- Queria agradecer a todos pela presença e gostaria de dizer que ali, no lote, em frente à igreja, há bolo e refrigerante para todos vocês. – A Maria disse.

Todos que estavam na igreja saíram. De modo que só restaram nós do grupo, e as pessoas dos outros grupos que esperavam para nos dar parabéns.

Várias pessoas passaram e nos abraçaram nos parabenizando pelos 3 anos de grupo de jovens. Tudo bem que eu estava ali só há 6 meses, mas sabia que havia construído ali uma família.

Fomos lá para fora, e depois de comermos decidi perguntar para eles se iriam sair. Cheguei para a Karine e o Arthur:

- Vocês vão sair hoje?

- Não sei. – os dois responderam.

- Hei gente! Nós vamos sair? – o Arthur gritou.

- Vamos lá no lanchão. — a Renata respondeu.

- Bom eu vou pedir a minha mãe. Vamos la comigo.

- Andamos pela terá do lote, e nos aproximamos da barraquinha onde estavam minha mãe, minha tia e a Maria. Chamei-a:

- Mãe, posso ir no lanchão com o pessoal?

Ela parecia pensar; meio que para argumentar, o Arthur disse:

- Eu a trago em casa.

Novamente ela calou. Depois de alguns segundos disse finalmente:

-22h30min em casa. – sai feliz da vida e voltei para o meio do povo.

Nesse dia, também era o aniversário da Renata, e todos se uniram num belo coro de parabéns. Todos sabemos que a Renata chora com muita facilidade, e só o aniversário do grupo já a deixou bastante emocionada. Como se já não bastasse, ela começou a chorar mais,e nós a envolvemos num grande abraço coletivo. Minha mãe foi embora, já que não tinha mais o que fazer ali. Ficamos lá fora conversando um pouco, e depois começamos a andar, indo em direção ao lanchão. Passamos todos pela rua de dentro, até decidirmos ir pela avenida. Todos andávamos juntos, até que a Renata e o Fael foram para a ciclovia, e todos começaram a falar dele.Meio que ironizando, o Arthur disse:

-vamos fazer o povo falar da gente?

Inocentemente,concordei. Mal sabia eu que poderia começar aí o maior de meus sentimentos.