Parallel Universe
3 2- Maybe I will do it
Arrumo as coisas como estavam, mas fico com o celular. Tranco a porta e espero sentada no capô do Impala.
— Hanna? — Sam me pergunta e Dean me olha intrigado, por eu estar sentada em seu carro.
— Eu mesma! — Estendo a mão para ele, que a aperta como comprimento.
— Sabe quanto custa o concerto desse carro? — Dean me olha incrédulo.
— É um prazer em conhecê-lo também, Dean! — Falo irônica. — Você e esse enorme cuidado com a Baby.
— Já nos conhecemos? — Dean me pergunta.
— Creio que não, sou Hanna. E nova no ramo sobrenatural!
— Você é caçadora?! — Que sim para Dean. — Quantos anos você tem? 17?
— Sério? Tudo isso? Tenho 16! — Brinco, mas não percebem e ficam espantados.
— Não muito nova para isso? Não é lugar para uma criança. — Dean diz.
— Se acalme, não estava falando sério! Tenho 22 anos!
— Sem ser indelicado, está muito conservada. — Me joga um olhar sexy que me deixou louca, já era obcecada, agora então! Retribuo o olhar.
— Hum....hum! — Sam nos atrapalha e finalmente se pronuncia. — Então Hanna, me disse que podia nos ajudar a prender Lúcifer.
— Sim. — Desvio meus olhares de Dean para Sam. — Explico para vocês no caminho!
— Caminho?! — Os dois perguntam.
— Sim, para a casa do Bobby. — Falo como se fosse óbvio. — Temos que chamar o Castiel.
— Pera, você sabe sobre ele? — Sam me pergunta.
— Sei de muitas coisas, principalmente que vocês não sabem! — Pisco pra eles. — E aí, vamos? Daqui a pouco, porque se for assim o Bobby vai me ligar. — Digo pegando o celular de Dean e mexendo nele.
— Espera...eu tenho um celular igual. — Dean me olha curioso.
— Não, esse é o seu. — Dou uma risada balançando o celular.
— Você não invadiu...
— A Baby! — O interrompo. — Foi uma situação de vida ou morte!
— Ai se tiver um arranhão...
— Relaxa, sou muito experiente! Vi várias vezes na televisão.
— Opa, você arriscou fazendo no meu carro, sem experiência?!
— Sempre tem uma primeira vez! – Brinco e pisco para ele.
— Vamos? — Sam pergunta intervindo para evitar uma confusão, entra no Impala e fecha a porta.
— Claro! — Digo entrando no carro.
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— Então...quer dizer que precisamos dos anéis para fechar o Lúcifer na jaula. – Dean me olha intrigado.
— Exato, para isso precisamos pega-los dos cavaleiros do apocalipse: a morte, a guerra, a peste e a fome. – Respondo ficando entre o vão dos bancos da frente.
— E como vamos saber onde eles estão? – Sam se interessa.
— Bom, primeiro podemos começar pela guerra. Bob deve ter a localização, pelo que me lembro a Jo e Ellen trabalham nesse caso. – Falo espontaneamente.
— Jo e Ellen estão caçando?! – Dean me pergunta indignado e me dando um susto, fazendo eu perceber que falei o que não devia.
— Ops, acho que falei demais. – Olho pela janela. – Vai demorar para chegar? – Tento mudar de assunto, porque sei que vai ruim para o meu lado!
— Não, faltam...ei, não muda de assunto!
— Olha só, chegamos! – Sam diz para me ajudar.
— Obrigada! – Falo baixo só para Sam escutar. Quando o faz, acena para mim.
Saímos do carro, observo o ferro velho e percebo que Bob está nos olhando. Ele olha para mim com um ar de desconfiança e curiosidade, está sentado numa cadeira de rodas, caminhos até a frente dele.
— Bob! Essa é a Hanna, ela nos disse que entrou em contato com você. – Sam me apresenta.
— Ah, claro! – Confirma para os meninos e aperta minha mão. – Vejo que sobreviveu aos ciúmes do Dean com o carro! – Brinca e faz Dean revirar os olhos.
— Nada que eu não saiba lidar! – Entro na brincadeira deixando Dean mais incomodado, e desde que chegamos ainda não se pronunciou. Será que está incomodado com a minha presença?! Não, claro que não Hanna. Aí que você se ilude...
— Será que podemos entrar? – Finalmente escuto a voz de Dean.
— Claro, vamos! – Bob nos convida para entrar. – Aceita alguma coisa? – Me pergunta.
— Uma cerveja. — Peço, lembro que os meninos adoram essa bebida e sempre que podem tomam dela.
Eles me olham curiosos, enquanto sento em sofá que havia na sala. Observo que Dean atrás de Bob, provavelmente conversar sobre, estou estranhando que ainda não fizeram nenhum teste para verificar se não pertenço ao mundo sobrenatural. Enquanto isso, Sam se senta do meu lado para puxar assunto, certamente isso é bem dele, puxar assunto ou como dizem fazer a famosa "sala".
— Você bebe? — Sam tenta puxar assunto comigo, olho para com um sorriso de lado no rosto.
— Sempre que posso! — Pigarreio ser simpática. Olho para ele, aquilo estava sendo fácil demais e deve ter algo que eu deixei passar, analiso-o e percebo que está com a faca que Ruby o deu, "mata demônio". Resolvo mostrar que podem confiar, então começo a recitar latim o exorcismo e puxo de dentro de minha blusa o colar que mantinha um pingente com símbolo que evitaria que fosse possuída por demônios. Eu acabei comprando um pingente desse, porque simplesmente achei incrível e também por ser fã da série.
— Exorcisium demonium... — Recito e deixo meu colar a amostra para que veja. Acabou dando certo, vi que ele guardou a faca, e parecia que estava começando a confiar em mim.
— A quanto tempo é caçadora? — Parece interessado.
— 3 meses, mais ou menos. — Afirmo. Não era mentira de certo modo, tem 8 meses que comecei a assistir a série, e já estou na 11ª temporada. — Ainda estou pegando o jeito de qualquer modo.
Sinto algo escorrer pela minha perna, assim que olho vejo que é sangue e me lembro da facada que levei na mata, ele segue o meu olhar e também da de cara com meu corte.
— Hanna, o que aconteceu aqui? — Vem ate minha perna e analisa o corte.
— Acabei levando uma facada de um demônio. — Mordo os lábios com raiva, me lembrando do desgraçado.
— Vou dar um jeito nisso. — Sam entra numa sala e volta com uma caixa de primeiro socorros. Abaixa, assim começa a fazer o curativo.
— Obrigada. — Digo agradecida, ele afirma com a cabeça e continua o que estava fazendo. — Ai! — Reclamo, pois ele havia jogado algo que ardeu o machucado.
— Então...acho que estava no mesmo caso que nós. — Faz uma pausa. — Achávamos que aquele demônio sabia de algo sobre o apocalipse. — Termina o curativo, voltando a se sentar do meu lado. Vejo que Dean e Bob voltavam, o mais velho com algumas cervejas na mão. Sam olha para o irmão mais velho e faz negativo com a cabeça, ele que estava com as mãos atrás das costas, solta algo e vem até nós.
— O que perdi? — Dean se joga no sofá, como de costume.
— Estávamos falando sobre o caso de vocês. — Respondo antes de Sam, que me olha positivamente.
Pego uma cerveja que estava em cima da mesa e sou acompanhada por todos, achou que está na hora de revelar de onde vim.
— Disse que pode nos ajudar a resolver o apocalipse... — Dean dá início no assunto.
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