"Pare". Absurdo.

1 Continuo. Não há mais volta.


Notas iniciais
Agradeço imensamente á você leitor, que se interessou o suficiente para selecionar o capítulo: muito obrigada! Boa leitura

Li o aviso.

Li outra vez.

“Perigo à frente”, escrito. “Pare”. Absurdo.

Enquanto escorre uma solitária gota de suor do meu queixo, viro ligeiramente a cabeça. Hesito.

Então, ali, eu os vejo. Não há como parar agora, não há alternativa! Escolher entre o futuro imprevisível ou os mesmos rotineiros dias, insuportáveis; “como ainda estou aqui?!”, penso.

Continuo. Agora sim, não há mais volta. Não há regresso, não há renúncia, não há como retroceder. Não há mais medo, pois não há mais ameaça. Há, apenas, a ansiedade do desconhecido. Eu me transformo ao prosseguir. Delinquência. Rebeldia. Revolução. Mudança móvel.

Inspiro, e sinto o ar gelado entrando em mim. Meu pulmão se dilatando, meu peito se expandindo. Sinto cada ombro, cada braço, cada pulso, mãos e dedos. Sinto as pulsações no meu ouvido.

Expiro. Liberto-o de meu domínio. A fumaça branca se esvai rapidamente, percebo-me passando por ela, ao mesmo tempo em que fecho os olhos, adormecendo-os, e apenas ouço. O som rítmico dos meus pés nus sobre o cascalho rígido ainda me entorpece. Carrega consigo boas lembranças, apesar de tudo.

Líquido sólido inicia decida.

Humano frágil avança caminhada contínua.

Observador movimenta: direciona arma, atira projétil.

É possível até mesmo notar durante o trajeto certa inclinação nos lábios. Sorriso último.

Notas finais
Olá outra vez. Essa história é quase que um embrião de um texto poético propriamente dito, gênero que desejo dominar de cabo a rabo com todas as minhas forças; por isso, por favor, comente, critique, diga o que você está pensando neste momento, durante e antes de ter lido, eu gostaria imensamente de saber!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!