Paradise.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Nome: Alasca Baker.
Idade: 16 anos.
Atriz que irá interpretar: Taissa Farmiga.
Nome: Ethan Jones.
Idade: 17 anos.
Ator que irá interpretar: Evan Peters. (PORQUE ELE É MARAVILHOSO AAA)
Nome: Faith Schmidt.
Idade: 16 anos.
Atriz que ira interpretar: Emma Watson.
Nome: Leah Allen.
Idade: 17 anos.
Atriz que irá interpretar: Kaya Scodelario.
E é isso, espero que gostem. *u* ♥♥
Bom, como toda boa garota deveria contar minha história de amor, superação, ou alguma chatice parecida. Mas bem, minha vida não é um clichê. Meu pai não morreu em um acidente de carro e eu fiquei rebelde, eu não esbarrei no amor da minha vida que tem olhos verdes e cabelos loiros na escola. Eu moro com meus pais, uma família normal, sou obrigada a lavar a louça do jantar e fazer outros serviços domésticos — e também tenho um irmão — mas ele não gosta de mim porque o faço de escravo.
Meu nome é Alasca Baker, tenho 16 anos e estou a caminho de um inferno também chamado de escola. Às vezes eu penso que queria ter nascido já sabendo tudo, assim não teria problemas em enfrentar aqueles animais – alunos – que tem no meu colégio. Na verdade, o problema pode até não ser ‘’a escola’’ mas sim, aquelas patricinhas admiradoras de Molly Stewart – a ‘’abelha-rainha’’ do Hillworth. Todos amam ela, até mesmo o Sr. D, o professor de história, que sem dúvidas é o pior pesadelo de qualquer aluno.
Pois bem, eu cheguei à escola. Era como se eu estivesse coberta de ouro, todos ficavam observando a garota que não se encaixava em nenhuma facção. Mas quer saber de uma coisa? Eu não ligo. Eu não preciso deles, eu tenho minhas próprias amizades, eu não preciso de ninguém. E essa frase eu guardo comigo para sempre.
Mas falando em amizade, olha elas ali. Vindo em minha direção como um trator, automaticamente pulando em cima de mim.
— Ai! – Exclamei enquanto Faith e Leah estavam praticamente me sufocando.
— Estava com saudades. – Disse Faith se separando de mim.
— Eu também estava, mas não precisa me sufocar desse jeito. – Disse tentando recuperar o fôlego. Leah já tinha me soltado, ela não gostava de demonstrar sentimentos, assim como eu.
— E aí, como foram suas férias? – A Allen perguntou enquanto adentrávamos no colégio.
— Um verdadeiro tédio – Disse revirando os olhos. – E a de vocês? – Falei não demonstrando muito interesse.
— Eu viajei durante as férias com meus pais. – indagou a morena dos olhos claros.
— E eu fiquei com o Adam as férias inteira. – Foi a vez de Faith argumentar, ela parecia bem feliz.
Por um momento, percebi que Leah ficou um pouco cabisbaixa, ela não parecia muito animada com a idéia da ruiva com outro garoto.
— Fico feliz por você. – E foram as últimas palavras que eu disse antes de entrarmos no corredor.
♪ (https://www.youtube.com/watch?v=oh2LWWORoiM) ♪
Todos ficaram nos observando, eu não sei bem o porquê. Era como se todos nos olhassem, como se fossemos umas garotas com sede do sangue deles. Mas eu não liguei, até porque não me importo com a opinião deles.
Estava andando normalmente enquanto Leah estava do meu lado esquerdo e Faith do meu lado direito. Eu estava um pouco à frente, estava andando calmamente com um olhar um pouco assustado para os outros. Quer dizer, quem não se assustaria com um bando de animais te encarando? Mas ok.
Tudo estava ótimo, até uma pessoa me chamar muita atenção. Ele estava com uma maquiagem de caveira em seu rosto, uma roupa preta, um par de botas pretas e também um sobretudo preto. Resumindo, ele estava de preto. Era um garoto muito interessante, fiquei por vários minutos o observando, ele estava se aproximando vindo em nossa direção, tenho que admitir que ele estava um pouco assustador, mas não dei atenção a isso. Eu não conseguia parar de encará-lo, era como se algo me prendesse a aquele garoto.
Quando ele passou do meu lado, trocamos olhares profundos, era como se por alguns instantes tudo ficasse em câmera lenta, o que é bem estranho já que não estamos em nenhum tipo de filme de colegial. Em seus olhos pude ver a mágoa, pude ver que por trás daquela maquiagem seu semblante estava triste, e por um minuto, senti que devia falar com ele, mas ignorei. É claro que eu não ia falar com ele, eu nem o conheço.
Chacoalhei minha cabeça tentando me livrar desses pensamentos estúpidos, e quando percebi, ele já tinha passado.
Foi instantâneo, eu não conseguia parar de tentar vê-lo. Estava até confusa sobre o olhar das pessoas serem para mim e para as meninas ou para o garoto com uma caveira no rosto.
Mas eu não me importo, eu queria conhecê-lo a qualquer custo.
(Fim da música) ♪
Senti um burburinho entre as garotas.
— Alasca? – Faith estava parada em minha frente passando uma de suas mãos na frente de meu rosto.
— Hã, o..oi? – Acordei do transe repentinamente e encarei a Schmidt nos olhos.
— Onde estava? No mundo da lua? – Leah disse já sem paciência.
— Não, é só que eu estava pensando no dever de casa. – Disse a primeira coisa que veio em minha mente.
— Mas as aulas ainda nem começaram. – Faith disse desconfiada e logo voltou para meu lado.
— Ah... É... – gaguejei pensando em uma resposta descente, mas nada vinha em minha mente, eu não conseguia parar meus pensamentos, eles estavam a mil, não conseguia me concentrar em exatamente nada.
— É...? – A ruiva estava esperando uma resposta.
— Dá pra pararem de me intimidar? – Disse em um tom um pouco mais alto, revirando os olhos.
— Tá, tudo bem. Agora vamos pegar nossos horários e o número do armário na diretoria. – Indagou a Allen e apenas assentimos indo para diretoria.
Esse vai ser um longo dia.
(...)
Depois da aula, Leah e Faith foram para aula de educação física, então aproveitando que estava sozinha fui matar aula.
— Enfim a sós... – Sussurrei para mim mesma enquanto acendia um cigarro. O coloquei entre os dentes e dei uma tragada.
Sou obrigada a fazer coisas escondida, se alguma das meninas visse isso elas iriam me apedrejar, literalmente.
Estava tudo um sossego, até aquele garoto aparecer de novo. Ele estava com fones de ouvido e sentado em um tronco de árvore derrubado. E mais uma vez, resolvi ignorar e seguir em frente, nunca se sabe quem irá te dedurar.
Antes que eu pudesse sair daquele lugar, ele apareceu em minha frente. Ficou parado, apenas observando meus movimentos, e quando percebi o quão estranho aquilo estava, dei um espaço para que ele pudesse se sentar.
— Tem um isqueiro? – O garoto colocou um cigarro entre os dentes, e ficou esperando eu responder.
E é lógico que eu demorei como assim um garoto que eu nem conheço, com uma roupa que poderíamos dizer ser demoníaca, sentar ao meu lado e pedir um isqueiro? Isso não acontece todo dia, não mesmo.
— Aqui. – Entreguei o objeto para ele e o mesmo pegou e acendeu seu cigarro, logo em seguida me devolveu.
— Obrigado.
— Tudo bem. – Disse em um tom um pouco mais baixo, quase em um sussurro.
E aquele silêncio desconfortável se estabeleceu entre nós.
Novamente trocamos olhares, e assim ficamos por um bom tempo. Apenas observando um ao outro.
Seus olhos estavam ganhando um tom mais brilhante, já que eram tão escuros. Seus cabelos loiros estavam radiantes a luz do sol. Ele me encarava sério, o que me deixou ainda mais assustada. Quer dizer, aquilo estava estranho, eu não sabia nem seu nome, fala sério.
— Sou Ethan. – E de repente o silêncio é quebrado por ele.
— Alasca. – Dei um meio sorriso sem mostrar os dentes. Não costumo sorrir por qualquer coisa.
O som do sinal ecoou por todo o colégio, o que me fez dar graças a Deus por conseguir me livrar daquela situação um tanto constrangedora.
Sem mais nem menos, saí de onde estava e fui para o refeitório, era a hora do intervalo, o deixando bem confuso por não ter dado nem um mísero tchau.
(...)
— Onde estava? – Perguntou Faith quando me sentei à mesa junto a elas.
— Eu só fui tomar um ar depois da aula. – Menti.
— Você não vai comer? – Leah falou enquanto detonava suas batatas fritas.
— Não, obrigado. – Apoiei meu cotovelo na mesa, e encostei meu rosto sobre minha mão, apenas olhando os alunos.
A garota apenas assentiu, e voltou a comer suas batatas. Faith fez o mesmo com seu hambúrguer, e quanto a Ethan... Ele sumiu por aí, tentei procurá-lo pelo recreio, mas não consegui avistá-lo.
(...)
A aula já tinha acabado e eu fiz o trajeto até minha casa.
Chegando lá, abri a porta e vi minha mãe fazendo o almoço, enquanto meu irmão August estava na sala assistindo seus desenhos animados.
— E aí, pirralho. – Baguncei o cabelo do garoto de 12 anos.
— Sai daqui! – Ele disse bravo, o que me fez rir baixinho.
Andei até a cozinha e lá estava minha mãe, ela se virou para trás e quando me viu, correu para me abraçar.
— Oi meu amor, como foi à aula? – Ela disse depositando um beijo em minha testa.
— A mesma coisa de sempre. – Falei já desanimada com o clichê que era a escola todos os anos.
— Tudo bem, chame seu irmão para almoçar, está pronto.
Apenas assenti e chamei August para almoçar. No começo ele reclamou por estar tão entretido em seu desenho, mas logo se deu por vencido e veio comer.
Sentamos-nos todos na mesa, e almoçamos enquanto conversávamos sobre as aulas e outras coisas.
(...)
Já estava de noite e eu não conseguia tirar aquele garoto da cabeça. Eu não tinha conseguido nem ver seu rosto, e aquela curiosidade estava me matando, eu quero saber, eu preciso saber.
E depois de um longo dia, me deitei em minha querida cama e enterrei meu rosto sobre o travesseiro, assim fui fechando meus olhos devagar, até pegar no sono.
Amanhã será um longo dia.
Notas finais
BEIJÃOO ♥
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