Part of Me (One-Shot)
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Part of Me – Capítulo Único
— Clarke? Quinze minutos. – minha assessora informou.
Em dias como este, quero fugir
— Tudo bem. Obrigada Lexa. – agradeço, observando-a fechar a porta.
Faço as malas e vejo a sua sombra sumir
Uma lágrima cai em minha bochecha e rapidamente a enxugo com as costas da mão.
Você me usou e depois me descartou
Olho para o porta-retrato em minha penteadeira. A foto mostrava uma Clarke sorridente junto com um Finn brincalhão, dentro de o que parecia ser uma piscina.
Como se eu fosse veneno na sua boca
Eu me lembrava desse dia, estava particularmente quente. Eu estava estirada em meu sofá, usando uma revista de moda como leque, já que meu ar condicionado havia quebrado uma semana antes, quando ele me ligou.
— Alô? Amor?
— Oi Finn...
— Como você está, minha linda?
— Eu to bem... E derretendo de calor.
— Opa, então meu convite chegou na hora certa. O que você acha de um piquenique lá na cacheira?
Você pegou a minha luz e me esvaziou
Eu aceitei.
Mas aquilo é passado e isto é agora
Aquele foi um dos dias mais maravilhosos da minha vida. Nadamos, brincamos de jogar água um no outro, comemos as delícias da minha cafeteria preferida... Simplesmente perfeito.
Agora, olhe para mim
Amassei a foto, a jogando no lixo.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Me levantei caminhando em direção a arara de roupas, decidindo que roupa vestir. Mais uma vez divaguei.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Eu me olhava no espelho. Estava com um vestido vermelho sangue e batom da mesma cor. Em meus pés, um salto quinze da cor preta.
Eu particularmente não havia gostado do look. Preferia estar com uma simples camisa de flanela, jeans e all star, mas Finn dizia não gostar do meu estilo, o que o fez me dar a roupa que usava.
“Você tem capacidade de ser mais que isso Clarke.”
Jogue seus paus e suas pedras
Jogue suas bombas e seus golpes
No fim, aquela noite foi um desastre. A mãe de Finn me odiou depois que eu tive uma crise alérgica por culpa de sua comida. Seu pai só faltou sair gritando para a rua que eu torcia para o time adversário que o dele e sua irmã ainda me chamou de vadia.
Mas você nunca destruirá a minha alma
Peguei uma blusa rosa de uma cor semelhante ao batom que usava e uma calça jeans azul clara, acompanhada de uma jaqueta da mesma cor.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Sorri, ao perceber que se Finn me visse assim, me chamaria de caipira.
Só quero jogar fora o meu telefone
Me sentei novamente na cadeira de frente a penteadeira, calçando meu all star branco e colocando o colar que minha mãe havia me dado.
Descobrir quem realmente estará lá para me apoiar
Naquela mesma noite, Finn e eu tivemos uma briga horrível na frente da casa de seus pais. Ele saiu de carro transtornado, enquanto eu começava a caminhar 4km sozinha, cruzando os braços para tentar me aquecer da chuva.
Nós havíamos terminado.
Você me roubou, o seu amor era barato
— Clarke? Está na hora.
— Ok. Já estou indo. – informei.
Sempre esteve desmoronando
Uma semana depois, Finn apareceu bêbado na porta de minha casa, me chamando de volta. Fez juras de amor, falou que nunca iria me abandonar de novo, que me amava, e o mais chocante. Me pediu em casamento.
Eu, como uma tola, acreditei.
Caí profundamente e você me abandonou
Até que uma semana depois, quando fui visita-lo no trabalho, descobri que ele estava me traindo.
Mas aquilo é passado e isto é agora
E o pior, a outra garota também achava ser a noiva oficial dele.
Agora, olhe para mim
Me levantei e abri a porta. Lexa me acompanhou por todo o percurso, enquanto eu escutava centenas, se não milhares, de vozes gritando meu nome.
Sorri. Aquela sensação de ser amada nunca foi tão gratificante.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
— Você está bem Clarke?
— Acho que sim. – mordi o lábio. – Pela primeira vez em anos, eu estou bem. — ela me olhou sem entender.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Me posicionei no em cima do quadrado indicado.
Ao fundo, alguém começou uma contagem regressiva.
— Dez, nove, oito, sete...
Lexa me entregou meu violão.
Jogue seus paus e suas pedras
Jogue suas bombas e seus golpes
— Bom show.
— Obrigada.
Mas você nunca destruirá a minha alma
A plataforma em que eu estava começou a subir.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Me levantei já em cima do palco, e coloquei meu braço esquerdo pra cima. Um holofote me atingiu. Os gritos histéricos ficaram ainda mais ensurdecedores.
— Olá Arkadia! – cumprimentei, recebendo gritos como resposta. – Como vocês estão? – Mais gritos.
— Essa música se chama Part of Me. Espero que gostem.
Dedilhei em meu violão, o som ampliando pelo estádio e comecei a cantar.
“Agora olhe só para mim, estou brilhando
Fogos de artifício, uma chama dançante
Você nunca me apagará novamente
Estou brilhando, oh woah
Então, você pode ficar com o anel de diamante
Não significa nada na verdade
Aliás, você pode ficar com tudo
Sim, sim
Exceto eu mesma”
Nesse momento, toda a multidão já cantava comigo. E eu, bem, eu descontava minha raiva nas palavras.
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Ao longe, pude ver cartazes, com os dizeres “Amamos Clark Griffin”, “Somos todos Griffin’s” e até um garotinho de aproximadamente quatro anos segurando uma das pontas da cartolina com a ajuda da mãe onde se lia um “Casa comigo?”, acompanhado de um desenho com uma coroa.
Jogue seus paus e suas pedras
Jogue suas bombas e seus golpes
Dei uma pequena risada.
Mas você nunca destruirá a minha alma
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Repeti o refrão novamente, tocando os últimos acordes das músicas.
Esta é a parte de mim,
não
Arrancará de mim, não
Esta é a parte de mim, mim, mim
Não
Jogue seus paus e suas pedras
Jogue suas bombas e seus golpes
Mas você nunca destruirá a minha alma
Esta é a parte de mim
Que você nunca arrancará de mim, não
Uma onda de gritos e assovios chegou aos meus ouvidos.
— Vocês são simplesmente demais. – informei. A batida de outra música começou. – Pra quem conhece, Last Friday Night.
♬ ♬ ♬
— Otimo show Clark, parabéns. – outra pessoa me cumprimentou.
Me virei em sua direção, percebendo que era Monty e Jasper, um dos responsáveis pelo equipamento do show.
— Obrigada garotos. – agradeci, começando a andar de costas.
Péssima ideia.
— Ah meu Deus, me desculpe por isso. – O homem em que eu havia acidentalmente esbarrado parecia ser alto, tinha algumas sardas pelo rosto e cabelo e olhos castanhos. Ele era gato. Balancei a cabeça, buscando dissipar aquele pensamento da minha mente, quando percebi que ele me encarava com um meio sorriso em seus lábios. E que lábios...
— Sério, me desculpe. – pedi outra vez. – Eu estou meio... avoada, ultimamente. – expliquei.
Começando a catar as caixas que haviam caído junto com ele.
— Toma. Aqui está. E desculpe por isso, mais uma vez.
— Só com uma condição. – falou agora com um sorriso predatório, o que me fez ficar chocada. Ninguém nunca tinha me pedido uma condição antes.
— Que seria...
— Um almoço. Um jantar. – deu de ombros. – Até comer cachorro quente na esquina eu topo, se você também topar. – ergueu as sobrancelhas.
Mordi o lábio inferior, tentando conter o sorriso. Essa era, com certeza, a melhor proposta que já me tinham feito.
— Fechado. Aproposito, sou Clark Griffin. – lhe ofereci a mão.
— Eu sei quem você é, princess. – beijou a minha mão demoradamente, sem desviar seu olhar do meu. – Pode me chamar de Bellamy. Bellamy Blake.
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