Paraíso de verão

1 Capítulo 1 - Intrometida


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem?

Meu nome é Stefanie, mas podem me chamar de Tefy. Faz uns anos que não apareço aqui, mas voltei e com uma historinha fresquinha pra vocês.

Espero que gostem!

Um beijo e nos vemos nas notas finais.

Que dia perfeito!

O sol brilhava com toda a força no céu e deixava o mar num tom de verde apaixonante. Dizem que vermelho é a cor da paixão, mas depois de observar esse mar eu já não estou mais tão certa quanto a isso.

As pessoas caminhavam despreocupadas pela beira da praia, algumas acompanhadas, outras sozinhas, mas todas admirando aquela beleza sem igual, assim como eu. A única diferença é que enquanto elas faziam isso usando biquínis e aproveitando aquela água salgada deliciosa, eu fazia isso na sacada, usando short jeans e derretendo de suor.

"Que sorte a sua" você deve estar pensando agora "Pelo menos mora numa casa em frente a praia. Isso não é pra qualquer um" Eu tenho que concordar com você, porque, com certeza, não é.

É exatamente por isso que eu não moro aqui.

Dou uma última olhada no mar e fecho os olhos sentindo aquela brisa gostosa e fresca percorrer meu pescoço, me abaixo e pego o balde com alguns produtos de limpeza que abandonei no chão antes de me perder na paisagem.

De volta a vida real.

Preciso terminar de limpar mais um banheiro antes de ir embora. Eu limpo essa casa, pelo menos, a cada quinze dias e apesar de ser uma casa bem grande, com quatro quartos e seis banheiros, isso sem mencionar a cozinha e sala enormes, além da piscina no quintal, até que não é tão difícil, considerando que ninguém, de fato, mora aqui. Então, é mais tirar o pó, trocar os lençóis de cama, limpar a piscina e dentre outras coisas. Acredito que seja a casa de verão de alguma família rica por aí e que vem uma vez por ano pra cá.

O que eu acho ótimo. Sem ninguém pra sujar o que eu já limpei por um bom tempo.

Pego meu celular do bolso da calça, vou na minha playlist e escolho a música "radioactive" do Imagine Dragons, pra tocar no meu fone de ouvido.

Adentro a casa e percorro o longo (e aparentemente infinito) corredor, até chegar no último quarto. Ele é o mais bonito de todos, na minha opnião. As paredes são num tom de creme e recheadas de quadros com frases motivacionais. Além de possuir uma televisão de cinquenta polegadas pendurada na parede e contar com a melhor vista da sacada para o mar, se comparado com os outros e, consequentemente, o maior banheiro também, pois até uma banheira ele possui.

Atravesso o quarto e encosto a porta do banheiro antes de começar a limpar a pia com um pano e desinfetante que trouxe dentro do balde. A pia de mármore branco e fino, tem só um pouco de poeira, então, não tenho muito trabalho limpando, já que ninguém, de fato, usa o banheiro. Jogo um pouco de desinfetante no vaso e, quando termino tudo, me pego encarando aquela convidativa banheira. Ela é enorme. Tenho certeza que cabem duas pessoas tranquilamente dentro dela.

Seria muita intromissão usá-la? Faz dois meses que estou limpando essa casa e, todas as vezes, me pego tendo essa ideia.

Além disso, tenho certeza que hoje está fazendo uns 40° graus lá fora e eu, praticamente, já terminei de limpar tudo, então, por que não? Vai ser rápido.

Sem pensar muito, começo a tirar a roupa e ligo a banheira. Aquela água morninha e gostosa começa a enchê-la, enquanto pego uma toalha dentro de um dos armários e já deixo em cima da pia. Vejo que lá dentro também tem sabonete líquido, shampoo, condicionador, sais de banho e uns produtos para fazer espuma na água.

Já que estou fazendo isso mesmo, porque não aproveitar?

Assim que deixo tudo do jeitinho que eu idealizei nesses dois meses só encarando, coloco até umas florzinhas de banho que vi numa bacia dentro do armário, entro naquela água deliciosa e solto um suspiro de satisfação.

— Isso sim que é vida — Falo em voz alta pra mim mesma. — Faltou só um vinho pra ficar perfeito, mas acho que aí é querer demais — Solto uma risadinha.

Seco minhas mãos na toalha e pego meu celular. Coloco uma música mais tranquila, encosto a cabeça no topo da banheira e começo a relaxar.

Relaxar até demais.

Não percebi o momento em que fechei os olhos e adormeci, mas acordei assustada, num sobressalto.

EU COCHILEI NA BANHEIRA.

Rapidamente seco as mãos e pego o celular novamente pra ver as horas.

A tela mostra que já são 17h30min. Eu dormi por quarenta minutos!

— Droga! — Eu xingo e começo a me levantar da água, que já estava fria a essa altura. Não percebi que estava tão cansada assim.

E como se não bastasse o susto de ter dormido dentro de uma banheira que, detalhe, não é minha, de repente eu escuto o barulho de algo caindo no chão e meu coração gela. Mas antes que eu tenha tempo de pegar a toalha, a porta do banheiro se abre fortemente e um lindo par de olhos castanhos, acompanhados de um corpo levemente bronzeado e escultural, me encara do outro lado.

Detalhe, sabe esse lindo corpo bronzeado e escultural? Pois é, ele está completamente nu.

E como eu estou? Completamente nua.

— Eita, porra!

Notas finais
Oi oi gente,

E então, "eita porra" hein? Hahaha espero que tenham gostado desse primeiro capítulo. Ele ficou mais curtinho, mas o outros serão maiores, eu prometo. Comentem o que acharam pra eu saber se posto o próximo ou não. A opinião de vcs é muito importante. Eu amo ler comentários e mando um textão de resposta pra vcs haha

Um beijo no coração.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.