Paradoxo
4 Reencontro
Notas iniciais
Mas ai esta mais um capitulo novinho (que isso novinho que isso novinho )kkk ignorem kkk
Boa leitura.
Sentir alguém me beijar. Era impossível não reconhecer esses lábios, tão macios e gentis. Não retribui, mas também não rejeitei, senti seu corpo sobre o meu em quanto à grama fofa estava sobre minhas costas. Quando foi que eu deitei mesmo? Ele passou o Braço por trás da minha nuca me puxando pressionando mais os lábios. O sol que estava alto, batia iluminando e nós aquecendo, mesmo assim eu me sentia gelada por dentro, um frio que vinha da alma me levando cada vez mais longe de quem eu mais amava . Eu permaneci de olhos fechados, mas podia sentir seu olhar em mim. Eu Sabia que ele estava preocupado comigo e queria que eu esquecesse o passado, só que eu simplesmente não conseguia, ainda mais tão perto do meu “aniversário”. Parece que todas as lembranças e sentimentos ficam mais fortes como se eu estivesse revivendo tudo de novo. Quem falou que ser vampiro é mais fácil, é porque nunca foi um.
–Quando vai esquecer isso?- Sussurrou Derek no meu ouvido.
–Quem sabe daqui a 100 anos. – Respondi sem pensar. -Eu não sou você que esquece tudo tão rápido, eu me importo. – No mesmo segundo que acabei de falar percebi a burrice que tinha dito, ele tentou me afastar, mas o segurei no lugar. — Desculpa, não foi minha intenção. Falei sem pensar.
–É bom saber como você me vê. Um vampiro sem coração. Sua voz era fria, mas pude perceber que o tinha magoado.
–Sabe que eu não falei isso sério, né?- Falei colocando minha cabeça sobre seu peito podia sentir cada músculo relaxando. O coração batia rápido e a pele quente. Por que será que eu não conseguia me entregar a ele? Ser era mais que claro que não era indiferente ao que ele sentia por mim.
–É eu sei – falou me abraçando – Droga. Você sabe me manipular direitinho quando quer. Isso não é susto. – O tom era de brincadeira. – Mas o que você está fazendo aqui? Pensei que iria ficar em casa.
–Como sabia que estava aqui? Perguntei levantando a cabeça para encará-lo. Ele sorriu.
–Fácil, quando estava chegando, senti seu cheiro e o segui, mas o que está fazendo aqui? Perguntou nos fazendo sentar.
–Não sentiu nenhum outro cheiro além do meu? Falei me sentando de frente para ele.
–E deveria?Falou erguendo a sobrancelha. Suspirei isso era típico deles.
–Com certeza eles entraram por trás. — pensei alto. –Em todo caso, você não vai adivinha quem apareceu. Ate eu levei um susto com eles. Ele arregalou os olhos, entendendo de quem se tratava.
– Não posso acredita... São eles mesmos? Perguntou pasmo.
–Clones que não são. Respondi virando os olhos.
–Mas o que estão fazendo aqui? –Falou se levantando em direção da casa.
–Acho melhor esperamos mais um pouco antes de voltamos. Ele sorriu.
–E você os deixou sozinhos? Virou-se para mim me ajudando a levanta. -La se vai minha casa. Colocou a mão na testa balançando a cabeça em negação.
–E o que esperava que eu fizer-se? Fica-se de babá? Eles têm o quarto deles.
–Mais o nosso é maior. Sei que eles estão lá. Falou irritado.
–Quer dizer o seu quarto né? O meu é menor a inda. Falei sorrido. Ele fez uma careta e me puxou para seus braços.
–Você fala assim, mas não sai “do meu quarto”. Sei que você gosta dele e nem adianta dizer que não já faz muito tempo que você tem-me torturado dormindo comigo. -Falou quando viu que eu ia responder. Tá certo é verdade, mas o que eu podia fazer, ele sabe que mexer comigo e fica me provocando.
Seus olhos queimavam nos meus, parecia ate que estavam mais claros, ouvi seu coração acelerar assim como o meu. Seu hálito quente com um forte cheiro de morango banhou meu rosto me fazendo me aproxima de seus lábios que estava a poucos centímetros dos meus. Ele encostou a testa na minha me puxando pela cintura. Senti meu sangue ferver. Eu já devia esta acostumada, mas sempre parecia ser a primeira vez. Os braços fortes me apertavam com gentileza e ternura, os olhos brilhavam-me prendendo aos dele. — Relaxa, é só um beijo. — Sua voz era doce e um pouco rouco. Seus lábios encontraram os meus, calmamente, não consegui deixa de responder. Eu não tinha medo de beija-lo, mas o problema que nunca era “só um beijo” e sim “O Beijo”. Era um sentimento que estava fora do nosso controle.
Controle. Essa palavra se tonou real tanto quando Sangue e sentimentos, eles andavam juntos. Mesmo sendo um vampiro de mil anos. Nunca teremos o controle perfeito sobre os nossos sentimentos, são coisas que temos que reaprender a controla. A primeira coisa que muda em você assim que vira uma “criatura da noite” é isso, cada sentimento que você tem é intensificado, e sempre, é como se você sentisse pela primeira vez e não é nada tão simples, vivemos sobre uma pequena linha de controle que a qualquer momento pôde se roupe. E dependendo do vampiro, só deus sabe o que pode acontecer... Mais é uma coisa que não quero pensar agora.
O beijo se tornou mais urgente, ele me pressionou contra uma árvore, suas mãos começaram a desce ate minhas coxas. Agarrei-me em seu pescoço. Os lábios eram quentes e tinha um gosto delicioso, sua língua dançava com a minha numa sincronização perfeita, suas carias se tanaram mais intimas, desci minhas mãos ate seu peito abrindo a camisa e revelando os músculos perfeito, fui passando a mão e sentindo ele estremece com o contato. Senti suas mãos por baixa da minha blusa, massageando minhas costas e relaxando meus músculos tensos. Como ele conseguia fazer isso? O poder que ele tinha sobre meu corpo era mais forte que eu podia imaginar. Sentir que cada vez estava me entregando mais.
“Não, isso esta indo longe de mais” pensei tentando recupera o controle, mas a verdade é que eu não queria meu corpo não me obedecia. Ele sussurrou meu nome e deu uma leve mordida no meu pescoço fazendo meu sangue gelar, senti meu corpo fraco e uma lembrança antiga veio com toda força. Eu me encolher, sentindo isso ele parou de imediato ofegante assim como eu.
–Me desculpa, eu te machuquei? A voz era fraca e cheia de culpa.
–Não, não é isso... Falei de cabeça baixa. — é só que... “Droga, por que eu tinha que me lembrar disso logo agora?” Pensei com raiva. Eu nem estava pensando nisso, muito menos queria lembrar, mas apareceu do nada. Derek Levantou meu rosto, e sem eu precisar falar nada ele sabia que estava acontecendo, ele me puxou para um braço tão forte e ao mesmo tempo doce para que eu me acalmar-se. Eu não tinha percebido mais estava tremendo... Não sei quando tempo ficamos assim, só que aos poucos fui me acalmando e sentindo meu copo esquentar.
–Está melhor? Perguntou me olhando nos olhos, pude ver a preocupação nos dele.
–Sim, estou. Foi mal, acho que estraguei o clima. Tentei falar num tom de brincadeira.
–Tudo bem, vamos ter outras chances. Afirmou todo convencido.
–Acha mesmo. Falei me afastando- Você se aproveitou que eu não estava bem, isso não vale.
–Então agora estamos quites, nunca fico bem quando estou perto de você. — Disse tentando me abraçar. -Você me deixa louco. Dei um sorriso e saí correndo. Ouvi um palavrão e logo ele estava atrás de mim.
Fomos em direção da casa, o belo Camaro SS preto estava estacionado bem na entrada da casa. Olhei para a bela figura atrás de mim e sorri. Só um vampiro mesmo para parar o carro tão bem assim mesmo estando mal estacionado. Resolvemos entrar pela porta de trás, tentando escuta algum barulho, e para nossa sorte (eu espero) tinha som na cozinha. Paramos assim que abrir a porta. Bom, pelo menos a cozinha estava inteira, mas a geladeira estava aberta e alguém murmurava sozinho.
–Vocês não tem nada decente para comer aqui? Falou Dan saindo de dentro da geladeira. Ele ainda estava com a blusa aberta e no peito tinha a marca de alguns arranhões, sorri e olhei para trás. Agora eu sabia de onde ele tirou essa mania. Não importa se são vampiros ou homens normais, estão sempre querendo mostrar os músculos. Derek olhou para ele, parecia não acreditar no que via. –Só eu mesmo, garoto. — Falou ele como se adivinhasse seus pensamentos.
Derek olhou para baixo, finalmente parecia reparar no que ele vestia. E pela expressão dele eu sabia bem o que ia acontecer. Eles ficaram um tempo se encarando, acho que não teve uma única vez que eles se encontraram que não discutiram isso até que era muito divertido, mas às vezes irritava. Por que os homens sempre têm que competir?
Distraia, olhei pela janela encoste- me à parede. Como um dia lindo pode se tonar tão estranho e perigoso? Foi num dia assim que tudo aconteceu, O céu estava azul, o sol brilhava forte, os passarinhos cantavam e a temperatura era agradável como todo carioca gosta, mas para mim tinha um significado diferente de tudo.
–Lexi, Você esta bem? – Escutei a voz, era de preocupação. Não sei como mais estava sentada no chão abraçando meu corpo e tremia sem parar. Derek me sacudia pelos ombros suavemente, seu olhar me deixou assustada. Confusa olhava para eles, Dan me olhava de um jeito estranho, não entendi o que tinha acontecido.
–Não, eu to bem. –Falei me levantando, me senti fraca e desorientada mais disfarcei. Sentir o chão sumir sobre meus pés. –Derek me solta, eu posso andar muito bem sozinha. Falei me debatendo. Ele sorriu.
–Sei que pode, mas não posso perde essa chance. — Apesar do tom de brincadeira pude perceber a tensão na voz. Então deixei que ele me leva-se para o quarto. Dan não falou nada, que era não era do seu costume.
Ele me levou para “nosso” quarto, me colocou na enorme cama, e me cobriu. Eu não sentia frio, mesmo com meu corpo aparentemente como de um humano, mas não podia deixa de treme.
–Agora vê se descansa. Falando se levantando.
–Por favor. –Perdi segurando sua camisa. – Fica comigo. Ele abriu um meio sorriso e se deitou comigo. Ele puxou-me para seus braços me apoiando em seu peito, sua respiração estava calma e suave.
– Sempre estarei com você. — Sussurrou em meu ouvido me fazendo cair no sono
Notas finais
Ate o próximo capitulo.
Kiss.
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