Paradise City

7 Longe das câmeras


No outro dia nem sinal de Edgar. Ele sumiu. Não foi trabalhar e casa estava toda fechada. Florence estava arrasada com as fotos que saíram em todas as revistas, Edgar e aquela garota no carro dele. Não mandou Thomas para escola e fechou toda sua casa, havia uma fileira de barraquinhas plantadas diante sua casa. O único que saiu e entrou foi Jimmy, que foi abordado por uma enxurrada de perguntas. Ele havia visto a capa de uma revista. Era um escândalo, logo o mundo todo estaria falando. Ele tinha raiva de Evan, por causa dela sua tia estava tão triste, e acabou-se a privacidade, aquela garota malvada. A praia não era a mesma, aquelas pessoas lá, repórteres diziam: Estamos aqui ao vivo diante a casa de Edgar Warmsley... Jimmy, por favor nos dê uma palavrinha

Ele não queria nem ver a versão de Evan sobre a história, será que Edgar fora capaz de trair mesmo sua tia? Caminhando pela praia pode ouvir um burburinho: Ela morreu. Ele ficou paralisado, não sabia da história... havia só visto a foto na capa de revista e as tvs estavam desligadas em sua casa para evitar aquele falatório. Comprou uma revista na banca de jornais do centro da cidade que dizia que ele a havia jogado na rua depois de uma discussão no banheiro de um pub segundo testemunhas. Aquilo era grave.

Ao contrario do que se pensava que Edgar estava em sua ilha ele estava em casa, em seu quarto. Florence acordou cedo e leu o jornal, estava em destaque aquilo, ela foi até o quarto e encarou Edgar demoradamente com lágrimas nos olhos, ele não disse nada. Foi assim o dia todo, só contato visual.

....

—Você viu o que houve? – disse uma das garotas

—Não posso acreditar, Evan foi capaz disso!!

Estavam todas reunidas na sorveteria de novo, exceto Evan.

—O que ela fez? – perguntou Angel desatualizada

As garotas lhe entregaram uma revista e ela leu.

—A Evan é a porra de uma louca! – ela exclamou surpresa- E como ela está? Alguém falou com ela? Ela está bem?

—Não sei, ela não veio, então não deve estar bem.

—Meu Deus – Angel estava chocada.

Amy Ullman e as amigas estavam sentadas ao lado e conversavam sobre o mesmo assunto.

—Não posso acreditar – uma delas disse

—Meu padrinho não seria capaz de fazer uma coisa dessas, eu tenho certeza. Foi essa puta que se intrometeu no meio e contou sua versão.

—E como ela está?

Amy olhou para a mesa ao lado das rivais e notou a ausência de Evan.

—Vai saber... essas pessoas fazem de tudo para aparecer na capa de uma revista.

—E olha que ridícula – a outra riu – a maquiagem toda borrada

Jimmy passou lá em frente a sorveteria para ir a loja de discos e Angel saiu correndo atrás dele.

—O que deu nessa menina – disse uma das garotas de sua mesa.

Todos olharam com espanto.

—Jimmy? – ela disse já na rua

Ele não olhou.

—Sou eu, Jimmy. – estava ofegante

Ele virou e ela o alcançou.

—Esta tudo bem? – ela estava preocupada com ele por estar passando tudo isso.

—Ah você sabe... depois de tudo

—Eu sei

Ele olhou para os lados

—Acho melhor você se afastar de mim ou vamos sair na capa de uma revista também.

Ela olhou para os lados e os paparazzis já estavam prontos para mais fotos.

—É.

—Jimmy?? Uma palavrinha... só uma – disse uma repórter

—Angel te vejo as 8h – ele sussurrou quase inaudível

Dizendo isso ele se afastou, ela ficou meio perdida sozinha.

A noite ela vestiu seu short jeans e sua blusa de franjas, e se olhou no espelho, achou estar bom o suficiente. Era quase oito horas, estava um pouco ansiosa e curiosa, eles nunca se encontravam de forma planejada. Tio Sam já havia ido a igreja... eles quase não se viam ultimamente, mas toda noite antes de dormir ele ia ao seu quarto lhe dar boa noite e desejar os melhores sonhos possíveis. Sua garotinha estava crescendo, e ele era o mesmo. Lhe ensinara o certo e o errado, lhe dera as melhores lições sobre a vida e a dera de presente seu conhecimento, vestira todas as fantasias dos livros da infância nela. Ela tivera tudo, e ele lhe dera isso.

O Jaguar vermelho parou em frente sua casa, Jimmy desceu e tocou a campainha, em um minuto Angel desceu as escadas correndo e estava na porta.

—Olá

Jimmy beijou Angel, intensamente, ela achou que fosse desmontar. Ele segurou forte em sua cintura e ela o abraçou forte, foi como uma explosão, depois de tanto tempo reprimindo o desejo.

Em seguida entraram no Jaguar e Angel pode ver as imagens passando pela janela rapidamente, estavam em alta velocidade. Ela acendeu seu último cigarro e Jimmy segurou forte em sua mão enquanto dirigia. Ele dirigia rápido e ela sentia o vento em seus cabelos passando pela Warmsley Pictures e a calçada da fama. Os prédios altos e as luzes na cidade

—Onde você esteve? – pergunta Jimmy diferente, meio entorpecido

—Estive em todo lugar, mas não quero estar em outro lugar além daqui.

Ele tinha um ar tão misterioso e excitante e ela estava se sentindo especialmente insana aquela noite. No rádio do carro tocava Just Like a Woman.

—Tenho um desejo ardente por você!

Eles estavam correndo nas luzes. Na Rua Butler ele parou o carro para comprar mais cigarros e cervejas e assim que ele voltou ela sentiu suas mãos em seu quadril, o nome dele em seus lábios de novo e de novo, como se fosse uma oração.

—Sou seu!