Party Girl
1 Único.
Notas iniciais
Seu corpo se movia com uma sensualidade quase indescritível. Acompanhava perfeitamente as batidas da música rápida e sensual que soava pelo enorme cômodo. Um sorriso satisfeito estava em seus lábios pintados de um vermelho vivo. Sabia que meu olhar estava sobre ela, assim como o de todos a sua volta. Ela provocava todos, mas ninguém ousava se aproximar e tirar sua atenção da música alta. Seria quase um pecado impedir que seu corpo se movesse de acordo com a música. Seus olhos de um azul vivo se encontravam ocultos pelas pálpebras. Permanecia dançando com os olhos fechados.
Seu quadril movia de modo sugestivo e isso me fazia morder meu lábio inferior cada vez que as batidas ficavam mais frenéticas. Vez ou outra lançava sua cabeça para trás, afastando seus longos cabelos loiros. Com certeza era a garota mais bonita que havia visto. Tudo nela me atraia. Seu olhar, seu sorriso, seu corpo. Ela era a própria descrição de pecado.
Permanecia lá, próxima ao bar. Em minha mão um copo de bebida esquecido a tempos. Minha beleza não era estoneante como a dela, mas tinha lá meu charme. Mordi de maneira delicada meu lábio inferior ao ver um cara caminhar de maneira firme até o corpo bonito da garota. Finalmente alguém havia tomado uma ação de tentar ter a atenção dela para si.
As mão grandes do homem musculoso foram para a cintura fina enquanto ele murmurava alguma coisa em seu ouvido. Seus olhos azuis se abriram e encontraram os olhos do outro enquanto ela negava com a cabeça e afastava de maneira delicada a mão dele de sua cintura. Ela sorriu pequeno para ele e me indicou com a cabeça. O olhar do homem caiu sobre mim e eu apenas sorri. Deixei o copo em cima do balcão as minhas costas e segui até a garota.
Notei o olhar de ambos percorrer meu corpo. Notei o desdém estampado no rosto do homem enquanto ele reparava nos meus jeans rasgados e na jaqueta de couro. Em meus pés mantinha um coturno preto com pouco salto e meus cabelos negros e ondulados caiam pelos meus ombros um pouco abaixo de meus seios. Era quase o oposto dela, mas eu não me importava. Ela havia escolhido a mim, de qualquer maneira.
Sorri de maneira desdenhosa para o homem antes de colocar minha mão no centro das costas da garota. O tecido macio e vermelho de seu vestido era a única coisa que me impedia de tocar naquela pele clara e macia. Observei enquanto o cara se afastava lentamente, sem se pronunciar novamente. Um sorriso surgiu em meu rosto enquanto ela se aproximava mais de mim.
Colou seu corpo ao meu enquanto seu sorriso aumentava. Eramos praticamente opostos fisicamente. Enquanto ela mantinha seus cabelos quase brancos e lisos caindo até um pouco acima da sua cintura. Enquanto meus cabelos eram escuros e cacheados. Seu corpo cheio de curva e bem definido contratava com o meu magricela e com poucas curvas. Sua pele extremamente branca combinava com a minha amorenada. Suas roupas tão femininas como o vestido vermelho que ela usava. As minhas não passavam de uma camiseta branca e calça jeans.
Eramos tão diferente e mesmo assim ela reparou em mim e desejava a mim. Notei seus lábios vermelhos adquirirem um sorriso carinhoso enquanto ela juntava nossos lábios. Eram nesses momentos que eu sabia o quão sortuda eu era. Mordisquei de leve seu lábio inferior, puxando-o para mim e chupando-os. Adorava o gosto de cereja de seu batom. Ela sorriu antes de colar mais seu corpo ao meu. Corri livremente minha mão pelas suas costas antes de pará-las na base da mesma. Suas mãos foram para os cachos de meu cabelo enquanto ela dava mais intensidade ao beijo.
Apesar de tudo era assim, ela mandava. Ela decidia a intensidade e até onde nós iriamos. Decidia por onde correr suas mãos pelo meu corpo e até onde nós iriamos. Ela, ela e ela. Ninguém mais. Sua vontade era lei. E eu não tinha o menor problema com isso. Desde que eu pudesse permanecer como mais uma escrava das suas vontade, para mim estava tudo certo.
Descolou nossos lábios, selando-os repetidamente. Sorri para ela e desci um pouco mais minha mão. Ela apenas sorriu mais antes de voltar a juntar nosso lábios em mais um dos seus beijos. Beijos esses que arrancavam-me o fôlego.
Nunca pensei que me entregaria de tal maneira a uma garota. Que seria tão entregue às suas vontades. Aos seus desejos. Mas não podia negar isso. Não a ela. Nunca negaria nada à garota em meus braços. Assim que nossos lábios se descolaram, ela aproximou os seus, agora mais avermelhados devido o beijo, de minha orelha onde ela murmurou o mais baixo que pode, devido a música alta.
"Ciúmes, querida?" Senti-a morder levemente o lóbulo de minha orelha e puxá-lo antes de olhar em meus olhos de novo. Notei sua sobrancelha fina se erguer em desafio e soltei uma risada baixo.
"Ninguém mexe com a minha mulher." Murmurei de volta em seu ouvido vendo-a se estremecer.
"Como se eu quisesse outra pessoa, bobinha." Ela riu e voltou a dançar, mas me mantendo próxima.
Senti-a colocar uma perna entre as minhas enquanto esfregava seu corpo no meu ao ritmo da música. Sabia que ela estava me provocando novamente. E sabia também que os olhares continuavam nela. Na sua garota. Tornei a mover-me de acordo com a música, acompanhando suas batidas sensuais.
Sabia que nunca conseguiria provocá-la como ela fazia comigo e com todos os outros. Mas enquanto ela fosse minha, eu não precisava disso. Enquanto minhas mãos estivessem na base das suas costas, meu corpo balançando no mesmo ritmo que o dela e seus lábios em meu pescoço enquanto ela dança, então, estava tudo bem.
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