Paradoxo
9 Djavú
Notas iniciais
Sem mais delongas:
Estava decidido a ir atrás de Betty, precisava estar com ela, senti-la. Sob efeito do álcool, cambaleou um pouco ao se levantar da cadeira. Indo em direção ao chão, mas o garçom o segurou.
"Não precisa, não precisa me segurar. Eu posso ir sozinho."
"Acredito que não, senhor"
"E quem é você para querer mandar em mim?" ele disse com sua voz de bêbado
"Senhor..."
"Senhor nada."
"Deixa eu chamar um táxi, então?"
"Não senhor, eu vou pra casa da minha Betty, sozinho!
"O senhor está muito bêbado."
"Claro que não, estou muito sóbrio pra sua informação!"
O garçom se virou para trás, chamando alguém e após trocar algumas palavras, pega Armando pelo braço e o leva para um táxi, no lado de fora do lugar.
Ainda ouvindo alguns resmungos do doutor, ali o deixa sob os cuidados do taxista.
"Para onde eu devo ir, senhor?"
"Eu?"
"Sim, o senhor."
"Me leva para a casa da Beatriz."
"Tudo bem, mas o senhor pode me dizer onde ela mora?"
"Ah, claro, é na ... onde é mesmo?... Na..."
"Não é melhor leva-lo para sua casa?"
"Não, não, não."
"Então me diga onde fica a casa da Beatriz" o taxista fala pacientemente.
"Sabe, eu amo Beatriz... e pensei que ela não me amava mais. Mas ela me ama"!
"Que bom, doutor. Agora me diz onde ela mora."
Meio sonolento balbucia algumas palavras incompreensíveis e termina falando agora em volta alta:
"Ela mora num bairro de famílias ... de classe média.... Só não lembro o nome, mas vamos, eu posso guiar!"
"Pode mesmo, doutor?"
"Sim, sim, você não confia em mim?" Armando diz se apoiando no encosto da cadeira, relaxando.
"Tudo bem, onde devemos ir?" o taxista fala ligando o carro.
"Vá direto até a principal." Armando fecha os olhos relaxando e quando chegam na principal o taxista corta o silencio:
"E agora?"
"Vire à esquerda, na direção do centro da cidade." o doutor diz fechando os olhos.
Algum tempo depois o taxista pergunta:
"E depois?" sem resposta, pergunta novamente. Olhando para o passageiro que dormia no banco de trás. Após perceber, estaciona no acostamento e sutilmente levanta a lapela do terno dele, que resmunga ainda dormindo.
O taxista tira a carteira de um bolso e começa a mexer, acha a carteira de identidade, lê e poe de volta no lugar. Continua mexendo na carteira até achar um cartão da Terramoda com o nome e telefone de Beatriz Pizón Solano. "deve ser essa a tal Beatriz" ele pensou.
Enquanto analisava, ouviu um toque de celular vindo do bolso do terno de Armando, rapidamente o homem pega e atende.
Antes vendo o nome de Marcela no visor, que se identifica como noiva de Armando logo depois do taxista explicar o que houve. Pediu também informações para onde devia leva-lo, sem citar Beatriz, já tinha percebido que se tratava de um caso.
Após lhe dar informações, levou o empresário para o apartamento.
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"PARABÉNS, PRA VOCÊ. NESTA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES. MUITOS ANOS DE VIDA!" O quartel, Wilson e Freddy cantava em coro para Betty, que estava no centro da recepção. Feliz com a apresentação das amigas. Beatriz agradecia quando Armando e Mário chegavam das suas salas, levados ali pelo barulho que as mulheres faziam.
"O que está acontecendo aqui?" Armando falou mal humorado, ainda estava sentindo-se mal pela ressaca
"É aniversário da Betty, doutor!" Bertha respondeu alegremente e as meninas voltaram a conversar. No mesmo instante Mário olhou com uma expressão incrédula para o amigo, e falou baixinho:
"Você não sabia que era aniversário da sua namorada?"
"Não, Calderón."
"Você tem que fazer algo especial para ela!"
"Eu sei Calderón" Armando respondeu sem paciência. Foram cortados por Bertha e todos olharam para ela enquanto falava:
"Doutor, o senhor não vai parabenizar Betty?"
"Claro, Bertha." ele respondeu meio sem jeito por ter esquecido a data. Logo após ele responder as amigas do quartel cantaram juntas "beija, beija, beija!".
Totalmente sem jeito e com muita vergonha, Betty se aproximou de Armando, e desajeitado, ele deu um beijo em sua testa.
O quartel agora se voltou para Mário, repetindo em coro:
"beija, beija, beija!"
Ele sem vergonha alguma, a parabenizou por mais um ano e a deu um beijo no rosto, formalmente. Voltando para seu lugar, ao lado do amigo, murmurando "você tem que fazer algo, meu amigo. Não pode esquecer o aniversário de sua amada morceguinha e não fazer nada. Tem que deixa-la feliz. E nas nossas mãos!"
Como se tivesse um djavu, a sensação de já ter vivido aquela situação, Armando estranhou. Deu um sorriso a todos e sem responder ao amigo apenas se dirigiu a sua sala.
Sentou-se em sua cadeira, tirou sua bolinha de borracha de dentro de uma gaveta, sentia que a tempos não a tocava. Porém, ao abrir a gaveta, achou uma embalagem de chocolate. Sorriu ao lembrar que era o mesmo que Betty havia lhe dado de presente, foi surpreendido quando Beatriz entrou na sala, guardando a embalagem no lugar e deixando a bola em cima da mesa. Foi até a assistente e lhe disse:
"Beatriz, por que não me disse nada? Porque não me disse que era seu aniversário, Betty? Eu estou me sentindo muito mal, não sabia de nada."
"Ah, doutor, por que eu fiquei com vergonha!"
"Mas como vai ter vergonha do seu aniversário, é uma data muito importante. Queria ... " ele parou de falar, foi como várias e várias imagens viessem a sua mente, do aniversário na casa de Beatriz, o hotel e... " oh, meu Deus!"
"O que, doutor?"
"ér... nada Betty ..." ele voltou para sua cadeira, estava sentindo-se deslocado, foi como uma premonição. Mas premonições são visões do futuro, e não lembranças do passado. Quanto mais pensava, mais confuso ficava. Se deu conta que Betty continuava ali em pé.
"Olha, Betty, seu aniversário é uma data muito importante" e as imagens voltavam a sua mente, agora lembrava claramente de quando levava Betty para o quarto. Preferiu não ligar e continuar a falar :
"queria, quero compartilhar essa data com você." falou com sinceridade que se podia notar em seus olhos.
"Ah, doutor, o senhor é uma pessoa muito importante. Com muitos problemas para se preocupar com uma coisa tão boba quanto esta."
"Para mim não é bobeira."
"É sim doutor, não precisa se importar."
"Não é bobeira alguma."
"É sim!"
"Betty" ele disse olhando em seus olhos e se aproximando cada vez mais dela "Seu aniversário é muito importante sim" pegou as mãos dela e trouxe para perto dele, beijando cada uma. Betty estática, apenas olhava boba para a cena. "você entende?"
"Sim, doutor" falou toda derretida. E continua "Se eu falo que não tem importância, é que para mim não tem importância"
"Sim, eu sei." ela franze a testa, estranhando, e ele logo corrige " eu acredito ... então, mas como disse, para mim é importante, e eu quero pedir um favor."
"Claro, doutor. Pode falar!" Ele largou as mãos dela e segurou seu rosto.
"Não marque nada para hoje a noite, por que eu adoraria que comemorássemos seu aniversário juntos."
"É mesmo, doutor?"
"Sim, sim. Quero fazer algo muito especial. Muito mesmo."
"Mas e a dona Marcela?"
"Não se preocupe com ela."
"Mas ..."
"Dou um jeito nela."
"Está bem, então."
"Aceita o convite?"
"Claro, doutor!" Ele sorri e beija na testa, deixando ela vermelha por estarem ali a sós e alguém entrar na sala. Depois beija levemente os lábios dela.
"Doutor, alguém pode nos pegar aqui!"
"Não se preocupe". E beijou de leve novamente.
O telefone tocou na sala dela, e ela saiu rapidamente para atender. Atendeu com um belo sorriso nos lábios, o amava cada vez mais.
Notas finais
Capitulo um pouquinho mais longo, espero que tenham gostado.
Como disse antes, to cheia de tarefas da faculdade e do curso para fazer, então tenho um dia para atualizar minhas fics. ( tenho uma de TWD, que se passa inicialmente em Belém do Pará, a minha foi a primeira que se passa no Brasil o/ se chama VIDA APÓS A MORTE, adoraria leitores novos!)
Segunda nos vemos novamente, espero que gostem vai ser a primeira noite deles juntas ~~ aiaiaiaiaiia, vou adorar escrever isso, mas vai ser dificil.
aiaiai, comentários aqui, no twitter que mudei o user para @Seriesshippers ou pelo facebook:
www.facebook.com/DanniNog
bj!
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