Notas iniciais
(Diário de Clark Kent)

O que estava acontecendo? Era absurdo, as pessoas estavam morrendo uma atrás da outra, por mais rápido que eu corresse para ajudá-las, nunca chegava a tempo, já era tarde. Por mais que eu tentasse reanimá-las, era inútil. Em instantes a cidade de Metrópolis estava, literalmente, morta. Não havia uma única alma viva. Eu, que me auto declarei protetor do planeta-terra, nada pude fazer para ajudá-las. Até mesmo meus amigos que lutaram valorosas batalhas ao meu lado, morreram tão rapidamente que mal pude acreditar. Mas o que era aquele mal que nos afligia? O medo tomou conta de mim. Voei o mais rápido que pude e as cenas que vi eram surreais: pilhas e mais pilhas de corpos ao redor do globo. Em poucos instantes já não restava sequer um ser humano vivo, eu estava sozinho.

Já foram muitas as vezes em que enfrentei uma situação apocalíptica, mas algo assim era completamente novo pra mim e assustador. Meu companheiro Flash já usou uma habilidade de Viagem no Tempo algumas vezes, com o auxílio de sua super-velocidade. Basicamente, é só correr bem rápido até abrir uma fenda no tempo-espaço. Sou tão rápido quanto ele foi um dia, apesar de nunca ter tentado, provavelmente posso fazer o mesmo. Mas não agora, antes eu tenho de conhecer o meu inimigo, para só então voltar no tempo para enfrentá-lo. Devo examinar os corpos dos mortos. Suas expressões não apresentavam dor, agonia, ou qualquer outra espécie de enfermidade que pudesse lhes ter tirado a vida. Os examinei de todas as maneiras possíveis e nada. Era como se sua vida tivesse simplesmente se "esvaído". Me pergunto se era aquilo um sonho, ou um inferno especial feito sob medida para mim.

Antes que eu tivesse tempo para me lamentar, senti uma presença. Não, é mais correto afirmar que ele "se mostrou" pra mim. Saiu de debaixo da terra, aquela criatura gigantesca e grotesca semelhante a um verme, porém com seu corpo revestido numa espécie de metal. Sua estrutura chegava a competir com os arranha-céus mais altos. Eu pude perceber só de olhar, mais do que isso, pude sentir, ele era forte, mais forte do que eu. Se eu ficasse ali, morreria. A única coisa que me restava era fugir. Fugiressa palavra descia em minha garganta como uma faca, quem pensaria que eu um dia fugiria de uma luta.

Usei a tal viagem no tempo na esperança de conseguir achar alguma forma de superar esse inimigo era isso que dizia para mim mesmo, mas, na verdade, só queria salvar minha própria pele. Corri. Corri como nunca havia corrido antes. Senti meu corpo ficar leve, como se não existisse gravidade. As cores se misturaram no espaço ao meu redor, formando algo semelhante a uma arte abstrata. De repente eu já estava num lugar diferente, um deserto, longe da presença daquela criatura abominável. Possuir tal poder é algo surpreendente, não o usaria se não fosse meu último recurso.

Enquanto eu tentava achar peças para encaixar, sentado naquele deserto, pude ouvir alguém se aproximando pelos céus, voando a uma velocidade que somente eu havia alcançado um dia. Era forte, seria um inimigo? Um Kryptoniano talvez?

– Oi, eu sou o Goku!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.