Paranoid.

1 Fascinating life, only not.


Notas iniciais
Olá minhas gostosuras, como vão? Saudades? rs eu estava.
Enfim, aqui vai mais uma.
Até as notas finais, beijos.

Acordei mais cedo hoje. Minha noite foi um pouco estranha, meu sono foi interrompido diversas vezes, não sei o porquê.

Acordei antes do meu despertador, incrível, algumas vezes consigo até me atrasar para o estágio. Meu nome é Catherine. Catherine Simpson. Sou estagiária de psiquiatria, daqui a alguns meses, consigo meu tão sonhado diploma. Acabei de completar meus 19 anos e levo a vida corrida de Montreal, Canada. Moro sozinha, meus pais são separados desde que eu tinha 12 anos, talvez esse seja o principal motivo por eu ser tão problemática hoje em dia. Minha mãe lutou por mim na justiça, meu pai nem se quer moveu um dedo no processo, isso é oque me machuca mais nessa história toda.

Hoje começa meu último período da faculdade, daqui pra frente agora, são apenas 6 meses, graças a Deus.

Me arrumei, pus minha roupa sem pressa -o que não era de costume, pois sempre acordava atrasada e me arrumava às pressas- e fui até o ponto de ônibus. Eu ainda não tinha meu tão sonhado carro, pois as faculdades de Montreal eram super caras, e eu tinha que me sustentar com o dinheiro que meus pais me mandavam, e agora, eu ganhava um dinheiro do estágio.

O dia foi normal, como nos últimos períodos. Meu estágio era numa clínica de psiquiatria que havia ali nos arredores. Eu aprendi a lhe-dar com aquelas pessoas, eu gostava daquilo. Eram pessoas já debilitadas pela vida, em muitos casos, eram atordoadas e diziam ser 'perturbadas por demônios'.. em alguns momentos eu parava pra analizar oque elas diziam, mas, meus colegas de estágio diziam pra eu não ligar, eram apenas loucos. Apenas loucos.

Na minha turma da faculdade, haviam muitas pessoas legais. Eu realmente amava aquela turma, como se fossem meus irmãos. Mas, também tinha um cara que era mais quieto. Ninguém falava com ele, ninguém mesmo. Já tentei me socializar com ele, mas ele não demostrou muito interesse. Há algum tempo estavam havendo muitas mortes completamente brutais em Montreal, do tipo só em que só eram encontrados alguns membros inteiros das vítimas. E todos os colegas da turma, diziam e desconfiavam que o culpado era ele. Mas, eu não acreditava. Só porque o cara era estranho e quieto, não significava que ele seria o culpado de todas as coisas que estavam acontecendo ultimamente em Montreal. Seu nome era Justin, Justin Monroe. Um rapaz muito bonito, apropósito.

– Amiga! Você não vai acreditar no que eu vou te dizer! — Dizia Annie, uma das minhas amigas da faculdade.

– Conta logo menina! — Disse, morta de curiosidade. E era exatamente o que ela queria.

– Então, sabe a nova boate que foi inaugurada há mais ou menos um mês aqui em Montreal? — Assenti — Então, vai ter uma festa lá. E não vai ser uma festa, vai ser A festa.

– E quanto vai ser?

- 20 dólares o ingresso. Mas, você não me deixou contar o melhor de tudo! Ganhei ingressos cortesia, o namorado da Marie é um dos organizadores, e ela me deu alguns.

Marie.. só de ouvir esse nome, me dá tédio. Marie era uma das meninas mais patricinhas da faculdade. Seus cabelos ruivos e seus olhos verdes se destacavam em meio aos estudantes. Mas, ela também era uma das mais vadias da faculdade, oque me dava mais motivos para odiá-la mais ainda.

– Hum — Assenti, tentando fazer uma expressão interrogativa de tipo "Quem é que você vai levar?" mas eu já sabia que uma das pessoas era eu. — E quem é que você vai levar?

– Uma delas vai ser você, claro né.

Tentei fazer a cara mais surpresa do mundo. Eu devo não ter conseguido muito bem, mas a expressão facial da Annie foi boa, depois da minha.

– E quem mais você vai levar? — Perguntei, dessa vez, confusa.

– Algumas pessoas da nossa sala, mas, em especial, vou levar.. ele.

Ela disse, apontando para ele. Eu não podia acreditar, né. Ela queria nossa reputação jogada por água abaixo. A Annie era completamente louca, mas eu não imaginava que era tanto assim.

– O Justin.. Monroe? Você é louca garota? — Eu disse com uma expressão de surpresa na face, dessa vez, verdadeira.

– E o que tem? Você realmente acredita nas coisas que dizem dele? — Balancei a cabeça, indicando que não, mas, ainda boquiaberta. — E além do mais, ele é muito gato, vamos combinar isso.

Dei de ombros. Pra mim, tanto fazia; o que eu queria mesmo era aquela tão esperada festa, eu estava mais do que anciosa, eram cinco longos dias que eu sabia que teria que esperar, mas, era o único jeito.

Notas finais
Eaí, gostaram? Até mais, se puderem, deixem reviews. Besitos :*