Part Of Me

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Oi meninas.... Tudo bem com vcs? Como prometido, trouxe o cap. Bom, espero q gostem desse cap. E ah, obrigado pelos maravilhosos reviews, qualquer dia desses vcs vão me fazer chorar Hein. Thaís, não pense q esqueci de responder seu review, mais tarde vc vou responde-lo viu? Leiam as notas finais....... Boa Leitura......

Ali naquele canto escuro tudo parecia menos real, longe do hospital eu podia fantasiar que ele ainda estava do meu lado.

Eu te amo...

Eu vou lhe fazer minha...

Princesa...

Nós somos intensos...

Em meio a um turbilhão de lembranças eu pude me sentir amada novamente, como se sua presença em minha vida ainda fosse constante.

Como se nossos pensamentos estivessem ligados...

Eu ia pedir você em casamento...

Nós teríamos uma casa grande, grande o suficiente para ter várias crianças na época de natal...

Eu a abraçaria e mostraria nossos filhos correndo, e então eu diria bem baixinho no seu ouvido que te amava...

Solucei alto sentindo a faca cravada em meu peito se aprofundar ainda mais, gritando seu nome e implorando baixinho que ele voltasse, suplicando e convocando sua presença...

Eu vou fazer parar minha querida...

Ele se apavorara tanto no dia em que queimei a mão, lamentei.

Talvez eu queimasse minha mão de propósito para pelo menos sentir seu toque novamente, sentir sua pele na minha e saber que suas sensações dependiam das minhas.

Mas então uma pergunta correu por minha mente:

E se ele estivesse com outra?

Damon não era um príncipe encantado antes de me conhecer, o que garante que ele não voltara a ser a mesma pessoa?

Ou pior, ele poderia ter superado e arranjado outra de verdade.

Uma pessoa a altura de sua família, que agradasse sua tia e lhe fizesse feliz.

Mesmo sabendo que ele deveria ser feliz e que eu deveria desejar que ele fosse feliz com quem quer que ele tivesse escolhido, eu desejei que ele não o fosse.Assim ele lembraria de mim, como um fantasma, nunca me esquecendo.

Eu não queria que ele vivesse feliz ao lado de outra mulher pois eu queria ser ela, mas eu não podia, então tudo que eu poderia fazer era ficar ali me lamentando.

Ali naquele canto escuro pude enxergar minha real situação.

Sozinha, sem amigos, sem amor, sem vida...

Caroline estava fazendo um estágio em Seatlle, Bonnie voltara para Flórida para entregar pessoalmente o convite de sua formatura aos pais, Rebekah estava em Nova York concluindo seu estágio sozinha já que eu havia concluído os meus.

Tia Jenna mesmo deprimida por Isobel estar na UTI, ainda assim, se mantinha forte, como o casamento fora adiado ela corria para baixo e para cima para ajustar tudo.

E foi ai que novamente senti inveja de Jenna.

Por ela ser abraçada e confortada por alguém que realmente a amasse e se importasse com ela.

— Damon! – Gritei torcendo para que ele ouvisse – Volta, por favor! Daamooon!

Solucei alto, fungando repetidamente, e limpando meu nariz com a manga da blusa.

— Por favor volta – Murmurei abraçando minhas pernas e apoiando minha testa em meu joelho – Volta para mim. Me abraça Damon, por favor...

Neguei com a cabeça desejando ele ali, desejando estar envolta em seus braços, mas nada parecia ter efeito, parecia que ele não escutava, será que ele ainda me sentia?

Provavelmente a resposta era não.

Desejei com todas as minhas forças ele ali, mas elas não pareciam suficientes, pareciam pesar ainda mais em meu peito, fazendo de meus esforços um zero à esquerda.

Gritei dolorida, torcendo para que ele ouvisse.

Mas isso era em vão, os segundos passavam e ele não aparecia. Nada girava, nada andava.

Só eu que de alguma forma não parava.

— Fica comigo – Sussurrei – Me abraça, me beija, me ama. Por favor, Damon...

Puxei raivosa meus cabelos gritando de dor, soluçando ainda mais, chorando ainda mais.

Minhas lágrimas escorriam por minha face, pingando em minha blusa, sendo absolvidas, marcando o fino tecido que não me protegia do frio.

A certa altura, meu corpo todo tremia, eu só não sabia identificar se era de frio ou de tensão, pois no momento as duas coisas me tomavam completamente.

Ilusões corriam soltas por minha cabeça.

Nelas Damon corria em minha direção e me abraçava, dizia que me amava e me beijava.

Ele cuidava de mim com carinho, me perdoava e dizia que ficaria para sempre do meu lado.

Um pedaço de papel bateu em meu cabelo, me tirando da satisfatória ilusão, me trazendo novamente para a realidade.

Estava muito frio, eu sabia que se ficasse ali poderia pegar desde um resfriado a uma pneumonia, mas não me importei.

Continuei ali chorando desesperada, chamando desesperada por Damon.

A certa altura um forte chuvisco começou, me molhando toda e me deixando com mais frio ainda. Tentei me mexer, mas meu corpo todo estava rígido; quase que enferrujado por causa da chuva.

Tentei em pequenos movimentos deitar na calçada e quando o fiz me encolhi toda deixando que a chuva, agora grossa, batesse com aspereza em minha face, a agredindo e a maltratando, buscando na dor física um consolo para a emocional.

— Por que você não me ouve Damon? Por quê? – Chorei.

Funguei alto me ligando tarde demais que ao fazer isso água entraria pelo meu nariz.

Quando tal fato aconteceu, minha respiração se perdeu em um quase afogamento, me apoiei nos cotovelos e tentei expulsar a água agora presa em meu nariz.

Com a chuva batendo forte contra minhas costas ficava difícil expelir tanta água, mas de algum jeito consegui, voltando então a me deitar, só que dessa vez de costas no chão abrindo os braços e sentindo a água bater com força em meu corpo, lavando-me de toda a podridão que havia em mim.

As pessoas que passassem por ali pensariam que eu estava morta, mas como ninguém se fazia presente pude rapidamente eliminar isso de minha cabeça.

A chuva se intensificava a cada minuto que passava, ficando mais agressiva e mais forte, distribuindo rajadas de vento por todo canto, machucando, arrastando tudo, me atacando.

Batendo forte contra meu peito e esparramando meus cabelos na calçada.

Meus tremores também se intensificaram e tudo que eu podia pensar era no enorme frio que tomava-me conta. Era horrível a forma como meus músculos estavam duros e sem movimentos, rígidos como gelo.

Deitei-me novamente de lado me encolhendo e me abraçando, esfregando desajeitada meu braço e não conseguindo de forma alguma, esquenta-lo.

— Damon, por favor, eu preciso de você – Pedi rouca.

Eu sabia que provavelmente pegaria uma pneumonia, mas não estava ligando, apenas queria ele ali, mas de que adiantaria ele ali, se ele não me quisesse mais?

Minhas implorações estavam enfraquecendo, se tornando cada vez mais baixas, conforme minha rouquidão avançava.

— Por Favor... – Disse com o ultimo fio de voz restante sentindo meu peito se afundar.

Lixas pareciam se esfregar em minha garganta toda vez que tentava pronunciar algo, mas mesmo assim, toda vez que minha voz conseguia achar caminho eu chamava seu nome, engolindo daquela água fria sendo torturada ainda mais.

No final da rua pude enxergar um farol de um carro que andava quase parando pela rua.

Em um momento insano tive vontade de rir.

Por que diabos uma pessoa andaria nessa velocidade em um dia de chuva?

Eu soube a resposta quando a carro parou em frente à calçada que eu estava deitada.

Damon saiu do carro e veio correndo para mim me tomando em seus braços e me olhando nos olhos.

— AO que faz aqui jogada? – Perguntou enquanto afastava as mexas do meu cabelo que se grudavam em meu rosto.

Fechei os olhos amaldiçoando a chuva forte que me impedia de sentir seu toque.

Ele então nos levantou e correu comigo para o carro. Quando entrou no mesmo ele tirou sua jaqueta e colocou em minhas costas, ligando o ar quente e acelerando.

Sua mão tocou levemente a minha e ao constatar que ela estava mais fria que o esperado ele começou a correr mais rápido ainda e a avançar os sinais vermelhos das ruas e avenidas.

— Damon me desculpe.... Eu não queria.... Eu não queria terminar... Mas foi ela....

Ele me olhou incrédulo sem entender e então depois de parar em um sinal vermelho com a maior afobação do mundo perguntou:

— O que Elena? Ela quem? De quem está falando?

Meus dentes batiam dolorosamente seguindo o ritmo dos tremores de meu corpo.

Cruzei meus braços em torno de meu peito e tombei minha cabeça no ombro de Damon, negando com a cabeça e respirando fundo. Ele passou seu braço direito em minha volta e esfregando meu braço repetidas vezes me encarou breve antes de avançar o sinal.

— Damon, eu sinto muito – chorei – Eu não queria. Mas ela me ameaçou... Ela me ameaçou Damon... E me bateu... Doeu muito... Ela disse que eu tinha que ficar longe de você...

Notas finais
/>Bom, espero vocês no prox.... Beijo minhas leitoras lindas e maravilhosas. Bom final de semana a todas!