Part Of Me

13 Capítulo 13


Meu celular tocava em algum lugar debaixo do sofá e quando finalmente o achei, ele parou de tocar, uma chamada perdida de Damon, quando ia retornar, ele ligou de novo.

— Damon! – Sorri.

—Bom dia minha, te acordei?

— Não, é que eu não achava o celular.

Pude ouvi-lo rir baixinho e suspirar alegre.

— Então – Começou – Lembra ontem, quando minha mãe ligou e disse que estava me esperando? – Perguntou cauteloso.

— Sim. Você foi embora por causa disso.

— Ela quer te conhecer – Sussurrou alegre.

Meu coração congelou e perdeu uma batida voltando logo depois a pulsar adrenalina me assustando mais do que devia e transformando minha voz em um curto fio.

— Como?

— Eu contei sobre nós. Mas não se preocupe, tenho certeza que ela irá te amar – Falou brando.

* * * * * * * * *

Mesmo com medo de não ser boa o suficiente para o filho dela eu concordei, almoçaríamos no apartamento de Damon, e cá estava eu, em seu carro esperando-o estacionar.

— Fica calma. Minha mãe só quer conhece-la, não vai ser a inquisição espanhola – Falou ao sairmos do carro.

Assenti e prendi meus braços em sua cintura.

— Por que não está mais enfaixando a mão? – Perguntou já no elevador.

— Ah, eu odiava aquela faixa, está muito melhor assim.

Mostrei a mão a ele e pude vê-lo concordar, minha mão agora descamava para reparar o dano das bolhas, ainda estava um pouco vermelha, mas logo voltaria ao normal.

Subimos conversando sobre a faculdade e finalmente chegamos ao seu apartamento.

* * * * * * * * * *

Sua mãe ainda não havia chegado então ele me levou em um tour pelo enorme apartamento.

Ela também compraria nosso almoço no caminho para cá e eu só rezava para que ela não mandasse colocar veneno em minha comida. Alguns minutos mais tarde a campainha tocou e Damon foi abrir.

Quando uma mulher, que aparentava no máximo uns trinta e cinco anos, entrou pela porta quase não acreditei.

A mãe de Damon parecia uma modelo, cabelos lisos na altura dos ombros, um pouco mais claros que o do filho, mas com os mesmos olhos azul mar, um sorriso impecável e um corpo que deixaria muita menina com inveja. Principalmente eu.

— Olá meu filho – Entregou-lhe a sacolas – Você deve ser Elena.

Ela veio até mim e me abraçou logo em seguida se afastando e me avaliando.

— Você tinha razão – Disse para Damon – Ela é sem dúvida a garota mais bonita que já vi. Sou Cristina querida. Muito prazer.

— Ah. Elena, é prazer conhece-la – Sorri sentindo Damon me abraçar e me cutucar em provocação.

Sorri ao receber o conforto de seus braços – que tanto precisava – e relaxei.

— Vem, vamos almoçar – Chamou ela – Estou morrendo de fome. Espero que goste de comida japonesa Elena.

Sentei-me ao lado de Damon e a encarei.

— Então Elena, Damon me deu um relatório completo de você ontem, conseguiu prendê-lo na coleira certinho – Ela riu um pouco, sendo seguida por mim, guiada por um Damon completamente vermelho e envergonhado – Como conseguiu?

— Ah...

— Mãe – Cortou Damon – Por favor, para.

Ele tapou o rosto com as mãos e balançou a cabeça em negativa logo depois suspirando.

—A h querido eu ainda vou te envergonhar muito – Riu – Espere só até eu contar a sua infância.

Gargalhei e levantei a cabeça de Damon lhe dando um enorme sorriso e recebendo em troca um fraquinho.

— Eu vou gostar de você do mesmo jeito –Seu sorriso se abriu mais e ele me deu um selinho — E minha mãe vai fazer à mesma coisa.

Quando começamos a comer a sobremesa Damon saiu da sala — Cristina havia começado a cumprir sua promessa de contar a infância de Damon.

— Acho que ele tinha uns nove, dez anos, quando começou a brigar no colégio, ele batia sem motivo nos amigos e quando perguntávamos o porquê ele dizia que era para fazê-los virar homens – Damon bufou e aumentou o som da TV, nos fazendo rir ainda mais – Uma vez o deixei sozinho em casa, eu precisava levar a tia dele no aeroporto, achei que ele não fosse fazer nada! Mero engano, quando eu voltei meus vasos de porcelana estavam todos quebrados, minhas flores estavam despedaçadas, havia terra por todo o lado e ele estava sentado em cima do balcão da cozinha, com a bola de futebol do lado e a boca toca lambuzada de calda de chocolate.

Não pude evitar gargalhar ainda mais alto, imaginando um pequeno Damon brincando de futebol dentro de casa e com o rostinho todo sujo de calda.

— Ah teve aquela vez que...

— Chega mãe! – Disse Damon entrando na cozinha –Já passei vergonha demais.

Fui até ele e o abracei, sussurrando em seu ouvido:

— Mas eu continuo apaixonada por você, se duvidar até mais.

Ele me olhou surpreso e sorriu me puxando para um beijo.

— Damon... Sua mãe – O empurrei.

— Ela está lá na sala.

Olhei por toda a cozinha e não a encontrei, ao me virar para ele, ele sorriu safado e me atacou. Começando a caminhar até me prensar no balcão da pia, me deixando quente e molhada. Aos poucos fui sentido sua excitação crescer, chegando ao ponto de sua calça ter um volume enorme.

Senti um pouco de medo, mas o que ele faria com a mãe dele aqui? Eu deveria ter medo quando estivéssemos sozinhos.

— Elena – Chamou Cristina.

— Já vou – Damon gemeu frustrado e jogou a cabeça para trás – Se comporte.

Ele assentiu e segurou em minha cintura quando dei o primeiro passo.

Por um segundo o olhei, antes de dar-lhe um selinho e atender Cristina.

*******

— Foi um prazer te conhecer Elena – Despediu-se ela entrando no carro.

— Igualmente. Espero vê-la mais vezes – Sorri.

— Ah pode ter certeza que vai. Não contei nem a metade do que Damon aprontou.

Damon gemeu, enterrou o rosto em meu pescoço e abraçou forte a minha cintura por trás em sinal de desaprovamento.

— Tchau mãe.

— Tchau querido. Cuide bem dela.

—Pode deixar.

— Tchau Cristina – Disse.

Ela entrou no carro e saiu cantando pneu, desaparecendo ao longo da enorme rua sem movimento.

— Então, agora que já fui humilhado podemos passar o fim de tarde juntos? – Me virou para ele.

— O que eu mais quero– Sussurrei.

Ele foi até seu carro e abriu a porta para mim me ajudando a entrar e logo vindo para seu banco.

— Aonde vamos? – Perguntei.

— É um lugar que sempre vou, estando triste ou feliz, é muito bonito – Respondeu acariciando minha mão.

Ele deu partida e se dirigiu para a saída da cidade.

Depois de passar por várias estradas e parques, ele estacionou em frente a uma praia deserta, onde vários pássaros voavam e cantavam, eram cinco e meia e o sol já não era tão forte.

— Vem – Me puxou para a areia –Muitas pessoas não sabem dessa praia, a descobri quando tinha dezessete anos, apostava corrida com meu primo e acabei me perdendo.

Puxei seu braço para trás e quando ele se aproximou o abracei, aconchegando minha cabeça em seu peito.

*******

O sol me dava muito calor, para amenizá-lo tirei a blusa que vestia por cima, ficando só com a regata que colocara hoje de manhã, Damon me acompanhou, primeiro desabotoando a camisa – mostrando seu abdome glorioso– e a jogando em algum lugar.

Ele se sentou na areia e abriu os braços para mim, fui até ele e me encaixei no meio de suas pernas.

— Adorei a sua mãe –Disse tombando a cabeça para trás.

— Ela também gostou de você – Sorriu – Acho que nos rendemos aos seu encantos...

— Bobo – O beijei.

— Com você posso ser o maior de todos – Me virou, ficando por cima.

Ele se aproximou mais e me beijou, enganchando minhas pernas em sua cintura.

No meio de seu beijo senti todo meu corpo se arrepiar, claramente meus pensamentos estavam em parafuso.

Segurei seus ombros com força o puxando mais perto e passando a mão por seu peitoral. Sus lábios desceram para meu pescoço, dando beijos molhados, me levando a loucura e fazendo com que eu descontasse arranhando suas costas com forças. Ao sentir minhas unhas em sua extensão ele respirou fundo e chupou com força meu pescoço pressionando fortemente seu quadril contra mim.

Ele tentou tirar a minha blusa, mas eu o parei.

— O que? – Perguntou decepcionado – Você não quer?

Sem saber como responder sem magoá-lo apenas o encarei com expressão distinta, lutando fortemente para achar as palavras certas.

— Se você não quiser eu vou entender – Olhou em meus olhos – Tudo bem, sei que isso pode ser uma coisa demais, começamos a namorar agora e tudo...

Eu podia ver a tristeza lhe estampando a face e de alguma maneira aquilo fez meu coração afundar. Por mais que eu o quisesse eu tinha medo. Sempre tivera medo de tudo, não seria agora diferente.

Estava na hora de contar, de confiar ainda mais nele, eu só temia que sua reação não fosse boa, afinal eu agia como se houvesse o contrário, respirei fundo e fechei os olhos, mas quando os abri ele me encarava com o olhar bondoso e penetrante, me fazendo fraquejar em minhas convicções.

—Damon eu...

Ele me avaliou bem, e em um lampejo pude sentir que ele já sabia, mas queria ouvir de mim, ele assentiu me incentivando a continuar.

— Eu meio que sou virgem.

Sua expressão vazia me fez ficar temerosa, ele não dizia, nem fazia nada, muito menos respirava.

— Eu sou... virgem – Sussurrei novamente.

O medo de perdê-lo estava ali, tive vontade de abraçá-lo e deitar minha cabeça em seu ombro, mas não o fiz, qual seria sua reação se eu o fizesse?

O que havia de tão ruim em ser virgem? E poderia muito bem mudar isso com ele. Ago em mim começava a se chocar, afinal que cara fica diferente pela namorada ser virgem? Diferente do jeito ruim.

Com toda a certeza a humilhação começava a infiltrar-se em mim. Pensei por alguns instantes em chorar, mas não conseguia pensar muito, mesmo as lágrimas já estando prontas para escorregarem de meus olhos. Meu coração já batia acelerado, com medo de que suas palavras me ferissem.

Ferida eu já estava, e ficava ainda mais a cada segundo em silencio que passávamos, então ele respirou e me abraçou apertado, respirei um pouco mais aliviada e retribui.

— Ah anjo. Me desculpa –Sussurrou – Eu não podia imaginar. Você.T ão linda desse jeito. Eu pensei...

—Tudo bem Damon – O cortei.

Ele se afastou e me fitou por alguns minutos, logo depois me beijando calmamente, quando o beijo acabou, ele fechou os olhos e encostou sua testa na minha suspirando.

— Damon? –Ele abriu os olhos e piscou uma vez –Eu quero. Muito.

Ele sorriu e me deu um selinho.

— Eu vou fazer de você minha mulher –Acariciou meu rosto com a ponta dos dedos – Será uma noite muito especial.

Sorri e o beijei novamente o abraçando em júbilo.

Notas finais
Flores da minha vida, acabei de postar o primeiro capitulo da short fic que estou escrevendo juntamente com a bia villar, espero q gostem.