Notas iniciais
Gente dessa vez a culpa não foi completamente minha, meu not foi pro céu dos computadores e pra ser sincera ainda não consegui um novo. Estou em um emprestado, mas é muito complicado - pelo menos pra mim é - escrever em uma coisa que temos que dividir, ai perde o raciocínio, não se tem paz, enfim...Mas, eu acho que consegui escrever algo bonzinho. Não reparem os erros de português que devem ter aos montes por que realmente não dá pra reler. Enfim, espero que gostem de mais um capitulo da fanfic!!

"E as vezes as escolhas erradas que te levam ao rumo certo..."(Autor desconhecido)

— Então vocês estão namorando. – a afirmação era mais como um questionamento desconfiado por parte da princesa de Suna, enquanto olhava para o casal improvável a sua frente.
— Sim. Acabou acontecendo. – Matsuri respondeu com naturalidade entrelaçando as mãos com ninguém menos que Kankurou.
— Ela não resistiu ao meu charme. – Ele se gabou com um sorriso arrogante.
Temari e Shikamaru se entreolharam, ela ainda visivelmente chocada enquanto ele apenas deu de ombros, como sempre, muito tranquilo e dessa vez até um pouco divertido. Os dois foram surpreendidos com a visita inesperada do novo casal que depois de explicarem sua vinda junto com Gaara, informaram que haviam virado um casal quando Temari questionou o fato de estarem de mãos dadas e acabar testemunhando um beijo entre eles.
— O Kazekage antecipou sua vinda por alguma razão? – Shikamaru perguntou curioso, mas antes que um deles pudesse responder, Temari os interrompeu.
— Por acaso ele ‘ta te chantageando? – perguntou a Matsuri que riu enquanto Kankurou bufou indignado. – Ou é algum tipo de golpe?
— Você não tem qualquer limite não é?! – o irmão mais velho rosnou, recebendo em resposta um sorriso irônico da loira.
— Eu sempre considerei Matsuri uma mulher inteligente. Não pode me culpar pela surpresa em estar enganada!
— Eu te entendo na verdade. – ele disse surpreendendo a irmã – Eu também achava que Shikamaru era esperto o suficiente para não querer casar com o capeta. – disse mordaz recebendo um olhar furioso de Temari – Pelo visto nós dois nos enganamos.
— Kankurou-san! – eles ouviram a voz de Chouji que chegava na companhia da babá, sua namorada, e do próprio Ichigo a quem eles levaram a um passeio matinal.
— Chouji-saan!! Que honra reencontrá-lo.
— Ótimo! Mais um casal bizarro chegou! – a princesa disse acidamente, sendo ignorada, enquanto Ichigo corria para o tio com animação.
— Tio Kankurou!!
— Hei baixinho, ficou com saudades?
Enquanto isso, Shikamaru voltou a sondar Matsuri sobre o Kazezake.
— Suponho que ele tenha vindo tratar dos preparativos legais do casamento. – ele jogou para a assistente do ruivo que tinha um olhar misterioso.
— Na verdade, Gaara passou grande parte do tempo em Suna fazendo vários ajustes e adiantando parte do trabalho como se quisesse deixar tudo em ordem.
— E que intenção ele teria para fazer isso?
— Diga-me você, gênio de Konoha. – ela provocou – Tudo o que sei é que Gaara está agora mesmo reunido com a sua Hokage, e o pai da princesa Kaori em uma nova mediação.
***
Naruto olhava com curiosidade os quatro outros integrantes daquela sala. Ele fora mantido ali no intuito de observação e aprendizado – ainda que sob os protestos de um deles – com a condição de ficar em silencio. No principio, achou que seria impossível pra ele, entretanto, a cada minuto que se passava, se convencia que o melhor mesmo a fazer era apenas observar de pé ao lado da cadeira da Hokage.
Esta, por sua vez, tinha os cotovelos sob a mesa e os dedos cruzados em frente aos lábios escondendo a linha fina de tensão. Como previra, estava em frente a um grande velho problema que havia demorado bastante para ser resolvido da ultima vez, mas que agora não seria tão simples.
A sua frente, sentados em cadeiras lado a lado estava o pai de Kaori, irmão do atual regente do pais do fogo que até o presente momento não tinha herdeiros o que fazia de sua filha uma herdeira em potencial, e ele estava bufando, visivelmente irritado com os novos rumos da mediação.
Ao seu lado, a própria princesa Kaori mantinha-se calada, de olhos baixos e fixos em suas próprias mãos desde que fora chamada para participar da reunião oficial. Ela pareceu surpresa a principio, mas em seguida parecia distraída.
E por fim o Kazekage, sério e altivo como de costume, ainda que seus olhos, como em raras vezes, não tinham a frieza habitual, pelo contrário, carregavam um brilho decidido e ao mesmo tempo temeroso o que não pode deixar de despertar a curiosidade na própria Hokage, principalmente após as ultimas declarações.
— Perdão Kazekage – Tsunade falou com respeito — mas há alguns meses você pareceu satisfeito com a opção do casamento para acabar com as rixas entre Suna e a família real do fogo. E então, há poucos dias do casamento você desiste. Algo por acaso aconteceu para essa súbita mudança?
— Como esperado não podemos confiar na palavra de um líder que não passa de um moleque.
Imediatamente Tsunade sentiu a tensão do loiro ao seu lado, mas surpreendentemente o mesmo manteve-se calado.
— Satisfeito não é exatamente a palavra, Hokage. – Gaara disse inabalável com os insultos do príncipe – Contudo naquele momento era a opção mais viável e...fácil. – Nesse momento, Kaori levantou o olhar pela primeira vez e olhou seu noivo, engolindo o próprio orgulho ferido – Mas algumas coisas mudaram, tornando essa opção inviável. Por essa razão, eu vim oferecer a família real um bom ressarcimento monetário de tudo que está em meu nome – ele disse colocando alguns papeis na mesa – e ainda os serviços de Suna por duas décadas sem qualquer pagamento.
— Você sabe que isso pode colocar Suna em uma posição difícil nos próximos anos. – Tsunade afirmou – Não posso deixar de voltar a mesma pergunta de antes, alguma coisa aconteceu?
— Sim.
— Posso perguntar o que?
O ruivo ficou em silencio por alguns segundos, parecendo pensativo, antes de voltar a encarar os outros.
— Eu creio que tudo o que for dito nessa sala será mantida em sigilo. – ele começou com cuidado diante do olhar ansioso de todos – Eu deduzo que a Hokage e Naruto já saibam da gravidez da kunoichi Ino Yamanaka.
— É claro. Mas o que... – as palavras de Tsunade se perderam ao mesmo tempo em que seus olhinhos se esbugalhavam em descrença quando a realização a pegou como um raio destruídor.
— Eu não entendi. – Naruto resmungou.
— V-você... – Tsunade balbuciou e o ruivo pigarreou.
— Eu acho que uma hora todos vão saber. Eu sou o pai do filho da Yamanaka.
Um choque se abateu sobre todos, e um silencio macabro se fez depois disso. Pelo menos por algum tempo.
— Isso não muda nada. – o pai de Kaori anunciou e até mesmo Gaara o olhou com descrença.
— Eu posso supor que um filho fora do casamento não seria bem visto para uma união com a princesa.
— Não é o primeiro a ter um, garoto. – o mais velho dizia com um desdém que fazia Naruto lembrar-se de Hiashi e isso não era nada bom – Meu próprio irmão deve ter vários. Isso não quer dizer que um bastardo vai assumir o trono.
Nesse ponto o olhar do ruivo voltou a se tornar frio, e até mesmo Kaori encolheu-se em seu acento quando o mesmo levantou-se ao seu lado.
— Eu não sei como a família real lida com tal situação, mas meu filho não será um bastardo. – assegurou batendo na mesa com força em cima dos papeis que havia posto ali minutos antes – Está aqui a minha nova proposta que é muito mais do que aceitável nessa situação.
— Dinheiro e seus serviços não tem qualquer valor para nós. – ele desdenhou.
— Então eu aceito a sua primeira proposta. – Gaara rebateu e todos o olharam em choque com exceção de Naruto que estava perdido e desconfiado. – Eu renuncio ao posto de Kazekage e a família real volta a ver Suna como um aliado.
— O que???? – Naruto não conseguiu ficar calado dessa vez – Isso é um absurdo!!!
— Naruto!! – Tsunade levantou-se detendo o pupilo – Gaara, eu acho que todos precisamos nos acalmar.
— Se o Sabaku não tem palavra, mostra que não serve para o posto. – o velho ironizou começando a irritar Naruto de verdade.
Mas então foi Kaori quem falou pela primeira vez surpreendendo a todos.
— Você faria isso por ela? – perguntou baixinho, os olhos fixos no ruivo que a olhou pela primeira vez.
— Sim. – ele respondeu sem hesitar.
— Então acho que estamos acertados.
— Papai....Já chega. – a princesa agora levantou-se também e não parecia mais tão perdida ou frágil.
— Kaori não se meta.
— Sim, eu me meto, pois é da minha vida também que estamos falando e eu já cansei de vê-la sendo decidida sem poder opinar sobre isso. – disse com firmeza – Eu liberto o Kazekage de sua divida com a família real do fogo.
— Você não pode fazer isso!!!
— Posso. Meu tio me deu plenos poderes para decidir isso e até agora eu segui suas ordens por achar que...era o caminho mais fácil – ela olhou para Gaara – Mas isso não é o que verdadeiros lideres ou princesas fazem. Além do mais eu sou maior de idade e não pode me obrigar a nada. – completou.
— Bem, se o regente do fogo formalizar ao Kazekage o perdão real, tudo será esquecido. – Tsunade explicou um pouco mais animada.
— Isso não vai acontecer!
— Vai sim, por que eu falarei com meu tio pessoalmente. Esse ódio não tem mais qualquer propósito. Está na hora de vivermos em paz de verdade.
— Kaori.
— Está decidido papai. O senhor não manda em nada. Eu sou a princesa e herdeira. – ela disse por fim, deixando seu pai completamente chocado e irado, enquanto Naruto e Tsunade não poderiam estar mais satisfeitos ao verem o mais velho sair pela porta gritando impropérios.
— Eu agradeço, princesa Kaori. – Gaara disse sem mais nenhum resquício de frieza e pela primeira vez a princesa viu como seu ex- noivo era bonito e talvez por isso a Yamanaka havia se apaixonado por ele.
Lembrar-se da kunoichi então a alarmou e ela virou-se para o kazekage em pânico.
— Kazekage-sama, há algo que você não sabe. – ela disse apressada novamente chamando a atenção de todos – Ino está partindo!
— Como é? Eu não fui informada de nada. – Tsunade disse.
— Ela está fugindo! Deve estar nos portões de Konoha a uma hora dessas. – e então voltou a olhar para Gaara — Se gosta dela realmente, você deve impedi-la.
Não precisou dizer muito mais do que isso, e o ruivo já havia partido com velocidade surpreendente. Na saída do prédio, Temari, Shikamaru, Matsuri e Kankurou ainda estavam confusos ao verem o pai de Kaori sair de lá bufando e em seguida viram Gaara passar por eles como um furacão.
— Mas que droga está acontecendo!?? – Temari quase berrou irritada.
— Eu acho que faço uma ideia. – Shikamaru olhou para um pequeno pergaminho em seu bolso que havia sido entregue em segredo horas antes por um garoto. Nele, uma mensagem para encontrar a Yamanaka nos portões dali há alguns minutos. Pretendia ir assim que falasse com Gaara, mas pelo visto não precisaria. – Acho que problemáticos são atraídos um ao outro afinal.
— Do que você está falando agora!! – A princesa ainda resmungava irritada, mas o mesmo apenas balançou a cabeça
— Por que não entramos e descobrimos o que aconteceu? Tenho um pressentimento que eles entraram em acordo.
***
— Cadê aquele idiota do Shikamaru? Eu mandei ele não se atrasar. – Ino suspirou irritada. A carruagem já estava pronta e não aguentava mais seus pais chorando. Queria realmente se despedir do amigo, ainda que soubesse que o mesmo a chamaria de maluca.
— Porquinha você enlouqueceu? – Sakura, entretanto, já havia feito um bom trabalho nesse quesito desde a hora em que descobrira o que a loira pretendia fazer. – Não pode fugir disso! Eu não vou deixar.
— Você não pode me impedir testuda!! É a minha vida e eu vou fazer o que é melhor para a minha filha!
— Isso não é melhor coisíssima nenhuma! É só mais um dos seus planos sem nexos para não encarar a realidade!! – A rosada esbravejou – Pensa porquinha! Quer ter esse filho longe de todos?
— Minha tia não mora tão longe assim, você pode visitá-la quando quiser. – Ino disse com um sorriso emocionado – E eu não disse que é pra sempre. Mas eu não posso ficar. – seu sorriso foi morrendo e dando lugar a uma expressão torturada – É o melhor pra todos, eu juro que não estou sendo egoísta dessa vez. Eu pensei bastante.
— Ah meu docinho, nós iremos ao seu encontro o mais rápido possível – os pais dela a abraçaram e ela não pode evitar que uma lágrima escapasse.
— Eu acho que é hora de ir. Acho que Shikamaru não deve ter recebido a mensagem ou então achou que era maluquisse minha. – brincou.
— E ele como sempre está certo.
As duas amigas se olharam emocionadas e então se abraçaram.
— Eu vou sentir sua falta. – a loira confessou baixinho
— Eu vou estar aqui pra você sempre.
— Eu sei. – elas se afastaram e fungaram – Testuda.
— Porquinha.
E sorriram.
Então Ino Yamanaka deu uma ultima olhada para a cidade que nasceu e tanto amava e se despediu de todos em pensamento.
Quando ela entrou na carruagem, entretanto, era como se algo dentro de si estivesse se partindo. Ali, sozinha e indo embora, ela se deu conta pela primeira vez que não não haveria volta ou lugar para arrependimentos. Sua filha nunca conheceria o pai e talvez ele a odiasse por isso. Ou talvez não. Talvez até ficasse aliviado. E tal possibilidade apenas a torturava ainda mais.
— Vamos ficar bem. – ela disse acariciando a própria barriga e em seguida limpando uma lágrima teimosa – Estamos prontas.
***
— Uau! – Temari jogou-se na cadeira, abismada, depois de descobrir tudo o que havia acontecido naquela sala. – Então esse era o plano do meu irmão. Eu admito que estou surpresa.
— Espero que ele chegue a tempo de impedir aquela desmiolada de fazer essa besteira. – Shikamaru grunhiu ansioso.
— Meu irmãozinho renunciando a tudo por causa de um amor. – Kankurou declarou com um suspiro teatral – Claramente ele é um cavaleiro romântico tanto quanto seu irmão mais velho.
— Estou feliz que tudo acabou bem. Mas, não posso deixar de lamentar todos os preparativos do casamento terem de ser cancelados.
— Se me permite, Hokage-sama, eu posso ter uma ideia quanto a isso. – Matsuri disse com um sorriso e Temari a olhou com desconfiança reconhecendo quando a mais nova estava aprontando alguma.
— Você estava com Konohamaru no dia da luta. – Naruto lembrou-se dado um tapa na própria testa – E eu achando que vocês tinham alguma coisa. – brincou fazendo a princesa corar.
— Konohamaru é um guerreiro valoroso e um bom...amigo. Ele fala muito bem de você, Naruto-san. E eu soube como o protegeu há alguns dias. Eu vou deixar meu tio ficar sabendo que Konoha tem dois ninjas que além de fortes tem um coração bondoso e muito generoso. Konohamaru me disse que você será um ótimo Hokage e eu acredito que esteja certo.
Foi a vez do loiro corar e coçar a nuca, constrangido.
— Obrigado, princesa. Você também mostrou ser uma boa líder.
— Agradeço. – ela disse com uma misura que o loiro acompanhou respeitosamente.
***
A carruagem não andou nem dois metros antes de ser parada em um solavanco brusco que alarmou Ino.
— Cuidado!! – ela reclamou, mas percebeu que o transporte havia parado completamente.
De longe, Sakura e os Yamanakas estranharam, até a rosada notar que as rodas e os cavalos estavam presos por um tipo de areia.
— Gaara... – ela murmurou um segundo antes que um vulto vermelho passar por eles. – Ah porquinha, agora você não vai poder fugir. – ela sorriu e tentou tranquilizar os pais da amiga.
— Aconteceu algum problema? – Ino perguntou desconfiada, mas não teve a resposta esperada, ao invés disso, a porta do transporte foi aberto com brusquidão a assustando, e em seguida ficando completamente chocada ao reconhecer ninguém menos que Gaara Sabaku.
— Sim. Um grande problema. – ele disse, a olhando sério – O que raios pensa que está fazendo Yamanaka?
Nesse momento a surpresa foi substituída por irritação autodefensiva.
— Eu é que pergunto a você, Sabaku! O que está fazendo aqui?
— Cancelando essa sua tentativa de fuga idiota – ele rebateu no mesmo tom com uma pontinha de sarcasmo que fez a loira abrir a boca indignada.
— Como ousa? Quem pensa que é? – gritou e arregalou os olhos quando o viu simplesmente entrar na carruagem e fechar a porta – Mas o que...? Saia daqui agora!!!!
— Não!! E se continuar agindo como uma louca, eu a arrastarei até Suna e a trancarei em um calabouço! – ele rosnou realmente irritado o que deixou a kunoichi um pouco hesitante.
Eles se encararam então, ainda que com as bocas fechadas, os olhos soltando quase fagulhas, em desafio. E ficaram assim por quase um minuto até o olhar de Gaara recair sob o ventre da kunoichi levemente inchado e escondido por braços protetores.
Ele bufou, bagunçando os próprios cabelos ruivos e Ino notou que ele parecia cansado.
— Por que está fazendo isso, Yamanaka? O que pensava conseguir?
— Arroz! – ela rosnou com ironia e em seguida suspirou – O que você acha? Eu só quero viver em paz com minha filha!
— Fugindo! – ele acusou.
— Não é da sua conta! – ela rebateu erguendo o queixo, apenas para ficar acuada quando ele bateu com as mãos no estofado onde ela estava sentada a deixando presa com um braço dele de cada lado de sua cabeça
— É da minha conta sim quando você está tentando sequestrar o meu filho.
— Meu! – ela o corrigiu com petulância recusando-se a demonstrar sua fraqueza em tê-lo tão próximo
— Será que você não pensa nas consequências dos seus atos?
— Pensei muito e essa foi a melhor decisão!
— Então pense de novo por que você não vai fugir de mim dessa vez. – e ele falava muito sério, ela podia ver a firmeza em seus olhos verdes escurecidos.
— Nós já falamos sobre isso. Eu não vou ser sua concubina, Kazekage. — ela provocou intencionalmente com acidez — Nem essa criança será uma bastarda.
— Eu nunca disse que isso aconteceria.
— E O QUE ACHA VAI ACONTECER QUANDO VOCÊ CASAR COM KAORI? – ela berrou cansada, irritada e frustrada, recusando-se a chorar na frente daquele maldito ruivo que não tinha nenhum sentimento.
— NADA. POR QUE EU NÃO VOU ME CASAR COM A PRINCESA.
E talvez fosse o assombro de ver o sempre tão frio kazekage perder a calma, ou pelas suas palavras que deixaram a loira completamente sem palavras.
— O casamento acaba de ser cancelado. – ele completou com mais calma após voltar a recostar-se no banco.
— M-mas e quanto a K-kaori? – ela murmurou realmente preocupada com a garota que sem perceber aprendera a amar.
— Ela aceitou muito bem na verdade, e também foi quem me contou sobre essa loucura. – Explicou contrariado por ter perdido a calma tão facilmente e por fim voltou a analisar a loira a sua frente – Eu vou cuidar dessa criança, Yamanaka. E de você também.
— Eu não preciso de... – mas qualquer que fossem suas palavras foram completamente esquecidas quando o ruivo, sem qualquer aviso, a puxou para um beijo inesperado.
Quando seus lábios se tocaram, ela sentiu novamente aquelas sensações que preenchiam seu corpo a cada vez que era tocada por aquele homem. Ele a beijava com cuidado, segurando sua nuca com firmeza e delicadeza enquanto ditava o ritmo que suas línguas se enlaçavam, e se provavam com gula. Ela mantinha as mãos firmes contra o corpo, lutando contra o desejo de tocá-lo, pois sabia que então tudo estaria perdido.
Ingenuamente, ela não sabia que era tarde demais.
Eles se separaram aos poucos, ao mesmo tempo em que Ino voltava a sentir o pânico de ter que se explicar, ainda que tivesse sido ele quem começara o beijo, ela não o afastou. Mas era o ruivo quem parecia estar disposto a falar.
— Eu não sei o que está acontecendo entre nós, Yamanaka, mas essa criança é minha também e eu não vou abrir mão dela. Sei que nossa relação não é das amigáveis, mas eu quero que seja pelo bem dela. Peço que confie em mim.
Ino ponderou, e tentou fortemente descobrir algum motivo para não fazê-lo, contudo nada veio.
— Podemos ser amigos...pelo bem dela. – completou rapidamente e o ruivo acenou em concordância. – Eu acho que...a viagem será cancelada. – concluiu com uma careta e Gaara rapidamente mandou o rapaz dar meia volta.
Sakura e os Yamanakas os esperavam ansiosos e vibraram quando viram a carruagem dar meia volta. Gaara pediu que os levassem de volta ao prédio do Hokage, mas primeiro deixasse os pais de Ino em casa.
— Por que eu preciso ir até a Hokage como uma fugitiva? – a loira resmungou emburrada, depois de deixar os pais em casa.
— Por que é exatamente o que você é. Esqueceu? – Sakura provocou
— Além do mais é melhor esclarecermos a situação uma vez que eles já sabem que o filho que espera é meu. – o ruivo explicou calmamente, enquanto Ino tentava ignorar o sorriso de Sakura em sua direção.
— Você simplesmente contou a todos? Como é fofoqueiro. – ela disse sem se conter, fazendo o ruivo olhá-la indignado, mas felizmente havia Sakura para acalmar os ânimos.
— Não liga pro que essa desmiolada fala, Gaara. Quando fica nervosa, abre a torneirinha de asneiras.
Eles chegaram ao prédio da Hokage e encontraram todos lá. Ou quase todos.
— Onde está Kaori? – Ino perguntou imediatamente.
— Ela e o pai foram para o hotel onde ele se hospedará. Precisavam conversar depois de tudo. – Tsunade respondeu – E quanto a Srta, tem algo que gostaria de me contar?
— B-bem, o que aconteceu é que... – ela pigarreou sentindo o olhar de todos sobre si — ...minha tia está muito doente e mora sozinha, então eu me ofereci para passar um tempo com ela. A senhora tem que entender que é minha única tia, então é aceitável que eu estivesse tão preocupada que nem pensei em avisar sobre minha ida. Não que eu não fosse avisar, é claro que eu avisaria, como de fato aqui estou eu...
— Já chega Yamanaka!! Nos poupe de tanta conversa fiada! – A Hokage resmungou para divertimento geral.
— Ino, você consegue ser tão enrolona quanto o Kakashi-sensei!! – Naruto zombou e Sakura riu.
— Até pior.
— Ora!!! Que ultraje!! Eu estou aqui não estou? – ela cruzou os braços e bufou alto.
— Não por que quer, pelo que vejo. – Shikamaru disse e ela o olhou acusadora – E antes que fale alguma coisa, eu sabia que Gaara não a deixaria partir.
— Eu não preciso nem dizer o quanto isso foi irresponsável, Yamanaka!! – Tsunade disse massageando as têmporas. – Os dois deveriam ter sido sinceros comigo desde o inicio.
— Eu peço desculpas. – Gaara disse solenemente. – Mas achei que estivesse tudo em seu devido lugar.
— Eu espero que Kaori convença o regente do fogo, mas ela pareceu confiante. Acho que não precisaremos nos preocupar.
— Na verdade, agora que toda essa crise passou, temos grandes noticias. – Matsuri anunciou – Com o casamento cancelado, eu tive uma ideia para não desperdiçar os preparativos.
— Como? – a loira perguntou.
— Com outro casamento, claro! – Kankurou quem respondeu para a confusão dos recém chegados.
— Matsuri – Gaara disse chamando a atenção de todos – É meu dever alertá-la que pode estar cometendo um erro casando-se tão apressadamente com meu irmão. – ele falava sério e preocupada e todos, com excessão de Kankurou, caíram na gargalhada.
— Quem precisa de inimigos com irmãos como vocês!!! – O Sabaku mais velho esbravejou
— Gaara, nós dois concordamos que nossa querida Matsuri merece coisa melhor. – Temari zombou – Mas na verdade o casamento não é deles. É meu.
— O que? – Ino e Sakura gritaram confusas.
— Eu vou organizar um casamento em Suna, mas achei de bom tom também fazer um aqui em Konoha já que é a cidade natal de Shikamaru.
— Entendo. – o ruivo murmurou
— Então agora que todos estão satisfeitos em saber que não sou eu quem vai casar – Kankurou ironizou – Eu posso dar um oi pro meu novo sobrinho – ele disse se aproximando de Ino e tocando em sua barriga. – Uau, está bem grandinho para tão pouco tempo.
— Ela é uma esfomeada. Logo estarei tão grande quanto Chouji – Ino disse com chateação.
— Você sempre se refere a criança como uma menina. – Gaara observou de repente – Por acaso já tem a confirmação?
— Sim. – ela deu de ombros.
— Como assim porquinha? Desde quando? – Sakura perguntou desconfiada.
— Eu sou a mãe ué, eu sei o que carrego dentro da minha barriga. – a loira disse com naturalidade e a rosada bufou.
— Isso não tem nexo algum, porquinha!!!!!
— É claro que tem. Nós, mães, sentimos esse tipo de coisa.
— Tem certeza que não são gêmeos, Yamanaka? Você realmente parece enorme. – Temari provocou e Ino a olhou apavorada.
— Isso...isso não tem graça nenhuma, sua princesa oxigenada!!
E enquanto se seguiu uma longa e alterada discurssão, Naruto aproximou-se de Gaara que mantinha-se em silencio apenas observando a barriga saliente da loira, que abrigava um pedacinho de si. Seu filho, ou filha.
— Hei papai, parabéns.
— Obrigado Naruto.
— Você vai ser um pai incrível, Gaara. Eu tenho certeza.
As palavras de Naruto surpreenderam, mas também aliviaram o ruivo que há muitos dias remoia esse temor em seu coração.
Ele seria pai.
***
Após as últimas emoções, Tsunade havia dispensado a todos de seus deveres e lhes dado a noite de folga.
Antes mesmo de sair do prédio da Hokage, Sakura já havia decidido fazer uma pequena reunião para, segundo ela, comemorar a gravidez de Ino e a paz que parecia finalmente ter sido restaurada entre aquele pequeno grupo de amigos que já não era mais tão pequeno.
Sasuke concordou em ceder a mansão novamente para a celebração enquanto Sayuri e Kiba rapidamente se prontificaram a conseguir as bebidas. Naruto foi até o clã Hyuuga avisar a amada sobre a festa, e foi surpreendido ao ser barrado nos portões.
— A líder do clã está em uma reunião muito importante e não pode ser incomodada. — O hyuuga da bouke disse com firmeza, ingenuamente colocando a mão sob o peito do ninja loiro de forma a impedi-lo de avançar. No mesmo instante, ele percebeu seu erro ao ouvir o rosnado do outro ninja.
— Eu acho bom você tirar a mão de mim, antes que fique sem ela. Você sabe com quem está falando?
— Mal se tornou um Hokage e o poder já está subindo a sua cabeça? — uma voz chamou a atenção deles e viram Neji se aproximando — Toksu, pode deixá-lo entrar, eu me certificarei que ele não pertubará Hinata-sama.
— Perturbar? Eu sou o futuro Hokage e NOIVO dela! — o loiro disse bem alto na intenção do guarda e qualquer outro que tivesse próximo ouvir, o que apenas fez Neji lembrar-se de como ele continuava um baka. — e que reunião tão importante é essa afinal?
— Hinata está tomando aulas com a anciã mais velha do clã.
— Achei que as aulas tinham acabado quando ela foi nomeada líder.
— Felizmente minha prima não é tão cabeça oca quanto você, e sabe que o aprendizado nunca deve ser parado. — Neji disse com simplicidade, ainda que Naruto podia sentir a pontinha de provocação que o fez lembrar como o Hyuuga continuava o mesmo arrogante. — Na verdade, Hinata acha que está próxima de conseguir retirar o selo da bouke e a anciã pode ajudá-la, além de ser uma aliada valiosa quando ela enfrentar os outros membros do consselho.
Imediatamente Naruto ponderou o quanto aquele assunto era delicado para Neji, e como o mesmo tentava manter-se imparcial diante de uma decisão que o envolvia tão profundamente.
— Ela vai conseguir. — ele disse por fim, recebendo um olhar surpreso do outro ninja, mas que logo se tornou um olhar simpatico e um quase sorriso se formou nos lábios finos — Hinata sempre consegue o que quer. Além do mais, ela tem o futuro Hokage do lado dela. — brincou arrogante fazendo Neji revirar os olhos. — Já que é um assunto tão importante, eu vou deixar recado com você mesmo. Sakura está fazendo mais uma de suas confraternização e chamou todos da velha turma. Konohamaru também vai estar lá caso Hanabi queira ir. — ele deu um sorrisinho malicioso que fez Neji fechar a cara. — Apesar de que a princesa também será convidada então isso pode deixar o moleque em apuros...hehe, quem diria que ele viraria um garanhão.
— Tenha respeito por Hanabi-san!!! — Neji grunhiu, mas foi completamente ignorado
— Alias, Gaara é o pai do filho de Ino.
— NAANII???
Naruto não pode deixar de rir da rara expressão de completo choque do Hyuuga.
— Eu sei, se o Teme e até o Gaara deram certo, ainda há esperanças pra você Neji, não desista! — ele ironizou e teve de ser rápido para se esquivar de um juuken bem no coração. — Enfim, avise Hinata que se ela não aparecer eu invadirei esse clã, e ela sabe que eu posso fazer isso. — ele sorriu arrogante e em instantes ele já se afastava.
— Naruto. — Neji o chamou o fazendo parar no meio do caminho — Se quer se vangloriar por ser noivo da líder do clã, acho bom tornar oficial. — e dizendo isso, ele deu meia volta, deixando o loiro remoendo suas palavras.
***
Quando Ino chegou em casa, seus pais estavam na floricultura, mas ela estranhou não ser recebida por demonstrações bruscas e exageradas de carinho de sua cachorrinha hiperativa. Deixando as malas no pé da escada, ela subiu os degraus ainda abobada com o rumo dos acontecimentos. Tinha certeza de que demoraria algum tempo antes de ver aquela casa novamente, e no entanto ali estava ela voltando para seu quarto. A sensação de alivio nunca foi tão grande, pensando agora se perguntava como faria para viver longe de seus pais e amigos.
Sem duvidas era uma ideia maluca, ela percebia agora.
Ao chegar em seu quarto, contudo, ela ficou chocada ao ver ninguém menos que Kaori em sua cama abraçada a Hime.
A cadelinha gemia enquanto era acariciada pela princesa distraidamente, mas as duas ficaram felizes ao ver a Yamanaka. Hime latio e pulou para os pés de Ino, distribuindo lambidas. Kaori sentou-se na cama, limpando rapidamente as lágrimas que teimaram em esconder.
— Vejo que não foi muito longe.
— Graças a você. — a loira respondeu se aproximando com cuidado e sentando-se ao lado da mais nova — O que aconteceu?
— O kazekage rompeu o noivado — ela deu de ombros como se explicasse tudo.
— Você está bem?
— Oto-san está uma fera, nós discutimos feio. Mas eu estou bem, finalmente fiz minhas próprias escolhas e nunca mais deixarei que decidam minha vida por mim.
Ino emocionou-se e percebeu o quanto a garotinha mimada que conhecera agora era uma garota crescida. Sem se conter, ela soltou um gritinho e a abraçou de surpresa.
— Ahhh estou tão orgulhosa de você!
— Não seja tão emocional, serva. — a outra resmungou, mas por fim se rendeu ao abraço e até mesmo riu quando Hime se juntou ao abraço grupal.
— Agora precisamos nos arrumar. Sakura fará uma festa no bairro Uchiha. — ela fez uma pausa — Konohamaru estará lá — completou vendo satisfeita a princesa desviar os olhos corada.
— Você é a serva mais intrometida e sem limites do mundo.
Ino riu e a abraçou mais forte, feliz e completa como a muito tempo não se sentia.
***
A noite chegou rápido, mas Sakura já havia preparado tudo com bastante eficiencia quando as pessoas começaram a chegar. Uma sensação de deja vu se apoderou dela lembrando-se da ultima festa intima deles, e rezou para que o desfecho fosse diferente.
— Ô algodão doce. — a voz irritante da Uchiha a fez bufar pronta para uma luta, até vê-la carregando algumas sacolas. — Onde eu deixo todo esse sake? Consegui alguns petiscos do dono do restaurante.
— Isso é ótimo!! — ela se alegrou, animada.
— O vira-lata está trazendo as outras garrafas.
— Prefiro ser um vira-lata do que uma cobra peçonhenta! — Kiba chegou resmungando carregando algumas caixas cheias de garrafas.
— É claro que prefere, está acostumado com a plebe. — ela rebateu com desdém já se afastando e ignorando o rosnado do seu parceiro.
Sakura riu com a cena, aliviada por aparentemente a Uchiha ter encontrado outra pessoa para atormentar. Ao ver Sasuke se aproximar, sentiu-se orgulhosa ao vê-lo se locomover com tanta precisão. O amado era um guerreiro forte e ela tinha certeza que logo ela voltaria a ver os olhos onix que agora mantinham-se escondidos pelos oculos escuros que lhe davam um ar misterioso e sexy, não que Sasuke precisasse deles para ser ambas as coisas.
Desde que fizeram as pazes, os dois praticamente não se desgrudavam e era como se o tempo separados tivesse acumulado uma necessidade que voltara com força total. A cada vez que o beijava, a rosada sentia algo que ela apenas podia descrever como "fogo".
Por um instante ela agradeceu pelo Uchiha estar parcialmente cego ou ele se perguntaria por que ela estava com as faces completamente vermelhas como um tomate.
— Shikamaru e os Sabaku acabam de chegar e Konohamaru já está passando os portões. — o moreno anunciou beijando sua testa.
— Ótimo, a festa já vai começar.
Não demorou muito para os outros convidados chegarem. Ino era praticamente o centro das atenções do jeito que ela gostava, mas Lee também surpreendeu ao apresentar sua namorada ao grupo, principalmente por ela ser incrivelmente normal. Naruto chegou e então só quem faltava eram os Hyuugas.
— Eu vou buscá-la. — o loiro sentenciou assim que soube da falta de Hinata.
— Quer parar de ser possessivo, Naruto! — a rosada resmungou — Eu não sei como Hinata pode te aguentar.
— Esse é o maior misterio do mundo Sakura-san. — Kiba provocou e o loiro o olhou com desdém
— Você tem é inveja de sempre perder pra mim.
— O QUE VOCÊ DISSE, NARUTO-BAKA?!
— A raposinha já pode abanar os rabinhos por que a dona dela acaba de chegar. — Sayuri os interrompeu, bebericando seu sake e todos viram os três Hyuugas sendo recebidos por Sasuke.
— Eu não tive tempo de fazer alguma coisa melhor, mas trouxe biscoitos. — Hinata se desculpou, como sempre muito educada.
— Não se preocupe Hinata! Tenho certeza que estão maravilhosos.
— Yo Hinata! A quanto tempo não nos vemos heim... — Kiba se aproximou, realmente com saudades da amiga, mas praticamente foi atropelado por um loiro
— É, é, ignore o vira-lata! — Naruto resmungou puxando a Hyuuga desprevenida para um beijo.
Imediatamente foram ouvidos uivos e deboches dos amigos, deixando a líder do clã vermelha.
— Naruto! Não coloque Hinata-sama em situações embaraçosas!!! — Neji ralhou, mas foi ignorado pelo loiro que já puxava a amada pela mão. — Baka.
Ele então viu Tenten aproximar, ela estava com os cabelos soltos como em rara ocasiões, e ele não pode deixar de soltar um pequeno sorriso.
— Yo Hanabi-chan.
— Yo Tenten-chan.
A cordialidade entre as duas realmente pegou o Hyuuga desprevenido, principalmente quando a mais nova se afastou.
— Eu vou atrás de Konohamaru, com liscença.
A mensão do nome do ninja discipulo de Naruto trouxe a Neji a vontade de bufar em desprezo, mas se controlou devido Tenten. A relação entre eles voltara a ser de amizade, enquanto Hanabi parecera finalmente desistir de seus supostos sentimentos pelo primo.
— Que tal um pouco de sake para esquecer que suas primas são tão próximas a ninjas bakas e cabeça ocas? — a mestre as armas sugerio com simpatia, sorrindo animada quando o mesmo concordou com um gesto de cabeça — Vem! Você precisa conhecer a namorada do Lee! Ela é uma gracinha! Totalmente o oposto dele!
Neji sorriu com a empolgação da amiga e a acompanhou.
***
— Amanhã? M-mas, Temari e Shikamaru vão se casar em alguns dias! Por que não fica mais tempo?
Konohamaru e Kaori estavam na varanda lateral da mansão, afastados de todos, a princesa o levou ali para que pudesse se despedir. Iria voltar com o pai na manhã seguinte.
— Eu adoraria, mas quero falar com meu tio o mais rápido possivel sobre minha decisão. — Ela disse com delicadeza, olhando o céu estrelado. — Também já está na hora de eu me preparar de verdade para assumir o trono.
— Eu soube o que você fez por Ino e o Kazekage. Enfrentou seu pai, foi muito corajosa. — o ninja disse, a fazendo corar.
— Sempre fui ensinada de que para ser uma boa líder, tinha que deixar meus sentimentos de lado. Mas o Kazekage agiu com o coração e eu percebi que era a coisa certa.
— Você vai ser uma líder incrivel, eu tenho certeza.
— Obrigada. A guarda real precisa de ninjas fortes e valentes como você. — ela disse e ele soltou uma risadinha.
— Quem dera, ainda tenho muito o que treinar. — ele então pegou sua mão com delicadeza — mas saiba que se precisar é só me chamar que eu vou na mesma hora.
Eles sorriram cumplices, e então foram se aproximando devagar até estarem a milimetros de distancia.
— Eu nunca vou esquecer do cavaleiro valoroso que me acompanhou em casa quando eu estava perdida.
— E eu nunca vou esquecer que eu já beijei a princesa mais esquentadinha do mundo.
— Ora seu ero-ba... — mas o xingamento foi interrompido e esquecido quando ele fechou a distancia e lhe roubou um beijo de novo.
Um suspiro escapou dela que corou quando se separaram cedo demais em sua opinião. O ninja lhe sorria daquele jeito doce e jovial que fazia seu coração saltar e ela soube que se aquele rapaz a pedisse para largar tudo e ficar com ele, ela o faria.
A conclusão insana a assustou, mas ela conseguiu esconder seus sentimentos com medo de que eles escapassem sem sua permissão. Logo eles voltaram para a companhia de todos, sem saber que estiveram sendo observados o tempo todo.
— Chyo-sama tem me ajudado muito e eu acho que posso ter tido progressos. — Hinata se calou ao perceber o olhar do loiro — O que foi?
— Você é incrivel sabia?
— O que você fez? — ela rebateu desconfiada e ele a olhou fingindo-se insultado.
— Será que eu não posso elogiar minha noiva? — ele rebateu satisfeito ao vê-la corar, então acariciou sua bochecha — É sério, o que você está fazendo é fantastico!
— Se eu conseguir...
— É claro que vai!
— Naruto-san? — uma voz então os interrompeu e o loiro ficou chocada ao reconhecer a morena.
— Kim-chan!!!
Demorou pouco, mas Hinata reconheceu a morena que já vira algumas vezes na companhia de Naruto e um garotinho. O ciumes voltou antes que ela pudesse se freiar. O loiro talvez tenha sentido uma aurea assassina muito próxima, pois imediatamente olhou para a Hyuuga desesperado.
— Hinata! Kim é uma amiga!! Alias...o que...o que você está fazendo aqui? — ele se engasgou atrapalhado, ficando completamente chocado quando Rock Lee aproximou-se alheio a conversa anterior, enlaçando a cintura fina da moça com os braços.
— Naruto-kun, Hinata-chan, quero que conheçam minha namorada Kim! O amor da minha vida! A flor de lotus da minha força da juventude! — ele declamou, deixando a morena sem graça e derretida, enquanto o loiro parecia ter sido atropelado.
— Nani? Que? Como? Quando?
— Bem, eu estou trabalhando no restaurante agora e o Lee sempre vai lá e ele sempre pareceu tão doce, além de um gato.
— DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO? — Naruto ainda não podia acreditar, mas os dois pareciam completamente alheios a ele enquanto se olhavam visivelmente apaixonados.
— E a Kim-chan sempre foi uma ótima atendente, sempre tão atenciosa. Não demorou muito para que as flechas do amor perfurassem nosso coração.
— E pelo visto suas cabeças também. — Naruto resmungou e acabou levando uma cotovelada de Hinata. Mas ao vê-la sorrindo, percebeu que também deve ter sido atingido pelas mesmas flechas por que seu cerebro parecia derreter toda vez que via o sorriso da Hyuuga.
— Não me diga que ainda mantem essa paixão doente pela Hyuuga, Inuzuka. — a voz de Sayuri fez Kiba sorrir, desviando o olhar do casal apaixonado a poucos passos deles
A Uchiha poucas vezes o chamava pelo sobrenome, preferindo termos pejorativos como "pulguento" e "cachorro", mas quando o fazia era por que algo a afetava ainda que tentasse esconder por trás de seu sarcasmo.
— Não precisa ficar com ciumes, parceira.
A morena piscou surpresa e em seguida ofendida com a insinuação.
— Como se eu fosse sentir qualquer coisa além de nojo de um vira-lata. — ela resmungou, o fazendo soltar uma gargalhada, então pegar em sua mão, enquanto com a outra afanava uma garrafa de sake.
— Vamos!
— Pra onde?
— Pra qualquer lugar, ou prefere ficar aqui testemunhando os casais felizes? — ele ironizou, lembrando-se do que ela havia lhe dito uma vez em circunstancias identicas aquela.
Como ele, naquela epoca, ela olhou em volta com nojo e rapidamente o seguiu.
— Sabe, pra quem sente nojo, você passa bastante tempo comigo. Será que isso faz de você uma vira-lata também?
— Cala a boca! Eu espero que você não me irrite a noite toda com seus choramingos.
— Ah não, eu tenho ideias bem melhores. — ele lhe lançou um sorriso malicioso e ela não pode deixar de cantarolar em expectativa.
Confraternizar não era tão ruim afinal, inclusive com aquele vira-lata.
***
A noite continuou tranquila, todos se divertiram e comemoraram a gravidez de Ino e o casamento de Shikamaru e Temari. No final da noite, Gaara insistiu em levar Ino e a princesa Kaori para casa. A loira e o ruivo pouco se falaram durante a noite e pareciam deslocados na presença um do outro, sozinhos, enquanto Kaori se despedia dos outros.
— Eu vou embora no fim da manhã, por favor, vá se despedir de mim! — ela pediu a Konohamaru sem se encomodar com o olhar frio de Hanabi com quem ele conversava quando ela apareceu.
— Claro! Seu pedido é uma ordem. — ele disse galanteador fazendo Hanabi revirar os olhos e acabar sendo alvo do olhar da princesa.
— Hanabi Hyuuga, não tivemos muito tempo para nos conhecer. — ela disse polidamente sem parecer realmente incomodada com o fato.
— Uma lástima. — a Hyuuga entrou no jogo, visivelmente tão falsa quanto a outra. — Espero que tenha uma viagem tranquila.
— Obrigada. Eu lhe desejo muitas felicidades e sucesso em sua vida ninja.
As duas deram um aceno frio, antes da princesa sorrir para Konohamaru e se afastar.
— Uma pena vocês não terem tido tempo de se conhecer. Tenho certeza de que seriam boas amigas.
— Eu preferiria engolir uma kunai. — Hanabi rosnou se afastando e deixando o ninja sem entender.
— Estou pronta. — a princesa anunciou para o casal que mantinha-se na porta da mansão a uma distancia aceitavel, olhando para qualquer ponto que não fosse um ao outro.
O caminho até a casa da Yamanaka nunca pareceu tão longo. Incrivelmente, Kaori parecia muito mais a vontade na presença do ex-noivo e os dois mantiveram uma conversa bastante eloquente sobre a aliança entre as duas nações. A princesa se mostrou inteligente, e não submissa como o Kazekage pensara.
— Obrigada pela companhia, Kazekage-sama. Como amanhã provavelmente não terei tempo, gostaria de me despedir do senhor e dizer que, principalmente após essa conversa, eu vejo que a aliança com Suna será muito benefica.
— Fico satisfeito por ouvi-la princesa. — ele hesitou — Eu gostaria de agradecê-la pelo que fez hoje.
Nesse ponto Kaori olhou para Ino a percebendo desviar o olhar constrangida e sorriu.
— Foi a coisa certa. — ela disse por fim. — Boa noite, com liscença. — e dizendo isso, ela entrou na casa, deixando os dois novamente sozinhos.
Ino tinha muito o que falar ao Kazekage, mas as palavras pareciam ficar presas em sua garganta, por Kami-sama, ela mal conseguia respirar direito e nem olhar o ruivo nos olhos. Passada toda a emoção daquela manhã, com mais calma, ela percebeu o que havia feito. Aceitado ter uma especie de relação com o Kazekage, mais do que isso, um vinculo eterno. Com aquele ruivo que tanto a enlouquecia, de várias maneiras, mas nem todas boas.
— Yamanaka, eu...
— Obrigada por ter nos trazido. Boa noite. — ela disse rapidamente já na intenção de fugir dali o mais rápido possivel, contudo para seu completo desespero o ruivo a segurou pela mão com rapidez e delicadeza.
— Eu acho que precisamos conversar... — ele pigarreou, constrangido, por realmente não saber como agir. Seus irmãos eram muito mais sábios quando o assunto era sentimentos e ainda que fosse impensavel falar com eles sobre isso, no momento queria saber como lhe dar com aquele assunto delicado. — estabelecer...algumas...regas... — disse incerto e um tanto confuso, aquelas palavras pareciam estranhas até para ele.
— Eu concordo. — a loira o surpreendeu então, mas quando seus olhares se cruzaram foi como se tivessem tomado um choque que os fez desviar rapidamente. Ela pigarreou — O q-que aconteceu na carruagem...é melhor não se repetir. N-nós deviamos tentar s-ser amigos e...apenas isso!
Novamente uma estranha sensação de decepção se instalou no peito do kazekage, mas ponderou que a loira deveria estar certa e concordou ainda que hesitante.
— Como quiser Yamanaka.
E novamente ele a olhou e ela sentiu seu ar faltar ao se ver no alvo daqueles olhos verde agua tão selvagens. Kami sabe o quanto ela não queria ter nenhuma relação de amizade com aquele ruivo endemoniado, mas sua filha merecia crescer em um ambiente saudavel e de amor, e não no meio de uma zona de guerra.
— Ino... — ela o corrigiu, corando quando o mesmo franziu o cenho — Se vamos ser amigos, acho melhor nos chamarmos pelo primeiro nome.
— Certo. Então me chame de Gaara.
— Ok...
— Ok...
Silencio constrangedor.
— Bem.../Então... — eles falaram juntos e por fim Ino acabou rindo sem se controlar. Podia ser os hormonios, ou a insanidade daquele momento finalmente tivesse chegado a ela.
— Gomen, apenas é estranho ver o grande Kazekage corado.
Gaara arregalou levemente os olhos, mas então os mesmos se suavizaram.
— Entendo. Também é estranho ver a impulsiva Yamanaka sem palavras.
Foi a vez de Ino se surpreender, mas ao ver a expressão do ruivo, acabou sorrindo. O silencio dessa vez foi ameno, como se finalmente a barreira entre eles houvesse sido quebrada.
— Bem, eu já vou então. — O ruivo decidiu mais aliviado — Até mais, Ino.
— A-até m-mais Ka-...quer dizer, Gaara.
Ele então se foi, e a loira precisou de alguns momentos antes de entrar em casa, pois tinha quase certeza que suas pernas haviam virado geleia.
Tudo bem que a ideia dele chamá-la pelo nome tinha o único intuito de fortalecer uma relação mais cordial entre eles, mas ouvi-lo falar seu nome com aquela voz grossa, e aqueles olhos a olhando diretamente, a fez quase ter um AVC.
É claro que tudo aquilo era devido aos hormonios da gravidez por que não havia nenhuma maneira dela estar se apaixonando por aquele ser gostoso das trevas.
— Por que essas coisas só acontecem comigo? — ela resmungou consigo mesma — Eu sou bonita e inteligente. Pessoas bonitas e inteligentes não deveriam sofrer assim. — ela choramingou e decidiu que precisava de biscoitos e leite.
Sorte que roubara alguns biscoitos de Hinata. Viu?! Bonita E Inteligente.
***
— Então...tem algum motivo especial pra você insistir em me trazer no clã hoje? — Hinata olhou para o loiro com desconfiança, enquanto o mesmo mantinha o ar despreocupado e inocente.
— Será que eu preciso de um motivo para desfilar com a minha noiva pela cidade?
— Não seria para provocar um certo clã que não deixou que você entrasse hoje de manhã? — ela rebateu e Naruto olhou para Neji que ia alguns passos a frente com Hanabi.
— Como é fofoqueiro. — ele resmungou e recebeu um tapinha da Hyuuga — O que? É claro que não é isso. — eles riram. — Bom, talvez em parte. — ele disse abrindo um enorme sorriso vingativo ao perceber que o guarda dos portões do clã continuava o mesmo.
Neji e Hanabi entraram, e o membro da bouke não teve outra opção a não ser abrir passagem para a líder do clã que vinha acompanhada do loiro barulhento.
— Sentindo-se vingado? — Hinata revirou os olhos para a infantilidade do namorado e foi surpreendida com um beijo profundo e afoito.
No começo ela tentou se afastar por estar no meio do clã, cercada pela maioria dos Hyuugas-contra-demonstrações-publicas-de-afeto, entretanto ela não resistiu por muito tempo e se entregou completamente. Quando se separaram, ele tinha as mãos em seu pescoço e ambos estavam ofegantes. Ela podia sentir os olhares de choque dos Hyuugas, mas descobriu que não se importava de verdade.
— Satisfeito? — ela provocou, o vendo dar um sorriso de lado.
— Apesar de adorar irritar os Hyuugas, ainda falta uma coisa.
— Naruto... — ela o olhou desconfiada quando ele se afastou. Ainda que não se importasse com a opinião dos Hyuugas, era a líder agora e precisava manter uma boa relação com todos.
Entretanto sua desconfiança se tornou confusão quando ela o viu se ajoelhar em sua frente e estender a mão onde se via um fino cordão com um anel de turquesa. Levando a mão ao próprio pescoço, ela percebeu que ele havia tirado dela durante o beijo e agora tirava o anel da fina corrente e a olhava com um sorriso traquina que só podia significar que ele estava aprontando algo grande.
— Hinata Hyuuga, você aceita se casar comigo?
Kami-sama.
Burburinhos imediatamente se encheram por todo o clã, e se Hinata tivesse olhado ao seu redor poderia ver um misto de olhares surpresos, zangados, ansiosos. Hanabi revirou os olhos para a cena cliche, mas um sorriso despontou em seus lábios, feliz pela irmã. Já Neji estava satisfeito e nem um pouco surpreso.
— É claro! — ela riu, feliz, sem conseguir se conter e ele colocou finalmente o anel em seu dedo, na frente de todos e de onde não sairia mais.
Agora era finalmente oficial.
— Minha noiva! — Naruto repetiu dando outro beijo na Hyuuga, ainda que mais rápido dessa vez. — Eu quero ver me impedirem de entrar agora.
— Eu realmente espero que não tenha feito tudo isso por ter sido barrado!! — ela bufou, e soltou um gritinho ao ser carregada no colo por ele.
— Já estava mais do que na hora de todo mundo saber de uma vez por todas que você é minha!
Hinata soltou um risinho sem se conter. Ela estava noiva da pessoa mais possessiva do mundo. E estava completamente feliz com isso.
***
No outro dia, um grupo de pessoas se reuniram nos portões da vila da folha para se despedirem da princesa Kaori. O pai havia ido na frente ainda pouco satisfeito com o rumo dos últimos acontecimentos, enquanto a princesa se despedia dos amigos que fizera.
— Espero que volte a nos visitar em breve, princesa. — Tsunade disse com polidez, recebendo um sorriso sincero da mais nova.
— A sua vila é muito prospera e agora eu entendo o porque. A senhora é uma líder muito justa e tenho certeza que seu substituto está a sua altura. — ela disse olhando para a Hokage e Naruto — Espero me tornar uma líder tão boa quanto vocês. — ela foi surpreendida por Konohamaru com uma pequena caixa. Ao abri-la viu uma bandana da vila.
— É minha antiga bandana. Pra você não esquecer do que eu te disse ontem. — ele deu uma piscadinha matreira a fazendo corar e sorrir. Eles se abraçaram.
Por fim, ela e a Yamanaka se olharam por alguns instantes antes que a loira mais velha caisse no choro e a puxasse para um abraço apertado.
— Eu vou sentir tanto sua falta, peste!- a kunoichi gravida disse entre soluços — Você é a irmã que eu nunca tive!
— E você é a irmã mais velha que eu nunca tive, Ino. — Kaori fungou, sem conseguir controlar as lágrimas. Um latido em seus pés, a fizeram se separar e ela sentiu um aperto no coração ao ver hime gemendo a procura de carinho — Eu também vou sentir muito a sua falta.
— Não vai não. — Ino disse com firmeza e antes que a princesa pudesse retrucar, ela pegou a cadelinha no colo e estendeu em sua direção — Por que você vai levá-la com você.
— Nani? — A princesa estava chocada e emocionada enquanto Ino passava hime para seu colo.
— Ela é uma ótima amiga, e vai te fazer companhia e sempre te lembrar que não está mais sozinha. Além do que, ela se apegou a você e eu não sou um monstro para separar vocês.
Hime latiu e abanou o rabinho para Ino que fez um carinho na cabeça da cadelinha afoita.
— Eu vou sentir sua falta também, mas agora a sua missão é cuidar da nossa garotinha ok?!
— Obrigada. — Kaori fungou dessa vez sem tentar conter as lágrimas e deu um novo abraço em Ino que retribuiu.
A carruagem partiu levando a princesa que não era mais a menina mimada que chegara em Konoha.
— Moleque, que tal um ramem agora? Você paga! — Naruto disse aproximando-se de Konohamaru, contudo foi interrompido por Shizune.
— Negativo! Você e a Hokage tem muito o que fazer hoje.
— Shizune-saaan você não tem um encontro com o Kakashi hoje? — o loiro tentou distrai-la, mas a mesma o fuzilou com o olhar.
— Depois do fiasco de ter deixado vocês dois sozinhos, eu disse a Kakashi que preciso de um tempo dos encontros para tomar conta de vocês. Agora vamos! — e sem esperar qualquer desculpa, ela saiu arrastando os dois em direção ao prédio do Hokage.
— Bye byee Naruto-saaan! Eu acho que vou ter que comer ramem sozinho! — Konohamaru provocou ouvindo os xingamentos do sensei de longe.
O jovem ninja, contudo, desistiu da comida antes mesmo de chegar a barraca. Seu apartamento estava mais próximo e ele realmente estava muito cansado. O Shinigami ainda era uma presença muito forte e havia dias que ele gastava muita energia tentando se controlar. Assim, ele resolveu passar o resto do dia dormindo em seu futon e talvez vendo um pouco de tv.
Ele apenas não esperava encontrar ninguém menos que Hanabi Hyuuga o esperando na entrada do seu prédio.
— Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou imediatamente preocupado e ela deu de ombros.
— Estou entediada.
— E você resolveu vir até o meu apartamento porque...?
— Não é como se eu nunca tivesse vindo aqui. — ela revirou os olhos.
— Apenas quando eramos criança e você chamou de antro de vermes.
— Não parece ter mudado muito. — ela franziu o nariz olhando para a construção amarelada. — Então vamos entrar ou vai continuar me fazendo perguntas inuteis?
Sem muita vontade para retrucar, ele cedeu e eles subiram pela escada até o segundo andar. Ele abriu a porta do pequeno apartamento onde ela entrou e sentou-se no único futton do lugar.
— Fique a vontade. — ele ironizou. Então aproximou-se e sentou ao lado dela. — Agora que tal me contar o que aconteceu?
— Nada.
— Qual é! — ele disse descrente e ela bufou.
— É isso! Não há mais nada! A minha vida se tornou um completo tédio sem proposito.
— Ainda sem missões?
— Elas logo aparecerão, agora que eu derrotei aquele babaca. Mas mesmo antes daquilo não há muitas missões importantes com a paz no mundo shinobi — ela revirou os olhos o fazendo rir. Ela seria a única pessoa a detestar a paz. — Hinata me nomeou uma das consselheiras, mas honestamente eu não quero me tornar um desses anciões sedentarios. E de qualquer forma, minha irmã definitivamente não precisa dos meus consselhos, sem oto-san tentando lhe sabotar, ela é muito inteligente.
— E quanto a Neji?
A pergunta a pegou de surpresa e ela franziu o cenho ponderando sobre a resposta.
— Eu não sei. Talvez minha obcessão por ele fosse apenas resultado da minha propria frustração.
— Está dizendo que se apaixonou por Neji pra passar o tédio? — ele arregalou os olhos descrente e ela soltou uma risadinha.
— Quem sabe? — deu de ombros — Seja o que for, eu percebi que nunca daria certo.
— Já não era sem tempo. — ele resmungou — O bundão do Neji é irritante com toda aquela arrogancia!
— E quanto a você e a princesa oferecida?
— Do que está falando? — ele riu
— Ah por favor, eu vi ela toda derretida para o seu lado! Honestamente, era a imagem da decadencia.
— Você é tão ciumenta!
— Nos seus mais doces sonhos! — ela rebateu
— Neles é ainda melhor. — ele sorriu malicioso e ela lhe deu uma cotovelada corada.
— Baka!!
— Ciumenta!!
— Verme! — ela franziu o cenho brava
— Despeitada.
— Cala a boca! — ela lhe daria um tapa, mas ele a segurou com firmeza e de repente eles estavam frente a frente bem próximos.
— Por que veio aqui Hanabi? — ele perguntou baixo e firme.
— Eu já disse. — ela resmungou.
— É mentira.
— Por que acha que vim aqui então? — ela perguntou sarcastica e venenosa.
— Por que percebeu que não gostava do Neji como fingia. E por que estava morrendo de ciumes de mim e da princesa Kaori. — ele foi direto, quase arrogante e talvez fosse um pouco de resquicio do Shinigami lhe dando toda essa auto confiança, mas ele ficou satisfeito ao vê-la surpreendida e levemente corada.
— Eu já disse que apenas nos seus sonhos eu vou ter ciumes de você. — ela rosnou sem se dar por vencida. — Quer saber, claramente foi um erro ter vindo! Eu achei que você não era o mesmo imbecil infantil! Mas pelo visto você...
Ela nunca terminou a frase, porque ele a beijou. Foi apenas um encostar de lábios, pouco em comparação com o que já tinham feito, mas suficiente para atordoá-la quando se afastou.
— Baka... — ela murmurou e nesse instante talvez ele tenha saido do seu torpor e percebido o que havia feito.
— Droga, eu não...
Então foi ele que foi interrompido quando ela mais uma vez o surpreendeu o puxando para si e o beijando sem qualquer hesitação. Konohamaru não demorou a corresponder e logo os dois jovens tropeçavam pela casa, se beijando e se sentindo com um desejo avassalador.
A jovem Hyuuga sentiu a adrenalina voltar a queimar em seu sangue como fogo liquido e decidiu se entregar de uma vez ao desejo que há algum tempo vinha crescendo dentro dela.
Eles estavam novamente no futton, agora deitados com ela por baixo e ele sem camisa, quando o ninja pareceu perceber o rumo de suas ações.
— E-eu acho melhor pararmos...ou então... — ele fechou as mãos em punho ao sentir as pernas dela enlaçarem sua cintura. Kami-sama. — Hanabi...eu não vou me controlar...
— Quem aqui está querendo isso? — ela provocou
— É melhor você pensar bem... — ele murmurou, já perdendo o pouco de sua sanidade e sentindo o cheiro dela enquanto espalhava beijos sobre a pele macia do colo
— Eu nunca penso. Eu consigo o que eu quero. — ela disse por fim, o puxando para mais um beijo, colando propositalmente seu corpo no dele e sentindo a pouca força do ninja se esvaindo.
Um suspiro escapou ao sentir a mão dele entrar por sua blusa e roçar em seu mamilo. Ele tinha as mãos asperas e o toque duro ainda que gentil. Ele também tinha habilidade, pois conseguiu tirar seu sutiã com agilidade impressionante
Distribuindo beijos em seu pescoço, ele se afastou e a ajudou a tirar a blusa. Ela corou ao sentir o olhar de adoração, mas logo gemeu quando os lábios dele se fecharam no mamilo sensivel. Hanabi podia sentir seu centro molhado e um incomodo no baixo ventre, um pedaço de consciencia gritava o quanto aquilo não teria volta, mas parecia incrivelmente sem importancia diante das sensações que estava sentindo. Ela não estava com medo, ou temerosa, ela também não estava nervosa ou ansiosa.
Ela não sabia se era o certo, mas de alguma forma sabia que não se arrependeria. Olhando o ninja suado, com os olhos chocolates vidrados e as faces morenas afogueadas, ela apenas sentia que era o certo.
Ela apenas queria sentir.
Quando ele soprou uma trilha de beijos molhados por sua barriga e suas mãos grandes coçaram a descer sua saia, ela contorceu-se e estremeceu em antecipação. Seus dedos encontraram os cabelos cheios dele e se enrroscaram ali como se para manter a calma.
Konohamaru olhou para a mulher deitada a sua frente apenas com uma calcinha que ele podia ver molhada, o peito subindo e descendo arfando e a pele avermelhada pelos beijos que ele distribuiu, e ele tinha que manter a calma ou acabaria não durando por muito tempo. Ao se livrar da calça quase com desespero, ele retirou a calcinha dela lentamente atento a todas as suas reações. Ali em seu futton, Hanabi Hyuuga parecia de uma inocencia quase pecaminosa, abrindo os lábios rosados a cada gemido e suspirando tremulamente a cada toque. Quando o dedo dele tocou em seu centro de prazer, ela arqueou, abrindo as pernas quase submissamente e o ninja quase se perdeu.
Tentando distrai-la, ele a beijou colando novamente seus corpos e a sentindo suspirar a cada vez que o membro duro dele tocava sua intimidade molhada. Ela gemia querendo aplacar o fogo que se instaurava em seu baixo ventre e ele posicionou-se entre as pernas dela.
— Você...é maluca... — ele disse baixinho, sentindo-a se esfregando nele como uma gatinha no ciu e propositalmente o deixando louco.
— Eu só sei o que eu quero. É diferente. — ela rebateu, antes de morder o ombro dele. Há essa altura ela já aprendia rápido, e arranhava as costas dele sensualmente.
— E o que você quer?
— Eu quero que você me toque. E me faça sentir essas coisas que estou sentindo. — ela suspirou tremulamente, quando a mão dele passeou por seu traseiro e então dedilhou a sua entrada. Ela fincou as unhas nas costas dele e gemeu — Eu quero...quero...
— O que?
— Tudo
E ele não se aguentou por mais tempo e abrindo suas pernas, ele a penetrou devagar e lentamente, sempre tendo o cuidado com suas reações e a vendo ofegar e soltar um gritinho manhoso.
Ela era apertada e ele teve dificuldades de se encaixar completamente, mas ela não hesitou em nenhum instante e logo sentia-se preenchida pelo pau dele, podia sentir uma pequena dor ao tentar se mecher, mas ele manteve-se parado até que ela pudesse se acostumar, enquanto isso distribuindo beijinhos em seu rosto e pescoço.
— Você falou sério aquele vez? — ela murmurou o olhando com os olhos semiserrados — Sobre ter se apaixonado por mim? — ela completou corada diante do olhar confuso dele.
Ele riu roucamente, antes de olhá-la diretamente
— Você é a única pessoa por quem eu mataria, Hanabi Hyuuga.
A declaração a surpreendeu e a fez lembrar da quase morte de Taiko, quando Konohamaru despertou pela primeira vez o Shinigami ao vê-la quase sendo abusada.
Um gemido escapou por sua garganta ao senti-lo se mexer, a dor se tornando pequena a medida que o pontadas de prazer a atingiam em cheio.
— Mova-se! — ela gemeu desesperada e ele a obedeceu imediatamente.
As estocadas curtas e cuidadosas iam se tornando mais rápidas, mais profundas, mais intensas, e tudo ia ficando cada vez mais sem controle. Seus gemidos se misturavam a respirações ofegantes e beijos duros eram trocados como se para aplacar o desespero que tomava conta de ambos. Ela o agarrou com força quando tudo ia se tornando demais e ele afundou o rosto entre os cabelos dela sentindo seu cheiro enquanto era engolido por ela tão apertada. Quando ela gritou seu nome ele estava perto e acelerou com desespero no intuito de chegar ao apice tão esperado.
Não demorou muito para o corpo pequeno embaixo do seu tremer bruscamente e ela arquejar lindamente, suada e nua, o fizesse atingir o orgasmo logo após ela.
Exaustos, eles se deitaram lado a lado e observaram o teto ainda tentando acalmar as sensações que seus corpos haviam sentido. Alguns minutos de silencio se passaram antes dele virar o rosto para observá-la.
Os cabelos lisos grudavam em sua testa com alguns fios caidos em seus olhos, sua bochechas ainda estavam levemente coradas e sua boca rosada entreaberta.
— Arrependida?
Ela então o olhou e virou o corpo com cuidado para observá-lo.
— Eu não me arrependo de nada do que eu faço.
Ele riu, mas logo seu sorriso foi morrendo pouco a pouco.
— O que?
— Eu falei com Iruka e decidimos voltar a treinar. — ele explicou e demorou alguns segundos para ela entender o que significava.
— Vocês vão embora novamente. — ela concluiu e o viu desviar os olhos, quase envergonhado.
— É perigoso continuar tão perto correndo o risco do Shinigami se libertar novamente.
A Hyuuga franziu o cenho e voltou a deitar-se fitando o teto.
— Hanabi...
— Quando vocês vão?
— Depois do casamento de Shikamaru-san.
— Daqui a dois dias.
Ele assentiu e ela não disse mais nada.
****
Quando Hanabi voltou ao clã uma hora mais tarde, viu Neji e Tenten treinando no dojo. Os dois logo notaram sua presença e pararam.
— Podem continuar. Eu já estou de saída. — ela murmurou distraida.
— Onde esteve? — o primo perguntou desconfiado.
— Treinando. — ela mentiu sem nem se preocupar ser desmascarada por não estar nem ao menos com roupa adequada. Neji levantou uma sobrancelha questionador — Onde está Hinata?
— Ainda em reunião com Chyo-sama.
— Certo. Até mais. — e dizendo isso, ela apenas deu meia volta e saiu.
— Ela está estranha. — Neji sentenciou
— Acha que aconteceu alguma coisa? — a mestre de armas perguntou curiosa com a atitude da Hyuuga.
— Eu não sei. Mas descobriremos em breve. — ele afirmou com segurança.
****
Dois dias se passaram rápido e o dia do casamento de Temari Sabaku e Shikamaru Nara chegou. Toda a cidade estava reunida no templo ricamente enfeitado com as cores verde e vermelho(Sonserina e Grifinória...kkkk não resisti). Tsunade tinha as vestes formais do Hokage, enquanto Shikamaru vestia um Kimono negro cerimonial.
Temari apareceu deslumbrante com um kimono perola e negro com longas mangas e um decote discreto, uma faixa negra enrrolada na cintura, e flores vermelhas e rosas pintadas a mãos por toda a bainha. Os cabelos loiros pretos em um coque charmoso com alguns bonitos cachos caindo displicentemente. Ela tinha os lábios vermelhos e os olhos bem demarcados. Ela olhava para todos com um sorriso arrogante, mas foi olhar para Shikamaru que ela se derreteu.
Seu futuro marido a esperava com uma expressão de puro choque que logo se transformou em um sorriso grande e raro que o genio de Konoha poucas vezes mostrava.
Quando ela chegou ao seu lado, ele beijou sua mão e entrelaçou seus dedos de forma que eles passaram a cerimonia inteira assim.
Em pouco tempo, Tsunade os declarava casados. Finalmente.
Com o fim da cerimonia, todos foram a praça principal onde teria uma festa para toda a vila.
— Finalmente posso chamar você de oto-san? — Ichigo perguntou no colo de Shikamaru, emocionando a todos os presentes, incluindo o ninja genio.
— Eu ficaria honrado. — ele deixou o pequeno no chão e puxou a agora esposa que fingia não estar a beira das lágrimas com a pergunta do filho. — Então sra. Nara gostou do casamento?
— Adequado. Foi quase tão grande quanto será o de Suna. — ela provocou sabendo o quanto preparativos eram um pesadelo para o marido. — Você tem tanta sorte de ser casado comigo.
Shikamaru sorriu e não pode concordar mais enquanto beijava a sua princesa.
***
Neji observava o local com os olhos rigidos e desconfiados a procura da prima mais nova que ainda não aparecera.
— A encontrou? — Tenten perguntou sentando-se ao seu lado trazendo consigo um pedaço de bolo.
— Não. Tem algo errado. — ele podia sentir isso.
Então quando estava prestes a ativar a sua kekei genkai, algo pulou em cima da mesa. Tenten soltou um gritinho.
— Que noojoooo! Um sapoooooo!!
— Eu vim a mando de Naruto-sama.
— Um sapo falaaanteeee! Mais nojento ainda! — ela choramingou, mas o sapinha a ignorou virando-se diretamente a Neji.
— Ele e a sua noiva o esperam na saida da vila. — e dizendo isso, o sapinho se foi.
— Nani? O que será que aconteceu? — Tenten se perguntou, mas Neji já estava de pé. — Esperaaa Neji!! Eu vou com você!! — e saiu atrás do Hyuuga.
Os dois não demoraram a chegar na saida da vila, onde encontraram Naruto e Hinata, mas também Tsunade, Iruka e Konohamaru, esses ultimos carregando mochilas de viagem.
— Naruto-san? Hinata-chan? — Tenten não estava entendendo nada, e muito menos Neji. — Konohamaru vai embora hoje para o treinamento, não é?! — a mestre das armas concluiu.
— Sim. — o ninja mais novo asentiu.
— Por que exatamente eu fui chamado até aqui? — O Hyuuga perguntou mordaz, com um pessimo pressentimento, principalmente ao ver o olhar choroso de Hinata. — O que está acontecendo?
— Eu pedi que chamasse você aqui, Neji-nee-san... — eles ouviram então a voz de Hanabi que apareceu por trás deles. Antes, porém que o Hyuuga pudesse falar, ela continuou — ...para me despedir.
Tenten prendeu a respiração, chocada enquanto a realização abatia finalmente Neji.
— Você não vai embora com esse moleque! Eu não permitirei.
Hanabi sorriu, tristemente se aproximando.
— Eu sei que não. Mas não é mais seu dever me proteger e nem essa decisão é sua. — ela disse com tranquilidade — É minha e eu já decidi. Hinata tentou me dissuadir, e não conseguiu.
— Você pode obrigá-la a ficar! — Neji teimou, olhando diretamente para Hinata.
— Então ela seria como Hiashi, e ninguém quer isso. — Hanabi novamente se meteu.
— O que pensa que vai fazer com o moleque? Ele não está indo para uma colonia de ferias!!!! — o Hyuuga rosnou.
— Eu sei que não! — ela rebateu impaciente — Eu conversei com Iruka e Tsunade. Chegamos a conclusão que eu posso ajudar no treinamento de Konohamaru e me tornar mais forte também.
— Isso é absurdo!!! Se sair daqui terá que receber o selo.
— Eu já recebi.
— NANI? — Neji finalmente percebeu que a caçula tinha a bandana amarrada na testa assim como ele, e olhou diretamente para Hinata como se a mesma tivesse lhe traido, mas Hanabi se colocou entre eles. — COMO VOCÊ PODE?
— Não é culpa dela! Eu pedi! Era o único jeito para que eu pudesse sair da vila.
— VOCÊ NÃO VAI!
— Eu vou. — ela rebateu com firmeza e se aproximou do primo com cautela — Eu preciso ir. Vai ser bom pra mim! Por favor, entenda. Eu mudei e quero me conhecer novamente.
— E por que precisa ir embora pra isso.
— Por que pela primeira vez, eu sou livre. — ela disse emocionada trazendo Neji para perto de Hinata e então abraçando os dois — Todos nós somos. Finalmente. — ela virou-se para a irmã mais velha a beira de lágrimas — Obrigada por me entender. Eu descobri que eu amo você muito mais do que eu imaginei, sua bobona. — elas se abraçaram, e então ela virou-se para Naruto — Se machucá-la, eu volto e arranco suas nove caudas. E suas bolas. — ela deu um sorriso maligno que Naruto respondeu a altura, antes de ir se despedir de Konohamaru e Iruka.
Hanabi aproximou-se de Tenten e apenas estendeu a mão. A mestre das armas sorriu pequeno, estranhamente comovida com a partida da Hyuuga.
— Eu desejo que encontre o que procura Hanabi-san.
— Eu desejo o mesmo Tenten-san.
E então finalmente ela virou-se novamente para Neji que ainda parecia atonito com o rumo dos acontecimentos.
— Me deseja sorte?
Ele então a abraçou e naquele abraço foi traduzido tudo aquilo que não poderia ser descrito em palavras. Hanabi não conseguiu segurar as lágrimas e Neji também não.
— Me perdoe. Eu falhei com você.
— Você me salvou. — ela respondeu — E eu quero...eu preciso que você seja feliz. — concluiu entre lágrimas antes de se separar e olhá-lo novamente — Nada mais prende você Neji. Corra atrás da sua felicidade. — e então em um impulso ela se desvencilhou dos braços do primo e foi em direção a Konohamaru que segurava sua mala e a ajudou a colocá-la.
— Cuidado. — Tsunade disse por fim — Iruka eu quero relatórios sobre os dois.
— Pode deixar.
— Eu voltarei para o seu casamento, Nee-chan! — Hanabi disse já se afastando
— Até lá eu terei cumprido minha promessa. — Hinata gritou de volta fazendo a mais velha abrir um grande sorriso.
— Pronta? — Konohamaru perguntou e viu a Hyuuga olhar o horizonte com ferocidade.
— Eu mal posso esperar
E dizendo isso, eles partiram para começar suas próprias aventuras.
— O que você prometeu a ela? — Naruto perguntou curioso quando nao podia mais ve-los, e o olhar dos Hyuugas se cruzou quando Hinata respondeu.
— Que eu conseguirei um jeito de modificar o selo. — Naquele momento, Neji entendeu que ela lhe prometia o mesmo e assentiu com confiança deixando claro que não estava mais chateado com ela.
— Bom, vocês tem uma festa para aproveitar não? — Tsunade perguntou tentando recuperar o animo do grupo e pode ter conseguido.
Eles voltaram a festa e os Hyuugas esforçaram-se ao máximo para se divertirem ainda que já sentissem saudades da caçula. Neji lembrou-se do pedido de Hanabi e também prometeu que acharia a sua felicidade como ela queria.
A festa duraria a tarde e a noite toda, mas a verdade é que os noivos não foram mais vistos algumas horas depois.
— Quem disse que não teriamos uma lua de mel descente? — A princesa Sabaku disse provocante, retirando o kimono sensualmente para seu agora marido.
Os dois estavam em uma casa alugada discreta que Chouji conseguiu arrumar para que eles pudesse aproveitar a noite. O lugar era simples, mas com a ajuda da babá estava cheio de velas e um estoque de comida, além de uma banheira quente para eles aproveitarem.
Deitado na cama já tirando o próprio kimono, Shikamaru sentiu seu desejo aumentar vendo a esposa agora sem a parte de cima do traje exibindo um sutiã de renda sensual tomara-que-caia. Sem conseguir mais aguentar, ele a puxou para cama a prendendo com seu próprio corpo.
— Que roupa indecente é essa para uma princesa se casar? — ele provocou levando as mãos em direção ao meio de suas pernas mesmo que ainda por cima do kimono — Eu imagino a parte debaixo.
— E quem disse que tem parte debaixo? — ela murmurou sedutora e foi o suficiente para o Shikamaru abrir a roupa por completo e tomar seu corpo sem qualquer pudor.
Como dito, a princesa não vestia a parte debaixo da lingerie e o Nara nem se importou em retirar completamente o kimono antes de tomá-la em um beijo avassalador ao mesmo tempo em que a penetrava sem qualquer premilinares. Por que a verdade é que ele já estava duro desde a hora que a vira entrar naquele templo e saber que a mesma estava sem calcinha durante todo aquele tempo o fazia a ponto de explodir.
A loira ria, sabendo como despertar o impeto do marido e suspirou satisfeita sentindo-se preenchida a cada vez que ele a estocava com violencia abraçando seu corpo com dominancia enquanto chupa seus seios com desespero. Ele a levantou de modo que ficasse sentada em seu pau e cavalgasse, para que ele tivesse a visão de seus seios subindo e descendo enquanto ela tentava obter o próprio prazer. Aquela era a posição favorita do Nara e a princesa sabia disso, fazendo questão de rebolar lentamente e esfregar seu corpo no dele em provocação.
Puxando seu rosto em um momento ele a beijou, a surpreendendo ao jogá-la novamente na cama e olhar em seus olhos com seriedade.
— Eu amo você. E nossa família. — a declaração abrupta a pegou desprevenida e ela engoliu a vontade de chorar novamente.
Contra tudo o que acreditava, ela conseguiu sim o seu final feliz.
Na verdade, aquela noite os dois conseguiram pelo menos dois finais felizes antes de adormecerem nos braços um do outro.
***
Assim, mas alguns dias se passaram...
E tudo estava em paz.
As coisas pareciam finalmente estar se ajeitando.
Mas a verdade é que a história ainda não está no fim e muitas coisas ainda estão prestes a acontecer...
Sakura chegou ao clã Uchiha cedo na intenção de fazer o café da manhã, e qual não foi a sua surpresa ao notar uma movimentação no dojo de treinamento.
Ao chegar lá ela paralisou ao ver os dois Uchihas lutando entre si de forma brutal. Sayuri tinha um corte na boca e Sasuke um nariz quebrado.
— QUE DIABOS VOCÊS DOIS ESTÃO FAZENDO? — ela perguntou desesperada e viu então os dois pararem e a olharem.
Sayuri sorriu não parecendo muito assustada ou irritada com a luta. Então ela viu Sasuke e tomou um susto.
O Uchiha não usava mais os oculos escuros, e ela podia ver novamente os olhos onix brilhantes.
— S-sasuke-kun... — ela chamou tremula e o viu dar um pequeno sorriso.
— É bom vê-la novamente Sakura.

Notas finais
Foi um dos capítulos mais movimentados heim. E foi bem difícil de escrever. Gente o casamento foi bem curtinho por que realmente eu não sei muita coisa sobre casamentos tradicionais no japão, muito menos no Japão feudal. Enfiiim, como vocês puderam ver os desfechos dos personagens já estão acontecendo!!! Muita emoção! kkkk eu espero que tenham gostado, principalmente os curiosos sobre NejixTenxHanaxKono. Por favor deixem suas opiniões, comentários sobre o que estão achando da reta final. Não me abandonem agora onegai! Beijos queridos, até a próxima.