Notas iniciais
Bem, eu queria primeiramente agradecer a todas as meninas do PSAGNE que me ajudaram com tudo, desde nome de carros a nomes de personagens, principalmente a Vicke. Espero que vocês leiam e gostem! Então, vamos a fic!

Era quase meia-noite quando eu, meu pai e meu irmão viajávamos pela estrada escura que nos levaria para Darkwood Hills.

Eu, meu pai, minha mãe e meu irmão, Jules, morávamos juntos aqui até minha mãe receber uma oferta de trabalho e nós nos mudarmos para a Califórnia.

Minha mãe, Jessie McCall, era a melhor cozinheira do mundo e recebeu uma proposta para ser chef de cozinha em um restaurante de LA. Nós passamos 7 longos e felizes anos lá. Até minha mãe ficar doente e falecer. Depois disso, meu pai, Nicholas, passou a se dedicar muito mais ao trabalho. Um dia ele estava no hospital(meu pai é cardiologista) e lhe ofereceram uma chance de voltar para Darkwood Hills... E ele aceitou.

Eu não me lembro de muito daqui. Me lembro de eu e minha mãe assando cookies no inverno, de eu e meu pai brincando de bola, lembro de quando Jules nasceu... Não são muitas memorias, no final das contas.

Jules estava perguntando sem parar quando poderia ir ao banheiro. Ele era o típico estereótipo de menino de dez anos: Era baixinho, seu cabelo ruivo escuro estava frequentemente bagunçado e podia ser muito irritante as vezes.

No final das contas, papai decidiu parar em um posto de gasolina para Jules ir no seu precioso banheiro e também para abastecer a caminhonete. Carlos, um velho amigo da família, nos emprestou a caminhonete azul brilhante para nós sairmos do aeroporto. Papai teve que vender nosso conversível preto reluzente para vir para cá. Nós ficaríamos com a caminhonete até papai comprar um outro carro.

Assim que papai estacionou o carro ao lado da bomba de combustível, Jules pulou do carro e correu como um cavalo manco para o banheiro. Nós nos afastamos do carro e um silencio desconfortável preencheu o lugar. Eu percebi que ao lado da porta de metal velha do banheiro, o posto possuía uma lanchonete cuja a placa de néon colorida irritava os olhos, tornando impossível olhar para ela diretamente.

— Então, — começou papai, claramente também desconfortável com o silencio — animada para rever a cidade, Lauren?

— Ah, uh, não sei. — e ai eu percebi o quanto genial as palavras eram — Sim... Eu acho.

Ele acenou com a cabeça e colocou a mão dentro de sua calça jeans.

— Ah. Nunca me deixem sem ir ao banheiro por muito tempo outra vez! — Jules saiu do banheiro com a cara mais engraçada do mundo... E então ele se virou. Eu e meu pai

começamos a rir descontroladamente e Jules virou para nos encarar, com os olhos semicerrados.

— Do que vocês estão rindo?

— É só que... — papai quis continuar mais era obvio que o riso não deixava — tem uma coisinha na sua calça...

Jules prontamente olhou para seu zíper e o fechou.

— Ah sim. Obrigada.

O garoto não percebeu o enorme pedaço de papel que saía de seus jeans, grudava em seus tênis e arrastava no chão como o véu de uma noiva!

— Jules olha não é... — automaticamente meu pai começou a rir descontroladamente assim que ele começou a caminhar para o carro.

Nós rimos mais um pouco e então voltamos para a caminhonete.

~~*~~

Acordei com o ronco de Jules no meu ouvido e os ruídos do radio do carro.

— Ainda esta cedo. Você não quer voltar a dormir? — Era a voz sonolenta do meu pai.

— Nós vamos demorar muito? — Perguntei, percebendo que essa era provavelmente a primeira coisa que Jules perguntaria quando acordasse.

— Provavelmente, mais uma hora. — Ele falou com um grande bocejo — Não quer mesmo voltar a dormir?

— Sim. Acho que essa é uma boa idéia. — Minhas pálpebras já estavam se fechando sozinhas — Hey, se você quiser aumentar o radio, lembre-se que não vai me incomodar e que Jules dorme feito uma pedra.

Apaguei novamente, colocando minha cabeça sobre a de Jules que dormia profundamente.

Notas finais
Bem, eu realmente espero que vocês tenham gostado e que estejam esperando pelo próximo capítulo! Beijos!