Ela já tinha dez anos e já aprendeu a arte de ser uma verdadeira peste. Lucy com cinco anos teve que presenciar a morte dos próprios pais, desde então teve que morar num orfanato de Lima, mas vivia fugindo de lá e por isto, se tornou o que é agora.

Lucy Quinn Agron é uma garota com cabelos grandes loiros, olhos avelãs mas vivia mudando de cor de acordo como você olhasse, mesmo nova já viu varias maldades a cada esquina de sua cidade. Lima que já foi um dia uma cidadezinha calma, tranquila a qualquer hora, mas desde que gangues veio morar na cidade, tudo que os moradores conhecem são mortes, corrupções, roubos... E a única pessoa que você podia contar era com você mesmo, ate mesmo com família, alguns tinha um pé atrás.

Agora ali estava ela entregando algumas notas de dolares que tinha roubado para um cara qualquer em um beco qualquer. Após pegar um saquinho, corre até uma casa abandonada que usava como esconderijo quando fugia do orfanato. Se caminha ate o que um dia foi uma sala de estar, se ajoelha na frente de uma mesinha de centro quase aos pedaços e retira os conteudos da sacola.

Respira fundo olhando os três itens.

- Okay, como se usa isto? — Sussurra olhando o pacotinho de cocaina e outro de maconha do lado de um isqueiro.

Após algumas tentativas frustadas, acaba pegando o jeito de usar as drogas. Se encosta no sofá velho que tinha em suas costas e começa a fumar a maconha aos poucos, tossindo as vezes pro não esta acostumada.

- Isto é muito louco. — Gargalha ela minutos depois... ou seria hora? Ela não conseguia distringuir o passar do tempo.

Pega um relógio de pulso, sem uma pulseira e o vidro quebrado, vendo que já era 19 horas. Por mais que odiava o orfanato, estava morrendo de fome e fazia tempo que não tinha uma refeição descente. Sendo assim, levantou e caminho pro algumas ruas sem se importar em ta em um bairro de gangues e esta tudo escuro. Exatamente 20 minutos depois, Lucy para em frente de predio de pinturas tradiocionais e uma placa com os dizeres: “Orfanato da cidade de Lima”

Suspira criando coragem para entrar sabendo que os funcionarios já não esquentavam com a cabeça com ela, apenas uma senhora que ainda não desistiu dela.

- Lucy Quinn Agron! — Se encolhe ao ouvir seu nome ser pronunciado pro aquela voz – Não sabe a preocupação que me deu garota. — Suspira quando uma mulher loira na casa de seus trinta e pouco se ajoelha na frente dela a abraçando com força como se tivesse realmente medo de que algo acontecesse com ela.

- Não se preocupe dona Judy, eu to bem. — Sorrio minimamente olhando a mulher mais velha.

- Menina, você por acaso se drogou? — Pergunta Judy Fabray, agente principal do orfanato, aquela que tratava todas as crianças como seus filhos e sempre conseguia um lar para eles.

- Nem sei o que é isto. — Desconversa desviando o olhar – Quando eu irei conseguir o tão lar que me prometeu dona Judy? Você sempre promete para as outras crianças e em pouco tempo elas sairem felizes com seus novos pais, e você me prometeu isto já faz cinco anos, três meses e quinze horas. — Pergunta magoada voltando a olha-la.

- É complicado eu conseguir isto sem seu apoio Quinnie. — Responde carinhosamente – Já te expliquei para conseguir um lar para você, você tem que parar de fugir do orfanato, parar de ser respondona, brigar sempre por qualquer motivo, parar de roubar principalmente e agora parar de se drogar.

- Não importa se eu faço tudo isto, ninguém vai querer alguém como eu que viu os pais morrer na sua frente e tem pesadelos toda noite com isto! — Grita chorando e entra no orfanato correndo batendo em tudo e todos que estivessem em sua frente.

- Pobre garota. — Sussurra Judy pra si mesma olhando Quinn fazer seu caminho.

Só Deus sabe o esforço que Judy Fabray tem feito com todos os casais que aparecem ali, tentando faze-los adotar Quinn, mas sempre que estava conseguindo algo acontecia, um comentario indesejado na hora errado ou até mesmo Lucy aprontando justo na hora errada. Suspirando novamente, a agente faz o mesmo caminho que a pequena garota de cabelos loiros tinha feito já que iria ajudar na janta naquela noite – assim como nas outras noites –.

Judy Fabray, 30 e pouco anos, tinha perdido o marido para o câncer de próstata, tinha um grande coração com todos indepedente de quem seja ou do que tenha feito, não guarda rancor e nem nada de nenhuma pessoa, ama crianças, por causa de um acidente de carro quando ainda era pequena, nunca pode ter um filho e Russel não queria saber de adotar mesmo a esposa insistindo diversas vezes neste assunto, por este motivo fez questão de trabalhar em orfanato onde podia ficar perto dos pequenos seres vivos. Em todo ano de trabalho, toda criança que chegava em sua mão, ela conseguia um lar adotivo rapidamente, apenas Quinn que estava dando trabalho.

A agente se encosta na porta olhando as diversas mesas onde um monte de crianças se encontrava conversando uma com a outra, rindo e ate brigando algumas mas era logo apartadas pro outros agentes. Logo nota Lucy, sozinha, na mesa que tinha perto da parede no canto escrevendo algo na mesa, se aproxima devagar sem ser notada.

- “Aqui jás Lucy Quinn Agron” — Ler o que a garota tinha escrito sob seus ombros.

Quinn que tinha tomado um susto, pula do banco com os olhos arregalhados e tenta tampar a frase, mas logo desiste ao notar quem estava em suas costas.

- Quero que todos sabem quem passou pro este lugar e o comandava. — Responde a garota determinada terminando de raspar o sobrenome na mesa.

- Sabe que isto é vandalismo não é? — Pergunta sorrindo de lado a olhando para receber um dá de ombros como resposta.

Judy bagunça os cabelos dela antes de ir ajudar as agentes distribuir as bandejas de comida para cada criança e ao final caminha com uma bandeja ate Lucy novamente que já devorava seu jantar sem se importar em ta sujando tudo.

- Posso me sentar aqui? — Sorrir carinhosamente a olhando.

- Claro. — Dá de ombro a loira notando pela visão periferiaca a loira mais velha sentar de seu lado e começar a comer devagar educadamente.

Já na hora de dormir, todos forão para seus dormitorios com seus parceiros de quartos, enquanto Quinn se deitava na cama de cima de um beliche olhando o outro vazio e olhando em seguida a cama de baixo também vazia. Suspira já que era a única que não tinha nenhum colega de quarto, no começo até tinha já que não podia ser tratada diferente dos demais, mas após varias reclamaçoes da loira de outras crianças para as agentes, os funcionarios conseguiram fazer com que Lucy ficasse com um quarto apenas pra ela assim não brigaria com ninguém pro querer dormir numa cama e a outra criança não querer deixa-la dormir ali, agora podia dormir em qualquer uma das quatro sem ter que “pedi” para alguém sair.

Não demora muito para que pegasse no sono virada para a parede.

--Sonho On--

"Quinn e seus pais tinham acabado de sair de mais uma reunião chata das empresas onde os mais velhos trabalhavam... Michelle Agron sempre tratava de levar Lucy nos lugares que ela quisesse claro que se não tive nenhum perigo.

Ao irem para casa, Milo Agron parou num semáforo e logo um carro parou ao lado do deles e saíram quatro pessoas de dentro dele, bateram no vidro do carro mandando a família sair do automovel. Lucy ver o medo estampado no rosto da mãe, se perguntava quem seria aquelas pessoas que estava os ameaçando.

Eles conseguiram quebrar a janela do carro, destravando as portas do carro. Quinn que olhava os pais com medo só sentiu um deles a puxar com tudo do banco enquanto via os amigos deles fazerem o mesmo com sua família... A cada segundo ficava mais desesperadoa, via seu pai brigar com um dos caras pra ser logo esfaqueado e sua mãe violentada sexualmente pra depois ter o mesmo destino que pai. Mesmo tenho cinco anos, já tinha certeza que iria ter o mesmo destino que os pais se a policia não tivesse chego, só que eles conseguiram fugir, assim que sentiu os pés no chão, correu em direção aos pais já chorando... Tirou o paletó que sua mãe insistia em vestir, nela já a Lucy sempre odiou saia e vestidos, e colocou em cima da mãe tentando em vão tampar a nudez dela, logo encostou a cabeça no vão de seus seios como costumava fazer quando tinha medo, sente ela acariciar de leve seus cabelos. Ergue a cabeça e a olha esperando que falasse que era tudo um pesadelo.

Seja sempre uma boa garota, não se meta em encrencas Lucy! Faça isto por mim! – Ela falava com dificuldades e mantinha seu sorriso ainda no rosto.

Não se esforce mamãe! Estava com muito medo de perdê-la, como qualquer pessoa ficaria. – Por favor! Eu imploro!

Infelizmente, não poderei cumprir este pedido desta vez princesa! Cresça meu anjo e se torne uma mulher maravilhosa! – ela disse acariciando o rosto pálido da garota já manchado de lágrimas – Me prometa filha! Prometa que você ira seguir em frente e continuará honrando o nosso nome!

Prometo mamãe! – Se inclina e beija sua testa, fechando seus olhos em seguida — Eu prometo – sussurra com dor.

Logo nota pessoas vestidas totalmente de branca correndo em sua direção, ao tentarem tira-la de perto de sua mãe, começa a fazer um escanda-lo.

Quinnie!!

Alfred!!! – Grita indo a sua direção sendo pega no colo e se agarra em sua roupa – Faça isto parar Alfred, faça esta dor parar!!!

Sinto muito Lucy, não posso fazer nada sobre isto! – Caminha devagar ate carro que ele veio enquanto ela batia em seu peito gritando.

NÃO!!! EU QUERO O MEU PAI!!!! EU QUERO MINHA MÃE!!! – Grita mais alto quando ver eles colocarem um pano em cima de cada um – NÃOOOOO!!!!! PAPAIIIIIIII!!!!!! MAMÃEEEEEEEEEEE!!!!!!!

Ao não conseguir dizer mais nada, apenas cai exausta no ombro de Alfred e deixa ele a colocar no carro”.

--Sonho Off--

Quinn se senta na cama suando ofegante com os batimentos cardíacos a mil. Suspira passando a mão sobre o rosto notando rios e maios rios de lágrimas escorrendo pro seus olhos, odiava quando se lembrava daquele dia. Foi a última vez que viu seus três membros da família, Albert seu tio pro parte de mãe, no mesmo dia a deixou em frente daquele orfanato falando que não tinha paciencia de cuidar de mais uma criança que a mãe dela já tinha sido suficiente e partiu, desde então Lucy nunca mais teve noticia do titio A.

- De novo aquele sonho?

Lucy olha para o beliche do lado encontrando Judy sentada na cama de baixo a olhando sorrindo de leve carinhosamente, suspira e assente de leve. Fabray apenas abre os braços vendo a garota pular da cama indo ate ela, a abraça deitando na cama com Quinn em seus peitos.

- Calma, estou aqui e nenhum mal acontecerá. — Garante carinhosamente beijando a testa da mais jovem.

Não demora muito para notar que a loira menor volta a dormir, desta vez um sono sem sonhos ou pesadelos.

--Dias depois--

- Por que tenho que usar isto? — Pergunta Quinn pela milonésima vez ajeitando o vestido rosa.

- Você tem uma entrevista hoje Quinnie. — Responde Judy pela milonésima vez a ajudando – Este casal que conseguir são incríveis, o cara é um médico renomado de Lima tem vários consultorios e já a moça é uma grande advogada. Seja uma boa moça.

Ela apenas bufa e entra na sala segurando a mão da mais velha, logo nota um homem loiro em torno de 20 ou 30 anos de jaleco olhando atrávez de uma janela e uma mulher com cabelos castanhos sentados numas das cadeiras sorrindente a olhando. Engole em seco se encolhendo um pouco perto de Judy os olhando.

- Carlisle, ela é perfeita. — Diz a mulher se levantando chamando a atenção do marido.

O homem até então calado se vira olhando a garota, sorrir amorosamente para a pequena garota.

- Oi. — Sussurra se ajoelhando na frente dela – Me chamo Carlisle Facinelli e esta é minha esposa Esme. — Apronta para a mulher também ajoelhada do lado dele – Não precisa ter medo. — Continua ao notar Quinn cada vez mais se escondendo atrás de Judy.

- Qual o seu nome? — Tenta Esme carinhosamente.

- Lucy Quinn Agron. — Sussurra baixo se afastando aos poucos das pernas de Fabray que sorrir carinhosamente a olhando.

Após algumas perguntas, finalmente Quinn tinha conseguido um casal que tinha a adorado e queria adota-la.

Mas...

Pro algum motivo ali estava ela com Judy ao seu lado vendo a Mercedes S55 AMG preta do médico acelerar ao máximo pela rua. A loira mais velha suspirou cansada, aquele era o último casal que podia um dia adotar Quinn e agora eles se foram.

- O que você fez? — Pergunta com um leve sorriso no rosto olhando a menor já cansada de represarias.

- Eu posso ter destruido sem querer uma bexiga com tinta no rosto daquela tão de Gada. — Dá de ombro sorrindo inocentemente.

Judy pro mais que tenha tentado, acaba não conseguindo e gargalha junto da menor.

--Duas semanas depois--

Quinn entra numa casa indo para sala olhando tudo em volta encantada.

- Isto aqui é incrivel. — Grita no topo da escada após subi-la correndo.

- Não corra na escada querida. — Ordena Judy carinhosamente a olhando.

Lucy assente sorrindo de lado indo conhecer o novo quarto dela com a nova mãe. Resumindo tudo, Judy cansada de ver a menor triste pelos cantos e estragando a vida aos poucos, decide ela propria adotar a garota. Como dizem, Fabray acabou matando dois coelhos numa cajadada só... Sempre quis filho, agora tem Quinn que praticamente era sua filha. E claro, Lucy que queria um novo lar, agora tem ao lado de Judy.

Agora só tem que retormar a vida direito e parar de fazer besteiras...

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