Notas iniciais
Olá,
Eu não sei explicar o porquê, mas fazer poemas para mim é simples, e é uma arte, não precisa ser entendido totalmente, precisa ser sentido, o poeta quer tocar quem lê.
Não que eu me considere poeta, estou longe de tal alcunha rsrs, mas sou uma amadora.
Embora aprecie poemas reflexivos, e por isso me inspiro a fazê-los.
Espero que gostem.

Meu paralelepípedo

Minha redoma particular.

É um teto de vidro.

A perfeita camuflagem.

A maneira de proteção.

Contra a rejeição.

A blindagem contra estereótipos.

Por que eu não me encaixo?

Sociedade, acaso falta a altura perfeita?

Ou a magreza anoréxica é bela?

Como se produz uma donzela?

É só colocar pitadas de pureza.

Colheres de espontaneidade.

Colheres de sinceridade e humildade.

Um olhar profundo.

E compreender que não há preço para felicidade.

Muito menos para o amor verdadeiro.

Não importa se for o homem derradeiro.

Presidente, caminhoneiro ou lixeiro.

Vendedor, empresário ou boiadeiro.

O amor não enxerga cifras.

Mas eu estou longe desse vírus que contamina.

Veneno que atiça, prende, e mata aos poucos.

Como o sabor do pecado.

Não há nada totalmente errado.

É apenas um ponto de vista.

Meu paralelepípedo é um campo invisível.

Somente eu conheço seus limites.

Estou vacinada contra a paixão.

Não vou ficar resfriada de amor.

Estou acompanhada da minha dor.

Já fui princesa de um conto de fadas.

Mas, o para sempre um dia acaba.

É como ser o bobo da corte, o palhaço do circo.

Melhor estar só que mal acompanhado.

Nem mandingas tira o tal mal olhado.

Cicatrizes ficam com o tempo.

A ferida não se fecha.

Latente ela continua sangrando.

Nada pode ser pior que uma mulher com ódio.

E um insano desejo de vingança.

É um prato frio, mas te faz sorrir como criança.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!