Notas iniciais
Quero me desculpar com todos pela demora. E obrigada por acompanharem. Espero que tenham uma boa leitura.

Quando abri os olhos na manhã seguinte às cenas do dia anterior ainda estavam bem vivas na minha cabeça. Levantei-me e decidi tomar um banho para esfriar um pouco as ideias. Depois de um longo banho sai e me arrumei para tomar o café da manhã.

Enquanto eu descia as escadas ouvi o tilintar das panelas vindo da cozinha, e por um momento parei de descer os degraus. Quem estaria ali? Sakura ou Sasuke? Eu não estava pronto para encontrá-lo tão logo cedo,e sinceramente, de maneira alguma eu quero vê-lo hoje. Respirei fundo e olhei para a porta da cozinha, e passo a passo cuidadosamente eu desci as escadas e alcancei a porta. Silenciosamente espiei dentro do local e para meu alivio quem estava lá era a Sakura. Sendo assim entrei.

— Bom dia! – eu disse para ela que estava de costa para mim e de frente para a pia.

— Bom dia Ayato! – ela disse e virou-se rapidamente para mim dedicando um sorriso pequeno, mas caloroso.

No momento em que ela se virou para mim pude perceber seus olhos levemente inchados, provavelmente ela deve ter passado a maior parte da noite de ontem a chorar. Desviei meu olhar do seu para que ela não percebesse que eu havia notado e andei até a mesa onde afastei uma cadeira e me sentei.

— Espero que você goste de panquecas – ela diz colocando na mesa um prato com algumas panquecas com gotas de chocolate, ao lado de uma jarra de suco que julguei ser de laranja.

— Sim – eu disse apenas.

Dando-me conta de algo olhei ao redor e perguntei.

— E a Sarada? Ainda está dormindo? – perguntei em meio a um gole do suco.

— Sim está – ela retirou o avental que usava e pendurou no lugar devido e se sentou a cadeira a minha frente e serviu-se de um copo de suco – ela acordou esta noite e demorou um pouco para voltar a dormir.

— E... – eu ia começar uma pergunta sobre o Sasuke, mas pensei melhor e resolvi não perguntar.

— Ele não está aqui – eu a olhei confuso – o Sasuke, ele saiu, era sobre isso que você ia perguntar, não é? – ela sorriu levemente.

— Hum – eu confirmei baixando os olhos.

— Ele teve que sair bem cedo para uma viagem de negócios — ela explicou – mas ele não irá demorar, estará aqui amanha pela manhã.

Eu não consegui dizer nada e apenas confirmei com a cabeça e voltei meus olhos para a minha panqueca, encerrando os olhares.

— Hoje eu tenho o dia de folga – ela começou – e gostaria de saber se você gostaria de ir ao parque comigo e a Sarada, nós três passando o dia juntos?

— Tudo bem – ia ser ótimo sair um pouco daquela casa.

******

Por volta das nove horas da manhã Sakura e Sarada já estavam prontas para sair, Sakura arrumou no carro uma bolsa com todas aquelas coisas de bebês para Sarada e preparou outra bolsa um pouco maior com coisas que eu não consegui identificar.

— Tudo pronto? – ela perguntou assim que eu atravessei a porta.

— Sim – eu disse.

— Então, tudo certo. Vamos – ela foi em minha direção e trancou a porta e andamos em direção ao carro. Notei que Sarada já estava devidamente sentada e segura na cadeirinha brincando alegremente com o seu cachorrinho de pelúcia.

Entrei e coloquei devidamente o cinto de segurança enquanto Sakura fazia mesma coisa ao meu lado. Chegamos rapidamente até um grande espaço verde onde havia uma espécie de festival, lá continham algumas barracas com jogos, outras vendendo comida e tinham muitas pessoas, pais e seus filhos.

— Chegamos – ela disse animada e Sarada deu um gritinho de felicidade, enquanto eu revirava os olhos.

Sakura saiu do carro e prontamente pegou Sarada instalando-a confortavelmente no Canguru, que desta vez estava posicionado a frente o seu corpo, as duas foram a frente saltitando e cantarolando a música que tocava.Eu desci do carro e me coloquei a observar as duas se afastando indo em direção das barracas, e sumindo no meio das famílias que se divertiam juntas, mas a única coisa que sobressaia aos meus olhos era a imagem tão brilhante e resplandecente mas ao mesmo tempo tão errada e incompleta de Sakura e Sarada.

Eu as olhava enquanto as perguntas dominavam a minha mente. Por que sempre uma dupla e nunca um trio? Por que naquele quebra-cabeça de três peças uma delas não se encaixava?

— Rápido Ayato, venha! – perdido em meio aos meus pensamentos não havia percebido que Sakura tinha virado em minha direção, para me chamar enquanto Sarada também me chamava com a mão imitando a mãe.

Eu recobrei minha coordenação e me coloquei a andar em direção a elas.

Com as duas sempre a minha frente nós estivemos praticamente em quase todas as barracas e fui obrigado a participar de quase tos os jogos, até o momento em que fui promovido a carregador de prêmios.

Depois de percorrermos todo o lugar Sakura apontou um lugar mais afastado e tranqüilo onde tinham algumas mesas e bancos para que pudéssemos parar um pouco. Ela retirou a pequena do Canguru e a entregou para mim, pegou os prêmios e pediu que fosse até o local indicado e que a esperasse lá que ela já viria.

Eu e a Sarada fomos para lá e logo Sakura retornou com a enorme cesta que ela havia preparado. Ela forrou uma das mesas com a toalha que trouxera. Assim fizemos um piquenique, com frutas, suco, torta e biscoitos.

Estávamos relaxando tranquilamente quando escutamos uma voz:

— Sakura!!! – alguém gritou.

Eu me virei e dei de cara com duas figuras, uma delas a mulher, não era estranha, ela me era bastante familiar, com seus longos cabelos compridos e loiros e olhos azuis. O outro era um homem com a pele extremamente pálida e cabelo e olhos negros em contraste.

— Ino! Sai! Que ótima surpresa! – Sakura exclamou.

Mas é claro, aquela só poderia ser a Ino Yamanaka, a melhor amiga de Sakura desde o primário.

— Podemos nos sentar? – a loura pergunta.

— Claro fiquem a vontade – Sakura diz apontando os lugares vagos.

O tal Sai senta ao meu lado e em ignora totalmente se servindo e uma fatia de torta e direcionando sua total atenção a ela. Em oposição Ino senta-se ao lado de Sakura com Sarada em seu colo.

— Oi oi coisinha linda da tia,você quer um biscoito? – pega e estende a criança que logo trata de comer – e garotinho quem é? – ela se dirigi a mim.

— Esse é o Ayato – ela me apresenta — Ele é primo do Sasuke e está passando um tempo conosco.

— É um prazer conhecê-lo – ela diz.

— Hum – eu digo.

— Nossa ele é tão falante quanto – riu – deve ser de família. E por falar em família, onde é que está o inútil?

— Ele viajou – ela disse com o tom de voz seco.

Aquela loura idiota me chamou de inútil?!

— O que ele fez desta vez? – ela perguntou preocupada.

— Não foi nada de mais apenas tivemos uma discussão – ela disse sem olhar nos olhos da outra.

— Nada de mais? – ela disse sarcástica – quando ele está aqui tudo o que abe fazer é discutir ou ficar bêbado – sua expressão era de raiva — se tivesse dado atenção para o Naruto ...

— Ino... – Sakura tenta dizer.

— É a verdade – ela pega Sarada no colo – e você me amor poderia ser filha dele agora e com certeza ele estaria aqui...

— INO! – Sakura disse com a voz firme e fria.

Eu já estava quase estrangulando aquela imbecil, se Sakura não a tivesse parado eu o faria, quem ela pensa que é para falar assim de mim.

— Tá, ta bom já entendi – ela diz entregando a bebê a mãe – você o ama, os dois são almas gêmeas e blá blá blá – ela revira os olhos e eu sinto vontade de bater nela.

Quem aquela Yamanaja, seu mais novo apelido, pensa que é?

— Vamos Sai – ela se levanta e vira para Sakura – pense sobre isso, vale pena perder seu tempo com alguém que nem lembra que você existe, digo isso Porque você é minha melhor amiga e quero o seu melhor – diz séria enquanto caminha até Sai — tchau, meu namorado que me ama tem que ganhar muitos prêmios para mim.

Isso mesmo é melhor ir embora sua naja peçonhenta.

Olho na direção de Sakura e ela ainda permanece com o olhar vazio, mas de repente ela abre um sorriso e diz:

— Está pronto para ir para casa?

Eu nunca havia visto um sorriso tão vazio, triste e tão quebrado em minha vida. Todo o seu brilho tinha sido apagado como a chama e uma vela.

— Claro – foi a única coisa que consegui dizer.

Reunimos tudo e fomos para o carro em silêncio. O percurso de carro também não houve conversa, nem músicas, Sarada estava dormindo, Sakura mergulhada em pensamentos e eu estava preocupado demais em procurar formas de assassinar a Yamanaja.

Chegamos em casa e já era final de tarde. E ao chegar , depois de ajudar Sakura a traze as coisas para dentro, fui direto para o meu quarto para pega minhas coisas para tomar um banho e por os meus pensamentos em ordem e colocar de lado, ao menos por enquanto, as minhas idéias assassinas sobre aquela loura idiota

Sendo assim depois que terminei o banho já com os pensamentos no lugar, deitei-me na cama e sem que eu me desse conta e cai no sono.

******

Acordei meio desorientado com leves batidas na porta .

— Ayato! – Sakura disse entrando no quarto – desculpe por te acordar.

— Não tem problema, já era hora – murmurei enquanto coçava um dos olhos espantando os resquícios de sono.

— Já esta quase na hora do jantar e como só estamos nós aqui eu pensei em fazer uns hambúrgueres, o que você acha? – ela me pergunta esboçando um largo sorriso.

— Por mim tudo bem – respondo.

— Eba! – ela diz animada – então termine de acordar e desça para me ajudar.

— Tudo bem – eu disse espantado com o quão animada ela estava.

— Certo, então estou te esperando lá em baixo – dito isso ela sai fechando a porta.

Levantei-me e fui até o banheiro lavar o rosto, em seguida desci até a cozinha, onde encontrei Sakura e Sarada na cozinha.

— Ora – ela diz se virando para mim – vamos por a mão na massa.

E assim passamos boa parte do tempo fazendo os lanches, depois de um pou8co e bagunça da minha parte e da pequena Sarada também. Eu jamais havia estado tão perto de outras pessoas assim ainda mais fazendo coisas tão normais. Mamãe estava sempre trabalhando para pagar as contas, Itachi passa todo tempo com os amigos.Não fui acostumado a isso, mas seria uma grande mentira se eu dissesse que não desfrutei deste momento e que apesar de não demonstrar, bem lá no fundo eu estava feliz por estar ali.

******

Já passava das dez e meia da noite e eu ainda não tinha ido dormir, com aquele cochilo da tarde eu acabei ficando sem sono, mas diferente de mim as mãe e filha dormiam um sono pesado no andar de cima.

Sem ter nada o que fazer peguei novamente o livro de Sakura para terminar a leitura, mas enquanto me dirigia ai escritório de Sakura parei diante da porta do escritório de Sasuke que estava escondida na penumbra. Tentei abrir a porta mas como da outra vez não obtive sucesso, a mesma tal qual da outra vez permanecia trancada.

— O que é que você esconde? – perguntei para o nada enquanto arrastava uma de minhas mãos pela porta.

Deixando para trás aquela porta imponente retomei minha caminhada em direção ao escritório de Sakura. Entrei, acendi a luz e já ia em direção a prateleira onde o livro estava sem dificuldades, eu havia o colocado em um lugar estratégico. Mas meu percurso foi interrompido por algo brilhante que chamou minha atenção.

— O que é isso? – caminhei até o objeto.

Uma das portas do armário estava meio aberta e algo brilhava dentro dele. Abri a porta e me deparei com uma caixa média decorada com gliter e lantejoulas, “típico” eu pensei, estava explicado o porque de bilhar tanto. Retirei a caixa cuidadosamente e seu lugar apoiando-a no chão, ao abri-la tinha três DVDs onde estavam os seguintes marcadores nas capas: “Casamento”, “Nascimento” e “Aniversário”.

Fiquei interessado naqueles DVDs e os peguei e levei para o meu quarto, depois de guardar a caixa novamente no lugar. Chegando ao quarto acendi a luz e fechei a porta, peguei o notebook que eu havia colocado na escrivaninha e liguei-o. Depois coloquei o DVD para rodar.

Na primeira fita era a do casamento, havia várias pessoas que eu não reconheci apenas algumas feições em alguns rostos eu pude identificar, presumi que grande parte daquelas pessoas eram parentes dela. Eu quase não aparecia nas filmagens, somente na cerimônia e em poucas fotos.

— Quantas fotos! – exclamei.

O segundo era o vídeo do nascimento de Sarada, tudo começou com Sakura chegando ao hospital acompanhada de seus pais e Ino. Era o pai dela quem segurava a câmera, a mãe segurava a bolsa e Ino a ajudava a andar enquanto Sakura pedia que ligassem para o marido.Depois o vídeo era cortado e o novo cenário era o quarto onde Sakura já se encontrava deitada na cama com a expressão cansada mas ainda sim com seu brilho único.Em seguida a porta do quarto foi aberta e a enfermeira entrou trazendo uma espécie de berço de hospital. Ela tirou lá de dentro um pequeno embrulho vermelho que foi colocado gentilmente no colo de Sakura.O pai dela se aproximou com a câmera e pude ver melhor a garotinha de olhos fechados, a pele branca levemente corada e uma abundante quantidade de cabelos pretos. A pequena se aconchegava mais e mais ao abraço protetor da mãe. Sasuke só chegou bem mais tarde no vídeo pegando a pequena nos baços e pronunciando apenas a seguinte frase para encerrar o vídeo:”Ela se parece comigo”.

— Por que você não veio antes? – eu disse em choque.

O terceiro e ultimo DVD era do primeiro aniversário da Sarada. O tema eu não consegui identificar o que era. Todos estavam muito felizes e rindo muito Sarada estava com um vestido vermelho de babados brancos e sapatos pretos de boneca e em sua cabeça um pequeno laço vermelho contrastava com os lisos cabelos pretos. Mas algo no vídeo havia chamado minha atenção, Sasuke não aparecia em nenhum momento.

— Onde é que você está? – eu perguntava ainda olhando para a tela preta do notebook.

Onde ele estava em todos os momentos importantes? O que o impediu de estar ao lado de Sakura no nascimento de sua própria filha? Por que ele perdeu o primeiro aniversário? O que tudo isso significa para ele? O que elas significam para ele?

— Já era hora – assusto-me.

— Você pode parar de faze isso? – pergunto me recuperando do susto ao constatar Ren ao meu lado sentado na escrivaninha – hora de que?

— De começar a questionar a si mesmo – seu olhar violeta me olhava intensamente – e abrir os seus olhos criança.

— Eu não entendo – eu falava e já não olhava para ele – por que ele é tão ... tão distante, nunca está nos momentos certos,por que ele se comportou daquela forma na outra noite? – eu dizia confuso – que espécie de pessoa eu me tornei?

— Isso – ele disse – você terá que descobrir sozinho.

Quando eu me virei para olhá-lo ele já tinha sumido. Ao final arrumei tudo novamente e guardei os DVDs onde estavam e voltei ao meu quarto para dormir.

Notas finais
Obrigada por estarem acompanhando a história. Espero que eixem comentário para que eu possa saber o que estão achando o Sasuke do futuro rsrs. Até o próximo.