Paradoxo

25 Por la dueña de mi vida


Notas iniciais
Falta pouco para o final, mas aqui está mais um capitulo pra vocês. Não esqueçam de dizer o que acham, não quero fazer chantagens, só saber o que estão achando, poucas estão me deixando reviews e me falando no facebook. Obrigadão Val, minha amiga diva, Hanna e Graciele, lindas que sempre deixam um recadinho pra mim. Obrigada também a liinda da Leticia Batista que está comigo desde o inicio!

Armando precisava enfrenta-la, mas antes tinha algo a fazer: descobrir o que fez Betty descobrir toda a farsa em que estava, com aquele romance. Mas que na verdade se transformou em um sonho, já que Armando realmente a amava agora. E não podia perde-la por nada no mundo.

"Ela já foi doutor, desistiu." Betty murmurou ao chegar na sua sala

"Que bom!"

"Não para ela. Ela parece estar muito triste."

"Não é pra menos!" Mário falou e logo tossiu, não devia ter aberto a boca

"Como disse?" Betty questionou

"Ér... é que ela tem muitos ciúmes de Armando, e se ele não fizer o que ela quer, é como uma criança birrenta."

"Que seja, com licença." Betty falou séria para que os dois saíssem da sala. Eles se sentiram incomodados e foram para a mesa de Armando.

"Viu como ela ficou? Parece que ela não gostou nadinha de ter que comprar sua briga!" Mário falou baixinho perto de Armando, mesmo sentado cada um em um lado da mesa.

"Sim, eu vi, Calderón. Eu só preciso descobrir o que está acontecendo. Está tudo muito confuso."

"Só digo uma coisa: Não procure demais pra saber o que está acontecendo e acabar deixando as oportunidades irem embora!"

"Sim, sim, Calderón, eu sei!"

Enquanto isso na sala Beatriz pensava no que havia feito.

"Beatriz, saia da frente, eu quero falar com Armando Mendonça!"

"Dona Marcela, eu já disse, ele não está aqui."

"Claro, claro, você o encobre, não é?"

"Dona Marcela, estou lhe dizendo a verdade."

"Talvez seja verdade. É, talvez você não saiba que ontem ele saiu com sua amiguinha e ainda deve estar quem sabe onde com ela."

"Dona Marcela, eu fui ontem para casa cedo, não sei o que aconteceu com seu Armando. E até agora ele não chegou."

"É, Beatriz, ele também não chegou na casa dele, você sabia disso? Sua amiguinha não te contou?"

Betty ficou com aquilo na cabeça, porque ele não voltou para casa? Será que percebeu que Marcela estaria no apartamento e preferiu não entrar? Será que estava com outra? Tinha tantas perguntas. Mas o pior foi ter que esconde-lo. Era difícil te-lo pela metade. Era difícil ter que calar seu amor, apenas podia murmurar para ele.

"Olha, Armando, enquanto você resolve isso, eu vou ter que criar mais uma obra literária, precisamos escrever um bilhetinho para a feiosa, amigão!"

"Respeita ela, Calderón!"

"Ok, ok. E dessa vez mais que nunca precisamos de algo bom. Já que ela se abriu para você sobre o passado dela, tem que ser algo especial. Deixa eu pensar... que tal..." alguns segundos ele volta a falar: "Não me importa que tenha estado em outro leito, não me importa se tenha sido de outro homem. Se teu é o meu colo, se teu é o meu peito"

"Muito obrigado, Calderón, mas não."

"Ah, Armando, não sou nenhum poeta. Daqui a duas horas tenho que ir pro aeroporto. Mas se você sabe fazer melhor. Quero ver."

"Por mim tudo, eu vou fazer, ela merece coisa melhor."

E Mário saiu da sala. Pode ouvir Marcela falar algo com Mariana do lado de fora. Ele logo se levantou e trancou a sala. Mas logo a noiva bateu na porta, já mais calma que antes, chamando por Betty.

A assistente foi ver o que acontecia, percebeu rapidamente que teria que esconder Armando novamente. Fez um gesto pra ele ir pra sua salinha enquanto falava com a noiva.

"Sim, dona Marcela?" Betty disse enquanto abria a porta

"Porque você tranca essa porta? Bom, que seja, Armando já chegou?"

"Ainda não, ele ligou, está a caminho." Armando se contorceu dentro da sala, não queria falar com Marcela tão cedo, sabia que iriam brigar mais uma vez.

"Que bom, por que está chegando a hora de ir pro aeroporto e ele sequer deu as caras por aqui." Betty ouvia tudo calada "Mariana disse que está com você as passagens, vim pega-las, se não for muito incomodo, claro."

"Sim, dona Marcela, já pego!"

Beatriz rapidamente foi até sua sala, esbarrando em Armando quando abria a porta, e pedindo desculpas silenciosamente em seguida. Pegou duas passagens e se dirigiu até a acionista, precisava contar algo que ela não gostaria nada.

"Dona Marcela, tenho que lhe contar algo!"

"Pode falar, Beatriz."

"Eu tenho uma má notícia, os fornecedores não querem se entender comigo, querem falar diretamente com o seu Armando."
"O que isso quer dizer?"

"Se não falarem com o Seu Armando, não haverá contratos, tampouco material para a produção da próxima coleção."

"E o que você sugere, já que Armando nem chegou ainda? Você já o avisou sobre isso?"

"Não" ela ficou um pouco nervosa. "quando ele ligou, não havia falado com os fornecedores. E agora ele não atende o telefone, e acredito que isso demore. Pois assim, teríamos que ir até os fornecedores para conversar, fazer a negociação, assinar contratos e resolver esse problema até o final dessa semana."

"Mas e a viagem?!"

"Eu acho que ele não deveria ir."

"O que?"

"Que bem planejado, tudo, eu já imaginava. No final me fala 'não posso viajar, vá você'. Você sempre se prestando para esses jogos de alcoviteira, não é?"

"Não, dona Marcela!"

"Não? Assim eles terão mais tempos para ficar juntos, sem eu estar no caminho. Mas claro! Quer saber, Beatriz? Diga a ela que pode ficar com ele!"

"Não, dona Marcela, a senhora entendeu errado. Eu não inventei esses problemas! Me entenda, é algo necessário."

"Não me diga uma palavra! Diga que eu já não o quero. Que não o quero ver nunca mais! Que me esqueça!"

E Marcela saiu batendo a porta e pisando forte, de tanta raiva que sentia.

Armando sabia que Marcela iria ficar histérica. Saiu da sala de Betty e fechou a porta da presidência.

"Doutor, o senhor pode me explicar por que está fugindo dela? Porque eu tenho que me livrar dela?"

"Olha, Betty, eu tenho alguns problemas para resolver. Além desse dos fornecedores. São problemas mais importantes. Se eu não os resolvesse, não sei como conseguiria viver."

Betty percebeu que se tratava de algo muito sério, ele sequer queria falar para ela. percebeu pelas próprias palavras dele. Ela também precisava pensar. Queria uma folga de tudo aquilo, fugir de toda aquela loucura.

Notas finais
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