Paradoxo
1 Lembranças
Notas iniciais
Boa leitura. >,
Fechei os olhos sentindo o sol bater no meu rosto, ainda fraco por esta amanhecendo, mas eu podia senti seu calor, sua energia que fazia meu corpo relaxa. Uma leve brisa tocou minha pele espalhando meus cabelos e trazendo os cheios da floresta... Suspirei e abri meus olhos fitando o céu azul sem nuvens, era mais um amanhecer tranquilo, com certeza seria mais um dia perfeito. Respirei fundo e coloquei as mãos atrás da cabeça deixando minha mente vagar... Quando percebi estava pensando de novo numa vida que não me pertencia, que já não era minha e jamais voltaria, eu não estava arrependida das minhas escolhas, mas por alguma razão não consegui deixa de pensar no passado, algo me prendia a ele de um jeito que eu não conseguia olhar para o futuro e isso me irritava e me deixa triste, por causa desse sentimento inútil eu estava magoando a pessoa que eu mais amava.
Ele era paciente comigo, vinha me ajudado desde o começo e eu já não consigo pensar em uma vida que ele não estivesse presente e muito menos como agradecer tudo que ele tinha e ainda fazia por mim, mas também, sei o quando é difícil, ele tentava, mas não conseguia esconder certas emoções de mim e eu sabia que a única culpada de tudo era eu. Rosnei de leve. Mas eu não sabia o que fazer e isso me deixava irritada. Bufei e me sentando, abaixei a cabeça soltando um longo suspiro. Por que eu tinha que ser tão complicada? Por que simplesmente não fazia as coisas e deixava tudo para trás, já estava mais que na hora. Mas no fundo mesmo sabendo disso eu não podia, não conseguia algo me incomodava. Cerrei meus dentes sentindo uma raiva crescer dentro de mim, senti gosto de sangue o que só fez aumenta a raiva. Não sabia ao certo de onde ela vinha, mas tinha a certeza que não era algo bom. Fechei minhas mãos em punhos tentando me controlar, meu corpo começava a tremer.
– Vai fica ai em cima o dia todo? Escutei sua bela voz. Congelei por uns segundos, mais assim que seu riso fraco encheu meus ouvidos, não pode deixa de sorrir e sentir a raiva desaparecer tão der repente quando apareceu me senti confusa e uma calma que não era minha, mas era muito bem vinda. Respirei sentindo um alivio estranho, meus pensamento pareciam que tinham sido anulados. Quando escutei uma porta se abrir. Automaticamente me levantei do telhado dando uma ultima olhada na bola vermelha que já não estava mais escondida atrás das arvores, sorrir e pulei graciosamente na varanda do seu quarto indo ate as enormes portas de vidra, que estavam abertas e olhei para cama de casal preta que pegava uma pequena parte do gigantesco quarto, ainda estava bagunçada, com seus lençóis brancos arrastando no chão acompanhado por um travesseiro, o quarda- roupa que permanecia encostado à parede do lado direito da porta, estava aberto e incrivelmente arrumado. Senti um olhar e me virei e parado na porta do banheiro me observando com a pele ainda úmida, os cabelos pingando, de calça jeans larga deixando a cueca aparecendo e sem camisa com a toalha no pescoço e com um sorriso de matar lá estava o que deveria se um deus entre os mortais, lá estava Derek. Senti-me sem ar, mas disfarcei.
–Metido. — Falei indo me senta na cama pegando o travesseiro no caminho. – Você adora anda sem camisa, né? — Perguntei sorrindo com um olhar desafiador, ta certo que por dentro estava mais que derretida mais não ira admitir para ele... Pelo menos não nesse momento.
– Não sou eu que estou babando e ficando sem ar. — Falou jogando a toalha molhada em mim. Revirei os olhos tendo que aceita a verdade, mas eu não estava babando e antes que eu podes se pensa em responder, ele se aproximo e deitou sobre mim, me prendendo na cama. Seus dedos seguravam meus pulsos suavemente, mas com firmeza, suas pernas, uma de cada lado do meu corpo, me segurando no lugar. Tentei manter o controle ao senti seu cheiro, gotas dos seus cabelos unidos caiam no meu rosto, ouvi seu coração acelerar assim como o meu. Ele abaixou seu rosto bem próximo ao meu. Evitei em olhar em seus olhos. Segurando a respiração com um sorriso falei.
–Você sabe muito bem... — Falei chegando perto do seu ouvido, seu cheiro me atingiu com mais força me fazendo estremece, gentilmente soltei uma das minhas mãos. — que eu tenho pesadelos. O empurre tirando de cima de mim, ele cai do meu lado, de costas na cama e ficou imóvel de olhos fechados por alguns segundos.
– Você sabe se cruel, sabia? Resmungou se levantando e sem me fita voltou ao banheiro deixando a porta aberta.
– Ah Derek, eu nem fiz nada de mais. Falei me sentando novamente, olhei para o banheiro vendo seu reflexo no espelho, me fitando com um olhar intenso, meu coração perdeu uma batida acelerando mais ainda que parecesse absonamente alto dentro da casa que era um total silencio. Sem resisti acabei fazendo um careta, eu sabia que ele podia ouvir perfeitamente. Ele sorriu mais ainda.
– Não precisa fazer muita coisa. Falou sumindo da vista. – Mas sou paciente e sei que você ainda vai me surpreender. Falou todo convencido aparecendo na porta, encostou-se ao beiral com um sorriso zombeiro nos lábios. Revirei os olhos.
Ele sempre foi assim, convencido, o “Sr. Eu estou certo o tempo todo”, mesmo ele estando. E como ele sempre conseguia ver o lado bom nas coisas, estava convencido que no final eu cederia e bem no fundo, em algum lugar, eu sabia que ele tinha razão. Suspirei com o pensamento e devi ei o olhar da porta, mas eu sabia que tinha que agradecer por ele ser a pessoa mais paciente que eu já tinha conhecido, mas claro, não que eu tenha conhecido muitos. Sentindo seu olhar sobre mim e o encarei atentamente, do mesmo jeito que ele fazia. Com uma expressão tranquila no rosto, de calça jeans desbotada, ele tinha vestido uma camiseta azul que estava aberta, deixando os músculos do peitoral e o abdômen musculoso e definido amostra. A pele era de um moreno claro perfeito, o leve movimento da sua respiração que ressaltava mais ainda os músculos, me fez perde o fôlego novamente. No pescoço uma medalhinha que ele nunca tirava e nem deixava ninguém toca, eu já estava ate acostumada, ele sempre me dizia que na hora certa iria me conta sobre ela. Em seus lábios canudos o sorriso zombeiro aumentou percebendo minha analise, ele jogou os cabelos mel para o lado que ficaram de um jeito bagunçado, mas lindo, levantou uma sobrancelha dando um passo na minha direção. E então fiz a maior besteira, por um momento, e foi o que bastou. Fique presa em seus olhos castanhos escuros, que bem diferente do sorriso, me fitavam com tão intensidade que tive que desvia o olhar. Eu já sabia que veria neles e naquele momento não estava com cabeça para isso, mas eu tinha que admitir ele estava mais bonito que nunca e eu cada vez, mas derretida se era que é possível.
– Quer um pano pra limpa a babar? -Falou com a voz doce se aproximando. –Pelo menos podia admiti logo, assim acabaríamos logo com isso. -Ele puxou-me pela cintura e foi beijando meu pescoço lentamente. Eu estremeci com o contato do seu corpo quente o seu cheiro me atingiu de uma maneira que eu queria naquele momento era-me garra a ele e não me solta mais. Seus beijos iam deixando um rasto de fogo em meu corpo arrepiado, o que eu já devia esta acostuma, já que era uma coisa que vinha acontecendo muito ultimamente, só que sempre parecia a primeira vez, eu só não entendia por que. Novamente prendi a respiração entendendo suas palavras. Coloquei as mãos ao redor do seu pescoço e o abracei.
– Eu já sou sua. — Sussurrei em seu cabelo sentindo o cheiro que eu tanto amava. Senti-o estremecer, e apertou mais meu corpo contra dele e me olhou com um sorrindo vitorioso.
– Então isso que dizer que posso te beija? Encostou a testa na minha me fazendo senti sua respiração ofegante, seu halito ela fresco e banhou meu rosto me deixando uma vontade louca de senti o gosto dos seus lábios, me aproximei sentido o roça de sua boca macia, e tirando forças de não sei a onde para resisti falei sem pensa e lutando contra seu aperto.
– Claro que não. – mas assim que coloquei a palma das mãos em seu peito parecia que ele estava em chamas ou era eu? Eu não sabia dizer quem era ou se era só minha impressão, mas era uma sensação boa, muito boa, que me fazia quere muito mais. Automaticamente terminei dizendo – eu tenho seu sangue correndo em minhas veias. Senti que as palavras saíram trêmulas. Ouvi um leve rosnado e seu corpo ficou tenso.
–De novo com isso. — Ele afrouxou o aperto. Eu sabia que ele não gostava de toca nesse assunto mais eu jamais poderia esquece o dia que mudou minha vida para sempre. – E você não tem mais o meu sangue nas suas veias. — Ele me empurrou para cama caindo por cima de mim... – Ainda te faço esquece. — sussurrou no meu ouvido, ignorei a sensação que me deu. Sorri e passei a mão eu seu rosto. Ele se enrijeceu e se afastou.
– Não sei por que fica assim. — Ele revirou os olhos e se levantou e fechou a camisa, pegou as chaves do carro e sua mochila e parou na porta me fitando, me sentei sustentando seu olhar. — Bobo. – falei e ele sair do quarto.
– Cruel. – Ele riu mais pude percebe a tensão nas palavras. – To indo, mais tarde eu volto. Só viu sua mão me acenando e Logo depois escutei o carro saindo.
Droga, o que estava acontecendo comigo?
Desde que eu o conheci ele mexeu comigo e eu nunca escondi isso, só que agora estava mais intenso era uma coisa diferente que eu nunca tinha sentido antes, era tantos emoções juntas, que ficava ate difícil te a certeza do que era mais forte... Fechei meus olhos ainda sentindo seu cheiro no ar e que estava bem longe de ter algo com o meu passado mesmo assim às lembranças de um momento, as malditas lembranças começaram a invadi minha mente, e sem ele por perto, sem forças para resistir e sem pode controlar fui voltando para o passado, muito distante que agora para mim não passava de um pesadelo que eu não conseguia me livra. Mas eu nem queria pensa o que teria acontecido comigo ser ele não aparece se, eu não sei nem o que seria de mim se meu anjo não tivesse aparecido e me salvado... Fechei meus olhos com um repentino cansaço que me tomou e mergulhei no fundo da minha mente.
* 7 Anos atrás*
“- Filha anda logo, me deixa entrar”. — Pedia ela pela décima vez ao ouvi meus gritos.
– Não. — Falei chorando. — nunca mais saio do meu quarto. Gritei jogando algo na porta que se quebrou causando um enorme estrondo.
– O que aconteceu? Me fala sou sua mãe. Aquelas palavras me doeram mais ainda, Cara ela tinha coragem de dizer aquilo? Só por que ela me pariu não queria disse que era minha mãe, ou melhor, qualquer pessoa... Senti-me com mais raiva... Mais que isso, um ódio e gritei com toda força sentindo minha garganta arder.
– Não aconteceu nada. — gritei. – Só me deixa em paz. Enterrei o rosto no travesseiro e coloquei outro por cima imaginando... Rezando para não acorda no dia seguinte
– Esta bem, se quiser conversa estarei na cozinha. – Escutei ela falar com uma voz estranha, e em seguida seus passos na escada.
As lagrimas eram tanta que senti o pano úmido de baixo da minha pele era como se o peso da ultima semana finalmente recai-se sobre mim. Abracei meu travesseiro e os soluços me tomaram, logo cai no sono profundo e inquieto. Essa noite não conseguir descansa, tive vários pesadelos horríveis que pareciam tão reais que um deles me fez acorda assustada e suando, com minha boca seca e minha cabeça parecia que ia explodir. Essa tinha sido a pior noite da minha vida e eu tinha a certeza que o dia iria se ainda pior. Como eu estava errada.
Olhei para o relógio, era 04h15min, então, tomei um banho deixando a água quente cair sobre meu copo para ver se me acalmava. Quando acabei era 20 para 05h00min, estava cedo para ir para escola e não estava nem um pouco a fim de encontra a minha mãe, só de pensar me senti tonta, então me arrumei rápido peguei minha mochila e desci o mais rápido e silenciosamente que pode. Quando abri a porta vi um carro amarelo parado na calçada, o namorado dela devia esta em casa, tranquei a porta e sai da minha rua o mais rápido possível. Ainda estava escuro e as ruas desertas, mas nada disso me importava só queria sumi, ou que fosse engolida por um buraco. Tanto faz.
Como uma pessoa poder ser tão azarada?
Já teve um único dia que mudou sua vida para sempre? Bom eu já e não foi nada legal... Não diria que minha vida era perfeita só era normal, ou quase. Estudar, namorar, ajudar minha mãe em casa e sair com os meus amigos, ate ai não tenho nada pra reclamar, mas como diz o ditado, “Tudo que é bom duro pouco” ou nesse caso “O tempo necessário para ser inesquecível” e pode acredita isso eu não iria esquece tão facilmente. Quando algo ruim acontecer ele nunca vem sozinho, mais precisava vir tudo junto?
Primeiro, descubro que meu “pai” não esta morto, seria um grande felicidade se eu não descobri que ele não é meu pai biológico e que minha mãe nem sabe quem ele é, já que ela estava de férias e só foram umas semanas, quem ser importa? Falou-me ela. Isso já deixaria qualquer um confuso, que tal agora você ouvir sua mãe fala que nunca deveria te nascido e que a vida dela só é uma merda por sua causa, é para pira né? Isso tudo na mesma semana, cada dia que acorda tem um segredo novo para descobrir, mas ai você pensa que pode conta com a sua melhor amiga e que ela vai te ajudar e te apoia claro né, por que isso que os amigos fazem. Certo? Deveria ate ser assim se eu não descobri se que ela é apaixonada pelo meu namorado e que ela dá em cima dele sempre que você não esta por perto e ainda por cima pega os dois transando. Agora assim o circo estava arrumado e para completar isso tudo, você vira o ponto de gozação da escola, já que mais ninguém sabe que você foi traída, acaba virado a capeta da sala sem querer e é assediada pelo professor que você mais odeia, pronto agora não falta mais nada ou era isso que eu pensava e para finaliza com ouro, o novo namorado da sua mãe da em cima de você na maior cara de pau. Como é possível que tudo isso aconteça com uma pessoa só e tudo de uma vez? Claro deveria conta a minha mãe e pedir ajuda a ela, mas nesse momento ela seria a ultima pessoa que eu pediria alguma coisa e ate onde eu sabia não tinha mais parentes. Meus avós tinham morrido quando minha mãe era pequena e ela não tinha irmão, resumindo eu estava sozinha nessa. O que eu poderia fazer? O que eu deveria fazer?
Não prestei muita atenção para onde ia e para minha sorte meu corpo sabia onde me leva, estava chegando à praçinha que ficava perto do colégio. Sentei-me num dos bancos, que estava úmido e encostei a cabeça na mesa agradecendo por esta gelada que aliviava um pouco a dó. O céu começava a clarear, mas ainda podia ser vê algumas estrelas brilhando e mesmo com a praça deserta não me importei de fechei meus olhos, ouvido o barulho de alguns passarinhos que começavam a cantar, pensei em como seria encarar a todo! E logo eu teria que fazer isso. Suspirei e o vento soprou me deixando arrepiada.
–“Droga, esqueci o casado” _Pensei esfregando meus braços, o dia só estava apenas começando, e eu e pensava que a vida não era tão ruim, era bem mais que isso era cruel e nem queria pensa o que mais o futuro me guardava. Involuntariamente bocejei, me sentindo mais leve.
“Quando voltei abrir os olhos eu estava numa floresta, e na minha frente tinha uma linda cachoeira de água cristalina, com lindas flores silvestres que eu nunca tinha visto que cobria tudo ao meu redor e seu perfume era suave e muito bom, era como se aquilo me acalma-se, deitei- me para aproveitando o sol, ouvindo o som dos pássaros, e vendo as formas engraçadas que as nuvens tomavam e devo te cochilado por que acordei com alguém me sacudindo.”
–Ei, Lexi, acorda. Escutei uma voz conhecida ao longe me chamando.
–Ah. Falei levantando a cabeça. Olhei para os lado assustada percebendo que estava de volta a praça, encarei para quem me chamava. Meu sangue esquentou. – Como você ainda tem coragem de fala comigo? Falei ficando de pé.
–Espera, por favor, me deixa explicar. Pediu fingindo chora, porque essa era a única coisa que ela sabia fazer. Fingir, mas eu não iria cair nessa de novo — Ela Segurou meu braço.
–Mais uma das suas mentiras, não obrigada. Pequei minha mochila soltando meu braço e sair andando.
–Mais não é mentira. Falou na maior cara de pau. – Eu sou sua ami...
–MINHA AMIGA QUE VOCE NÃO É GAROTA, CHEGA DE FINGIR, EU JÁ SEI DE TUDO. VOCÊ E ELE VINHAM ME ENGANANDO DESDE QUE COMEÇAMOS A NAMORAR, E TODO AQUELE PAPINHO “AH LEXI LIGA NÃO ELE TE AMA”-Gritei sem controlar as palavras. Respirei fundo. -Como você consegue ser tão falsa? Perguntei com um tom mais baixo. Ela me olhou de cima a baixa, finalmente deixando a mascara cair, limpou as lagrimas e abriu um sorriso.
–E você acha mesmo que eu seria amiga de uma garota sem sal como você? Cuspiu ela. –Nossa já tiver amigas chatas mais você esta longe disso, ganha de todas facilmente. Dona certinha nunca pode fazer nada tem que espera a mamãe dizer ser pode ou não. Ver ser cresce garota você já tem 12 anos e ainda fica na saia da mãe como se fosse um bebê e ela nem liga pra você, isso é patético. — As palavras delas iam mais fundo que qualquer coisa e continha a pura verdade, mesmo assim me doía, por mais que eu estivesse acostumada, isso sempre me machucava.
–Você nunca foi minha amiga. Murmurei.
– E você acha que alguém em perfeito estado mental seria? Falou friamente. – “Você é a garota mais ridícula que eu já conheci, só sabe ficar quieta quando alguém te...”.
Notas finais
Enfim, fiquem a vontade para comentar.
Dúvidas, críticas, dicas, sugestões, elogios ou ameaças de morte: Review!
Ate o próximo capitulo.
Kiss
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