Notas iniciais
Oi meninas. Desculpem a demora. Estou em viagem pelo trabalho, então meu tempo está meio corrido. Continuem acompanhando pq agora só vem o que queremos ver na novela :)

No dia seguinte, Fátima terminava de arrumar alguns quitutes que preparara para o piquenique, quando a irmã mais nova saiu do banho, enrolada num roupão, com a toalha na cabeça. Segurava duas peças de roupa nas mãos...

— Fa...o que acha que fica melhor com esse shorts? Essa ou essa aqui? — perguntou Cecilia, mostrando as peças.

— Hummm desde quando você se preocupa com isso? — riu a irmã — Eu gosto da vermelha, combina com sua pele...

— Desde que eu quero ficar bonita para o homem que amo...

— Você já é linda minha irmã...Não precisa de nada para isso...- afirmou Fátima — Agora ande logo que daqui a pouco o Gustavo deve estar chegando...

Vinte minutos depois a campainha das irmãs Santos tocou. Fátima gritou, chamando a irmã que não respondeu. Abriu a porta rindo e encontrando Gustavo. Não era difícil entender porque Cecilia trocara a vocação pelo amor. O futuro cunhado era um homem realmente bonito. Não era difícil cair em seus encantos. Vestia uma bermuda jeans e camisa pólo clara que realçava a pele morena. Os olhos verdes estavam escondidos atrás das lentes do óculos escuros que retirou assim que viu a cozinheira.

— Bom dia Fátima! — cumprimentou o empresário, sorrindo — Prontas?

— Eu estou! — riu a moça — A Cecilia está lá no quarto. Eu vou esperar no quarto enquanto você a apressa...- piscou, pegando a cesta e saindo.

O rei do café balançou a cabeça, rindo baixo, mas aproveitou a situação. Entrou em silêncio na casa e caminhou em busca da amada. Sorriu ao encontra-la. A ex-noviça estava sentada num banquinho em frente ao espelho. Mexia nos cabelos escuros, segurando as madeixas e depois soltando-as. Provavelmente ponderando se os prenderia ou não. Estava distraída e não percebeu a chegada do empresário. Ele aproveitou para se aproximar sorrateiro, abaixou-se um pouco e a abraçou por trás, afundando o rosto na curvatura do pescoço dela.

— Ai Gustavo! — exclamou, assustando-se. Apesar disso, arrepiou-se toda ao sentir a respiração quente dele contra sua pele.

— Bom dia meu amor...- devolveu, ainda com os braços em torno dela — Adoro seu cheiro...- afirmou, fechando os olhos — Você está bem?

— Uhum...- suspirou Cecilia.

— Ótimo...fico mais aliviado...- afirmou o empresário — Vamos? Sua irmã está nos esperando lá no carro...

— Me dê um minutinho e...- começou a jovem.

— Você não precisa desse minutinho...É a mulher mais linda que conheço...mas talvez...talvez seja interessante usarmos esse minutinho para outra coisa...- sugeriu, prendendo o olhar no dela.

— Para que? — perguntou ingênua.

— Para isso...- respondeu Gustavo, tomando os lábios convidativos nos seus.

Uma onda de calor os envolveu, fazendo Cecilia puxa-lo pelo pescoço. Gustavo trocou de lugar com ela, puxando-a para seu colo, aprofundou o beijo. Afundou uma das mãos nos cabelos macios, pois tremia com vontade de toca-la inteira.

— Está cada vez mais difícil ficar longe de você...- sussurrou contra a boca dela, enquanto tomava fôlego — Eu adoro os programas familiares, mas minha vontade agora é ficar só nós dois em nosso mundo...- declarou, arrancando um sorriso da amada — Você está me deixando muito maluco...Como eu pude ser tão idiota para deixar tanto tempo passar sem essa felicidade?

— A culpa não foi sua...foi nossa...somos dois idiotas...- riu Cecilia, encantada com as declarações dele. Deslizou as mãos pelos cabelos e depois pelo pescoço do empresário. Ainda não podia acreditar que ele estava ali, cem por cento ao seu alcance, dizendo que a amava. Sentiu vontade de não larga-lo nunca mais.

O toque delicado da ex-noviça incendiou Gustavo que a apertou contra o seu corpo.

— M-meu amor...meu amor...- murmurou, interrompendo o beijo.

— Hum?

— É...eu acho melhor pararmos por aqui...- disse o empresário — Se eu ficar mais um minuto aqui sozinho contigo, não sei se consigo responder pelos meus atos e não quero apressar as coisas com você...quero que quando acontecer seja especial...O que você acha? — afirmou, rindo.

— É...- começou Cecilia, um pouco constrangida — E-eu...

— Não precisa dizer nada...Quer alguma ajuda? — perguntou, acariciando os cabelos dela. Ela era linda com os cabelos soltos, presos, de qualquer jeito.

— Só estou levando essa mochila...são algumas coisas que separei para umas brincadeiras com a minha pequena...- explicou.

— Eu levo...pode deixar...- disse o empresário — Você sempre tão atenciosa com ela...obrigado...- sorriu — Ela está ansiosa pela dia de hoje...não fala em outra coisa desde que acordou!

— E por que não veio com você?

— Foi com o Victor e a Estefânia buscar o Gabriel...

— Tem certeza que não vamos nos intrometer num dia em família?

— Meu amor, você e sua irmã também são minha família agora...Se depender de mim, para sempre...- declarou Gustavo, tentando conter as palavras para o momento certo de pedir que Cecilia aceitasse oficializar tudo aquilo.

A jovem segurou a respiração e exalou o ar abrindo um sorriso e dando um passo a frente. Fechou os olhos e beijou o rei do café com apenas um roçar de lábios. Gustavo segurou-lhe o queixo com carinho.

— V-você tem razão é melhor irmos...- gaguejou a ex-noviça, ansiosa, fazendo o amado rir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.