Para todo Sempre
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Música: Time Traveler Artista: Make
Aos poucos vejo um ponto de luz em meio a toda aquela escuridão. A claridade vai ficando cada vez mais intensa, tanto que levanto minha mão para cobrir meus olhos daquela luz que me obrigou a fechar os meus olhos.
Ainda de olhos fechados posso sentir algo fazer cocegas em minhas pernas. Dessa forma abro lentamente os meus olhos e de repente tudo fica iluminado e abaixo minha visão tentando me acostumar a aquela claridade, e é quando ao olhar para baixo me surpreendo ao ver grama.
Fiquei confuso por um momento e rapidamente me coloquei a olhar ao meu redor, e perdi o folego por um momento ao notar que me encontro em um lugar que parecia saído de um livro de fantasia.
— Onde eu estou? — me perguntei.
Eu estava cercado por um número incontável de canteiros de flores amarelas, para qualquer direção que eu olhasse, encontrava flores, não havia mais nada em qualquer lugar apenas flores e mais flores, o céu de um lindo azul claro estava bordado com nuvens brancas.
Em meio a aquela minha admiração me surpreendi quando uma borboleta, apareceu voando na minha frente, era pequena e vermelha como sangue, em suas asas pequeninas manchas pretas e brancas completavam sua beleza. Ela posou em uma das flores, criando um lindo contraste entre amarelo e vermelho.
Ela bateu três vezes suas asas, daquela forma engraçada que as borboletas fazer toda vez que pousam em algum lugar. Então levantou-se e voou, mas desta vez ela não estava sozinha, várias outras de colorações variadas se juntaram a ela, como se uma bomba de tinta houvesse sido acionada o céu se encheu de cores.
De repente tive minha atenção chamada por outra borboleta, não pude deixar de ficar fascinado por aquele animal, ela era completamente diferente das outras, o seu tamanho era bem maior, ela era um pouco maior do que a minha mão e em suas asas parecia que ela carregava as cores da aurora boreal com uma mescla de verde e rosa.
Ela voava como se estivesse dançando, me perdi enquanto a olhava, tentei me aproximar dela, mas a mesma sempre se afastava, comecei andar atrás dela, ela era linda e estava me guiando para longe do local em que eu estava, até que eu parei de seguí-la ao perceber o lugar para qual ela estava me levando.
"Eu choro na memória e rio na minha memória
Não me lembro
Eu vivo no meu coração e morro no meu coração.
Meu coração está desgastado
Diga-me seu coração."
Estaquei no mesmo lugar, e meus olhos se arregalaram em surpresa pois havia uma figura parada entre os canteiros e várias borboletas boreais, como assim eu decidi chamá-las, voavam ao seu redor, a pessoa estendeu o braço e a borboleta que eu seguia se dirigiu até ela e pousou em seu braço, eu estava maravilhado vendo aquela cena.
— Olá Sasuke! — cumprimentou-me ao se virar para me fitar.
Eu não poderia jamais deixar de reconhecer a pessoa a minha frente, com seus cabelos rosados e os inigualáveis olhos verdes brilhantes que me olhavam tão docemente.
— Sakura! — exclamei quase em um sussurro.
Eu não podia acreditar que era mesmo ela que estava ali a minha frente, a mesma estava radiante como sempre, os cabelos rosados soltos emoldurando seu rosto, a face levemente corada e destoando completamente da ultima vez que a vira, e vestia um suéter amarelo e uma calça branca, estava linda,
Como se eu houvesse recebido um choque despertei de meu olhar fascinado e já com lágrimas inundando o meu rosto corri até ela e a envolvi em um abraço apertado e sem me conter chorei, deixei que toda a minha saudade saísse em forma de lágrimas.
— Acalme-se querido — ela me embalou em seus braços enquanto eu chorava — eu estou aqui com você — ela dizia fazendo carinho em meus cabelos.
"Se você puder me ver em um segundo
Eu quero te dizer
Desculpe, desculpe, desculpe"
— Desculpe — solucei chorando — desculpe — eu dizia — sinto muito — disse chorando ainda mais.
— Shihh! — ela disse passando a mão carinhosamente em minhas costas — está tudo bem querido — ela disse calmamente.
— Eu sinto muito mesmo — eu disse levantando minha cabeça para olhá-la nos olhos — eu errei tanto com você — chorei.
Ela limpava as lágrimas que rolavam por meu rosto carinhosamente.
"Eu sempre pareço estar junto a qualquer hora em qualquer lugar
Eu posso sentir isso.
Eu não posso te ver.
Desculpe, desculpe, desculpe
Apenas um segundo.
Se eu pudesse voltar"
— Você deve me odiar tanto — chorei mais uma vez — mas eu não posso reclamar, voce tem toda razão — disse ente soluços — se você me considera um monstro eu não tenho nada a reclamar pois foi assim que eu sempre agi com você — e assim chorei mais alto.
— Ei Sasuke — ela me chamou — pare com isso — disse limpando minhas lágrimas — eu nunca te odiei e muito menos pensei que fosse um monstro.
— Você não tem que mentir — eu disse.
— Olhe para mim — ela pediu e assim eu fiz — independente do que você tenha feito ou dito Sasuke, eu nunca tive esse tipo de sentimento contra você.
— Como você conseguiu? — eu perguntei incrédulo olhando-a intensamente.
— É certo que você disse e fez muitas coisas das quais eu não gostei — ela me abraçou novamente e passava a mão em meus cabelos — e eu quis muito odiar você.
Eu suspirei e a abracei mais forte.
—Mas por mais que eu tivesse tentado, o amor que eu sinto por você é mais forte — neste momento separei-me dela para poder olhar em seus olhos.
E me surpreendi quando fitei seu rosto e me deparei com uma expressão tão serena, e em seus olhos eu podia ver amor transbordando, os mesmos brilhavam tão intensamente era quase palpável os sentimentos ali presentes e isso só fez com que meu peito doesse ainda mais pela culpa.
— Você ou melhor o meu Sasuke — ela continuou — era como uma criança com medo e cheio de inseguranças — ela explicou — não confiava em ninguém e guardava tudo para si mesmo.
Fez carinho no meu rosto com ternura.
— Poderíamos ter dado certo — ela disse com um olhar meio distante — mas estivemos juntos pelos motivos errados — ela disse.
Quando ela diz isso algumas lágrimas correm por seu rosto.
— Você se arrepende? — eu questionei.
Ela me olhou com intensidade ponderando sobre minha pergunta.
— Não — ela afirma — por mais difícil que tenha sido eu não me arrependo, não houveram somente momentos ruins fomos felizes também — ela diz sorrindo — e negar a existência deles seria negar a nossa filha também, e é com essas lembranças que eu quero ficar.
— Sarada! Eu a deixei la — sussurrei para mim mesmo mas ela ouviu.
— Você não deve se preocupar Sasuke — ela disse — não há arrependimentos — ela suspirou — talvez com o Sasuke eu só tivesse...
— Agido diferente — eu completei.
Ela me olhou ternamente e assentiu.
— Tem que ser do jeito certo — ela diz.
Não dissemos mais nada apenas permanecemos ali naquele silêncio. E se eu pudesse ficaria ali naquele abraço para sempre.
— Você deve ir agora — ela disse me afastando de seu abraço — é hora de voltar
— O que? — indaguei surpreso — ainda não só mais um pouco, por favor — eu pedi a ela.
— Você tem que voltar para o seu lugar agora — ela disse serena — já ficou muito tempo longe.
— Mas e você? Eu não quero que vá embora de novo e se eu nunca mais te ver? — perguntei um pouco desesperado.
— Mas querido — ela se aproximou e fez carinho no meu rosto — você se esqueceu? — indagou — eu estarei lá — disse sorrindo.
Então eu me dei conta de que iria voltar para o meu tempo, para casa e para ... Sakura.
— Tem tanta coisa que eu queria te dizer — eu disse olhando-a.
— Então diga — ela disse e em seguida abaixou o rosto até ficar da altura do meu e me disse — mas para aquela que realmente precisa ouvir — ela me olhou intensamente e seus olhos verdes brilharam ainda mais.
— Eu irei — afirmei decidido.
— Até logo Sasuke — ela se despediu.
E então ela começou a se desfazer se transformando em inúmeras borboletas boreais de tamanhos menores
— Até logo Sakura — eu disse sorrindo e vendo as borboletas subirem em direção ao céu azul.
Então depois disso dei as costas e comecei a correr, corri com todas as minhas forças por entre os canteiros amarelados sorrindo para o céu. Eu só queria correr até o meu tempo, a minha casa, correr de volta para ... Sakura.
"Apenas um segundo.
Se eu puder voltar
Eu prometo que prometo a você
Eu vou te encontrar."
Fale com o autor