Part Of Me

35 Capítulo 35


Notas iniciais
Hey gente, tudo bom? Dessa vez eu não cheguei atrasada viram? Vamos lá! Espero que gostem!

Após a prova de embriologia me dirigi para as últimas aulas do semestre com Bekah e deixei que Caroline e Bonnie ficassem a par de tudo através de mensagens. Claramente elas ficaram felizes por mim, mas frisaram a importância de resolver minha situação com Esther para que algo pior não acontecesse dessa vez.

— Vou me preocupar com isso depois – Comentei com Rebekah – Agora preciso focar nas provas, não tenho tempo para mais nada.

— Exceto para Damon – Riu ela entrando no laboratório de anatomia.

Gargalhei atrás dela e deixei que meu dia fosse completo por dezenas de aulas e apostila de apoio. Ao final da tarde fui para meu apartamento tomar um banho e trocar de roupa, assim feito coloquei meu celular para despertar às nove e dormi profundamente.

Assim que acordei tratei de jantar e me arrumar para ir ao hospital ver Isobel. Quando já estava no corredor prestes a entrar no elevador olhei longamente para a porta do apartamento de Esther.

Caroline e Bonnie estavam certas, eu precisava resolver essa situação. A grande questão era como.

Entrei no elevador e encarei novamente a porta de Esther até que o elevador se fechasse e respirei fundo me forçando a esquecer aquele assunto por hora.

Ao chegar ao hospital fui diretamente para o quarto de Isobel e tratei de recolher os livros que eu havia deixado em cima da poltrona de acompanhante.

— Parece que alguém ficou por aqui cuidando de mim – Disse a voz de Isobel.

— Oi mãe! – Sorri surpresa me virando – Tiraram o sedativos de você não? Como se sente?

— Dolorida – Fez careta – Mas bem e o mais importante, viva.

Sorri sentando-me na poltrona a seu lado e pegando em sua mão.

— Foi um susto enorme, vou te colocar em um potinho quando você sair daqui para que não aconteça nada – Brinquei.

Ela gargalhou fraquinho e deixou que sua cabeça encostasse novamente no travesseiro.

— Me ajuda a sentar? – Pediu – Como está tudo? Seu irmão, seu pai, onde estão?

Assim que a ajudei passei a relatar tudo que havia acontecido em sua “ausência” e a detalhar tudo sobre como estavam Jeremy e papai.

— Fico feliz que tenha voltado com Damon – Comemorou ela – Ele é alguém especial – Sorriu.

Assenti para ela em total concordância e segui seu olhar em direção a porta que se abria. Allan passou por ela e após nos cumprimentar se dedicou a checar tudo em minha mãe.

— Elena, posso falar com você um minuto? – Pediu ele assim que terminou.

No mesmo instante meu corpo tencionou-se, mas levantei de forma firme e o segui para fora.

— A recente felicidade do meu amigo tem algo a ver com você? – Indagou ele estreitando os olhos.

Deixei que o alívio preenchesse meu corpo – afinal não era nada com Isobel – e tratei de responder:

— Talvez doutor.

— Eu sabia! – Alterou-se ele – Ainda não tive oportunidade de conversar com ele pois estou checando os pacientes, mas todos os funcionários estão comentando!

— É, nós voltamos, talvez seja esse o motivo – Falei – Não garanto, mas talvez seja mesmo.

— Eu conheço aquele cara Elena e aquela cara pós sexo que ele tem – Gabou-se ele.

Gargalhei ruidosamente atraindo alguns olhares e o abracei em plena felicidade.

— Vai trabalhar vai! – Ele assentiu feliz e se dirigiu a outro quarto – Ah! Sabe me dizer quando acaba o horário dele? – Perguntei antes que ele entrasse no mesmo.

— Acho que só de madrugada – Respondeu.

Assenti e entrei no quarto de minha mãe que agora se dedicava a comer a sopa que a enfermeira havia trazido para ela.

— Detesto sopa, coisa de gente doente – Resmungava ela.

— É só por hoje – retorquiu a enfermeira – Você se recuperou bem nesses últimos dias, provável que irá receber alta amanhã.

Isobel continuou a reclamar sobre o quão sem sal a comida estava e após ver que eu passaria a noite ali com ela tratou de fazer tudo conforme mandara a enfermeira e a se comportar bem.

No dia seguinte recolhi todos os meus materiais do quarto do hospital e deixei Isobel com um beijo de bom dia em sua cama. Mudei meu habitual caminho de saída do hospital para passar em frente a sala dos médicos, mas de nada adiantou, não havia nenhum sinal de Damon. Desse modo voltei pelo caminho do quarto de Isobel para ir embora e exatamente ao avistar sua porta vi Damon saindo de seu quarto.

— Hey!!! – Chamei fazendo-o virar para trás.

Um sorriso brotou em seus lábios enquanto ele esticava seus braços para me acolher. O beijei levemente e deixei-me levar pela sensação de seus lábios molharem os meus.

— Bom dia – Disse ele – Vim te procurar, o Allan me disse que passou a noite aqui, achei que te pegaria a tempo de ir para a faculdade.

— Já estou indo, minhas provas terminam essa semana, depois disso volto a rotina já que Isobel vai receber alta hoje – Falei tocando seu rosto.

— Meu turno acaba daqui algumas horas, nos vemos depois? – Perguntou.

— Não vai dar – Murmurei tristemente – Vou encontrar com Caroline mais tarde. Quando é seu próximo turno?

— Pego amanhã de manhã – Respondeu me beijando novamente – E vou até às 7.

— Perfeito, eu passo aqui às 7 então.

Ele assentiu e após me beijar mais uma vez deixou que eu saísse de seus braços e corresse contra o tempo.

Caroline por fim acabou remarcando nossa saída para o dia seguinte, assim sendo aproveitei para estudar e adiantar algumas coisas para os próximos módulos. No final da tarde passei no hospital para checar Isobel e encontrei com meu pai, o que trouxe imenso alívio a mim.

— Que bom que voltou, mamãe tem ficado muito tempo sozinha – Comentei – Eu estou em época de provas, não posso ficar muito com ela.

— Não se preocupe filha, vou ficar com ela agora – Sorriu ele – Minha agenda está vazia no próximo mês só para que eu cuide dela. Vim para assinar a alta e me informar sobre todos os cuidados dela.

Dessa forma voltei mais tranquila para meu apartamento e assim que cheguei em meu andar tratei de abrir a porta o mais rápido possível para não dar de cara com Esther ou Katherine. Eu tinha ficado muito boa em evita-las nos últimos tempos.

Antes de dormir mandei uma mensagem para Damon confirmando que passaria amanhã no hospital e dormi antes que ele respondesse.

No dia seguinte o despertador além de me acordar vislumbrou uma mensagem de Damon e assim que a li tive arrepios de felicidade.

“Irei te esperar, enquanto isso fico com as lembranças da noite passada. Durma bem”

Ao encontrar com Bekah no final da prova de infectologia aproveitei para revisar algumas coisas de fisiologia com ela e me atualizar de sua relação com Matt, que por sinal estava em turbulência por causa dos pais de Rebekah que não o aprovavam. Por fim Caroline acabou se juntando a nós no refeitório e a organizar todos os materiais para o último dia de provas.

— Bekah vamos sair, eu e Elena vamos fazer compras agora. Vamos aproveitar essa tarde livre de professores rabugentos! – Falou ela empolgada.

— Não dá, vou encontrar com Matt, nós ficamos de conversar essa tarde – Suspirou.

— Boa sorte então – Desejei lhe dando um beijo no rosto – Vamos comprar algo legal para você, não se preocupe.

Estaria mentindo caso dissesse que foi a melhor tarde que passei, já que a todo momento eu pensava em encontrar Damon mais tarde, porém não foi de todo ruim ter a companhia de Caroline. Fizemos compras e passamos em minha casa para que eu pudesse deixar minhas comprar ali.

— Me dá uma carona para o hospital Carol? – Pedi assim que deixei as sacolas em cima do sofá. Ela prontamente assentiu e assim que estacionou a uma quadra do hospital (para não desviar de seu aminho) me deu boa noite – Se cuide viu?

Andei lentamente o caminho restante para o hospital e aos poucos me alarmei com a quantidade de barulho que vinha dele. Olhei sobressaltada vendo uma forte fumaça subir do grande prédio e desesperada e curiosa corri para ver o que era.

O térreo do hospital queimava enfurecidamente. O andar onde ficava a sala de médicos a qual Damon deveria estar me esperando.

—Damon!!! – Gritei em um súbito medo.

Arranquei meus saltos desajeitada e os joguei em qualquer canto, correndo afobada para dentro dos portões do hospital para pedir informações aos bombeiros que tentavam apagar o incêndio.

— Não amor, não faça isso comigo... Não... – Pedi enquanto me aproximava – Por favor esteja bem, por favor...

Alguns bombeiros me puxaram para trás e repetiram várias vezes para que eu me mantesse afastada.

— NÃO!!! – Gritei tentando me soltar. Eles me apertaram ainda mais e puxaram-me para longe – Não, não! Você viu Damon?!

Por mais que eu gritasse ninguém me respondia, as ardentes chamas continuavam a sugar mais e mais o prédio. Muitas pessoas passavam correndo pelas portas do hospital, mas nenhum sinal de Damon. Minha garganta doía de tanto gritar, mas mesmo assim continuei a tentar alguma resposta da parte de alguém.

Ambulâncias e caminhões de bombeiros faziam alarmes, gritavam loucamente, seguida por vozes de policiais e bombeiros, delimitando o espaço que deveríamos ficar e socorrendo os feridos que conseguiam resgatar. Completamente destroçada me soltei dos braços dos bombeiros, me afastei e deixei-me cair de joelhos no chão.

— Eu sei que ando desatenta com você – Disse olhando para o céu – Mas acredite em mim, eu amo ele, eu não posso viver sem ele, não me tire ele, eu não vou conseguir suportar...

O medo me tomava completamente e cada segundo que se passava sem a vista de Damon me deixava ainda mais desesperada.

— DAMON!!!

Depois de algum tempo soluçando e suplicando baixinho fixei meus olhos nas grandes portas, do qual bombeiros e mais bombeiros continuavam a entrar e sair. Mas eles só saiam com pessoas desconhecidas, nada de Damon. Revoltada, me levantei e fui até o chefe do corpo de bombeiros lhe socando o peito e o fazendo ir para traz.

— Por que vocês não tiram o Damon de lá? SALVEM ELE! SALVEM!!! SALVEM ELE!!!

— Estamos fazendo o nosso melhor – Respondeu ele – Por favor se acalme e espere, o incêndio já foi controlado, fique calma. Por favor fique calma.

Perder Damon...

Eu me acostumaria a isso?

Tal ideia me apavorou completamente. Isso doeria, doeria muito, eu podia prever...Se Damon não aparecesse, a noite continuaria, pelo resto da vida, meu oceano particular secaria junto com o fechar de seus olhos.

De todas as razões que eu poderia procurar para viver de nada me adiantava, a principal não estava lá me encarando com olhos brilhantes e apaixonados.

Meus gritos já não eram mais proferidos, todas as minhas energias haviam se esgotado. Em algum lugar distante de minha mente eu já me via chorando dolorosa, com um vestido de sua cor favorita, azul, chorando sobre seu caixão e perdendo o rumo de minha vida...

— Independentemente de onde você for eu vou te seguir... – Disse para a fachada do hospital – Não importa, inferno, céu, purgatório, algo grande ou pequeno, eu vou

“Lembra-se de quando nos encontramos na faculdade? Meu coração saltou e perdeu o compasso só de ver você, não tem noção de como me afobei de felicidade quando cheguei em casa...” chore.

“Nosso jantar foi incrível Damon, eu teria adorado passear no parque com você quando você propôs isso, me perdoe por não ter aceitado... Mas eu estava com tanto medo... De ser enganada, de ser iludida, fui boba” Ri saudosa lembrando-me de suas abordagens.

“E aquela vez em que o encontrei na joalheria? Eu lembro de tudo isso” Sorri triste fungando ao mesmo tempo em que uma lágrima escorria pelo canto direito de minha bochecha “ Senti ciúmes pensando se você teria alguém em sua vida... Eu desejei que você me quisesse Damon, queria que estivesse completamente apaixonado por mim, assim como eu; que mesmo não entendendo, estava”.

Ao sentir toda a tensão em meu corpo comecei a rezar baixinho e a tentar enviar energias positivas a Damon e por ironia do destino ou não alguns minutos após o avistei saindo do prédio junto a um paramédico.

Levantei-me dolorida no mesmo instante e corri desesperada para ele.

Ele subiu seus olhos lentamente e contornando o paramédico a sua frente para me abraçar. Solucei baixinho puxando a gola chamuscada de sua camisa e inspirando seu cheiro profundamente e relaxando sobre seu toque, suas mãos trilharam o caminho de minha cintura e a apertaram fortemente em um claro sinal de segurança.

— Amo você – Ofegou ele colando seu nariz ao meu e balançando sua cabeça em um pequeno beijo de esquimó.

— Vamos logo para casa para eu mostrar o quanto amo você também – Murmurei o beijando.

Notas finais
Então, o que acharam? Espero que tenham gostado. Vou tentar aparecer em breve o.k?