Notas iniciais
Oi genteeeeee, mais um capitulo pra vcs ♥ Obg pelos comentários e pela força! Amo vc e Boa leitura!

Capítulo 17

Dunscaith Castle

Higlands

Quando o dia amanheceu, os homens do castelo estavam se deitando e as mulheres estavam tirando o dia para descansar e conversar pelo pátio, rindo e fofocando sobre os eventos da noite anterior e sobre as humilhações que os guerreiros mais fortes do castelo sofreram. Como por exemplo, Rock Lee, que era mortífero quando se tratava de luta corpo a corpo, passara a noite inteira declarando seu amor por Tenten, enquanto a pobre moça tentava fugir dele a todo custo.

Contudo, o que ninguém sabia era que, na tarde anterior, enquanto todos desfrutavam do banquete, das musicas e das bebidas que não paravam de chegar, um homem, solitário por natureza, havia se afastado do castelo e andava sem rumo pela floresta, apreciando o silencio que ele tanto preservava.

Seu nome era Juugo, ele era um homem grande, com seus dois metros de altura, tinha um corpo forte como aço, cabelos ruivo mel e olhos castanhos avermelhados. Quem olhasse de longe, com sua estatura alta e seu corpo forte, poderia pensar que ele era cruel, e Juugo sabia que se ele não tivesse sido acolhido pelo pai de Neji há muitos anos, quando era apenas um garoto, este seria seu destino.

Por isso, desde muito novo, ele apreciava a solidão. Pois apenas na solidão ele poderia se lembrar que embora sua função fosse matar ou morrer pelo seu clã, ele era um homem honrado e que, apesar dos apesares, havia encontrado sua família. Uma família onde ele tinha um amigo barulhento, como Suigetsu, um amigo inteligente e forte, como Neji e vários outros com quem ele viajava lado a lado e protegia. Pessoas que ele poderia confiar de olhos fechados.

E foi enquanto pensava nisso que Juugo percebeu um rastro recente no chão, dois pares de pegadas que só poderiam ser femininas ou infantis. Isso o intrigou, pois as pegadas vinham do castelo e, tendo consciência disso e sabendo do perigo que essas duas mulheres ou crianças poderiam estar correndo andando por aí sozinhas, ele resolveu seguir quem quer que fosse e trazer de volta ao castelo, para que assim ele pudesse ajudar a resolver qualquer que fosse o problema que fez com que saíssem no meio de uma festa, onde todos os MacDonalds das redondezas estavam.

***

Quando a madrugada chegou, Juugo concluiu que deveria estar perto, pois logo a frente, no meio do breu, ele pode visualizar uma luz que não pertencia a luz a lua, por isso deixou seus passos mais lentos e leves, usando o treinamento que teve toda a vida. Quando se aproximou, Juugo percebeu que eram duas mulheres, e não duas crianças, ou uma mulher e uma criança, mas isso não acalmou seu coração e nem seu temperamento, pois ali estavam elas, sentadas envolta da fogueira como se não pudessem ser atacadas por ninguém, e, consequentemente, estupradas, sequestradas ou mortas.

Porém, quando ele as reconheceu, sua indignação foi maior ainda.

— Sarah e Shion Loudoun Campbell.

As duas levantaram assustadas,e o olharam.

Juugo ainda estava nas sombras, e como elas não conseguiram enxergar seu rosto, Shion, em um movimento ágil, pegou um galho grosso do fogo e o levantou a sua frente, como se fosse uma espada, com a outra mão ela botou Sarah as suas costas, enquanto a ruiva pegava uma pequena faca e a empunhava também, porém, diferente da prima, sua mão tremia.

Juugo abriu um pequeno sorriso vendo a coragem das duas.

— Admiro a coragem de vós, mas saibam que se eu fosse um inimigo, já estaria fazendo o que quer que planejasse fazer. — Ele disse, dando um passo a frente, com os braços cruzados e um olhar irritado.

Shion foi a primeira a reconhecê-lo, era um dos homens de seu primo distante, Neji Campbell.

— E como posso confiar que não é um inimigo? Não é só porque é um Campbell que eu devo confiar em ti.

Juugo sorriu levemente de novo.

— Concordo com a senhorita, porém deve saber que sou o capitão da guarda dos Hyuuga Campbell e um dos homens de confiança do futuro Laird e seu primo distante, Neji Campbell.

Sarah então o reconheceu.

— Veio nos levar de volta? — Perguntou, com a voz trêmula.

— Sim, eu vim.

Shion, que havia baixado o pedaço de madeira grosso, voltou a erguê-lo.

— Nós não voltaremos!

Observando o pânico na voz das duas, Juugo compreendeu que o que as fez fugir era serio o suficiente para aquelas mulheres tremerem de medo, e, vendo que elas haviam preferido correr risco fora do castelo que dentro, ele só podia entender que o motivo estava lá.

De início ele pensou que era por causa do noivado de Naruto e Hinata, que ocorreu mais cedo, naquele dia, ao invés de ser um noivado entre ele e Shion, mas isso não justificaria tal pânico. Apenas uma coisa justificaria isso: violência. E, embora soubesse que as duas mais prováveis eram horríveis e irreparáveis, havia uma que ele sabia ser a pior violação de todas para uma mulher, e, por ter essa noção e por ser fruto de tal atrocidade, ele desejava em seu mais profundo ser, que não fosse esta.

— O que quer que tenha ocorrido com você, iremos resolver. — Sua voz, antes dura e forte, agora era macia como veludo, enquanto ele esticava uma mão para Shion. — Eu estarei lá para protegê-las, assim como meus homens e meu senhor.

Shion olhou para a sua mão esticada, ela ainda hesitava.

— Eu prometo, por minha honra, que morrerei antes que a pessoa que te feriu toque em você ou em sua prima novamente. — Ele disse, olhando no fundo dos olhos claros de Shion, sem perceber que, ao abaixar a cabeça para olhá-la, seu rosto ficou completamente iluminado pela luz da fogueira, o que permitiu que Shion visse verdade em seus olhos.

— Promete?

Ela perguntou novamente, buscando uma confirmação da verdade que ela sentiu.

Ele abriu um sorriso pequeno, mas que transformou seu rosto completamente, e Shion se viu encantada com sua pele bronzeada e seus olhos calorosos.

— Eu prometo.

E, sentindo em seu coração que aquele homem seguiria ao seu lado em qualquer dificuldade, a partir daquele momento, Shion segurou sua mão.

***

Quando o almoço foi servido e todos do clã estavam sentados em seus lugares, Sasuke percebeu algo estranho.

— Onde estão nossas convidadas? — Perguntou a Naruto.

O loiro olhou para as duas cadeiras vazias ao lado de Karin e reparou que o pai de Shion não parecia preocupado.

— Pela postura do Conde, acredito que esteja tudo bem.

Sasuke concordou, mas mesmo assim ainda estava com um pressentimento de que algo estava errado, e foi por conta dele que o moreno observou o salão, percebendo que Suigetsu havia entrado silenciosamente e sem chamar a atenção, sentado ao lado de Neji e sussurrado algo no ouvido do futuro Laird Campbell, Neji ficou com uma expressão confusa e olhou para o lugar vazia do seu outro lado, onde Juugo, seu capitão da guarda, ficava.

Sasuke continuou a comer seu almoço, porém muito atento a tudo o que ocorria. Quando enfim todos foram dispensados, ele caminhou até Neji e, quando sobraram apenas eles e Suigetsu sem outras pessoas que pudessem escutar a conversa, ele os questionou.

— Há algo errado acontecendo, não é mesmo?

Neji olhou nos olhos de Sasuke por alguns segundos antes de finalmente responder.

— Um de nossos homens está desaparecido desde ontem.

— Ele não pode ter ido embora com uma moça e por isso não retornou ainda?

Suigetsu riu e respondeu.

— Juugo não dorme tão facilmente com as mulheres, embora faça muito sucesso ele prefere as que conhece e o entendem.

Sasuke assentiu e se aproximou mais dos dois, falando em um tom tão baixo que apenas eles poderiam escutar.

— Duas convidadas nossas não aparecem desde ontem, antes do desjejum, pedirei que Karin veja se estão em seus aposentos e relate para nós, porém o que me é estranho é que seu protetor aparenta estar muito tranquilo. Tranquilo como se não se importasse ou se lembrasse delas.

Neji e Suigetsu olharam para o Conde, que saia do salão principal para o pátio, seguido por seus homens, com sua atitude altiva de sempre. Sasuke reparou que sua comitiva estava completa, exceto pelas mulheres.

— Estaremos aguardando aqui enquanto Karin não volta, não gostei desse homem. — Disse Suigetsu, que observava a porta mesmo que o Conde já houvesse saído há alguns momentos. — Não estou com um bom pressentimento.

— Vamos manter entre nós até que tenhamos algo substancial sobre o que está acontecendo.— Afirmou Sasuke, saindo em busca de Karin logo em seguida.

***

Karin andava pelo corredor intrigada com o pedido de Sasuke, o mesmo não informou o porque de pedi-la para ver como Shion e Sarah estavam, e a ruiva não estava nem um pouco feliz com isso, já que as duas não tiveram a mínima educação de tratá-la bem enquanto Shion tentava casar-se com seu irmão, agora que o mesmo estava prometido a Hinata, ela deveria ser muito mais desagradável do que o normal.

Ela estava tão presa em seus pensamentos, enquanto resmungava baixinho, que levou um susto tremendo quando quase esbarrou em alguém. Porém, qualquer pedido de desculpas que ela estava prestes a fazer, morreu em sua garganta quando viu que a pessoa com que quase topou não era ninguém menos que Mei MacGregor, a mulher linda e desagradável que chegara tem tão pouco tempo.

Mei cruzou os braços e a olhou de cima, seus cachos estavam soltos e seu vestido verde água estava perfeito.

— O que faz parada no corredor como se fosse uma aparição ruiva? — Karin questionou, parando de frente para ela, com uma sobrancelha erguida. — Está magoada por não ter mais poder sobre o meu irmão?

Mei soltou uma risadinha de escárnio.

— Naruto está apenas noivo, mas sei que com um simples estalar de dedos ele volta para mim.

Karin soltou uma risada alta.

— Você se põe em tão alta estima, Mei, mas parece que não percebeu que não é mais a beldade deste castelo, depois de mim é claro. — Karin se aproximou e tocou um dedo no queixo de Mei, levantando seu rosto mais ainda. — Agora você está muito abaixo de Hinata, a noiva de meu irmão, que além de boa e linda, é rica e poderosa, assim como sua irmã e prima. Você não tem vez em Dunscaith, então vá para outro castelo atrás de algum idiota de beleza mediana para te sustentar.

Mei retirou o queixo de suas mãos e a olhou como se pudesse matá-la a qualquer momento.

— Não perde por esperar, menina.

Karin riu quando ela deu as costas e seguiu para seu quarto.

Depois desse encontro que foi, no mínimo, divertido, Karin foi até o quarto de Shion e Sarah, bateu na porta e, quando ninguém respondeu, a abriu, encontrando o quarto completamente vazio e gelado.

A ruiva franziu o cenho e, percebendo que algo estava muito errado naquela situação, desceu correndo as escadas e foi para o salão, encontrando apenas um guerreiro de cabelos na altura do queixo que eram tão loiros que pareciam brancos e olhos que pareciam violetas, como se ele fosse descendente dos quase extintos Druidas, possuidores de olhos belos, exóticos e hipnóticos, como os olhos dourados de Tsunade, a última Druida do clã.

Ele era alto e magro, mas sua claymore longa presa a suas costas comprova que ele era um guerreiro, assim como o broche dos Campbell preso em seu peito, por cima da camisa de linho que outrora fora branca e agora estava gasta e levemente encardida. Era um homem bonito, ela tinha que admitir, mas algo em seu peito inflado a informou que ele possuía um ego tão grande quanto ele.

Karin parou em frente a ele e perguntou, cruzando os braços.

— Onde está Sasuke?

O homem ergueu uma sobrancelha.

— Pela familiaridade e autoridade com que fala, você deve ser a Karin, prima de Sasuke.

Karin também ergueu a sobrancelha.

— Se eu soubesse seu nome ajudaria.

Ele sorriu, achando graça da petulância da garota.

— Sou Suigetsu Campbell, braço direito de Neji Hyuuga Campbell.

Se ele esperava qualquer tipo de reação como as que normalmente recebia, como admiração e desejo, por exemplo, ele não a recebeu de volta.

Karin apenas assentiu e se sentou ao lado dele, decidida a esperar Sasuke e já tendo taxado Suigetsu como um ninguém que se acha alguém, o que o deixou intrigado, já que Suigetsu era nada mais nada menos do que o braço direito do futuro Laird do clã mais poderoso da Escócia.

— Eles devem demorar um pouco, pois seu irmão, o Laird, os chamou para uma reunião importante.

Karin assentiu novamente e ficou olhando para suas unhas.

— A senhorita perdeu a capacidade de falar?

Karin lançou a ele um olhar superior.

— E o senhor parece que perdeu a capacidade de ser educado.

Suigetsu sorriu e apoiou o rosto no queixo, olhando tão profundamente nos olhos de Karin que ela sentiu um tremor em seu interior.

Mal sabia ela que ele havia decidido, naquele momento, que ela era uma mulher que valia a pena investir.

— Jamais, e, se passei a ideia contrária, peço perdão.

Karin se viu desarmada pelo tom educado de Suigetsu, por isso respondeu.

— Está tudo bem.

Suigetsu percebeu que a mesma não assumiu que fora grosseira também, ao trata-lo de forma tão seca, e isso só provou a ele o quanto ela era intrigante.

Porém, antes que pudesse jogar seu charme sobre a pobre mulher, que nem saberia o que a atingiria, Sasuke entrou no salão como uma tempestade.

— E então Karin?

A ruiva ergueu-se da cadeira com agilidade e disse, transparecendo preocupação.

— Não estão nos quartos, suas camas estão arrumadas e a lareira estava congelante. — Ela torceu as mãos em um gesto nervoso. — Creio que estão fora do castelo a quase um dia.

Sasuke passou a mão no rosto.

— Não acredito que as perdemos em nossos domínios, isso é uma humilhação.

Suigetsu se levantou e disse, com calma.

— Isso só confirma que Juugo as tenha encontrado.

Sasuke e Karin o olharam, surpresos.

— Como tem tanta certeza?

— Juugo é um homem integro que não gosta de festejos, provavelmente estava caminhando pelos bosques quando as mulheres fugiram ou foram levadas, ele deve ter seguido seus rastros, já que faz quase um dia que está fora.

Sasuke cruzou os braços.

— E como sabe que não foi ele quem as raptou?

Suigetsu sorriu.

— Porque Juugo é o Capitão da guarda de Neji, jamais traria tal desonra a seu grande amigo e senhor.

Sasuke assentiu, receoso.

— Espero que ele chegue até o final do dia.

Suigetsu assentiu.

— Ele chegará.

No momento em que ele afirmou isso, o Conde de Loudon entrou no salão principal, seu rosto estava vermelho e seus olhos claros estavam furiosos. Ele demorou um dia, depois de uma festa e uma refeição, para perceber que a filha e neta sumiram.

— Onde está minha filha!? — Esbravejou.

Sasuke, que normalmente levaria tal atitude como um insulto, relevou por considerar aquela uma preocupação com sua filha.

— Estará de volta até o fim do dia, mandamos que a encontrassem.

Loudon bufou e cruzou os braços em seu peito largo. Sasuke nunca havia dado a ele um segundo olhar, mas, naquele momento, ele observou bem o homem. Via nele apenas os cabelos loiros de Shion, fora isso os dois eram diferentes.

Enquanto a pele de Shion era branca e sedosa, a de seu pai era avermelhada e marcada pelo clima, como se houvesse sofrido com o frio e o calor vezes demais. Era um homem alto, com um estomago avantajado e ombros largos, claramente com uma força enorme, embora não possuísse a agilidade de outrora, devido a seu peso.

O homem, percebendo que era estudado não apenas por Sasuke, mas também por Karin e Suigetsu, retirou-se da mesma forma que entrou, tempestuosamente.

***

Quando o sol estava a duas horas de se por, Juugo passou pelos portões com as duas mulheres ao seu lado.

A primeira pessoa que os viu foi Suigetsu, que estava encostado na parede ao lado da escadaria que dava na entrada de Dunscaith, o mesmo se aproximou de Juugo e sorriu.

— Sabia que voltaria com elas.

Juugo assentiu, aceitando o cumprimento do amigo.

— Claro, me conhece a vida inteira.

Suigetsu se virou e cumprimentou as damas.

— O castelo é muito mais feliz com a presença de tais belezas.

Sarah corou e Shion sorriu, a primeira o achando atraente e a segunda o aceitando como um bom amigo de seu salvador.

Porém, a leveza do momento durou pouco, pois, naquele segundo, o portão do castelo se abriu com força e o Conde saiu furiosamente, com Naruto, Sasuke e Neji em seu encalço. Shion, em um gesto assustado, escondeu-se atrás de Juugo, seguida por Sarah. E foi, naquele momento, que ele compreendeu quem era o causador de tamanho medo nela.

Seu pai.

Seu próprio pai.

E quando o homem chegou a frente de Juugo, avançando sobre a menina com o punho erguido, ele entendeu qual das duas agressões Shion sofria: violência física. Naruto, Sasuke e Neji chegaram a mesma conclusão que Juugo, porém estavam muito longe para impedir o homem, que já baixava o punho em direção a loira, que havia escondido o rosto nas costas de Juugo e abraçado a cabeça com os braços.

Shion esperou ser acertada, porém, quando alguns segundos se passaram e o golpe de seu0 pai, que já deveria tê-la acertado, não chegou ela se afastou de Juugo o suficiente para erguer o rosto e ver que o mesmo havia agarrado o punho de seu pai no ar e que Suigetsu havia enganchado um braço em volta do pescoço do homem e outro prendia o braço livre do Conde.

Seu pai se debatia furiosamente, porém nenhum dos dois pareceu se abalar. E aquilo fez Shion ganhar segurança para se afastar de Juugo e observar a cena. Naruto e Neji atravessaram o pátio enquanto seus homens cercavam o lugar onde Juugo e Suigetsu segurava o Conde, e, mesmo que os homens de seu pai estivessem correndo para ajuda-lo, eles estavam em um número infinitamente menor.

Shion parou de prestar a atenção a sua volta quando Juugo falou, com sua voz grave e baixa.

— O senhor bate nela.

O Conde o olhou com ódio nos olhos, Suigetsu afrouxou o aperto para não sufoca-lo, apenas segurá-lo.

— O que vocês, animais, tem haver com a criação que dou a essa infeliz que tenho como filha!?

Juugo apertou a mão livre em punho, e apenas Shion percebeu isso.

— Ela é minha propriedade! Me larguem antes que eu os mate.

Naruto deu um passo a frente para intervir, porém Neji ergueu uma mão e disse em tom baixo.

— Isto é assunto dos Campbells.

Naruto ficou em silêncio. Porém Neji sabia que se qualquer tipo de luta eclodisse, ele iria intervir.

Neji deu um passo a frente, mas, quando ele abriu a boca, uma voz feminina soou pelo pátio.

— Em nada me surpreende, Conde de Loundon, que pense de tal forma. — A voz pertencia a Hinata, que atravessava o pátio seguida de sua irmã e prima. Hinata era a mais velha dos Hyuuga Campbell, a ramificação mais forte do clã Campbell, e, mesmo que o futuro líder do clã fosse Neji, enquanto isso não ocorresse, ela e a irmã teriam mais poder. Pois, contrariando as regras e costumes, o pai delas deixou claro para toda a Escócia que esse era seu desejo.

As três ultrapassaram o homem e pararam em frente a Shion e Sarah, formando uma barreira potente entre elas e o Conde, protegendo-as as suas costas.

— Não se metam! Mulheres não deveriam servir para nada além de realizar alianças, trepar e dar a luz a filhos, não deveriam dar suas opiniões!

Shion e Sarah arquejaram, horrorizadas com o que ele falou, mas Sakura riu.

Ela soltou uma gargalhada sonora, que fez todos os homens olharem para ela surpresos, inclusive o Conde, que imaginou que ao utilizar tal linguajar, as assustaria.

Ela olhou para a irmã e a prima e disse, apontando para o Conde sem o mínimo decoro.

— Olhem só o que este estúpido está falando!

O Conde ficou vermelho de ódio, mas isso não abalou Sakura, que andou até ficar frente a frente com ele, olhando no fundo dos seus olhos.

— Homens como o senhor, Conde de Loundon, são dignos de pena e nojo. Homens que acreditam que o poder lhes permite violar uma mulher por meio de qualquer que seja a violência. Não passam de covardes que precisam provar que são poderosos pois sabem que não são nada. Ninguém. E o senhor é um ninguém, Conde, um nada. E chegará um dia em que homens como o senhor vão sofrer quando as mulheres tiverem mais poder que vocês, como está sofrendo agora. — Ela deu um sorrisinho de escárnio. — Pois eu, Conde, e minha irmã, somos mais poderosas que você. Você, nos deve respeito e reverência. Seus homens respondem a nós, assim como você. E, por responderem a nós, vocês se retirarão desse Castelo em meia hora, deixando sua filha e neta sobre nossos cuidados.

Ela desembainhou a claymore que estava nas costas de Juugo, fazendo todos os guerreiros prenderem a respiração, pois eles sabiam do que ela era capaz, inclusive o Conde, que arregalou os olhos.

Sakura apoiou a espada embaixo do queixo do homem e disse, com uma voz glacial.

— Você jamais chegará perto delas novamente. Eu mandarei homens para o seu castelo, homens que reportarão qualquer violência realizada por você e pelos seus contra uma mulher ou criança. E se acontecer e chegar aos meus ouvidos, Conde, eu irei pessoalmente atrás de você e o matarei. O matarei lentamente, para que sinta a dor daqueles que feriu. — ela sorriu docemente. — Leve isso como uma boa ação minha.

Ela não desviou os olhos dos olhos do Conde, quando ordenou a Juugo e Suigetsu.

— Soltem-no.

Os dois o soltaram lentamente, testando para saber se ele atacaria sua senhora, mas o Conde não era idiota, afinal, ele sabia o que lhe aconteceria caso desse um passo sequer.

Ela o mataria.

— Vá.

Disse Sakura, baixando a espada apenas um pouco. O Conde a encarou por alguns instantes, antes de virar as costas para ela com o pequeno resquício de orgulho que lhe restava e atravessar o pátio, entrando no castelo.

Hinata, que ficara em silêncio junto a Ino, observando orgulhosamente a irmã, disse, usando seu tom de voz normal, que mesmo assim reverberou pelo pátio silencioso.

— Levem elas duas para meu quarto, encham banheiras quentes para elas e separem roupas novas, podem ser minhas ou de minha irmã e prima, o que lhes couber. Não quero que tenham qualquer vínculo com suas vidas como Loudons Campbell, a não ser que elas desejem manter. — Ela olhou nos olhos de Shion e Sarah. — Vocês agora fazem parte da ramificação principal do clã Campbell, são Hyuugas Campbell e nosso sangue, daremos nossas vidas por vocês e eu espero que façam o mesmo por nós.

Shion olhou no fundo dos olhos de Hinata e sorriu, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos.

— Nós faremos, minha senhora.

Hinata, Sakura e Ino sorriram para elas, e Shion viu.

Shion viu o que fazia delas mulheres tão especiais.

Elas brilhavam, e não era por causa de seus vestidos bonitos ou joias, era porque elas viviam de forma contagiante, diferente.

De forma libertadora.

Uma vida que Shion queria para ela e Sarah.

E nessa vida as mulheres eram livres, capazes, inteligentes e isso só as tornava mais lindas.

Mais incríveis.

Quem diria que as mulheres que ela praguejou quando chegaram e lhe roubaram sua fuga do inferno que ela e a prima fingiam não viver, seriam as responsáveis por lhes salvar e lhes dar a liberdade para encontrar o amor.

Shion olhou para Juugo, que cumprira a promessa que lhe fez e agora sorria sutilmente.

Sim, ela encontraria o amor.

E seria livre.

E feliz.

Feliz.

Notas finais
Espero q tenham gostado ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.