para um homem chamado Kevin Silvys e ele abusou de mim por meses,pagando minha mãe por isso.Mas no dia do meu aniversário de 18 anos,eu consegui fugir e vir pra cá,para Arendelle.

—Você era menor quando isso aconteceu?-questionou.

—Sim-confirmei.

—Duvido que até Kevin Silvys consiga escapar da polícia depois disso-comentou-Obrigada Rapunzel.

Assenti,me levantando.

Pov's Seeylfe

Nem esperei Andrea falar e me aproximei,me sentando na frente da delegada.

—Seeylfe né?-sorriu e eu assenti-Não tem documentos seus.Nem certidão de nascimento.

—Nunca tive,Bolor nunca nem sequer me registrou alguma vez-respondi-Ele dizia ser meu avô e me obrigou a ter aulas em casa.Passei 18 anos isolada,então quando fugi,confesso que me assustei um pouco.Ele me batia às vezes por nada e teve uma vez que ele me esfaqueou.Quando cheguei na puberdade,percebi que ele passou a me olhar de um jeito diferente.Com receio,pedi que um professor de artes maciais me treinasse e ele fez isso de graça!Foi então que um dia,já com 18 anos,achei uma carta de Bolor confessando o seu crime,de que havia me tirado da minha família quando eu era bebê e nesse dia,eu já planejava fugir dele.Foi então que ele chegou na hora e após confessar tudo,tentou me estuprar.Mas consegui escapar e fugir.

—Bom,sem dúvidas nenhuma,Bolor é um lunático.Isso explica porque ele ficou sumido todo esse tempo depois do fim da sua carreira-relatou-Agora,precisamos ver o exame de DNA,para ver se você pertence à família Strondus.

Engoli o seco,vendo ela pegar o envelope e começar a abri-lo.

Ela retirou o papel e o leu.O sorriso em seu rosto fez meu coração disparar.

—Sr. e Sra.Strondus,achamos sua filha-declarou.

As lágrimas escorreram pelo o meu rosto.

Não acredito!Eu achei minha família!

Me pus de pé e me assustei quando Soluço me abraçou com força,chorando.

—Eu sabia...-murmurou.

Solucei,abraçando Soluço com força.

Eu sabia...Eu sabia que éramos irmãos!

Liv,animada,se juntou ao abraço.

Me afastei deles e me aproximei de Valka,que parecia nervosa.

—Eu nunca tive uma mãe...-confessei intrigada.

—Há anos eu espero por esse momento-afirmou emocionada.

Ela me abraçou com força e imediatamente,retribui.

Me afastei dela e me aproximei de Stoico.

Ele sorriu e em seguida,me abraçou com força.

—Minha filha...-murmurou-Eu nunca mais vou largar você...

Sorri,retribuindo o abraço.

Notas finais
N.F: Eu...TÔ NO CHÃO!ANDREA É MARAVILHOSA! Mas também...foi bem pesado e triste.Aí meu coraçãozinho! —-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- (Cap.30)Forte terapia-parte 4:Hora de enfrentar o passado (...) —Anna-pediu Andrea cautelosa. Suspirei. —Eu tenho uma coisa pra falar pra vocês-declarei-É sobre...aquele dia da formatura e o estado que eu estava quando cheguei em casa. (...) —Nós só vamos sair daqui quando resolvermos essa confusão-afirmou Andrea irritada-Vamos ver quem está certo e errado de fato. (...) Balancei a cabeça confirmando e ele sorriu,me abraçando com força.Retribui o abraço de imediato. (...) —---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Até!