Notas iniciais
Já vou logo avisando que esse talvez tenha ficado muito grande pq vai falar do começo de tudo xD Boa leitura!!

\"Em amor é um erro falar-se de uma má escolha, uma vez que, havendo escolha, ela tem de ser sempre má. \" ( Marcel Proust )

Ele chega ao seu apartamento e suspira ao ver a bagunça em que se encontrava. Apesar das várias missões continuava a morar em seu apErtamentozinho de um quarto, uma sala, uma cozinha, banheiro e área de serviço, tudo pequeno, mas confortável da maneira dele, é claro. A bagunça imperava e com certeza não iria ser ele que iria arrumar. Ao invés disso, foi tirando as próprias roupas e jogando-as no chão pelo caminho até o quarto e chegando lá, deitou-se apenas com a própria cueca e fechou os olhos. O cheiro de sexo ainda exalava de seu corpo, o cheiro do corpo dela ainda infestava suas narinas, mas ele apenas fechou os olhos desejando cair logo em sono profundo. Não tinha peso na consciência, estava acostumado àquela situação que já durava quatro meses, tempo suficiente para se acostumar com a ideia de ser amante da graciosa Hyuuga.

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Naruto: Isso é loucura. — murmurou mais para si mesmo do que para a mulher ao seu lado.

Hinata: Provavelmente. — ela respondeu respirando profundamente, sem olhá-lo. Depois de segundos em silêncio, virou-se de modo a apoiar-se em seus próprios cotovelos e assim encará-lo. Ele, por sua vez não gostava de ser analisado por aqueles olhos que podiam ver até mesmo sua alma — Você está irritado. — Não foi uma pergunta, e antes dele pedir que não falassem nisso, ela continuou — encontrou com o meu pai?

Naruto: Pare de usar esses malditos olhos em mim — disse, grosseiramente já levantando-se para vestir a sua roupa.

Hinata: não o fiz. — disse, dando os ombros e também levantando-se para se vestir — só que meu pai iria ao escritório da Hokage hoje e como você vai direto pra lá quando chega...

Ele revirou os olhos impaciente. Ótimo! Ela ainda o conhecia perfeitamente. E ele não gostava disso, por esta razão tratou logo de contradize-la.

Naruto: Não estou assim por causa daquele velho imbecil – disse sem medir palavras, mas ela pareceu não ligar — encontrei com a Sakura hoje. Não foi muito agradável pra mim vê-la falando do seu casamento. — continuou e franziu o cenho, não recebendo qualquer resposta da Hyuuga. Com o seu silêncio, ele concluiu que ela não gostara muito do que ouviu e por um instante, descobriu um motivo para acabar com aquela insanidade antes que acabassem machucando um ao outro — você sabe que eu não vou desistir da Sakura-chan, então...

Só que ela o interrompeu, assustando-o. Vestia um macacão azul escuro de malha que marcava de forma quase obsena as curvas de seu corpo, suas sandalias ninjas e a jaqueta lilás ainda aberta, os cabelos estavam molhados e soltos, e a boca curvada em um meio sorriso.

Hinata: eu sei. Você nunca desiste de nada. — e dizendo isso, ela virou-se de costas e se foi.

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Sem nenhuma despedida, sem nenhuma explicação. Mas era sempre assim. Agora, o que eles tinham era apenas sexo e talvez algumas confidencias banais e nada mais do que isso. Mas não fora sempre assim...

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Ele estava irritado, magoado e triste. As mulheres semi-nuas dançavam pra ele provocantes, mas não estava com a minima vontade de transar com nenhuma, por que nenhuma tinha os cabelos róseos e os olhos verdes que ele amava, nem o sorriso alegre e a voz histérica que ele queria, nenhuma daquelas mulheres era ela.

Havia testemunhado mais uma ceninha do casal perfeito mostrando para toda a cidade como se amavam, como eram felizes juntos, enquanto ele só queria vomitar. Forçou o sorriso o máximo que pôde, mas assim que aquela festinha ridícula em comemoração a dois anos de namoro terminou, ele se despediu de Sasuke e Sakura, e dos outros que estavam ali e ele nem havia reparado suas presenças, e partiu para o prostíbulo que sempre frequentava, entretanto não estava lá nem a dez minutos e já queria ir embora. Havia estado ali na primeira vez com o ero-sannin e foi com aquelas vagabundas que transou pela primeira vez, mas nunca foi o suficiente, perfeito, por que não fora com ela, com a mulher que ele amava, com Sakura.

Uma loira quis sentar-se com ele, mas com um gesto azedo ele negou e saiu de lá. Não as queria! Queria Sakura!

Ele estava atordoado demais para pensar aonde ir e por isso deixou que suas pernas o guiassem e quando percebeu estava na floresta, sozinho e em sua frente um lago que ele nunca havia reparado antes.

Um barulho na água finalmente o fez perceber que ele não estava sozinho e viu mais uma figura naquele ambiente. Era uma mulher e ela nadava totalmente nua e com os olhos fechados. Mergulhava e deixava seu corpo boiar na água cristalina como se quisesse se misturar a ela. O primeiro pensamento insano do uzumaki foi que ela era uma ninfa, ou uma sereia, o segundo foi que ela era incrivelmente gostosa, e o terceiro era que vê-la ali o tinha excitado.

Ele quis tocá-la, mas do isso, desejou possui-la e quando deu-se conta do que havia pensado balançou a cabeça freneticamente. Que tipo de tarado ele havia se tornado? A volta da sanidade, o fez tropeçar em um galho e fazer um barulho que rapidamente chamou a atenção da moça.

Ela olhou em sua direção, assustada, e ele reconheceu, abobado, a jovem Hinata.

Passou rapidamente a figura da Hyuuga em sua mente e percebeu que fazia tempo que ele não a via, ou será que não reparara? Por kami-sama, como pudera não reparar naquela mulher?

Hinata: N-n-n-naruto- k-kun — ela estava vermelha como pimenta e tinha vontade de chorar.

Naruto: Hinata, eu...

Mas fora tarde demais. Tentando fugir dali, a Hyuuga acabou tropeçando em uma pedra dentro da água e batendo a cabeça em uma pedra maior, a fazendo perder os sentidos. Afundou imediatamente, mas antes que chegasse no fundo, Naruto a trouxe de volta a superfície, desacordada.

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Naruto realmente não entendia nada! Ela o amava, foi o que Hinata pensou enquanto olhava-se no espelho do seu quarto. Vestia um vestido um pouco acima do joelho, mas larguinho e confortável e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo com a franja caída em seus olhos. Agradeceu sua falta de missão naqueles últimos dias e desceu para tomar café junto com a família, entretanto seu pensamento ia apenas no uzumaki com quem tivera mais uma de suas noites intensas e maravilhosas.

Qualquer um que soubesse, diria que era ela louca de se submeter aquele tipo de situação, mas ela já havia decidido ignorar sua consciência e ser mais impulsiva para conseguir conquistar seu grande amor.

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Ela acordou no apartamento dele e quase desmaiou de novo ao lembrar do que havia acontecido. Ele havia lhe visto nua, totalmente nua e o pior, com certeza a tinha levado ali ainda nua! Ela queria morrer e demorou uns segundos para que se acalmasse. Teria que enfrentar aquela situação, não era mais a mesma criança envergonhada de antes, agora era uma mulher feita que prometera a si mesmo ser mais corajosa. E agora tinha sido posta a prova, teria de enfrentá-lo!

Encontrou suas roupas ao seu lado e rapidamente as vestiu. Quando saiu do quarto, encontrou o uzumaki sentado no sofá de cabeça baixa e teve de contar até dez para não desmaiar e apesar das pernas bambas, tentou se aproximar. Deu um passo e ele levantou a cabeça, a encarando e acabando com a sua coragem.

Naruto: Hinata!- ele levantou-se em um pulo — gomenasai! Eu sou um tonto! Gomene onegai! Eu não queria, eu..

Hinata: e-eu...e-eu s-s-sei — é lógico que ele não ia querer — t-tudo b-bem!

Naruto: não! Não tá tudo bem, eu sou um imbecil!

E então ela percebeu. Todo aquele sofrimento não era só por causa da cena no lago. Havia algo a mais para ele estar tão desesperado e mesmo que sua vergonha a quisesse bem longe dali, seu coração a fez se aproximar e sentar ao lado dele.

Hinata: a-aconteceu alguma coisa? — ela tentou pareceu calma apesar de seu coração estar batendo tão forte e suas mãos tremerem.

Ele a olhou em silêncio por alguns segundos e depois abaixou a cabeça. Ela pensou que ele não diria nada e já estava preste a se desculpar por sua intromissão quando o ouviu.

Naruto: eu...estou mal por causa do casamento da sakura-chan e do teme — murmurou envergonhado e ela não soube o que dizer — você deve saber que eu tenho um tombo por ela neah?! Todo mundo sabe.

Ela assentiu. E como sabia!

Naruto: Sou um estupido por ainda gostar dela neah?!

Hinata: não, não! — ela respondeu rapidamente e logo abaixou o tom também — eu t-também gosto de uma pessoa que não gosta de mim...

Naruto a olhou perplexo e ela continuou apesar da vontade que tinha de desmaiar.

Hinata: apesar disso, eu não consigo deixar de amá-lo, eu sou estupida por isso?

Ele abriu a boca para responder, mas logo a fechou novamente e sorriu.

Naruto: A verdade é que somos dois bakas mal-amados, Hinata-chan.

E a abraçou. Apesar das palavras desmotivadora, apenas aquele abraço e seu sorriso a fizeram sentir-se muito bem.

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O café era silêncioso a não ser pelos resmungos de Hiashi que desde que voltara da conversa com a hokage estava de péssimo humor.

Hiashi: Aquele moleque imbecil, como a hokage pode proteger aquele monstro?

Neji: Com sua permissão, Hiashi-sama. Naruto-san agora é respeitado por toda Konoha, e até mesmo em outras vilas por ter nos – ele ressaltou bem esse termo para o tio — livrado da Akatsuki e de seu líder Uchiha Madara.

Hiashi, por sua vez, assustou o sobrinho da bouki ao lançar-lhe um olhar sombrio e raivoso.

Hiashi: E por causa dele, o conselho foi removido até hoje, e aquela mulher louca está governando a vila como bem entende. Sem contar a volta daquele traídor do Uchiha que foi reencorporado a vila, só esperando para nos trair novamente.

Todos sabiam que os conselheiros da Hokage foram removidos por terem tido participação do Massacre Uchiha dentre outras coisas e que Hyuuga Hiashi havia ficado sem qualquer aliado lá dentro e por isso perdido alguns privilégios. Há muito tempo, os Hyuugas estavam perdendo todo seu poder devido suas próprias leis defasadas e rigidamente conservadoras, já houveram até mesmo casos de fugas de membros da própria Souke e o selo da bouke estava cada vez mais perto de ser considerado como um jutso proibido. E a promoção de Uchiha Sasuke a chefia da policia de Konoha fora um verdadeiro tiro pela culatra, já que, a dois anos atrás, ele dera todo o apoio pois quem tinha mais possibilidades de ser escolhido para o cargo era Neji. Mas este, estava sempre ocupado com assuntos do clã, e Sasuke ganhou grande prestigio desde que entrara para a Anbu. E Hiashi via seu poderoso clã cada vez menos poderoso, e não havia humilhação maior para o líder dos Hyuugas.

Hanabi nem ouvia, estava ocupada demais olhando para o primo sem qualquer constrangimento. Hinata ouvia o pai, mas não ligava, estava tão longe quanto sua irmã.

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Hinata: eu sempre venho aqui quando quero pensar — ela confidenciou sorrindo para o loiro que também sorria.

Eles estavam cada vez mais próximos e aquilo para ela era como um sonho.

Naruto: Eee Hinata, vamos dar um mergulho.

Hinata: demo não trouxemos roupas de banho.

Naruto: e quem liga? — deu um sorriso traquina e antes que a hyuuga esperasse, ele a pegou no colo e se jogou no lago os molhando.

Quando voltaram a tona ambos riram e começaram a brincar infantilmente de jogar água um no outro. Não sabiam quanto tempo passaram ali, mas quando se deram conta estavam próximos, próximos demais. O sorriso logo se transformou em nervoso e eles encararam um os olhos do outro sentindo suas respiração cada vez mais próximas. Quando estavam a milímetros de distancia, ele roçou seus lábios nos dela logo em seguida aprofundando o beijo cheio de pressa. Sempre fora assim entre eles, rápido, intenso e quase furioso.

Suas bocas se encontravam e se provavam com sofreguidão e ânsia, e sem que notassem, suas mãos já trabalhavam no corpo um do outro acusando o desejo que tinham. Ela arranhou seus braços em reflexo, quando ele desceu os beijos para o seu colo e pegou sua coxa a levantando até sua cintura, apertando aquele local. As alças da blusa dela já havia sido tiradas do lugar e ele mordiscava o caminho do seu colo até a sua boca. Um gemido alto escapou de sua garganta e ela então se deu conta que tinham ido longe demais e se afastou dele rapidamente.

Hinata: I-isso n-não está certo! — ela conseguiu dizer já indo para a superfície.

Ouviu ele a chamando, mas nem ligou, apenas parou de correr quando chegara nos domínios de seu clã.

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O loiro chega na sede da ANBU sem qualquer animação, sabendo que não teria nenhuma missão. Atualmente estava usando todo o seu tempo livre em missões de alto níveis que o elevavam ainda mais diante da vila, mas principalmente o ajudavam a se distrair da vida cheia de frustrações que havia se tornado.

Agradeceu mentalmente por Sasuke ter sido promovido a chefe da mais nova policia de Konoha, assim não teria que vê-lo naquele dia. Não o odiava, afinal era o seu irmão, mas também não deixava de ter muita inveja dele.

Foi até a área de treinamento aonde tentaria descarregar um pouco da sua tensão

Havia sido chamado pela Hokage naquela manhã e como já esperava, tomou um belo sermão por ter enfrentado Hiashi na noite passada.

Naruto: Não vou deixá-lo me xingar. Se aquele velho me encher o saco mais uma vez, acabom com ele.

Tsunade: Você está se ouvindo? Que diabos está acontecendo com você? — perguntou irritada, e no fundo também preocupada, apesar de não admitir- Não pode lutar com ele.

Naruto: Aposto que venceria – debochou, desafiando-a e ela bateu as mãos na mesa, irritada.

Tsunade: Sim, e como premio seria preso. — suspirou enfadada – Naruto, eu sei o quanto Hiashi é insuportavel, eu mesmo tenho vontade de matá-lo as vezes,mas nãoquero um conflito agora com os Hyuugas, não preciso demais esse problema agora.

Naruto percebeu que havia algo errado, algo que estava deixando a godaime mais preocupada nos últimos dias.

Naruto: O que está acontecendo?

Tsunade: No momento nada que seja problema nosso. Por enquanto – dessa vez ela olhou para o loiro significativamente e ele teve mais do que certeza de que havia algo errado. Diante do olhar curioso dele, ela sorriu cansada, reconhecendo o Naruto baka de antigamente – Infelizmente, a paz não reina para sempre, Naruto.

Ela não quis lhe contar o real motivo da sua preocupação, mas essas palavras ainda ecoavam na cabeça de Naruto o lembrando da batalha contra Pain, a muito tempo atrás.

Exasperado, tentou parar de pensar em mais aquele problema em potencial e de longe viu Shino treinando com outro rapaz e o ganhando rapidamente.

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Sasuke: Droga Naruto, eu sei que você ainda gosta dela, mas pelo menos disfarça! Ela vai se casar comigo!

Naruto: VOCÊ É UM IMBECIL E NÃO MERECE ELA! — sua língua estava enrolada, ele com certeza estava bêbado e a qualquer momento não recearia em partir pra cima do uchiha.

Sasuke: Ela gosta de mim, se acostuma com isso — ele disse entre os dentes, tentando ficar calmo. Apesar de cheio, por causa dos olhares dele para sua noiva, não odiava o loiro, afinal, ele era seu irmão!

Shino e Hinata que passavam por ali logo viram a briga e se intrometeram.

Shino: Vocês estão no meio da rua! Ninguém é obrigado a ver vocês se matando.

Sasuke: é culpa do dobe.

Naruto: COMO É QUE É TEME?

Shino: leva ele daqui, hinata.

Hinata: h-hai — ela olhou para o uzumaki enquanto ele fuzilava sasuke com o olhar — n-naruto...onegai...vamos.

Ele a olhou. Ela parecia triste.

(...)

Estavam na praça, sentados no mesmo banco em silêncio.

Hinata: você está melhor?

Naruto: não — disse com as mãos na cabeça.

Hinata: se você quiser ficar sozinho... — ela ameaçou levantar, mas foi detida pela mão dele que a segurou.

Naruto: não. Fique.

Ela não estava bem certa se devia ficar, desde o acontecimento do lago eles nunca mais havia se falado direito, nem ficado sozinhos até aquele dia.

Naruto: Hinata...

Hinata: hm?

naruto: gomen se você ficou chateada aquele dia em que eu te beijei.

Hinata: t-tudo bem...

Naruto: tudo bem mesmo? — ele sorriu debilmente, provavelmente devido a bebida e ela sorriu de volta tentando parecer segura.

Hinata: hai. — ela disse baixinho, abaixando o olhar e torcendo as próprias mãos nervosamente.

De repente, ela sentiu sua respiração se suspender e uma onda quente passar por todo o seu corpo, fazendo seu coração dar um pulo como se houvesse tomado um choque , resultando no paralisamento total e momentâneo de todos os seus músculos. E tudo isso por que ele havia tocado em suas mãos.

Depois do tempo que passara evitando ele, por vergonha e ao mesmo tempo desejando senti-lo novamente , o choque de tê-lo ali perto fora inevitável, mas assim que recuperou-se finalmente tomou coragem e o fitou, corando violentamente ao perceber que ele também a encarava firmemente, apesar dos olhar levemente tremulo devido a bebida.

Naruto: Você está bem mesmo Hinatinha? — ela ficou desconcertada com o apelido, mas percebeu que ele estava sério. — Você parece triste. Aconteceu alguma coisa?

Hinata: n-nada demais. Apenas coisas do clã. — viu naruto soltar um muxoxo de desagrado e ela reconheceu o garoto que virara seu amigo, dias atrás e ficou bem mais aliviada.

Naruto: O que eles fizeram dessa vez?

Hinata: o de sempre não é?! As mesmas reclamações de sempre, meu pai acha que sou fraca e...

Naruto: ele está errado! Droga, seu pai é um animal! — ela não ligava por ele falar assim do pai dela. Não mais, Naruto nunca medira as palavras para falar mal de Hiashi. Antes pedia desculpas, mas depois, nem isso. — Você deveria mostrar a ele que não é tão frágil como pensa.

Hinata: ah é? Como? — ela tentou sorrir, emocionada por ele ligar para isso, mas seu sorriso acabou saindo triste e forçado.

Naruto: Desafie ele! Faça alguma coisa que ele nunca aprovaria. — ele sorria, e ela nem percebia que estavam cada vez mais próximos.

Hinata: O que por exemplo? — acabou rindo de verdade, achando toda aquela conversa absurda demais.

Naruto: Fique comigo. — ele passou a mão pela bochecha dela, e foi inevitável fechar seus olhos para aquele toque tão suave.

Mas então ao abrir os olhos percebeu que ele se aproximava perigosamente para sua surpresa e pavor. Ele não desviava o olhar dela e segurou em sua cintura para que ela não pudesse fugir, sem saber que as pernas dela já estavam moles demais para conseguir sustentá-la.

Naruto: Eu sei que gostamos de outras pessoas — ele começou a dizer, a voz arrastada e grave — mas, Hinata, podíamos nos distrair com outras não é? Sem compromisso. Você ainda aproveitaria para desafiar seu pai.

Ela ofegou, mas separou-se imediatamente quando ele tentou beijá-la.

Aquela proposta fora a mais sem vergonha que já ouvira!!

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Hiashi: O que deu em você para ficar saindo a toda hora? Deveria ficar aqui para aprender a ser uma boa líder! Deveria se esforçar!!! — reclamou enquanto via a primogênita sair sem dizer qualquer palavra.

Hinata não o ouvia mais e aparentemente também não o temia e ele tinha que dar um jeito naquilo logo.

Quando ela saiu dos domínios do clã, viu uma cena que já virara costume. Imprensada em uma parede, Hanabi se beijava com o namorado secreto, Konohamaru, os dois se amassando quase de forma pornográfica entre o muro do clã e duas árvores que os camuflavam – não tanto quanto o necessário -, mas ela não ligou. Já fazia um tempo que sabia do romance secreto da irmã e não via por que se meter, ela própria tinha o dela que também não era tão inocente...

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Magoada, ela fugiu dele como na primeira vez que se beijaram no lago, mas parou quando chegou em frente ao seu clã. Não quis entrar, sabia que teria de enfrentar seu pai e era a última coisa que pretendia naquele dia.

De repente as palavras de Naruto ecoaram em sua mente. A revolta pelas atitudes de Hiashi. O incentivo dela se rebelar. A proposta canalha. Ainda não se conformava por ele ter proposto aquilo, não quando ela estava quase acreditando que ele realmente se preocupava com ela.

Mas então pensou em quando ele a beijou. Em como ele a olhava tão profundamente que a fazia se perder naquele olhar. Queria que ele a olhasse assim sempre, queria que a beijasse toda a vez que a visse, mas não por estar bêbado e sim por realmente amá-la. Mas isso nunca aconteceria. Por que ele nunca a olharia, ainda mais agora.

Seus olhos se encheram de lágrimas imediatamente, mas ela as limpou com força.

Lembrou das palavras do pai no começo daquele dia. “fraca!”. “medrosa”. “previsivel”. “inutil”.

No fundo, ele tinha razão. Ela era medrosa, não tinha coragem de enfrentar seu pai. Não tinha coragem de enfrentar seu grande amor. Sempre fugindo, se escondendo e chorando pelos cantos. Estava na hora de mudar, estava na hora de correr riscos, de ser corajosa, de ser imprevisível.

Hyuuga Hiashi não tinha idéia de como suas palavras iriam se voltar contra ele mesmo.

(…)

A porta bateu e Naruto foi atender a contra gosto. Ao chegar em casa, havia bebido mais e se irritava consigo mesmo por ter proposto aquilo à Hinata.

Entretanto, sua surpresa ao abrir a porta foi tão grande que ele ficou alguns minutos, estático, se perguntando se não era uma alucinação devido o porre.

Parada na porta, Hinata o olhava corada, mas com um sorriso no rosto. Ele já ia pedir um milhão de desculpas e se ajoelhar aos pés dela, ou o que seu estado alcoólico permitisse, mas não esperava que fosse ela a falar primeiro, e principalmente, não esperava pelo o que ela falaria.

Hinata: e-eu... — ela respirou bem fundo fechando os olhos e depois o encarando com uma firmeza que ele nunca havia visto – eu aceito.

Totalmente sem ação, ele tentava processar toda aquela informação, fazendo Hinata ficar cada vez mais arrependida por ter feito aquela loucura. Já estava prestes a fugir novamente, mas nem mesmo deu dois passos e ele pegou em seus braços e a puxou de encontro a si

Naruto: Você não vai se arrepender, Hinatinha – ele falou daquele jeito sensual, cheio de segundas intenções que a fez se arrepiar inteira e amolecer em seus braços.

Então ele a beijou e quando isso aconteceu, todo medo dela evaporou e imediatamente ela se entregou aquele beijo. Mas do isso, entregou-se aquele homem...

Eles entraram pelo apartamento ainda se agarrando desesperadamente e ele fechou a porta com um chute, enquanto suas mãos estavam ocupadas demais tirando a blusa de hinata, e sua boca sugava a dela.

Ela puxou os cabelos dele quando foi imprensada na parede, e sua coxa foi apertada e levantada, enquanto ele tentava tirar o seu short. Suas mãos inexperientes tremeram enquanto explorava o corpo dele, e quase caiu no chão tamanho foi o seu abandono quando ele tocou em seu centro de prazer ainda protegido pelo pano fino, de sua calcinha cor de rosa. Foi beijada com ânsia e seus lábios mordiscados com força, e para não ficar para trás cravou suas unhas com força nas costas dele, certamente ferindo a pele morena.

Quando ele levantou o rosto para olhá-la os olhos azuis brilhavam de prazer e ela não pôde deixar de sentir-se feliz com isso, mas teve de manter todo o seu auto controle quando ele começou a falar.

Naruto: Apesar disso, eu...não vou desistir da Sakura-chan. — esclareceu com a pequena parte de lucidez que ainda tinha e nesse momento algo dentro de Hinata pareceu explodir.

Não soube se era raiva, humilhação, ou desespero, mas ao contrário do que sua consciência mandava, ela não saiu correndo e disse que nunca mais queria vê-lo, ao invés disso, puxou-o pelo pescoço e beijou-o com força e sofreguidão. Logicamente, ele recebeu aquilo como uma aceitação dela e mais uma vez voltou a trabalhar no corpo maravilhoso da mulher em sua frente.

Enquanto sua consciência gritava de revolta pelo que estava acontecendo, ela gritava de prazer enquanto era bolinada pelo loiro. Parecia irreal, ilógico, mas naquele dia ela se entregaria a ele de corpo e alma, mesmo que não o tivesse de coração.

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Parou quando chegou em frente ao monte hokage e observou ali o rosto do pai do seu amado. Naruto estava cada vez mais parecido com ele e no futuro com certeza se tornaria Hokage. No futuro. Nesse futuro, aonde será que ela estaria?

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Ele dormia pesadamente jogado na cama, ainda nu, enquanto ela contemplava seu corpo envergonhada, mas satisfeita. Já estava vestida e segurava um lençol branco sujo de sangue que ela se livraria o quanto antes. Fora sua primeira vez, mas sabia que ele estava bêbado demais para perceber e se dependesse dela, nunca saberia.

Viu quando ele abriu os olhos e espreguiçou-se, logo depois levantando-se da cama em um pulo e tomando um susto ao vê-la ali. Olhou para os lados, provavelmente relembrando o que havia acontecido.

Naruto: então, não foi um sonho? — ele perguntou receoso pra ela que lhe desviou o olhar envergonhada e balançou a cabeça negativamente, com medo de olhá-lo e ver algum rastro de arrependimento.

Ele ficou em silêncio, mas logo depois abriu um grande sorriso, safado e malicioso. Quando ela o viu, ficou um pouco mais aliviada e juntando o resto de coragem que possuía retribuiu o sorriso, timidamente, mas seu rosto tingiu-se de vermelho novamente quando o loiro se aproximou dela, sem nem se preocupar-se em cobrir sua nudez e a puxou de volta para cama a fazendo cair em seu colo. Ela ofegou, ainda muito envergonhada, mas quando ele puxou seu rosto em sua direção e a fez olhar naqueles olhos cheios de confiança, suas barreiras se quebraram totalmente. E quando ele beijou sua boca com a sofreguidão e posse de um amante apaixonado, ela não hesitou em entregar-se a ele novamente.

E foi o começo daquele segredo proibido entre eles.

Naquele dia, eles transaram mais uma vez antes dela ir embora. Na rua, ela tornou-se seria e pensou na decisão que tomara horas antes.

Naruto não desistiria de Sakura, ele deixou bem claro, e naquela hora, ela decidiu que também não desistiria dele e o conquistaria mesmo que tivesse de superar sua vergonha e seus pudores. Ele foi seu primeiro homem, como ela sempre sonhou que seria, e agora dependia dela mante-lo ao seu lado.

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E assim já faziam quase quatro meses que eles mantinham o caso secreto deles. Perguntava-se como pudera chegar a esse ponto?

As vezes tinha vontade de acabar com tudo aquilo, mas então ele lhe beijava e lhe possuía e ela pensava que nunca queria separar-se dele mesmo que tivesse de viver como sua amante para sempre.

Negou com a cabeça, amante era um termo romântico demais. \"Sou sua prostituta particular\", ela completou em pensamento e logo depois tentou esquecer tudo aquilo pelo menos por enquanto.

Como que atendendo a seus pedidos, Tenten apareceu sorrindo e chamando por ela.

Hinata: Yo tenten-san, como vai a academia?

A Mitarashi agora era professora da academia, assim como Shikamaru. Ela também havia se tornado uma linda mulher, mas a verdade é que não pensava muito em namoros ou outras coisas assim.

Tenten: Ah vai bem, mas muito cansativo. Agora mesmo eu iria sair com o Tokahashi, um outro professor lá, pra gente tomar alguma coisa, mas daí seu primo me aparece querendo que eu o ajude a treinar. Vê se pode? Ele sabe como estragar um descanso. — brincou — eu estou indo pra lá agora. Mas e você? Onde você esteve ontem a noite que todo o clã estava doido atrás de ti?

Hinata: ah...p-por aí... — sorriu desconcertada e a mulher dos coques gargalhou.

Tenten: Hinata, Hinata, se eu não te conhecesse diria que está tendo um caso!

Hinata apenas sorriu e ambas despediram-se. A hyuuga suspirou. “Se ela soubesse”. Será que um dia poderia revelar que estava transando com Uzumaki Naruto? Ou melhor, será que um dia conseguiria conquistá-lo a ponto de ter algo mais com ele? Mais uma vez o futuro a intimidava.

Continuou a caminhar, agora sem rumo quando encontrou-se com Ino e Shikamaru de mãos dadas. Todos sabiam que eles tinham um caso, mas não passava disso, já que quem ele gostava mesmo era de Temari, mas esta infelizmente, era tão contra compromissos quanto a yamanaka. Como diria o preguiçoso, era problematico!

Ino: Hinata-chaan! Que bom que te encontramos. Que tal irmos no ichiraku comer alguma coisa e beber é claro.

Hinata: hm...eu não sei... — hesitou, não estava nem um pouco a fim de seguir de vela para os dois.

Ino: Ah hina, o kiba também vai estar lá — a presença do amigo, realmente foi uma motivação para a hyuuga, fazia tempo que não o via — e também o casal perfeito Sasuke e Sakura — ironizou e a presença da rosada tirou toda a vontade de Hinata de ir — ...o Lee, ah! E o Naruto!

E ela chegou ao ponto. O Uzumaki estaria lá. Será que ela deveria ir? Eles sabiam disfarçar quando estavam perto dos amigos, mas a verdade é que era incomodo a sensação de estar tão perto e tão longe dele. E Sakura estaria lá e ele ficaria babando pela rosada sem se incomodar com a presença dela ali.

Ino: então, vamos?

Suspirou pensativa e por fim aceitou que queria encontrá-lo mesmo que tivesse de vê-lo se arrastar por Sakura. Também estaria entre amigos, talvez ela pudesse até se divertir.

Hinata: Tudo bem! Vamos!

Ino vibrou e os três foram em direção ao Ichiraku, mas quando chegaram lá e aproximaram-se da mesa com todos, ela já sentia seu coração palpitar rápido. Todos viraram para olhá-los, inclusive ele.

Kiba: yO Hina-chaaan! A quanto tempo.

Hinata: é verdade. — disse animada, estava realmente com saudades do amigo.

Kiba: sentaa! — ele puxou uma cadeira para ela sentar-se ao seu lado, infelizmente isso resultaria ficar de frente com o loiro que também a observava.

Sakura: Oi Hinata-chan. Kiba não perde tempo heim.

Kiba gargalhou sem se importar, Hinata sorriu cumprimentando a todos até o olhar dela se cruzar com o dele que mantinha o sorriso de lado.

Naruto: Hinata-chan! Faz tempo que agente não se vê

Cafajeste! Era o que ele era.

Hinata: É verdade, faz tempo...

Cínica! Era o que ela havia se tornado...

Notas finais
Mais um capitulo postado! De novo eu peço que se chegarem a ler, dêem sua opnião, criticas e elogios são bem vindos! Principalmente elogios! kkkk zueira! criticas também tão valendo ok?! =**