Para sempre te pertencerei
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
Escócia, Ilha de Skye, 1303
— Então... Promete-me? Casará-se comigo quando eu for o maior Rìgh Innse Gall (Senhor das Ilhas) que Skye já teve? — O pequeno loiro piscou seus grandes e brilhantes olhos azuis, agarrando as mãos da menina que estava a sua frente.
Aquele era o primeiro dia de verão, por essa razão os dois estavam embaixo de uma grande árvore no alto do penhasco ao oeste de Skye, de onde era possível enxergar a praia em que algumas Galeras de Guerra navegavam lado a lado com os barcos de pesca dos camponeses MacDonalds.
— E-eu... Pro-prometo... — A pequena garotinha, de apenas cinco anos, corou enquanto respondia. Ela ainda não tinha total conhecimento do que era um casamento em si, mas ela sabia que queria passar muitos e muitos anos com aquele menininho, que, mesmo tendo apenas sete anos, havia conquistado seu jovem e inocente coração.
— Temos que fazer algo para marcar essa promessa! — O menino exclamou com um sorriso animado tomando conta das suas feições. — Tens que dar a ideia! Eu já fiz o pedido. — Ele cruzou os braços e a encarou, a pequena olhou em volta, até que seus olhos pararam na árvore a sua frente.
— Vamos gravar na árvore... — Ela apontou para a mesma. O loirinho sorriu aprovando e retirou a pequena faca, que ele sempre carregava consigo, da sua bota de couro.
— O que desejas que eu escreva? — Ele apoiou a ponta da faca na casca da árvore e desviou o olhar para ela novamente. — Pode ser qualquer coisa, menos nossos nomes. Isso seria embaraçoso...
A garotinha sorriu e pensou um pouco.
— Para sempre lhe pertencerei. — Uma única frase, o garotinho sorriu e escreveu na casca. Assim que acabou, ele esfregou as mãos e virou-se para ela.
— Então podemos nos despedir... — Ele coçou a nuca em um nítido sinal de nervosismo e apertou mais ainda o seu kilt em volta da cintura, mesmo que ele estivesse perfeitamente preso. — Minha... Noiva...
A menininha corou mais ainda e encarou o chão gramado. Um silencio desconfortável se instalou entre os dois, até que ele o quebrou novamente.
— Ahnnn... Adeus? Eu-
— Adeus, Naruto... — A garotinha o interrompeu quando o surpreendeu dando-lhe um abraço apertado e meio sem jeito, Naruto a apertou inocentemente contra si enquanto sentia o cheiro de lírios que seus cabelos lisos e curtos exalavam.
— Adeus... Hinata.
***
A alguns quilômetros dali, sem ter consciência da coincidência de seus atos, uma menininha no auge dos seus cinco anos, de cabelos rosados e curtos, agarrou o braço do lindo garotinho, de olhos da cor da noite, e perguntou.
— Quando nos encontrarmos novamente... Vamos nos casar, não é?
O rapaz soltou seu braço do aperto da garotinha e afastou o olhar, com um pequeno biquinho se formando em seus lábios.
— Sou eu quem deve lhe pedir. Não se apresse — Ele voltou a encará-la.
Eles estavam na praia de Skye, as ondas quebravam em um ritmo único na areia e a brisa marítima balançava seus cabelos.
— Então... — Seu rosto corou e sua voz ficou mais baixa. — Quando nos encontrarmos novamente... Casaria comigo?
A pequena sorriu abertamente e o abraçou, enquanto gritava um sonoro "Sim!" que foi levado pelo vento. O menininho sorriu e a afastou depois de esconder o mesmo.
— Nós temos que ter um símbolo para nos lembrar dessa promessa! — Ela afirmou, olhando em volta. — Mas não tem nada aqui para nos ajudar...
Ao vê-la triste, o garotinho agarrou sua mão e a levou em direção a uma árvore solitária que se encontrava não muito longe de onde estavam. Ele parou de frente para a mesma e perguntou.
—O que gostaria que eu escrevesse? Vou talhar na árvore.
A menininha de cabelos rosados abriu um sorriso maior do que todos os outros e afirmou, com muita convicção.
— Para sempre lhe pertencerei.
O moreno escondeu outro sorriso e pegou sua faca da sua bota, para logo em seguida escrever a frase.
— Agora sim! — A menininha tinha lágrimas de alegria em seus olhos enquanto encarava aquela frase, que resumia tudo o que ela sentia. Mesmo que ela e sua irmã estivessem ali por apenas algumas semanas, foi o suficiente para que ela escolhesse o seu caminho. E ele seguia lado a lado com o caminho daquele garotinho de sete anos de idade.
Ela o encarou e, sem pensar duas vezes, jogou-se sobre ele e rodeou seu pescoço com seus bracinhos magricelas.
— Nos veremos logo, Sasuke?
— Sim... Sakura, veremo-nos logo...
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