Part Of Me
20 Capítulo 20
Notas iniciais
— Elena! Tente se concentrar as provas estão chegando! – Cutucou-me Bekah.
— Me desculpe, estava pensando – Murmurei.
— Ele não vai te deixar. Deixe de ser tonta.
Assenti e fingi que estava prestando a atenção. As meninas já estavam a par de tudo e tentavam de todo jeito me consolar, mas eu tinha um vazio no peito e ele sugava toda minha atenção.
No intervalo Caroline e Bonnie falavam do casamento de Jenna e Alaric que estava se aproximando rapidamente, mas isso não me fez melhorar.
— Vamos Elena, o sinal já tocou – Chamou Bonnie.
Carol e Rebekah me lançaram olhares de compreensão e logo depois Carol e Bonn foram para sua sala, ficando apenas Bekah e eu no corredor.
Ela se sentou perto de mim na aula de Alaric e me soprou a resposta quando ele me fez uma pergunta. Quando entrei no carro, pedi a Car para me deixar no hospital, ela sorriu e em poucos minutos estávamos lá.
Entrei e me dirigi a recepção, pedindo a atendente:
— Dr.Damon Salvatore.
A enfermeira demorou alguns segundos fingindo não ter me ouvindo e se dirigindo lentamente até mim.
— É alguma paciente dele? – Neguei com a cabeça – Precisa de ajuda por acaso? De socorro?
— Não, mas...
— Então – cortou – Pode dar meia volta e ir embora, não vou chamar o Dr. Damon.
Eu iria dar meia volta cara dela, isso sim.
— Eu não preciso da sua autorização para estar aqui – Respondi inconformada.
— Vá em frente e ultrapasse o caminho então – Desafiou.
— Quem você pensa que é?
— Eu? – Ela riu –Sou a encarregada do Dr. Salvatore e não vou autorizar a entrada de alguém que não é paciente dele. Eu o conheço bem, sei com toda certeza que ele não gostaria da presença de mais uma atirada.
A raiva me subiu me fazendo ver vermelho, se ela estivesse mais perto teria arrancado cada dente amarelado que ela tinha.
— O que está acontecendo aqui?
— Dr. Kened, essa mulher quer ver o Dr. Salvatore – Esganiçou ela apontando de cima a baixo para mim.
— E qual o problema? – Indagou pondo as mãos na cintura.
Senti um sorriso chegar a meu rosto, mas me contive, me limitando apenas a olhar para o doutor.
— Ela não está doente, nem precisa de ajuda – Atirou.
O Dr. Olhou para mim e então disse em uma voz grave.
— Então não entendo o que faz aqui – Ele deu um passo à frente e perguntou: – É algo dele?
A enfermeira me olhou vitoriosa seus olhos brilhando em plena satisfação, logo voltando para fúria ao ouvir minha resposta:
— Namorada.
Ele sorriu largamente e estendeu-me a mão.
— Elena! Damon fala muito de você, prazer, sou Alan – Apertei-lhe a mão e sorri vitoriosa para a enfermeira, agora muito vermelha, ele seguiu meu olhar e se dirigiu a ela – E Bárbara, seja mais educada e comportada caso queira permanecer em seu emprego.
Ele se virou para mim e disse:
— Venha, daqui a pouco o turno de Damon acaba.
Sorri e o segui dando um tchauzinho para a enfermeira, agora morta de inveja. Ele me levou por vários corredores chegando a uma sala que tinha uma placa escrita “Sala dos médicos”.
A sala era demasiada grande, uma mesa pequena redonda, dois sofás, geladeira, bancadas e armários com os nomes dos médicos, armários dos quais procurei o nome de Damon e achei apenas “Salvatore”.
— Sente-se – Apontou para a cadeira, se sentado em outra – Quer algo?
— Não, obrigado.
Ele apoiou suas mãos na mesa e me olhou.
— É engraçado conhecer a mulher por quem Damon tanto suspira.
–Suspira? – Ri constrangida.
—Ah, o dia todo! – Gargalhou se jogando para trás – É Elena aqui, Elena ali, esses dias ele me apoiou em uma cirurgia e comentou sobre você no meio de um procedimento! Acredite, os médicos são como tias fofoqueiras no meio de cirurgias banais, surge uma infinidade de assuntos nessa hora.
Gargalhei junto com ele sentindo meu rosto esquentar e ficar em brasa.
— Aproveitando que você está aqui vou te pedir um favor – Falou baixinho.
— Qual?
— É que eu namoro uma médica aqui, Lexi, e esses dias eu fiquei... como posso dizer, sem parecer um pervertido... empolgado pensando nela – Gargalhei em compreensão e assenti o incentivando a continuar – Damon viu e ele sempre que pode me provoca por causa disso agora, quero algo para me vingar – Sorriu maquiavélico.
Gargalhei e me lancei em uma deliciosa missão: falar da melhor pessoa do mundo.
— Sério?! – Gritou ele gargalhando.
— Que gritaria é essa Alan? – Disse a voz de Damon.
Imediatamente me virei e vi a surpresa tomar seu rosto logo seguida por um sorriso encantador.
— Amor! – Disse alegre.
Levantei-me e andei até ele que me abraçou pela cintura apertando-me forte.
— Então você conheceu Alan – Falou sorridente.
— É eu presenciei um quase-barraco agora entre ela e Bárbara, menino arteiro— Gargalhou Alan.
— Não entendi – Falou Damon olhando interrogativo para ele.
— Se você quiser posso comprar calda de chocolate para você – Disse entre gargalhadas.
— Você contou para ele – Acusou ele indignado.
Dei de ombros sorrindo e lhe dei um selinho, ele olhou para Alan que se engasgava de tanto rir e suspirou.
O abracei forte e lhe sussurrei divertida:
— Me desculpe.
— Tudo bem – Deu de ombros – Mas vai ter que me compensar por isso – Sussurrou em meu ouvido.
Ele se desvencilhou de meu abraço e foi até seu armário, novamente me sentei de frente para Alan e segui com o olhar cada movimento que ele fazia.
Quando ele guardou o jaleco, se sentou ao meu lado e me abraçou pelos ombros.
— Estava com saudade? – Perguntou me olhando.
— Quem fica com saudade de você Salvatore? – Indagou Alan cético.
— Eu – Respondi.
— Pô Elena, cortou minha moral – Queixou-se Alan pondo a mão direita em seu peito.
Damon sorriu vitorioso e me beijou. Estava quase esquecendo dele, quando ele nos interrompeu:
— Por mais que eu saiba como beijar é bom, eu quero que saibam que ninguém é obrigado a ver.
Damon o olhou por alguns segundos e então se levantou.
— Vamos, antes que eu quebre a cara desse palhaço – Levantei e acenei para Alan, que retribuiu e peguei a mão de Damon –Tchau veadinho.
— Tchau menino arteiro – Piscou Allan repetidamente enquanto cruzava as pernas – Amanhã eu trago um pouco de calda de chocolate para você.
Fechei a porta antes que ele pudesse responder e abracei-o pela cintura.
— Está tudo bem? – Perguntou.
— Sim – Afirmei o olhando – Estava apenas com saudade.
Ele sorriu e me deu um beijo na testa. Quando passávamos pela recepção Bárbara apressou-se em se despedir causando repulsa por sua voz:
— Tchau Dr.Damon, espero que tenha uma boa noite.
Não deixei que ele virasse e me desenrosquei de seus braços o empurrando na frente.
— Pode deixar que ele vai ter – Sorri falsa.
Ela me encarou mortalmente e depois olhou para Damon, que nada tinha entendido, andei novamente até ele e o abracei.
Sorri vitoriosa quando passei pela porta e encarei aqueles olhos alegres.
— Ahhh, com toda certeza você é minha mulher – Me beijou.
Ri entusiasmada e entrei no carro, concordando em ir para sua casa assim que ele perguntou.
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