Notas iniciais
FALA GALERAAAA! Estou postando esse Cap pq terminei um q estava escrevendo! Quando eu terminar o próximo irei postar! Mas queria avisar a vcs q n terei dia fixo, darei o meu melhor para escrever capítulos grandes. Qualquer pergunta tmj nos comentários! Boa leitura a todos ❤❤❤ Aproveitem pq agr a estória começa de vdd!

Capitulo 2

Dunscaith Castle,

Ilha de Skye,

Escócia,

1319

— Isso não pode ser verdade... — Gaara recostou as costas na cadeira de madeira do grande salão do castelo com um sorrisinho de lado no rosto. — Primeiro Shikamaru, agora você? O que essas mulheres têm?

— Lembrando que Shikamaru está com a sua irmã. — Naruto alfinetou, o que fez o ruivo ranger os dentes e Sasuke rir. — E sim, resolvi que vou pedi-la em casamento daqui a uma semana. Seu pai e alguns membros do seu clã, assim como ela, virão para uma visita.

— Ainda não acredito que você vai se casar com a Shion, ela sempre te seguiu como um cachorrinho, mas nunca pensei que conseguiria conquistar-te. — Sasuke ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços.

O moreno desconfiava que seu primo estivesse fazendo tudo àquilo para criar laços com um clã poderoso como o Campbell, já que Shion era filha do Conde Loudoun Campbell, e não porque a garota o conquistou. Naruto coçou a nuca e desviou o olhar por um segundo, para logo voltar a encará-lo e estreitar os olhos.

— Se for para fazer algum laço, Naruto, deixe comigo. É o Laird, deve escolher uma boa mulher para ficar ao seu lado.

O loiro cruzou os braços em um movimento autoritário e também ergueu uma sobrancelha, com ironia.

— Está dizendo que deseja casar com a mulher a qual escolhi? Ou está dizendo que não a acha digna de ser a senhora deste castelo?

Sasuke sabia o que ele estava tentando fazer, e isso o estava irritando. Conhecia Naruto, ele gostava de se sacrificar pelos outros... Mas ele não podia permitir que seu primo e melhor amigo fizesse algo assim. Era a sua felicidade, e consequentemente a do clã, que estava em jogo.

— Não, primo, estou querendo informar-te que se precisar fazer quaisquer aliança, pode me usar para isso.

— Pois não preciso no momento, Sasuke. — Teimou o loiro, erguendo-se da cadeira. Gaara continuava na mesma posição, alternando o olhar de um para o outro e esperando o melhor momento para interferir. — Agora se me dão licença, tenho preparativos para fazer.

— Chefe! — Um vulto verde irrompeu pelo salão, fazendo as três cabeças virarem em sua direção.

— Lee? O que houve? — Naruto perguntou, quando um homem alto, forte, com a pele morena, cabelos negros e sobrancelhas grossas parou a sua frente, ofegante por ter corrido.

— É o Konohamaru, chefe... — O moreno puxou mais ar e continuou a falar. — Ele desapareceu há um dia.

Os outros dois homens ergueram-se de suas cadeiras.

— Como assim desapareceu? — Gaara questionou, encarando o moreno. Lee sentiu um arrepio atravessar o seu corpo quando aqueles olhos verde-água encontraram os seus.

— Ele saiu ontem pela manhã para treinar no bosque e desde então ninguém o viu, procurei em todos os lugares mas não o encontrei. E no bosque havia sinais de luta.

— Quem poderia ter feito isso? — Naruto perguntou-se em um sussurro, coçando o queixo. Sentia falta de Shikamaru e seu raciocínio rápido. Mas o moreno estava em uma viajem com Temari, comemorando as recentes bodas. — Reúna cinco homens e aguarde no portão. Sairemos em sua busca antes que percamos o rastro.

Assim que Lee saiu em disparada do salão, Naruto olhou para os outros dois.

— O que acham?

— Acredito que tenha sido o MacLeod. — Gaara foi direto ao ponto. — Eles sabem que Konohamaru é quase um irmão mais novo para vós e que todos do clã têm muita estima por ele. Isso nos abalaria.

— Concordo com o Gaara. Os MacLeods vêm tentando tomar as terras de Trotternish há anos, essa seria uma ótima maneira de nos distrair.

— Vamos procurar por eles. — Naruto pegou sua claymore (espada escocesa utilizada pelos Highlanders) e a prendeu na cinta em sua cintura.

— Não, Naruto. Tens que ficar. — Gaara o olhou nos olhos. — O clã precisa que esteja aqui para o caso de ocorrer alguma emergência, eu vou.

— Eu vou também. — Sasuke foi pegar sua claymore, quando Gaara falou novamente.

— Não, somos os melhores guerreiros, se dois saírem, ou os três, o clã ficará desprotegido. Deixem a busca comigo, o clã precisa de proteção.

— Mas eu quero procurar o Konohamaru! — Naruto cruzou os braços. Gaara sorriu ao ver um pouco do menino infantil e briguento da sua infância.

— És o laird Naruto. Tens um dever acima de tudo.

Sasuke suspirou e se afastou da mesa onde sua claymore estava.

— O Gaara está certo. Ele sempre foi melhor rastreando, então... Vamos deixar com ele.

Naruto bufou e assentiu.

— Traga meu irmão de volta Gaara. — Seu olhar ficou decidido. — Mesmo que não tenhamos o mesmo sangue, ele é irmão do seu Laird.

***

Em algum lugar da Escócia,

1319

— Estamos perdidas. — Ino repetiu, olhando envolta. — Estamos realmente perdidas.

Hinata passou a mão suja na testa para limpar o suor que brotava devido ao estresse, ao calor e ao desespero que estava começando a se apoderar dela. Mas ela não poderia deixar transparecer, sabia que se ela sucumbisse ao desespero, Sakura e Ino iriam enlouquecer. Como já estavam prestes a fazer.

— Temos somente um cantil d'água cada uma. — Sakura olhou em volta com seus grandes olhos verdes faiscando. — A ultima vez que encontramos um córrego foi há quase um dia.

— Vamos encontrar outro logo, meninas. — Hinata afirmou, mas não estava muito certa disso.

Elas estavam andando no momento porque seus cavalos estavam cansados e com sede demais para que elas tivessem a coragem de montar nos pobres animais, as barras de seus vestidos estavam sujas de lama, assim como alguns rasgos causados pelas árvores eram visíveis nos tecidos delicados, seus rostos estavam cheios de poeira e seus cabelos estavam desgrenhados e com algumas folhas. Elas nunca passaram por algo assim, mas não reclamavam. Era melhor do que ter caído nas mãos dos inimigos.

— Meus pés estão doendo. — Ino resmungou. Havia sentido prazer em jogar as botinhas apertadas e cheias de enfeites na mata assim que saíram de Londres, e agora usavam as botas que eram mais confortáveis. Desejavam mudar seus vestidos por suas calças e blusas, mas as noites eram muito frias e o tecido dos vestidos era grosso o suficiente para aquecê-las, embora durante o dia não fossem muito favoráveis.

— De todas nós, Ino. — Sakura afirmou, arfando. — Estamos andando há horas, então...

A rosada parou de falar por um momento, como se tivesse esquecido o que estava prestes a dizer, e estancou no lugar. As outras duas pararam e a encararam, confusas.

— O que houve Sakura? — Hinata questionou, sua irmã parecia estar ouvindo algo.

— Isso é... — Os olhos de Sakura se arregalaram e brilharam. — Um rio!

As três pularam animadas e começaram a correr na direção em que a Haruno indicava, e os cavalos pareciam entender o que se passava, já que não dificultaram o caminho e as acompanharam com facilidade, mas estavam cansados e sedentos demais para galopar.

Alguns metros depois todas já eram capazes de ouvir.

— Água. — Ino ajoelhou-se as margens do rio e mergulhou as mãos em concha na água cristalina e gelada. — Graças a Deus. Eu beijaria o rio, mas não quero. — A loira molhou o rosto e começou a beber a água rapidamente, como as outras duas e os cavalos.

Assim que se saciaram, pegaram seus cantis e os encheram novamente com água, ficaram satisfeitas por conseguirem uma nova remessa para um novo dia tentando sair daquela floresta.

— Pensei que morreria de sede. — Sakura confessou, rindo baixinho e se encostando ao tronco da árvore a qual se sentaram para descansar um pouco e deixar os cavalos pastarem. — Agora, com a mente e o corpo livre da necessidade de água, temos que nos localizar e saber onde estamos.

— Eu podia jurar que estávamos perto de Stirling... — Hinata sentiu suas bochechas corarem de vergonha e de culpa. — Me desculpem meninas...

Ino e Sakura a olharam, indignadas.

— Pare com isso, Hinata! Nós saímos daqui há mais de quinze anos, é claro que você não se lembraria! Nós também não nos lembramos! — A Yamanaka exclamou, escandalizada com os pensamentos da morena.

— Somos todas culpadas, devíamos ter nos escondido em Londres ou em outro lugar e pedido uma escolta para o papai, mas nos apressamos com a euforia de voltar e nem pensamos nisso no momento. Agora estamos aqui. Viajamos durante dias e mais dias, e até agora não encontramos uma alma viva!

E como que para contrariar Sakura, um grito reverberou pela floresta.

— Me soltem seus malditos! — A voz era masculina e muito jovem. As três se ergueram e correram para esconder os cavalos e a si mesmas, precisavam estudar a situação antes de qualquer coisa.

Ino pegou os cavalos e caminhou silenciosamente pela floresta para afastar os animais e impedir que fossem descobertas, enquanto isso Hinata e Sakura se esconderam atrás do grosso tronco da arvore que antes estavam sentadas e observaram o grupo de homens que surgiu do outro lado do pequeno rio.

Eram cerca de dez homens, todos enormes e com aparência bárbara, montados em seus cavalos de raça, e junto deles vinha um rapaz, de aproximadamente quinze anos, suas mãos estavam amarradas e a corda se estendia até um homem de cabelos negros e longos que tinha a outra ponta da mesma amarrada a sua cintura, o puxando de cima do seu cavalo. As calças do rapaz estavam sujas de terra e tinham alguns rasgos, sua blusa branca estava imunda e seu tartan vermelho e verde estava posto de mau jeito em cima dos seus ombros, com o broche quase se soltando.

— Vamos beber um pouco d'agua e deixar os cavalos se saciarem. — O homem de cabelos negros e longos ordenou, sua voz forte fez um calafrio percorrer o corpo das duas mulheres que observavam tudo.

Os homens desmontaram e guiaram seus cavalos para o rio, mas quando o rapaz ajoelhou-se no chão e mergulhou a mão, louco para beber pelo menos um gole do líquido, o homem de cabelos negros agarrou seus fios castanhos e ergueu sua cabeça com brutalidade.

Sakura e Hinata rangeram os dentes ao presenciarem aquilo.

— Não, não, não... Você não irá beber nada, verme. — Arrastou o rapaz, que agora estava calado e não esboçava nenhum sentimento, até uma arvore um pouco afastada do rio e o amarrou ali. Seu ato era mais cruel do que tudo, pois ao deixar o jovem cheio de sede de frente para o rio, sabendo que mesmo estando tão próximo não conseguiria alcançar seu objetivo, era a pior agonia. — Vamos montar acampamento, logo anoitecerá. Amanhã pela manhã voltamos a viajar. Temos que pegar o caminho mais longo para que não descubram que estamos com esse verme antes de chegarmos à fortaleza.

E assim os homens começaram a montar acampamento. Hinata e Sakura olharam-se e logo seguiram caminho para onde haviam marcado de encontrar Ino. A loira estava onde prometera, os cavalos estavam amarrados e ela estava montando uma fogueira.

— Não podemos acender o fogo. — Sakura disse, fazendo a loira pular de susto.

— O quê? Por quê? Eles não foram embora?

— Não Ino... E eles são mais cruéis e asquerosos do que eu suspeitei. — Hinata afirmou, com um brilho irritado nos olhos. pouco típico dela.

— Se a Hinata diz isso, é porque os homens são realmente ruins. — Ino afirmou assustada.

— Sim, Ino, eles são. Mas nós somos piores. — A Haruno trocou outro olhar com a irmã e logo sorriu para a loira. — Temos um resgate para hoje, vamos descansar e esperar anoitecer. Eles podem ser grandes e fortes, mas nós somos mais inteligentes.

***

Em algum lugar,

Escócia,

1319

Quando a lua estava alta no céu e nada mais podia ser ouvido além da água corrente do rio e o farfalhar das folhas das árvores, três jovens mulheres se esgueiravam na escuridão. Haviam agido com antecedência ao caminhar com os cavalos, quando ainda era crepúsculo, para atravessar com eles o rio, em um ponto onde havia um caminho de pedras, a vários metros de distancia do acampamento dos guerreiros.

Elas pararam a uma distancia segura e estudaram o ambiente, uma chuva fina e gelada havia começado a cair, por essa razão os homens haviam erguido tendas. O vigia mantinha sua tenda aberta, para poder ter uma visão do local e continuar aquecido e livre da chuva.

— Temos que agir rápido e silenciosamente. — Hinata disse em um sussurro.

— Você deve ficar aqui e manter o vigia sob a mira de seu arco, como planejamos, enquanto eu vou soltar o rapaz e Ino pegará alguns mantimentos. — Sakura disse firmemente, olhando cada uma nos olhos, as duas assentiram e as três entraram em ação.

Hinata posicionou-se atrás de uma grande pedra, onde ela tinha um ótimo ângulo de tiro contra o vigia e o mesmo não conseguia vê-la. A morena retirou uma flecha das suas costas e a posicionou no arco, puxando a corda e mantendo-o na mira, a chuva fina atrapalhava um pouco sua visão, mas isso não importava. Hinata, em sua infância, fora conhecida por sua destreza ao utilizar um arco, seus olhos eram como os de uma águia, sua sutileza como a de uma puma prestes a atacar e a força para suportar manter a corda esticada por mais tempo que muitos guerreiros era admiradora, principalmente para uma mulher.

Se Hinata fora conhecida por sua perícia em mira, Sakura fora conhecida por sua força. A mulher de cabelos rosados esgueirou-se silenciosamente por trás do jovem guerreiro adormecido e agarrou a corda que o prendia a árvore, a mesma estava pesa tão forte e rente ao corpo do rapaz que lhe abriram feridas na pele exposta do braço. Sakura rangeu os dentes e retirou a adaga que levava na perna, para logo cortar a corda. O jovem pareceu acordar, mas estava fraco demais para fazer algo além de soltar um leve gemido por entre os lábios e deixar seu corpo cair sobre o trono da árvore. Sakura bufou quase inadiavelmente e passou o braço dele por sobre o seu ombro enquanto o agarrava pela cintura.

Utilizando sua tão conhecida força, a rosada o ergueu do chão e começou a arrastá-lo o mais silenciosamente possível para longe do tronco, agradecendo mentalmente pela chuva estar ficando mais forte e pelo chefe do grupo de guerreiros ter montado acampamento longe dali.

Enquanto isso, Ino fazia o que de melhor conseguia. A loira não ficava atrás em relação às primas. Não mesmo. Ela se esgueirou por entre as barracas, evitando a única luz que emanava da barraca do vigia. Ela fora conhecida por ser incrivelmente silenciosa e ágil. Sabia usar uma adaga como ninguém, e foi isso o que fez. Ino aproximou-se da barraca mais afastada da luz e cortou lentamente o tecido, utilizando sua adaga. Ao constatar que havia escolhido o ponto certo, ela enfiou a mão pela pequena abertura feita quase rente ao chão, já que se erguesse o tecido poderia fazer com que uma das pedras que o mantinha preso rolasse e causasse um alarde (juntamente com sua morte), e sentiu o tecido de couro de uma bolsa de viagem, um alforje. Seria o suficiente. Não poderia pegar mais, antes daquela já havia agarrado três. Alargou o buraco um pouco mais e a retirou lentamente. Quando a viu livre, ergueu-se e seguiu caminho até as primas.

Sakura já havia conseguido arrastar o rapaz para o cavalo negro de Hinata, Rowan, que era o mais velho e mais forte dos três garanhões, Hinata saiu de sua posição de ataque ao ver Ino chegar até sua égua, Myrna, e atar as bolsas a ela. E esse foi seu maior erro.

Quando a morena soltou a corda do arco e virou-se em direção a Rowan, o vigia viu um movimento na escuridão e saiu para ver o que era, levando uma tocha consigo. Assim que a luz atingiu o rosto de Hinata, seus olhos se encontraram por um segundo, até que o homem soltou um grito de alarde.

Hinata agiu de forma rápida, ergueu o arco e mirou no homem, soltando a flecha e acertando onde queria. No estômago. Não era uma assassina e só mataria quando fosse realmente necessário.

A dor foi tão forte que fez o homem perder o ar, mas já era tarde. Elas podiam ouvir o barulho dos homens acordando.

Com uma rapidez treinada, a morena correu para seu cavalo e subiu, verificou se o rapaz estava seguro as suas costas, quando viu que sim, seguiu Sakura e Ino a galope.

Os gritos dos homens foram ficando para trás enquanto eles ainda se recuperavam do susto. A morena agradeceu a Ino pela brilhante ideia de soltar os cavalos que estavam presos mais afastados do acampamento. Assim os homens não poderiam segui-las, pelo menos não até amanhecer, quando seria muito tarde, a chuva já teria escondido seus rastros.

Elas galoparam até o fim da margem do rio, onde uma mata densa se tornou visível. Desceram dos cavalos e começaram a guiá-los por entre as árvores. A chuva já havia parado, mas o chão estava lamacento e escorregadio, por essa razão foram lentas, até encontrarem uma clareira.

Forraram o chão gramado com um grande tapete de pele que haviam conseguido trazer da Inglaterra, Sakura o usava como cela quando elas não o usavam para dormir, e desceram o rapaz de Rowan, o mais gentilmente que conseguiram.

— Acredito que esteja ferido. — Sakura sussurrou enquanto ela e Hinata o carregavam até o tapete. Ino estava empenhada em conseguir acender alguma fogueira, para aproveitar que ainda estava escuro e que a névoa da manhã conseguiria escondê-la.

— Vou ver se há alguma roupa seca para ele nas bolsas que Ino pegou. — Hinata informou, indo até Myrna.

Sakura observou o rapaz com atenção, mas a escuridão não permitia que pudesse ver melhor sua situação.

— Aqui, encontrei. — Hinata voltou tão rápido que assustou a rosada, mas esta logo se recuperou.

— Você poderia pegar minha bolsa de ervas que está presa ao Nôra?

— Claro! — Hinata foi correndo até o belo garanhão bege de Sakura, querendo ser o mais útil possível. Enquanto isso, Sakura aproveitou a pouca luz e começou a trocar a roupa molhada do rapaz, terminando com a ajuda de Hinata.

— Consegui! — Ino comemorou ao ver a chama começar a crepitar. A loira tinha um talento anormal em encontrar lenha seca, mesmo tendo caído uma chuva há tão pouco tempo.

— Muito bem Ino. — Hinata elogiou, enquanto Sakura observava o peito nu do rapaz a sua frente. Ino havia conseguido acender o fogo antes que a rosada pudesse fechar a blusa, mas não era isso que chamou sua atenção e sim o corte que havia no abdômen do rapaz. Não era muito profundo mas sua situação era crítica.

— Preciso da ajuda de vocês. — Informou, abrindo sua bolsa e retirando ervas, entregando-as para Ino. — Preciso que faça uma pasta com isso. — Logo se virou para a irmã. — Hinata, pegue um cantil d'água para lavar a ferida e veja se há alguma garrafa de whisky em alguma das bolsas. Esses homens sempre carregam ao menos uma.

Mal terminou de falar e a morena já estava lhe entregando.

— Muito bem, rapaz... — Sakura sussurrou, pondo-se ao trabalho. Ela lavou o ferimento utilizando um pedaço do tecido úmido, retirado de uma blusa limpa que encontraram na bolsa. Logo que terminou de retirar o sangue e a terra, olhou para Hinata.

— Vou precisar que prenda os braços dele ao chão e ponha seu peso sobre seus ombros utilizando os joelhos. — A rosada suspirou. — Como Ino está fazendo a pasta, só restou a vós... Desculpe-me irmã.

— Tudo bem... — A morena deu-lhe um sorriso sincero e se posicionou, botando todas as suas forças nos pulsos do rapaz contra o chão e seu peso nos joelhos contra seus ombros, o prendendo completamente. — Vamos salvar este rapaz.

Sakura sorriu em concordância e despejou um pouco do conteúdo da garrafa de whisky na ferida. O garoto soltou um grito gutural que reverberou pela floresta e impulsionou o corpo para frente, levantando Hinata alguns centímetros do chão antes de ser impulsionado contra o mesmo pelo peso dela. A morena segurou com todas as suas forças as mãos do rapaz, até que ele parou de se debater.

— Pronto, pronto... Shiuuu — Hinata sussurrou em seu ouvido enquanto Sakura despejava uma quantidade generosa do liquido em uma das cumbucas de madeira que carregava consigo para amassar ervas e fazer pastas. — Vai ficar tudo bem. — A morena pôde ver, mesmo na escassa luz, que o rapaz a olhava com mais calma, seus olhos eram castanhos. Só Deus sabe o que esse rapaz passou. E ao pensar nisso, a morena lembrou-se que ele estava há horas sem beber nada. — Ele precisa de água! — Hinata pegou o cantil d'agua e começou a derramar o conteúdo, aos poucos, sobre a boca do garoto, que logo agarrou a sua mão e bebeu o líquido com avidez e necessidade. Todas sentiram um peso em seus corações ao se perguntar quanto tempo ele estava sem beber nada, e pensaram no quão mesquinhas foram ao reclamar por sentirem sede por estarem a poucas horas sem água, quando esse garoto ficou muito mais tempo sem.

— Vai ficar tudo bem... Estas conosco agora. — Hinata voltou a sussurrar, depois que retirou o cantil vazio de suas mãos.

— Vou precisar que beba um pouco de whisky, está bem?— Sakura perguntou com a voz mansa e ergueu sua cabeça, botando-a no colo de Hinata. A rosada o ajudou a engolir aquela quantidade de Whisky que estava na cumbuca. — Enquanto o Whisky faz efeito, que tal nos falar sobre vós? Qual é o seu nome?

— Ko-konohamaru. — Ele respondeu, com voz baixa e grogue.

— Quem eram aqueles homens Konohamaru? — Questionou Ino, finalmente voltando com a pasta e uma tocha acesa para iluminar melhor, já que Sakura iria costurá-lo.

— O-o clã... Ma-MacLeod de Sleat... — Ele sussurrou.

As três trocaram olhares, aquele nome lhes era bem familiar, era um clã poderoso.

— Tudo bem... Acredito que o efeito já o atingiu. — Sakura anunciou, ao ver o rapaz começar a fechar os olhos para conter a tontura. A rosada pegou linha e uma agulha de sua bolsa, e logo começou a trabalhar. Costurou-lhe a pele enquanto Ino acariciava seu rosto e Hinata acariciava seus cabelos castanhos e estranhamente curtos, para o corte normal usado nas Highlands. Todas as três murmuravam uma canção gentil, que contava a história de um grande guerreiro, para acalmá-lo e distrai-lo da dor.

— Minhas anjas... Minhas anjas me salvaram... — O moreno sussurrou quando sentiu a pasta gelada e relaxante que Sakura botava sobre sua ferida. — Devo-lhes a minha vida...

— Ele já está bêbado. — Ino soltou uma risadinha, enquanto ajudava Sakura a terminar de amarrar o resto do tecido da blusa sobre o ferimento, mas logo seus olhos se suavizaram. —Não nos deve nada... — sussurrou, depositando um beijo em sua testa.

— Você deve ficar bem. — Sakura sussurrou, também lhe beijando a testa.

— Sobreviva, meu jovem guerreiro, sobreviva. — Hinata sussurrou, seguindo o exemplo das outras e beijando sua testa para em seguida jogar um tartan, que havia pego em uma das bolsas, em cima dele, querendo mantê-lo aquecido.

As três reuniram-se mais perto do fogo para se aquecer e secar seus vestidos. Estenderam mais dois tapetes de pele e deitaram-se juntas, revezando-se acordadas para vigiar. Agora que eram quatro, a viajem seria mais precária. Mas estavam preparadas.

***

Loudoun Castle,

A sudoeste de Glasgow,

Lowlands (Terras Baixas)

Escócia

1319

— Não queria que minha viagem atrasasse tanto... — Shion reclamou, jogando-se na cama e suspirando pesadamente.

— Acalme-se Shion...— Sua prima sorriu docemente, sentando-se na cama. Ela e Shion eram melhores amigas há muitos anos, viviam como princesas naquele lindo castelo. Shion, a filha do Conde de Loudoun Campbell, e sua sobrinha, Sara Roran Campbell, filha de Nagato Roran Campbell, irmão mais velho de Shion e o sucessor do condado e da chefia.

— Estou perto Sara... Estou perto de conquistar o meu Naruto. — A loira apoiou o corpo em um braço e olhou para a prima. — Sinto que se não chegar a Dunscaith o mais rápido possível, irei perdê-lo para sempre.

Sara sentiu um aperto no peito. Pelo menos Shion estava perto de conquistar o homem que ama, e ela? O que poderia fazer para conquistar o coração de Sasuke?

— Conquistará o teu verdadeiro amor, Shion. Esteja certa disto. — Sara sorriu para a prima e amiga. — Agora... Se continuar deitada e choramingando, não terminaremos de fazer nossas malas. É desse jeito que desejas encontrar o seu laird o mais rápido possível?

Shion abriu um sorriso largo e pulou da cama.

— Também conquistarás o seu verdadeiro amor, Sara. — Ela agarrou as mãos dela e a puxou para cima. — Mais cedo do que pensas. — E lhe piscou um olho.

***

O dia ja havia avançado muito, quando resolveram fazer uma pausa na viagem.

— Já lhes disse, não preciso vir montado enquanto vocês andam! — Konohamaru esbravejou de cima do lombo de Rowan.

Sakura soltou um suspiro pesado e ergueu seu rosto para Konohamaru, o rapaz sentiu como se tivesse alcançado o céu. Mesmo com o rosto sujo de poeira e lama, e com os cabelos no mesmo estado, somente o brilho dos olhos esmeraldinos de Sakura eram necessários para fazer um homem perder a razão. E não eram somente os seus, o brilho tímido dos olhos de Hinata e o brilho atrevido nos de Ino também eram capazes de tal fato. Konohamaru não conseguia acreditar que mesmo estando naquele estado deplorável as mulheres conseguiam fazer isso, ele vivia imaginando o que aconteceria se estivessem em um estado melhor.

— Tú és nosso adoentado, Konohamaru. — Sua voz carregava censura. — Enquanto estiver sob os nossos cuidados, não nos desobedecerá. Por mais guerreiro que seja, não pode contra nós três.

E ele sabia que não podia. Mesmo que não tivesse noção do porque, ele sentia que aquelas mulheres eram mais do que se deixavam aparentar. Muito mais. Ele se perguntava como conseguiram soltá-lo, suas lembranças da noite passada eram vagas demais. Só lembrava-se de estar sendo carregado para um cavalo e de uma queimação horrível em sua ferida, antes de vê-las debruçadas sobre si na manhã seguinte.

Cavalgaram durante mais alguns minutos sem falar, perdidos em seus próprios pensamentos. Konohamaru tinha uma vaga noção de onde estavam, mas preferiu não dizer nada antes de confirmar.

Mas o moreno não teve tempo, pois no exato momento em que constatou onde estava, um barulho de cascos de cavalos o interrompeu.

— Como não os ouvi antes? — A voz de Sakura estava desesperada. Hinata não tinha mais flechas, perderam a ultima enquanto caçavam uma lebre para o café da manhã e se lutassem todas com espadas nas mãos tentando proteger o guerreiro... Não daria certo, pelo som eram muitos cavaleiros para elas. Deviam ser seis... Ou mais.

— Não poderemos lutar! — Hinata sussurrou, parando de andar, e consequentemente fazendo os outros pararem.

— O que faremos? — Ino perguntou a ninguém em especial, seus olhos azuis moviam-se feito loucos de um lado a outro, enquanto o barulho ficava mais e mais alto.

— Precisamos proteger o Konohamaru! — Hinata afirmou, olhando para o rapaz. — Desça daí, vamos escondê-lo atrás daquela árvore e ficaremos a frente. Assim talvez não o peguem.

— O que? — O moreno guinchou sem acreditar no que ouvia. — Não podem fazer isso! Serão capturadas!

Ino olhou Konohamaru nos olhos.

— Estivemos sozinhas desde então, daremos um jeito de deixar um cavalo para vós. — Quando o rapaz estava disposto a discordar, a loira foi mais direta. — Sozinhas temos mais chances de fugir.

Ou assim ela esperava que ele acreditasse.

Ajudaram-no a descer do cavalo e o levaram para trás da árvore. Mas elas sabiam que Konohamaru não ficaria ali, estava claro em seus olhos. Por essa razão, Sakura agarrou seus braços ao mesmo tempo em que Ino agarrava suas pernas e Hinata tampava sua boca. Amarraram seus braços a frente do corpo, de uma forma que sabiam que um guerreiro era treinado para se soltar, embora levasse certo tempo para conseguir, amarraram suas pernas juntas e amordaçaram-no. Deixaram suas armas perto dele para que ele tivesse algo com o que se defender.

— Isso é para o seu bem, nosso guerreiro. — Hinata sussurrou ao seu ouvido, dando-lhe um beijo na testa. Estavam há somente algumas horas com aquele rapaz, mas já tinham uma estima grande demais por ele.

— Não faças besteiras. — Ino ralhou, beijando-o no mesmo lugar que Hinata.

— E não abra essa ferida, tivemos um trabalho enorme para fechá-la. — Sakura sorriu e o beijou na bochecha.

Então as três saíram de trás da arvore e dos arbustos, alguns poucos segundos antes de um grupo enorme de soldados invadirem a clareira.

Eram seis homens altos e fortes, suas claymores estavam em mãos e em seus ombros estavam pendurados tartans vermelho e verde.

— Onde ele está? — Uma voz grave e alta ressoou pela floresta. Ino sentiu um arrepio atravessar seu corpo antes mesmo de encontrar o dono da voz. E ela sabia que aquele arrepio não era de medo. A loira ergueu os olhos para o homem.

Ele era alto, muito alto, devia ter de 1 metro e 85 para cima, músculos salientes e poderosos podiam ser vistos através da camisa de linho e da calça de couro, o tartan estava elegantemente preso em seus ombros por um broche de ouro, mas ele estava longe demais para que ela pudesse ver o símbolo do seu clã e tentar saber qual era, seus cabelos eram de um vermelho tão forte e vivo que a loira não podia acreditar que essa cor existia, seu corte era mais curto e arrepiado que o dos demais homens, um corte que lembrava um pouco o de Konohamaru... Mas o que realmente chamou sua atenção foram seus olhos verde-água tão incomuns, eles pareciam chamá-la a observá-los por horas a fio, e quando estes se cravaram nos dela... Ela sentiu como se o seu mundo tivesse parado, e somente os dois existissem. Não havia perigo, dúvidas, medo... Somente eles dois.

Mas o contato foi quebrado quando o belo homem desviou os olhos e o moveu pelas árvores. Ino ouviu um leve e quase inaudível ofegar atravessar os lábios de Hinata quando ele os pousou na árvore atrás delas, onde o jovem estava escondido.

— Ele quem, Milord? — A morena finalmente se pronunciou, sua voz e expressão inocentes. Ino e Sakura agradeceram por ela ter sido capaz de falar, Hinata sempre conseguia convencer qualquer um devido a sua personalidade, ou a parte que ela deixava que os outros vissem. — Não encontramos ninguém por esse caminho, senhor, e nós estamos viajando há vários dias, como podem perceber.

Gaara estudou atentamente as três mulheres, a que havia respondido parecia sincera, mas ele tinha experiência demais para se deixar levar tão facilmente. Seu rosto estava sujo de poeira, deixando somente seus olhos à vista, estes tinham um tom perolado tão incomum que ele se perguntou se eram reais, e foi só então que ele percebeu que todas as três mulheres tinham olhos de cores diferentes e chamativas. A que estava do lado direito tinha os olhos de um verde tão vivo que poderia ser comparado a uma esmeralda, já a do lado esquerdo... Tinha os olhos azuis que brilhavam toda vez que o sol iluminava o seu rosto sujo.

Alguma coisa chamou a atenção de Gaara para aquela mulher, ele não sabia o que era, até porque, o estado em que aquela mulher se encontrava era lamentável. Seus cabelos, que pareciam ser loiros, estavam presos no alto da cabeça em uma confusão de fios, folhas e galhos, seu vestido azul claro estava em farrapos devido à lama salpicada e aos rasgos... Ela não parecia em nada com uma dama.

— Revistem tudo. — Gaara ordenou com seus olhos presos nas três mulheres, para não deixar nenhuma reação escapar. Estava disposto a encontrar Konohamaru. E não iria deixar de investigar aquelas mulheres por serem... Mulheres. O ruivo sabia que todos eram capazes, mesmo que não quisesse acreditar que elas seriam como eles. Por alguma razão, ele simpatizava com elas.

Ele procurava pelo rapaz ha quatro dias. Iria encontrá-lo. Vivo ou morto, e que Deus quisesse que fosse vivo.

Ino não sabia o que fazer, ao ouvir a ordem do belo guerreiro soube que estavam perdidas. Seu coração parou de bater por um segundo interminável, antes de bombear enlouquecido. Tanta luta para salvar o rapaz... Tanta luta para salvarem a si mesmas... E tudo acabaria nas mãos do homem mais lindo que ela já vira na vida. Como o destino era irônico.

A loira observou os homens descerem dos seus cavalos e passearem pelos arredores, três deles pegaram seus cavalos e os arrastaram para longe, selando seus destinos. Jamais sairiam sem Myrna, Rowan e Nora, eram seus desde a infância... Os ganharam quando tinham seis anos e estavam viajando para a Inglaterra.

Um homem alto, forte, com cabelos negros, olhos grandes do mesmo tom assim como as sobrancelhas grossas, postou-se entre Sakura e Hinata, enquanto outro com cabelos castanhos, olhos castanhos e uma marca rubra em cada bochecha, postou-se entre ela e Hinata. Ele era bonito, não podia negar, mas não chegava aos pés do belo ruivo que as observava com os poderosos braços cruzados.

As três encararam os olhos verde-água de Gaara com confiança e coragem, o desafiando a questioná-las ou machuca-las, no segundo seguinte ouviram o arquejo de um dos guerreiros, ao encontrar Konohamaru na árvore atrás delas.

— Encontrei!

Agora sim, tudo acabou.

Uma nuvem ameaçadora obscureceu os olhos de Gaara, sua mandíbula forte se apertou, os músculos dos seus braços cruzados se enrijeceram e sua voz se tornou fria.

—Prendam-nas.

E antes mesmo que Ino pudesse pensar em lutar, uma mão forte agarrou seu braço direito em um aperto de ferro, assim como agarraram Hinata. Sakura tentou lutar, mas o moreno de sobrancelhas grossas agarrou seus dois braços contra o corpo magro dela e a ergueu do chão sem dificuldades. Ino riria do olhar indignado da rosada, se não estivesse sendo arrastada com força por outro guerreiro.

—Tu tomas conta desta. — O moreno disse, a entregando para um homem pálido de cabelos muito negros, que a puxou para o lombo do seu cavalo com facilidade. A loira observou quando o moreno subiu em um cavalo com Hinata, que não esboçava nenhuma expressão, e o sobrancelhudo erguia Sakura, que lutava fervorosamente, para seu cavalo.

A loira estava estática. Mas quando finalmente pensou em agir, seus olhos se encontraram com os de Konohamaru e este assentiu, dedicando-lhe um sorriso fraco, como se afirmasse que tudo ficaria bem. O garoto tinha um aspecto terrível, seu rosto estava pálido e sua expressão era de dor, e ao constatar que a forma com a qual o deixaram jogado e amarrado no chão frio atrás da árvore o prejudicou... Fez com que Ino sentisse que merecia o que estava acontecendo.

Ainda mais quando viu a forma como o ruivo deu um abraço rápido em Konohamaru e ordenou que o levassem o mais rápido possível para seu cavalo, ele montou o garanhão marrom que estava ao lado do cavalo em que Ino se encontrava e ajudou a montar o garoto a sua costa, aproveitando a corda para amarrá-lo seguramente contra si. Vendo os dois tão de perto, Ino constatou que se achou Konohamaru grande, aquele homem era muito mais. Ele parecia uma criança com as costas encostadas a do ruivo e mesmo que ela não admitisse jamais, estava terrivelmente feliz por aquele homem não ter se mostrado um vilão, afinal de contas. Mesmo que sua vida e a de suas primas estivessem em perigo por conta disso.

***

Viajaram durante dois dias, o caminho era tão longo que pegaram um um barco para atravessar um pequeno pedaço do mar. Elas ficaram maravilhadas, mesmo estando presas por cordas em um canto do convés. Fazia tantos anos que não viam os mares revoltos e escuros da Escócia que sentiram-se gratificadas.

Mas isso não durou muito, estavam preocupadas com seu jovem guerreiro.

Notas finais
EAE GENTE? Ficou bom? Ruim? Espero q tenha ficado bom HAHAHAHAHHA to animada com esse cap