Para sempre, Catarina
6 Capitulo 6 - Blank space
Notas iniciais
— Goxxxtu Muu-ii-to ti Vouucê. — Mordi o lábio para não rir.Peter estava tentando repetir o que eu dizia, mas parecia ser difícil aprender.Aquela manhã até que estava sendo divertida enquanto não tocássemos no assunto sério ficaria tudo calmo.
— Você sabe o que significa? — Perguntei mordendo uma maçã e enquanto o ouvia tentar se declarar em português.
— Que eu estou apaixonado por você? — Ele pergunta e eu sorrio sem graça. Estamos assim a manhã inteira. Ele tentando me fazer elogios em português e eu tentando não corar todas as vezes.
— Não. Significa que você gosta de mim. Você anda assistindo aquelas novelas no youtube de novo,né? — Ele faz careta e desvia o olhar para o café da manhã. Até hoje eu não sei a cor de seus olhos, as vezes vejo azul, em outras vezes só vejo verde e existem dias excepcionais que eu vejo num tom de violeta tão lindo. Talvez seja só a minha imaginação!
— Talvez. — Ele diz dando de ombros,mordendo a torrada enquanto eu me apoio na bancada. — A gente tem que conversar sobre ontem?
Fiz que sim com a cabeça e tomei outro gole de vitamina. Não pelo sabor ou porque eu estava com fome. Estava bebendo pelo simples fato de querer desviar minha atenção por alguns segundos.
— Você não gostou? Eu forcei a barra não é? — Ele argumenta e me encara, como se ele mesmo quisesse dar a resposta — Desculpe, eu achei que estava sentindo o mesmo do que eu. Você não vai embora, vai?
Ele perguntou afastando o prato, seu jeito reservado foi totalmente deixado de lado. Parecia tenso, cansado, ansioso e principalmente culpado. Eu poderia falar um milhão de coisas, jogar na cara dele o quanto ele foi um babaca por ter deitado na minha cama por tantas noites e na manhã seguinte fingir que não tinha feito nada, ou que eu ia ir pra casa. Mas, a verdade era que eu sentia aquela mesma necessidade de manter ele por perto e no fim das contas, eu deixei por que quis.
— Eu não vou embora. — Ele soltou o ar num suspiro longo e eu quase ri. — Eu gostei, gostei muito. Mas...
— Droga, sempre tem um "mas". Tinha me esquecido que isso sempre acontece. — Ele diz rancoroso e isso me deixa zangada,Peter não parecia estar falando só sobre mim e sim de uma outra mulher. Será que está pensando em uma antiga namorada?
— Aff cala a boca e me deixa falar. Não estrague tudo agora! — Ele me encarou, seus olhos esbugalhados como em todas as vezes que agi de maneira diferente do que ele estava esperando. Ninguém nunca mandou esse homem calar a boca? Que espécie de pessoas ele conhece? Peter deu de ombros novamente. — Eu quero que pare de me pagar. Estou aqui morando com você e você obviamente está bem. Não quero pensar que estou sendo paga pra beijar você. — Meu rosto queima, com a minha súbita coragem de dizer tudo aquilo e eu me forço a continuar falando. — Você dorme na minha cama toda a noite e pensa que não noto isso.
— Está mesmo sugerindo que pago você pra dormir contigo? — Não posso negar que me senti satisfeita em ouvir a indignação em sua voz. Isso realmente me acalmou,porque significa que aquilo nunca passou pela cabeça dele.
— Eu sei que não, mas não me sinto bem em ganhar dinheiro assim.
— Assim como? Seja clara Catarina. — Ele pediu pondo-se de pé,e eu contive a vontade de me afastar, não por medo, mas pelo que causava em mim sua presença. Eu não ia conseguir pensar direito se ele se aproximasse mais.
— Estou sendo muito clara. Novamente você está ótimo, sou enfermeira. Cuidar de você foi um prazer,mas não quero ganhar mais nada. Se vamos continuar morando juntos e nos... beijando. — Digo pegando fôlego enquanto ele se aproxima ainda mais, encosto a mão no seu peito e ele para. Minha garganta tão seca quanto o deserto do Atacama.
— Então você está dizendo que pra continuar aqui comigo,pra que eu possa tocar esse rosto lindo todas as manhãs… — Ele roçou a barba em minha mandíbula e morde o lóbulo da minha orelha,sua voz parece seda ao meu ouvido. Quando ele diz. — Você só quer que eu pare de depositar dinheiro na sua conta? — Faço que sim com a cabeça e ele acaricia meu rosto enquanto ri de algo que não sei o que é ainda. — Está demitida Catarina.
Ele murmura antes de me beijar,suas mãos passearam pelo meu corpo em carícias lentas e calorosas,apertaram meu quadril, me erguendo e colocando em cima da bancada. Beijou cada canto do meu rosto,estávamos envolvidos em uma atmosfera de carícias quentes e deliciosas poderia ficar daquela forma para sempre.
— Quer namorar comigo Catty? — Ele perguntou mordiscando o lóbulo de minha orelha, um gemido rouco escapando dos meus lábios — Oficializar essa brincadeira?
— Me parece...uma otima idéia. — Murmurei sem fôlego e ele me beija novamente.
— Você é tão linda. Como falo isso em português? — Eu ri com a pergunta,tentando pensar como ensiná-lo a dizer isso. O inglês é fácil de aprender, mas o português para os americanos eram as trevas retornando. Então o melhor caso era ensinar de acordo com o som.
— Repete comigo: Vo-Ce é Muu-ii-to Linda. — Ele me beijou sorrindo e repetiu a frase. As mesmas dificuldades de antes, a voz carregada com o sotaque norte americano. Sorri corando bobamente, eu tinha acabado de falar aquela frase, mas o modo e entoação que ele falou. Abalou meu mundo. Gabbe nunca tentou falar português ou quis falar com a minha irmã. Peter quis. Ele quer tudo e é isso que mais me encanta nele.
— No que está pensando?
— Em você. — Murmuro beijando seus Lábios e ele gemeu baixinho, seus olhos semicerrados. Ele parece feliz e ao mesmo tempo perdido. Como se já tivessem falado aquilo para ele antes e agora ele não queria acreditar. Um dia eu vou perguntar, quem foi a mulher que o magoou de tal forma. Mas, hoje não!
— Ei... — Murmuro beijando-o, afastando seu rosto enquanto o puxo pelo cabelos, Peter geme novamente com a sensação e eu deixo o riso fluir. — Termine seu café da manhã.
— Estou fazendo isso. — Ele diz me roubando mais um beijo e eu pulei do balcão. Recebi um conjunto de lamentações em troca.
— Sem choro senhor Klein. — Digo rindo e subo para o quarto, enquanto as gotas de água morna caiam pelo meu corpo, meus pensamentos fluírem até a família de Peter. Faz quase onze meses que comecei a cuidar dele, e nunca vi nenhum de seus familiares com excessão de Penélope. Nem depois que ele ficou bem, alguém pareceu ligar.
Me pergunto quais os tipos de pessoas eles são, não do tipo que se importam obviamente. Se eles se importassem teriam ligado ao menos uma vez. Eu não sei ao certo se deveria gostar tanto de me relacionar com Peter, mas gosto, gosto muito. E quero continuar me sentindo bem assim.
"Budapest" de George Ezra começou a tocar insistentemente no quarto. Aquele toque era de Cris, me enrolei na toalha o mais rápido que pude e me joguei na cama com um salto digno de ginasta olímpica.
— Alô Alô, Graças a Deus! — Atendi com a nossa brincadeira de sempre,e ouvi sua gargalhada boba.
— Oi miga linda. Só liguei pra saber como você tá. — Escutei algo caindo no outro lado da linha. Quase podia visualizar as sandálias dela caindo no chão.
— Você acabou de chegar de onde, magrela? — Um suspiro lânguido surgiu preguiçosamente do outro lado do telefonema e eu sorri junto com ela.
— Eu fui numa festa com o Greg. Foi tão legal, o resto da noite foi tão perfeita...queria você aqui.
Levantei enquanto colocava o telefone no viva voz e o joguei sobre a cama para me vestir.
— Você sabe que não dá pra voltar pra casa agora, mas você podia vim pra cá. — Houve uma pausa enquanto eu colocava meu macacão de ginástica. Sua voz parecia incrédula quando comecei a pentear os cabelos.
— O senhor Klein não vai se importar? Não quero prejudicar você em nada Kitcat.
— Acho que na fase que estamos. Peter não vai se importar mas, vou falar com ele. Aff. .. temos tantas coisas pra conversar magrela. — O chiado na ligação aumentou um pouco com Cris murmurando palavrões no bom e velho português. Adorava conversar com ela, minha língua coçava para falar meu idioma pátrio mas, como quase ninguém me entenderia. Era melhor como estava.
— O que está acontecendo Catarina?
— Nada demais. Gabbe ligou, de madrugada outra vez, Peter me beijou de verdade e me pediu em namoro. Eu estou tão confusa Chris.
— Porra...PARA TUDO. Seu PACIENTE TE BEIJOU?? NAMORO? EXPLICA CATARINA! — Cristina Berrou,mesclando cada palavra entre o inglês,português e francês. Ela parecia em choque e eu me senti mal por alguns segundos.
— Pare de gritar Chris. Ele não está mais doente. Eu te falei, eu só estava aqui pra conferir o progresso dele ao longo dos meses.
— Eu entendo isso. AGORA fala a parte dele ter te beijado. Como assim? — Expliquei tudo o que podia da forma mais resumida que dava, ouvindo Chris dar os seus palpites e muitas, muitas broncas.
— Você não deveria ter deixado ele dormir na sua cama. Ele tinha câncer mas, não dá o direito dele dormir na sua cama. Porque você deixou? Eu teria jogado ele da cama com um chute.
— Foi um dos meus pensamentos...mas,logo se evapora. Eu gosto dele Chris.
— Desde quando? — Desde quando eu gostava dele? Seu cérebro buscou insistentemente cada detalhe de cada momento. Cada lembrança a levava para a mesmo lugar,mesmo que em diferentes situações. O foco era o mesmo. Ela gostou dele desde que viu aqueles olhos. Ela queria descobrir os motivos deles serem daquela forma, ela de alguma maneira se sentiu atraída pelo olhos que transmitiam: Dor, solidão e ironia.
Ela queria mudar aquilo desde o início. Porém, só entendia agora como queria mudar aquele olhar. — Kitcat? Alô Alô graças a Deus. Me responde...Você ainda está ai?
— Estou. Eu só estava tentando lembrar...
— E então desde quando você gosta dele? Porque eu só vou me acalmar quando você me fizer acreditar que ele não está manipulando você,não vou aguentar outro Gabbe.
Eu não deveria, mas ri disso. Cris estava preocupada mesmo comigo. E era tão irônico o fato de ser sempre ela que se mete em furadas catastróficas.
— Ele não é o Gabbe e se um dia for corto as bolas dele. — Ela riu alto dessa vez. Gostava do som da sua gargalhada.
— Você gosta dele mesmo? — Um suspiro bobo e desritmado saiu do fundo dos meus pulmões.
— Gosto sim. Gosto dele desde o dia que vi aqueles olhos de bebê triste.
— Você tinha que ser essa melosa que adora bebês de olhos tristes. Tome cuidado Kitcat.
— Vou tomar. — Digo no mesmo tom de despedida que ela, mesmo não querendo dizer Tchau. — Você vem não é?
— Claro, amiga. Quando falar com ele,estarei ai. Te amo kitcat.
— Também te amo, Chris! — O telefone ficou mudo por cinco segundos, só o som das nossas respirações alegres dominando a ligação e então desligamos juntas.Terminei de pentear os cabelos,pensando em como pediria aquilo para Peter. Será que seria prudente pedir aquilo? Não. Não agora!
Coloquei as meias e um casaquinho leve, desci os degraus correndo enquanto amarrava os cabelos em um rabo de cavalo. Estava amarrando o cadarço dos tênis quando ele apareceu. Estava usando short e camiseta.
— Você vem comigo? — Perguntei para Peter e ele concordou com um meneio de cabeça.
— Eu vou correr com você. E se você quiser pode ir pra academia comigo. Só hoje! — Era um pedido. Isso eu podia perceber, ele estava pedindo para eu ir junto com ele. Geralmente eu corro alguns quarteirões e depois volto pra casa enquanto Peter vai na academia. Nunca fui dessas garotas Fitness que morre de necessidade de estar dentro da academia. Sou mais de natureza.
— Pode ser. Eu tenho que levar alguma coisa? — Ele negou, me coloquei de pé e me apoiei nele pra alongar a coluna. Peter sorriu me beijando a cada vez que eu estava próxima suficiente para um beijo. Ele também se alongou, fomos caminhando devagar passando pelas casas dos vizinhos e seus jardins enormes. Crianças esperando o ônibus escolar e brincando, sorri para um trio que apostava corrida pra ver quem chegava no ponto primeiro.
Comecei a acelerar o passo e então iniciei a corrida, prendendo os fones em minhas orelhas.
"Animals" pulsando em cada fone. Julguei já ter me afastado o suficiente de Peter quando ele passou por mim. Um sorriso pretensioso preenchendo seus lábios, corri atrás dele subindo a ladeira e pulando algumas pedras. O sol batendo nos seus cabelos através das árvores, era algo para se apreciar e tirar uma foto. Acelerei o passo, ignorando a gargalhada dele.
Pulei uma cerca, passando por um beco estreito e depois pulei pelo meio de dois canos,me balancei em um deles para tomar impulso e pulei por cima da grade. O frio na barriga era alucinante,mas revigorante. Esse hábito de fazer parkour no meio de uma corrida aprendi com a galera da faculdade, todos eles faziam isso. Eu nunca escalei prédios,porém sempre estava junto aprendendo o máximo que meu medo deixava.
Parei na frente da academia,rindo quando cinco minutos depois Peter apareceu. Seu sorriso confuso era fofo e ao mesmo tempo, eu só queria rir. — Porque demorou bebê?
— C-Como fez aquilo? — Ele perguntou me beijando,sua pele quente pelo esforço porém, nenhum suor. — Eu olhei para o lado e lá estava você pulando de um lugar no outro até sumir. Me explica onde aprendeu isso?
— Na faculdade. Você acha que eu só estudava, senhor Klein?
— Sim, eu achei. — Ele disse beijando-me e entramos na academia.O prédio era amplo e repleto de espelhos por todos os lados. Uma recepcionista loira se levantou e pude ver sua barriga saliente através do uniforme. Ela estava grávida.
— Bom dia senhor Klein. Vejo que trouxe a senhora Klein com você dessa vez. — Neguei com a cabeça e sorri pra ela apertando sua mão.
— Sou Catarina. Só Catarina! — Digo a corrigindo e ela sorri. Se Peter notou isso, não disse nada.
— Catarina vai me acompanhar hoje nas atividades. O Viktor já chegou?
— Sim, senhor Klein. Podem subir. — Subimos os degraus espaçosos e a cada passo me sentia mais oprimida. Tudo parecia tão caro que dava até medo de tocar. Os aparelhos ergométricos, pesos e aparelhos adicionais pareciam ter acabado de chegar da loja. Haviam três homens e duas mulheres uniformizados que a julgar pela forma física eram os instrutores. Hip hop tocava nos alto falantes.
Fomos juntos por um corredor, mais espelhos nos cercando mostrando cada uma das minhas imperfeições. Não disse nada, porque Peter dava apertos calorosos em minha mão. A música mudou de Hip hop para versões mais agitadas de músicas pop. Podia ver através do vidro Crianças dançando Jazz, Outras balé. Adultas fazendo coreografias em outra sala. Aquele com certeza era meu lugar e não ao lado daqueles ferros.
Um homem moreno veio até nós com um sorriso. Seus olhos percorreram todo o meu corpo desde os pés até minha cabeça,focaram em minha mão unida à de Peter e desviou o olhar, para o rosto dele.
— Bom dia Peter... Pelo horário achei que não viria hoje. — Os dois cumprimentaram-se.
— Resolvi acompanhar minha namorada na corrida dela. Ela resolveu conhecer a academia.
— Que ótimo! — Ele disse sorrindo, sua mão se estendendo na minha direção. Peter apertou ainda mais a mão que ele segurava, evitei olhar pra ele quando desvencilhei minha mão da sua,pra apertar a do homem na minha frente. — Viktor Ross!
— Catarina Deluca. — Seus dedos apertaram os dela tentando transmitir confiança mas, estavam pegajosos de suor dela ou dele não sei ao certo, mas, queria distância. Recolhi a mão com um sorriso educado. E deixei que ele falasse sobre a estrutura da academia, de como as aulas ocorriam e como a comunidade frequentava diariamente o lugar.
— Você vai malhar lá embaixo não é? Posso ficar na esteira por um tempo enquanto você faz o que tem que fazer.
— Não prefere dançar? — Peter perguntou sem esconder a surpresa, dei de ombros como se nem tivesse pensado nessa hipótese.
— Quem sabe outro dia? — Pergunto o beijando rapidamente e desço os degraus seguindo Viktor. Ele me mostrou como ligava e acelerava o aparelho e eu segui as instruções como uma criança obediente.
Peter sorriu indo para um aparelho próximo, na sua lateral podia ver a palavra: Extensora. Fiquei trinta minutos naquela corrida para lugar nenhum, vendo pelo espelho. Peter passeando entre aparelhos com pesos cada vez maiores. Tinha alguma coisa sexy em ver o suor escorrendo pela sua pele, enquanto ele levantava os halteres. Minhas pernas começaram a protestar, seria nesse momento que eu iria para casa. Então resolvi parar por hoje, desliguei a esteira e procurei por um bebedouro ou cantina. Encontrei a primeira opção num canto perto de um bando de mulheres de shorts minúsculos.
Corpos perfeitos, seios longe de serem naturais e bundas empinadas, o rosto tão maquiado naquela hora da manhã que mais parecia que elas iriam à uma festa do que malhar. Nunca vou entender porque as pessoas se arrumam pra malhar. Tomei alguns goles de água e me aproximei de onde Peter estava. Sentei no banco acolchoado de um dos aparelhos. Parece repetitivo e cansativo, mas nunca irei me cansar de ver como ele parece...normal.
— Ei, já cansou? — Ele perguntar ao me notar o observando e eu lhe ofereço minha água.
— Acho que sim. E você? — Peter sorriu, acho que aquilo iluminou metade da cidade.
— Não, mas estou quase acabando.
— Vou ficar aqui esperando. Malhe por mim. — Ele murmurou um Okay, acompanhado de uma piscadela. Fiquei tentada a segui-lo para todos os lados, mas, estava ótimo segui-lo com o olhar. Mais tarde naquele dia, eu só queria um banho. — Você sabe cozinhar? — Ele fez que não com a cabeça, bufei e comecei a subir os degraus.
Tomamos banho, almoçamos o macarrão mais rápido que já fiz e ficamos no sofá vendo tv e nos beijando o tempo inteiro.
— Você gostou de ir até lá? — Ele perguntou com um sorriso fofo, era surpreendente ver como ele parecia uma criança querendo agradar as vezes e em outras parecia um animal raivoso.
— Sim. Foi legal, mas não trocaria minha corrida por academia. Obrigada por me convidar. — Digo o beijando. — Antes que eu esqueça. Chris ligou, chamei ela pra nos visitar. Algum problema?
Ele ficou em silêncio por um tempo, então beijou um canto perto da minha orelha. — Lily também vem? Podemos leva-la pra Disney. Eu lembro que gostei quando era criança.
Minha cabeça girou só um pouquinho, enquanto um sorriso completamente incontrolável apareceu em meu rosto. — Você está falando sério?
— E porque não estaria? Ela quer vim pra cá não é? Traga ela logo. Assim eu tenho mais uma professora de português. — Aquilo foi direto para o meu coração, o expandindo e comprimindo de tanta felicidade. O abracei apertado, enchendo seu rosto de beijos. Estava ansiosa para ver minha irmã, aquilo seria incrível.
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