Paradoxo

22 A caminho do prazer


Notas iniciais
Deixem comentários sobre o que acharam, seja por aqui, pelo facebook, por whatsapp, comentem!! Ah, infelizmente tenho o dever de informar que a fic está chegando ao fim.

O primeiro passo a dar foi pegar a chave do apartamento do amigo, o que Armando conseguiu facilmente, após ouvir um sermão de todos os "porques para reconquistar Betty". Ligou para confirmar com Catalina e logo depois para avisar Marcela que não iria para o apartamento dela. Esperou ouvir mais de Marcela, mas ela estava bem controlada, sabia que ela estava armando alguma coisa. Por via das dúvidas desligou o telefone.

Betty se divertia com as amigas a caminho da exposição, elas sem saber ajudavam muito a não faze-la pensar em Armando. Andaram pelo museu contemplando as obras mais famosas do pintor Pablo Picasso, e para sua surpresa o seu amado Armando se juntou ao grupo, para sua tristeza.

Meio desconcertada com a presença dele ali, Beatriz mal ouvia as explicações acerca de Picasso que Catalina dava às empregadas da Ecomoda. Devia se concentrar no que estava sendo falado, e devia evitar a qualquer custo ele.

Falavam algo sobre o estranho jeito de amar do pintor.

Após mais uma das muitas provocações, Betty ficou para trás, observando um quadro. Armando chegou perto e falou sem que mais ninguém ouvisse:

"Eu não vim ver a exposição, vim para ver você, Beatriz."

Ela o ignorou, indo para o outro lado da sala do museu.

"Vamos conversar, Betty, você não pode ficar me ignorando pra sempre."

"E saímos os dois juntos, na frente de todo mundo? Não, doutor."

"Olha, Betty, no segundo andar tem um salão mais privativo. Podemos ir para lá. Ninguém vai nos ver. Eu te espero lá, tudo bem?"

Ele então foi na frente, torcia para que ela fizesse o mesmo. E ela o fez, se desfez do grupo e foi até o outro andar para encontrar com Armando.

Ela o avistou de longe observando um dos quadros. Ele tentou pedir desculpas por seu comportamento na frente da modelo.

"Não precisa doutor, eu entendo, eu fui impertinente por que eu devia compreender que o senhor queria privacidade com ela."

"É, mas não esse tipo de privacidade que você está pensando."

"Eu entendo por privacidade que o senhor queria ficar a sós com ela. E além do mais eu não estou pedindo explicações." ela disse firme, se lembrando do ciúme que sentiu. "Afinal de contas, o senhor é o presidente e eu sou sua assistente. E tudo aconteceu no horário de trabalho. E eu sei perfeitamente sua necessidades, inclusive suas necessidades com as mulheres."

Com a raiva que proferiu essas palavras, ela quis sair dali para não falar nenhuma besteira. Mas mais uma vez ele a seguiu, a chamando, dizendo que não era aquilo que sentia.

"Não se preocupe, nós sempre sabemos que o senhor sempre teve uma queda por mulheres bonitas. E ela é muito atraente, muito simpática. Uma mulher para o senhor."

"Será que pode parar de falar essas idiotices, Beatriz?"

"Sim, pararei de falar idiotices." e ela saiu pelo salão do museu, se esquivando de Armando que insistentemente a seguia.

"Beatriz você tem que me escutar. Amanhã irei viajar e não a verei mais."

"Está bem, mas aqui não, doutor."

"Venha comigo."

Ele a levou para fora do lugar, segurando sua mão, aparentemente com pressa.

"Onde vamos, doutor?"

"Eu vim aqui para você e só irei sair com você. E você tem que me escutar; Confia em mim, Beatriz."

Ao entrarem no carro ele falou:

"Você tem que entender que para mim você é mais importante que Adriana Arboleda, que Marcela Valença, que todas que já passaram por minha vida."

"Isso não é verdade"

"É sim" e a beijou separando do beijo, repetiu "Claro que é verdade"

Quando adentraram o apartamento, Beatriz esperou Armando fechar a porta, ele o guiou até a sala de estar. Precisavam conversar, ela sabia, mas sabia também que seria muito difícil. Sentia-se incapaz de faze-lo feliz. Sua auto estima estava no minimo novamente.

Sentou-se no sofá, branco do lugar e Armando ao seu lado.

"Betty, você precisa me escutar."

"Sim, doutor." ela respondeu cabisbaixa

"Olhe para mim" ele levantou seu rosto após pegar seu queixo.

"Eu sei como você se sente quando me vê com outra mulher."

"Duvido muito. O senhor pode ter quem quiser. E eu? Eu nada. Já havia sido demais te-lo a meu lado. Mas nunca daríamos certo."

"Não, Beatriz, não! Eu entendo que você se sente mal por não termos um compromisso público."

"Doutor, acho que o senhor entendeu mal." ele ficou surpreso ao ouvir isso "Eu não me sinto bem nessa posição, confesso, mas se é preciso para ficar a seu lado. Eu faria. Eu esperaria. Porém, não é isso."

"É o que então?"

"Eu sou feia, doutor, não sei se o senhor percebeu." ela deu um riso doído "Mesmo se tivermos algo mais sério algum dia, sua família não iria me aceitar, pela minha orgiem e por minha feiura."

Eu não me importo com isso, Betty. Eu a amo do jeito que você é e como nunca amei ninguém antes. E é verdade que nunca pensei que pronunciaria essas palavras, mas você é o motivo pelo qual eu vivo. Já não sei viver sem você. Eu preciso de você, Beatriz!"

Ela já olhava para ele que segurava o rosto, enquanto chorava. O abraçou fortemente. Debruçou-se sobre o peito dele, enquanto ele acariciava seu cabelo. O que não durou muito, pois ela se levantou e o olhou nos olhos e com um sorriso fraco disse:

"As vezes me pergunto se o senhor me julgaria pela minha falta de beleza, já que nesse quesito não chego nem aos pés das que o senhor já trouxe para este lugar. Mas já sei que devo tirar isso da minha cabeça. Eu também preciso do senhor, não suportaria outro dia sozinha; Eu o amo doutor, o amo."

Então se deixaram levar pelo sentimento e em meio a lagrimas se beijaram como nunca antes. Cada segundo passava lentamente, num ritmo diferente. Se acariciavam com toques, como se cada parte do outro precisasse de atenção. Se amavam profundamente apesar das diferenças as quais o amor de um pelo outro derrubaria facilmente as barreiras.

Ali mesmo no sofá cederam à urgência do outro. Era apenas um, mais que na primeira vez.

Os beijos aumentavam de intensidade conforme o desejo crescia, e ele já estava maior que tudo. Armando retirou com rapidez seu sapato e ela fez igual, retirando após o blazer dela, jogando no chão em algum lugar.

Enquanto ela procurava tirar a camisa dele. Era tão bom poder toca-lo sem pudor, sentir seu cheiro, sua quentura.

Ainda beijavam-se furiosamente, quanto ele cortou o beijo para lhe proporcionar mais prazer, beijava o pescoço dela com intensidade, deixando algumas marcas vermelhas. Ouvindo murmúrios ininteligíveis da parte dela.

De olhos fechados, ela apenas apreciava o toque e os beijos de Armando. Ah, como queria aquilo há tanto tempo. E ele desceu os beijos para o colo dela.

Se para ela era a realização de um sonho, para ele era de um desejo contido. A deseja, mesmo que para os outros não fosse bonita, para ele era a origem de sua própria vontade de viver e estar com ela. Ele agora apenas queria pega-la em seus braços novamente e mostrar toda a paixão que sentia para que ela não ficasse mais triste.

Com essa intenção fez um trilho de beijos até embaixo de seu umbigo, proporcionando mil arrepios à Betty. E para sua surpresa, ela a puxou para beija-lo, e segurando firme nos cabelos dele o imitou, trocando de posição lentamente, ficando por cima, com as pernas ao redor dele e o beijou ao mesmo tempo que fazia pequenos movimentos sobre o quadril dele. O que o excitou ainda mais.

Ele passava as mãos por todo o corpo dela, parando nas coxas, apertando e em seguida subindo a saia aos poucos.

E a deixou retirar o cinto e baixar sua calça até os joelhos. Fazendo ele terminar de se livrar da peça. Passando a dedicar-se em retirar a blusa dela, aproveitando para apalpa-la enquanto ainda a beijava.

Passando as mãos por seus ombros de pele macia, ele depositou em seguida um beijo ali. E abaixou a alça do sutien, repetindo o gesto no outro ombro.

Se ajoelhou na frente de Betty, no chão, puxando juntos, sua saia, meia-calça e calcinha delicadamente.

Beijando as pernas da mulher, subindo por sua coxa e por sua barriga, parando no busto, retirando o sutien dela, voltando a beijar sua boca. Se livrando apenas com uma mão de sua cueca.

Deitando sobre ela sem quebrar o beijo, entrando aos poucos em sua intimidade, fazendo-a suspirar fundo, com a boca entreaberta e olhos fechados, ele encostou sua testa na dela, e movimentando-se primeiro devagar, enquanto apertava as pernas dela, instintivamente levando-a a encaixar as pernas ao redor dele, ainda que por baixo, deixando o caminho livre o prazer.

Ele começou a se movimentar mais rapidamente, e cada vez mais sua respiração se tornava irregular. Se aproximou do ouvido dela e sussurrou:

"você é linda, Betty" e deu pequenos beijos chupados no pescoço, e ela se contorceu, segurando ainda mais forte em seus ombros. Fazendo Armando acelerar mais e mais, num ritmo frenético. Chegando ao ápice quase juntos, e quando chegaram, ainda sem sair dela, a pôs por cima e a beijou profundamente, e ela deitou no abraço.

Beijou o topo da cabeça dela e disse:

"Eu te amo Betty."

"Também o amo, Armando."

Ele sorriu, quase nunca o chamava apenas pelo primeiro nome, ficaram deitado assim por incontáveis minutos.