Damon beijava todo o meu corpo, subindo e descendo, gemendo baixinho comigo, fazendo espirais de beijos por toda a minha extensão e me puxando cada vez mais contra o seu corpo, deixando-me tonta de satisfação.

Nossos corpos estavam tão colados que eu podia sentir as batidas frenéticas de seu coração contra meu peito, mas mesmo assim não parecia o suficiente, eu tinha que ter mais, eu queria mais, ainda não me sentia completa, precisava dele por inteiro para me sentir inteira.

Seus lábios foram para meus seios, os beijando deliciosamente, chegando ao ponto de loucura quando ele mordiscou um de meus mamilos.

Oh sim... Isso era realmente muito bom...

Seu corpo nu tocava o meu com brutalidade, com toda a certeza sua pele na minha era a melhor sensação que eu já havia sentido, tão intenso.

— Damon! – Gemi prazerosamente cravando as unhas em suas costas

O abracei com toda a força que tinha e gritei de prazer enquanto ele me penetrava, seus movimentos rápidos aceleravam cada vez mais e então sua boca parou em meu pescoço, sugando com força por um bom tempo.

— Sua... – Sussurrei para ele.

A sensação de vazio se fora, era tudo tão mais colorido e vivo que por um instante um pensamento passou por minha mente:

Eu poderia morrer em paz.

Devia ser idiota pensar isso e muito sem sentido para um momento desses, mas ali atada a ele de forma tão intensa eu descobria a sensação mais oblíqua de minha vida.

Ele estava me dando o que sempre precisei e o que mais procurei.

Preenchendo o vazio do meu peito, matando a saudade de algo que eu nunca conheci.

Ele abraçou ainda mais forte minha cintura e então disse:

—Eu te. . .

Acordei ofegante, tremendo um pouco, minhas pernas não se mexiam direito – estavam moles feito gelatina – e só depois de um bom tempo regularizei minha respiração e criei coragem para tomar um banho que apagasse o fogo de meu corpo.

Não resultou muito, mas serviu no momento.

De todo o jeito, eu ainda teria que achar uma forma de desviar isso da minha mente.

Durante todo o dia o sonho me perseguiu e a cada segundo que passava eu desejava sentir a pele de Damon na minha. O sonho estava me levando à loucura, fazendo-me ansiar pelo seu toque e deixando-me em ponto de delírio.

Sentir todo o corpo de Damon tocar o meu, sem nada que impedisse. Deve ser tão bom estar ligada ao seu corpo.

Só o pensamento me causava satisfação.

As garotas me encheram o saco a respeito dele, mas não prestei a atenção, apenas tentava me concentrar em não discar seu número desesperadamente e pedir implorar para que ele me agarrasse.

Exigiu muito esforço, porém Bekah ajudou bastante me distraindo com suas inúmeras reclamações sobre Matt.

De noite a imagem de Damon atacou-me com ferocidade, a lembrança de seu sabor vinha-me a língua, só de pensar em seu cheiro me fazia respirar profundamente, me decepcionando por não ter tal perfume.

A sensação quente de seus lábios nos meus invadia-me a toda hora, quando eu estava comendo, vendo TV e até na hora de dormir.

Ah, essa foi à milésima de todas as decepções que eu tive naquele dia, eu virava de um lado para o outro na cama, puxando mais para mim as cobertas, procurando algo que se igualasse ao calor de seu corpo, colocava meu braço por cima de minhas costelas, fingindo ser seu braço e desejando piamente que ele estivesse do meu lado.

Na terça minha vontade de vê-lo só triplicou, quando ia para a faculdade, vi uma menininha correndo na rua e lembrei-me das garotinhas que tinham nos sorrido no parque.

Eu posso te dar tudo isso – Ele sussurrara em meu ouvido.

Tal lembrança me fez ter um arrepio de reprovação, eu não podia confiar muito nele, cometera o erro de subestimá-lo uma vez, só não podia superestimá-lo agora, porque se não fosse o que eu tanto sonhei, seria um enorme tombo, com grandes sequelas.

No mesmo dia Carol aceitou meu convite para entrar quando parou em frente ao meu prédio e iniciou uma guerra comigo para ver quem fazia o jantar, ela ganhou é claro e ainda me tocou da cozinha. Não me admirava que ela escolhera se formar em direito.

Depois de muito tempo sujando e bagunçando, ela me chamou. E quando cheguei à porta surpreendi-me com a quantidade de louça na pia, mas em compensação o cheiro que vinha do forno estava ótimo.

— Acho que já esta boa – Disse para ela.

Ela assentiu e tirou a forma de lá, de algum modo conseguindo se desequilibrar e fazer a forma balançar. Em um reflexo idiota a segurei com a mão esquerda, alguns segundos depois sentindo-a queimar.

Caroline rapidamente colocou a forma na mesa e correu até mim.

— Está doendo muito Lena?

— Claro Caro! Eu me queimei! – Gritei retorcendo-me de tanta dor.

— Você tem alguma pomada para queimaduras?

— Não... – Sussurrei sentido minhas mãos esquentarem ainda mais de dor.

Ela olhou-me incrédula por alguns segundos e então pegou a chave do seu carro e me arrastou para fora, chegando à calçada ela abriu o carro e me jogou lá dentro, ligando o carro e acelerando com toda a força que tinha.

— Me desculpa? – Perguntou me olhando aflita. Jeito Caroline de ser.

— É claro. Não foi intencional e nem sua culpa direito foi – Murmurei.

— Como pode uma médica quase formada não ter nem uma pomada para queimadura? – Perguntou indignada – Quanta responsabilidade hein Elena! No mínimo você devia ter uma maleta de primeiros socorros!

Ela continuou bradando incansavelmente, mas me concentrei em minha mão, que continuava queimando e começava a dar indícios de pequenas bolhas, a palma ficava cada vez mais vermelha desesperando Car completamente, que tentava por para fora seu desespero em forma de broncas idiotas.

Tentei tocar uma das bolhas agora já formadas, mas o mínimo contato fez minha mão arder intensamente me fazendo ver escuro por algum tempo.

Depois de alguns minutos Carol chegou ao hospital e me arrastou para a recepção.

A enfermeira demorou a aparecer e me levou a um consultório, instruindo Caroline a aguardar. Depois ela me largou lá, sozinha com dor e com um silencio horrendo.

Minha mão agora parecia um tomate que começava a apodrecer, latejava mais a cada minuto que passava e eu tive vontade de chorar. E assim o fiz. Baixinho, quase em silencio, deixando as lágrimas caírem na maca com um baque surdo e esquecendo que eu podia fazer alguma coisa.

Derrepente Damon entra no consultório, o rosto lívido e a expressão preocupada.

— Elena! – Exclama — O que aconteceu?

Incapaz de dizer alguma coisa, estendi-lhe a mão. Ele olhou para ela e em uma fração de segundos pegava uma pequena maleta no armário.

Enquanto ele caminhava em minha direção, me perdi totalmente da dor, deliciando-me com ele, com um jaleco branco, escrito Dr.Salvatore no bolso direito de seu peito – me trazendo a deliciosa lembrança do meu sonho.

A dor de minha mão misturava-se de forma enlouquecedora com minha imaginação, a tal ponto que comecei a suar frio.

— Tome – Estendeu-me uma pílula branca e um copo com água.

Peguei a pílula com a mão direita e coloquei na boca, ele não esperou que eu pegasse o copo, apenas colocou-o em minha boca e foi inclinando-o à medida que eu engolia. A dor e a queimação foram diminuindo aos poucos, até parar, enquanto isso eu sustentava seu penetrante olhar, por vezes me perdendo naquela imensidão azul escura.

— Passou a dor? – Perguntou-me.

— Sim – Respondi rouca.

Ele sorriu e pegou uma bola de algodão na maleta, ensopando-a com o liquido de um pequeno tubo verde. Por um breve segundo, ele olhou em minha mão, a avaliando, e então sem pestanejar, passando o algodão sobre a palma de minha mão.

O roxo conforme ele foi passando foi se tornando vermelho escuro, até chegar ao ponto de uma leve vermelhidão, mostrando horríveis bolhas brancas. Quando ele terminou fez um biquinho que tive vontade de morder e soprou na palma da minha mão, logo se virando e jogando o algodão no lixo.

— Vou enfaixar – Murmurou – Você terá que tomar alguns analgésicos e refazer o curativo todo dia, fora isso, tudo está ótimo.

Será que havia algum tipo de aula específica que ensinasse a isso na faculdade de medicina? Perguntei-me boba. Eu definitivamente acreditava que isso fosse da alçada de enfermeiras, mas com seus olhos nos meus eu já não me importava.

Ele guardou a maleta no armário e preencheu um receituário e quando terminou veio até mim ajudando-me a descer da maca. Antes de passar o braço ao redor de minha cintura, ele me entregou a receita e sorriu torto.

— Quer que eu a leve para casa? Meu plantão acabou faz uns dez minutos.

— Caroline me trouxe – Falei desapontada.

— Ah sim.

Ele abriu a porta do consultório e me puxou ainda mais perto. Coloquei com cuidado meus braços ao redor de sua cintura e caminhei na mesma velocidade de seus passos.Conforme passávamos pelo corredor, as enfermeiras me lançavam olhares mortais, de ódio até, me deixando ainda mais convencida.

Ele era meu.

E para cada olhar que eu recebia delas, eu sorria estonteante, as deixando com cara feia e olhares enojados.

Ao chegarmos à recepção Carol veio correndo até mim, olhando sugestivamente para nossos braços presos um na cintura do outro.

— Então Lena? – Perguntou um segundo depois.

— Ela está bem – Respondeu Damon – Duas semanas de analgésicos e curativos e mão estará boa.

Ela sorriu para nós e perguntou:

— Vamos?

Damon tencionou um pouco e apertou seu braço a minha volta, me olhando brevemente.

— Caroline, eu gostaria de levar Elena para casa. Se importaria?

Ela o olhou surpresa e então regularizou a expressão me oferecendo “a” oportunidade.

— Claro que não. Até mais Lena – Deu-nos as costas.

Sorri para ele quando ele me olhou e aproximei meus lábios dos seus.

Eu havia desejado tanto, pedido tanto, que agora, não aproveitar a chance que eu tinha seria burrice. Ele contornou meus lábios e abriu caminho, sugando minha língua e depois a contornando, novamente fazendo espirais e me dando sensações completamente novas. O beijo foi breve, afinal estávamos em um hospital, mas mesmo assim não deixou de ser bom.

Olhei para trás quando passávamos pela porta, e dei um pequeno tchauzinho a todas as enfermeiras que me encaravam.