Part Of Me
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Acordei com intensos olhos azuis me encarando. Eles brilhavam tanto quanto o sorriso do cara que apoiado em seu braço esquerdo me apreciava.
— Bom dia – Sorriu ele para mim. – Preciso frisar o quanto te amo hoje ou você acredita se eu simplesmente te beijar.
— Comece com um beijo, depois vemos se precisa melhorar – Sugeri.
Ele riu feliz e levantou meu queixo com sua mão direita para me beijar. Sua língua traçou contornos leves enquanto seu corpo se aproximava de mim. Assim que estávamos grudados suas mãos desceram por meu corpo nu e provocando arrepios passaram a me acariciar.
— Você vai me excitar se continuar assim – Alertei perdendo o fôlego.
— Huumm – Sorriu ele roçando sua barba em meu pescoço – Me parece uma boa ideia.
Respirei fundo sentindo algo em meu peito se contorcer de felicidade e me rendi a suas carícias, que de inocentes não tinham nada. Seus beijos foram descendo de meu pescoço para meu busto, abdome e virilha. Enquanto isso sua mão puxou levemente minha perna direita para cima, beijando o lado interior de minha coxa e roçando deliciosamente sua barba ali.
Remexi-me completamente sedenta por seu corpo e tentei puxá-lo para cima, entretanto ele foi mais resistente e continuou seu caminho por minha coxa até chegar em minha intimidade. Sua língua fez leves movimentos circulares em meu clitóris enquanto seu indicador me penetrava bem lentamente. Quando gemi em êxtase por sua língua substituir seu dedo ele riu baixinho e começou a fazer movimentos de vai e vem rapidamente, em um claro aval para eu me contorcer em seus braços de puro prazer.
— Vem aqui Damon – Resmunguei – Preciso te sentir mais.
— O que você quer Elena? – Perguntou ele erguendo a cabeça e me encarando profundamente. Seu olhar me travou toda, como um bruto choque. Eu precisava desse homem dentro de mim, meu deus – O que você quer amor? Só posso te dar se você me dizer o que é.
— Você – Suspirei tentando puxá-lo novamente para mim.
— Você tem Elena – Disse ele subindo por vontade própria e pegando uma de minhas mãos – Consegue sentir? – Indagou colocando minha mão em seu peito – Todo seu.
Suguei todo o ar ao meu redor me mexendo contra sua ereção, era completamente insana a forma como eu o queria, eu precisava fazer ele entender. Em uma bem sucedida tentativa encaixei seu pênis em minha entrada com a outra mão e assenti para ele.
— Você me completa – Murmurei – Em todos os sentidos.
Ele sorriu safado e me penetrou lentamente enquanto apoiava-se em seus cotovelos para me beijar. Sorri sobre seus lados e deixei-me deliciar pela intensa sensação de suas estocadas. Damon era muito grande, então as vezes doía um pouco já que estava há muito tempo sem fazer amor com ele.
— Vai com calma – Pedi – Dói um pouco as vezes, você é grande e grosso, preciso me acostumar de novo.
Ele sorriu em resposta e diminuiu seu ritmo até que eu me acostumasse com o tamanho, assim que aconteceu acelerei nosso ritmo e inverti nossas posições.
— Eu ficaria o resto da tarde assim sem nenhum problema – Sorriu novamente –Você me tira do controle Elena.
— É? – Perguntei risonha – Se solta mais Damon, deixa vir – Incentivei rebolando ainda mais enquanto subia e descia em seu membro.
Ele ofegou asperamente e jogou seus braços acima de sua cabeça enquanto fechava os olhos lentamente. Tentei de alguma forma aumentar o atrito entre nós e foquei-me em apenas rebolar em seu membro, bem fundo eu mim.
Seus lábios se entreabriram quando ele sentiu meu gozo escorrer por seu pau e talvez isso o tenha deixado ainda mais afogado em prazer. Seus olhos fechados apertaram-se fortemente enquanto suas mãos vieram para minha cintura. Estávamos ensopados e isso facilitou ainda mais minha movimentação, que entre diversas idas e vindas fez seu coração acelerar ainda mais.
Apoiei-me em seu peito e aumentei o máximo que pude a velocidade quando senti seus músculos tencionarem completamente, sentindo, então, ele gozar em mim e relaxar deliciosamente.
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Sai de cima dele e joguei-me sem cuidados sobre a cama, respirando profundamente para tentar recuperar o fôlego há muito perdido.
Sua mão esquerda procurou cegamente a minha e ao encontra-la entrelaçou-se facilmente a ela. Virei minha cabeça em sua direção encontrando seu olhar e sorri brilhantemente para ele que simplesmente fechou os olhos em completa paz.
— Ah meu deus Damon – Sobressaltei-me ao lembrar da camisinha – Não usamos camisinha e eu parei de tomar o anticoncepcional depois que terminamos.
— Hey, hey – Chamou ele sentando-se atrás de mim – Fica calma o.k? Depois compramos um pílula do dia seguinte, vai ficar tudo bem, você já tomou alguma esse ano?
— Não – Respondi – Vai funcionar, desculpe o apavoro – Ri.
— Tudo bem – Disse ele sacudindo a cabeça e tomando meu rosto em suas mãos – Você volta o anticoncepcional assim que sua mestruação descer. Vai ficar tudo bem – Tudo. Muito. Bem – Sorriu ele enquanto me enchia de beijos.
— Aah precisamos ir, tenho aula daqui a pouco – Falei zonza. No mesmo instante ele parou de me beijar e começou a se afastar lentamente em direção a suas roupas – Ei, calma, eu ainda quero uns beijos antes de sair daqui.
Seu riso veio fácil e ele beijou-me intensamente até cairmos da cama.
— Acho que temos que ir princesa – Falou Damon fazendo biquinho – Vem, vamos tomar café.
Depois de nos vestirmos fomos para a cozinha preparar o café.
— O que vai querer? – Perguntou ele indo até a geladeira.
— Hum, depende, o que tem? – Retorqui aproximando-me e olhando por cima de seu ombro.
Sua geladeira estava quase vazia, em suas grades poucas coisas comestíveis em um café da manhã se apresentavam. Uma jarra de suco, uma caixinha de leite e alguns ovos.
— O que aconteceu com a sua comida? – Perguntei o encarando.
— Ham, bom, antes de você minha geladeira era assim, depois que você chegou que comecei a fazer constantes visitas ao mercado – Argumentou. – Quando terminamos não vi mais necessidade disso, você não viria mais aqui, então eu podia me virar muito bem com a comida do hospital e disk’s entregas.
Sorri fraca, tendo consciência do grande estrago que tinha lhe causado, antes que ele pudesse perceber caminhei até o armário e peguei dois copos.
— Pegue o suco – Mandei instável.
Ele assentiu, tirando a jarra de suco da geladeira e colocando em cima da mesa.
— Vou fazer omeletes tudo bem? – Perguntei novamente trêmula.
— Mas você odeia omeletes... – Contrapôs se virando para mim.
O encarei nos olhos, sentindo meu rosto se contorcer em desespero e minhas lágrimas escorrerem sem nenhuma dificuldade.
— Eu estou me sentindo horrível Damon! – Chorei quando ele entortou a cabeça interrogativamente preocupado – Eu acabei com você, acabei com tudo, tudo, tudo, tudo. Sua vida, seus hábitos e sua paz, eu fui uma idiota!
Ele caminhou até mim em passadas longas, puxando-me contra seu peito e me balançando de um lado para o outro.
— Tudo bem amor... – Sussurrou esfregando sua mão em meu braço e apoiando seu queixo em minha cabeça – Já passou, estamos juntos novamente, é isso o que importa, todo mundo erra...
Funguei, abraçando sua cintura com ainda mais força, sentindo meu corpo relaxar contra seus definidos músculos. Aos poucos meu choro foi passando, diminuindo de um pequeno soluço até que nada escapava ou saia de mim.
— Se sente melhor? – Perguntou Damon se afastando para me olhar.
Assenti para ele, sorrindo e me soltando de seus braços – por mais que minha vontade fosse outra.
— Eu vou à padaria comprar algo para comermos – Anunciou olhando em meus olhos – Vai ficar bem sozinha?
Assenti para ele, tocando seu peito tristemente e dando um beijo em seu pescoço, ele se arrepiou no mesmo momento, fazendo-me sorrir feliz de causar tal sensação nele.
— Já volto – Falou dando-me um selinho e pegando sua carteira em cima da mesa da sala.
Depois que ele saiu concentrei-me em tentar esquecer de coisas ruins enquanto arrumava a mesa, assim que terminei sentei-me na cadeira de frente para pia, traçando contornos e círculos na grande mesa.
Por mais que tentasse, a imagem de Damon nu algum tempo atrás não saia de minha mente.
Os contornos de seus lábios tocando minha pele, os músculos de seus braços roçando contra minhas costas, sua cintura batendo violentamente contra aminha, fazendo-me sentir os músculos torneados de suas pernas baterem contra as minhas.
Fechei os olhos, jogando a cabeça para trás e me deixei levar pelo pensamento.
Os músculos do braço de Damon se chocando contra minhas costelas enquanto ele me abraçava e estocava em mim, os dentes raspando em minha pele, soprando leves respirações quentes por seus lábios entreabertos... Seu membro entrando e saindo de minha intimidade, esfolando-me inteira.
Gemi extasiada, jogando meu corpo para trás, forçando ainda mais o apoio da cadeira.
— Espero que esteja fantasiando comigo... – Sussurrou Damon contra meu ouvido – Caso contrário está encrencada.
Se não fosse seu joelho segurar a cadeira e empurra-la para frente, eu teria caído o maior tombo de minha vida, sua voz, mesmo leve e sedutora, fora o suficiente para me fazer pular, levando a cadeira para trás.
Ele riu, saindo de trás de mim pela direita e colocando várias sacolas na mesa.
— Então? – Sorriu grande sentando-se na mesa – O que estava pensando?
Senti meu rosto esquentar, corando mais do que qualquer vez que eu tenha imaginado, ele gargalhou alto, jogando a cabeça para trás e logo me olhando:
— Pode falar tudo para mim, não vou fazer piada... Vou realizar tudo o que quiser...
Minha intimidade molhou-se ainda mais e meu rosto se contorceu na mais pura vermelhidão.
Damon riu novamente ao ver minha expressão surpresa e se levantou, vindo por trás de mim novamente, apoiando suas duas mãos na cadeira e sussurrando em meu ouvido:
— Eu vou realizar com gosto, cada fantasia sexual que tiver...
Senti um forte arrepio percorrer minha espinha e deixei-me tombar o pescoço, na direção de sua voz, ele aproveitou-se disso e beijou o lado direito de meu pescoço, soprando logo em seguida contra o mesmo, causando-me uma das melhores sensações existentes.
Vendo que eu não falaria nada, ele sorriu e saiu de traz de mim, tirando várias comidas e embalagens das sacolas em cima da mesa.
— Ham, eu comprei bolo, pães, geleias e algumas coisas para depois – Sorriu como se nada tivesse acontecido. Encarei-o surpresa por alguns instantes e então sorri, sabendo que aquele era o melhor homem do mundo – E claro, eu comprei suas bolachas.
Sorri encantada, levantando em um ato da cadeira e pulando em seu colo sorrindo feito boba para suas mãos que seguravam vários pacotes de bolachas recheadas.
Sorrindo como se houvesse ganhando o melhor presente do mundo – e pra falar a verdade eu tinha, já que Damon não poderia ser considerado algo simples e normal – levantei-me e servi nossos copos de suco, colocando a jarra no centro e indo até meu lugar.
Mas ao chegar à cadeira um enorme vazio bateu em meu peito e imediatamente um pensamento me ocorreu, Damon me olhou curioso e nervoso ao mesmo tempo, sem saber minha decisão. Sorri novamente, caminhando até sua cadeira e sentando-me em seu colo, sentindo o vazio desaparecer. Ele simplesmente abraçou minha cintura e voltou a comer seu pedaço de bolo.
Suspirei feliz, começando a comer meu pacote de bolachas, sentindo a familiar e tão esquecida sensação de felicidade pairar sobre minha cabeça.
— Vamos amor – Chamou Damon novamente – Vai chegar atrasada na faculdade.
Rapidamente peguei a caixinha de veludo preto em seu criado mudo e corri para a sala novamente, sorrindo mais ainda.
— Coloca para mim? – Pedi estendendo a caixinha a ele.
Ele sorriu abrindo a caixinha e a deixando em cima da mesa de centro, suas mãos tocaram delicadamente a corrente de prata soltando em um clique o pequeno fecho, fazendo os pingentes de cristal baterem contra meu pulso e não caírem pela pulseira estar fechada.
— Está linda – Sorriu colocando sua mão direita em minhas costas.
Andei um passo em sua frente saindo de seu apartamento e virando-me para vê-lo trancar a porta, assim que ele o fez, ele colocou sua chave no bolso da camisa e pendurou seu jaleco em seu braço esquerdo, estendendo o direito para mim e pegando minha mão.
A chegar a garagem beijei-o brevemente e entrei em meu carro enquanto ele destravava o seu.
— Qualquer coisa me ligue – Disse ele dando-me um selinho após se apoiar em minha janela.
Assenti feliz e sai rapidamente com seu carro atrás de mim e após algumas quadras o perdi de vista e me encarreguei em me preocupar com minha prova de embriologia.
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