Notas iniciais
Meninas sorry a demora. Viajo praticamente toda semana a trabalho e ontem foi um dia puxado. Esse capítulo ficou morninho, mas é porque já vem fortes emoções por aí...rsrs

Quando Vitor chegou em casa naquela noite, teve uma surpresa. Estefânia o esperava na sala, sorridente, enquanto assistia televisão. O chef largou sua mochila no chão e correu para perto da amada...

— Uau! Por essa eu não esperava! — exclamou, dando-lhe um beijo — Você não falou nada, não sabia que viria. Teria chegado mais cedo...

— Quis fazer uma surpresa...- comentou a estilista — E distrair a cabeça...

— Algum problema?

— Comigo nenhum...mas meu primo...

— Ih já sei! Ele está de namorada nova? — sugeriu Vitor.

— Como sabe?!

— Primeiro porque sou amigo dele...segundo porque eu vi...

— Viu? Viu o que?! — perguntou Estefânia, curiosa.

— Meu amor, você sabe que não gosto de fofocas...

— Ah Vitor! Agora fala! O que você viu? Foi hoje lá no foodtruck?

— Isso...não foi muito legal na verdade. O Gustavo chegou lá com a Verônica e até ai tudo bem...eu acho que a coisa está ficando séria...eles se beijaram e tudo...

— É isso? Ué amor...as pessoas se beijam e...

— Se fosse só isso, não teria porque te contar...- continuou Vitor, rindo — Adivinha quem chegou no exato momento e viu os dois?

— Ai meu Deus...a Cecilia? — perguntou. O chef balançou a cabeça positivamente — Tadinha... — lamentou-se tia Perucas — E o que o Gustavo fez?

— Nada...ele não viu, estava beijando a Verônica esqueceu? Vem cá Estefânia...a Cecilia gosta mesmo do Gustavo?

— Claro que gosta! É óbvio, não?

— Ela já te disse isso?

— Não com todas as palavras...mas tem que ser muito cego para não perceber! Por que você acha que ela colocou em cheque sua vocação religiosa? Mas meu primo é tão cabeça dura...- lamentou-se.

— Meu amor...você não pode forçar a barra para que duas pessoas se gostem...- começou Vitor.

— Ai que está! Não estou forçando nada...O Gustavo em algum momento se apaixonou pela Cecilia...Ele se abriu comigo uma vez, dizendo que sentia algo a mais por ela...Só resolveu lutar contra isso!

— Esse algo pode não ser amor...

— Mas é Vitor! Eu conheço meu primo...mas infelizmente não há nada que eu possa fazer para ele ver que agora não há nada que impeça o caminho dele com a Cecilia...

— Talvez possa...- começou Vitor.

— Possa o que? — estranhou Estefânia.

— Olha só meu amor...talvez o que impeça o Gustavo de se aproximar da Cecilia, seja o jeito dela, entende?

— Não!

— A Cecilia, apesar de ter largado o hábito, ainda se comporta como se o estivesse usando...Ela é tímida, pouco vaidosa...Não que ela não seja bonita, ela é muito...com todo respeito! Mas, talvez se ela fosse mais digamos...segura de si...o Gustavo passaria a reparar...Eu acho que o que o impede, é algum tipo de...sei lá...medo de machucar alguém que ele não deveria...ou uma imagem muito forte que ele ainda mantém sobre ela, e talvez por esteriótipos entende que seus sentimentos são errados diante da sociedade...sei lá! Imagine o tanto de coisas que não se passa pela cabeça do cara...

— Entendi aonde quer chegar...e acho que tive uma idéia também! Meu amor você é um gênio! — concluiu Estefânia.

...

Na manhã seguinte, Estefânia chegou no apartamento, quando Gustavo terminava de tomar o café da manhã. Apesar do que Vitor contara, o primo não parecia tão sorridente, como se esperava se um homem que tirará a noite para se divertir. Parecia abatido, e não percebera sua chegada...

— Bom dia! — cumprimentou, propositalmente alegre.

— Ah...oi prima...nem sabia que tinha passado a noite fora...Toma café comigo? — perguntou o empresário.

— Já tomei, mas aceito um golinho...- respondeu a estilista, sentando-se — E ai? Divertiu-se ontem a noite?

— Sim...- respondeu Gustavo, monossilábico.

— Hum...- simplificou Estefânia, tomando seu café — Já tem planos para Dulce Maria esse fim de semana?

— Não...não pensei em nada...ainda é segunda...por que?

— Posso sair com ela no sábado? Um dia de mulheres femininas...- brincou — Comigo e com a Cecilia...

— A Cecilia? — estranhou O empresário.

— Sim ué...ela também é uma mulher feminina...- afirmou a estilista.

— Tudo bem...Ahn...Estefânia?

— Sim?

— Nada...nada, esquece...- desistiu Gustavo.

Aquela semana passou voando para todos. O sábado amanheceu ensolarado, com um céu livre de nuvens. Dulce acordou cedo e tomou o café da manhã correndo, pois estava ansiosa para sair com sua tia Perucas. A menina adorava os momentos reservados apenas para as duas. Ficava feliz em passar o maior tempo do mundo com seu pai, mas era diferente.

— Pronta bonequinha? — perguntou Estefânia, quando viu a menina descer as escadas.

— Que peruca bonita titia...- observou Dulce. Estefânia um conjunto todo cor de rosa.

— Obrigada Dulce. E ai? Vamos?

— Sim pirilim! E a Ceci?

— Eu já liguei para ela. Deve estar chegando aqui. Mas meu amorzinho...é surpresa, a Cecilia não sabe onde vamos...

— Ta bom titia...Prometo que juro não falar nadinha!- concordou Dulce, cúmplice.