Paralyzed
1 Paralyzed
Notas iniciais
E se alguém se interessar, essa foi a música que me deu inspiração: http://letras.mus.br/big-time-rush/1968476/traducao.html
Noite de sexta-feira e eu nem sabia onde estava. Acho que era pra ser uma festa. A música naquele lugar estava bastante alta, e parecia aumentar cada vez mais. Eu não sabia ao certo como era o lugar que eu estava, mas sabia que era um quarto grande com uma única entrada e, de alguma forma, sabia que havia mais desses quartos. E também, havia muitas pessoas ali, muitas até de mais. Alguém resolveu dar uma festa e convidou mais pessoas do que conhecia. Só queria saber como eu tinha ido parar ali. Não estava mais aguentando ficar parado. Comecei a andar por entre as pessoas e acabei saindo em um corredor. Me senti meio confuso e fiquei olhando para os lados.
Foi então que eu o vi.
Por entre as várias pessoas o rosto dele era o único que se destacava. Era como se todo o corredor tivesse ficado branco e tudo o que eu enxergava era ele.
Um garoto um pouco mais baixo que eu, era difícil ver isso, mas eu, de alguma forma, consegui perceber perfeitamente. Seus cabelos eram de uma cor única e bela destacavam-se entre os demais. Por um pequeno momento o vi passar os dedos por entre o fios macios, que eu não sabia se eram, ou que eram macios, eu simplesmente sabia. Sua pele era branca e seus olhos, os mais lindos que eu já tinha visto, eram de uma cor azul-petróleo que completava a beleza daquele albino.
A única coisa que eu fazia era reparar cada detalhe dele, cada gesto e cada movimento que ele fazia. Cada vez mais ele ia se aproximando, não sei se ele percebeu que eu o encarava quando passou por mim. Apenas sentia meu coração bater cada vez mais rápido, não sabia ao certo o que fazer, eu só fiquei parado.
Me senti... Paralisado.
Depois que ele passou por mim, eu fiquei um tempo parado tento entender tudo aquilo. Minha mente ocupava-se apenas com a imagem dele. Quando voltei a mim sabia que tinha de encontrá-lo. Eu tinha que tocá-lo, tinha que falar com ele, tinha que conhecê-lo, eu tinha que saber o porquê de ele me causar essa sensação, algo que eu nunca havia sentido antes.
Comecei a procurar por ele em todos os lugares daquele local. Eu subia e descia escadas, abria e fechava portas, entrava e saia de quartos. Repetia esse mesmo processo infinitas vezes, mas mesmo assim ainda não o encontrava. Havia olhado em cada canto do lado de dentro e ele não estava em lugar algum, foi então que algo me passou pela cabeça: se ele não estava ali dentro então só poderia estar lá fora. Apressadamente eu comecei a ir até a saída. Quando cheguei lá fora tentei encontrá-lo por entre as pessoas, mas não havia sinal dele. Parei na calçada que havia em frente ao local, olhei ao meu redor novamente e quando me virei ele estava bem na minha frente.
Outra vez, não sei se ele notou minha presença ali, não sei se ele encarava a mim ou talvez alguém que estivesse atrás, só sei que, novamente ele passou por mim.
E mais uma vez eu havia ficado... Paralisado.
Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, não sabia porquê eu só o encarava e ficava parado, era como se eu não pudesse fazer mais que isso. Acontece que... Eu tinha que fazer mais que isso.
Não sabia onde ele estava, não sabia pra onde ele tinha ido, só sabia que não podia ficar parado.
Depois de um tempo correndo parei perto do que parecia ser uma praça. A lua, que emitia uma luz incrivelmente bela, iluminava um certo banco daquela praça. Naquele banco estava sentado um albino um pouco mais baixo que eu, com os cabelos macios de uma cor única e bela, com uma pele branca e os olhos azul petróleo que completavam aquela cena perfeitamente.
Comecei a andar até ele, meu coração tinha começado a bater mais e mais rápido. Ele estava olhando para a lua e eu entrei na frente dele fazendo com que ele olhasse para mim. Me inclinei e comecei a aproximar o meu rosto com o dele. Eu conseguia sentir perfeitamente a respiração dele. Ele estava parado agora, então... Eu o beijei.
Só com aquele beijo eu consegui entender aquela sensação que ele causava em mim, mas também percebi que, daquela vez, eu não havia ficado... Paralisado.
Notas finais
Preciso bater a cabeça mais forte...
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