Para Todo o Sempre...
7 O coração diz
Notas iniciais
Nar. Mônica
Meus olhos já estavam inchados de tanto chorar, eu estava a mais de meia hora chorando feito uma sem noção em meu quarto depois que o idiota do Cebola saiu.
Então enxuguei meus olhos, dei um longo suspiro, e me levantei, peguei meu celular que estava sobre o criado mudo ao lado de minha cama, e ví que já ia dá 12h da tarde, a Rosa veio aqui tentar me tirar do quarto mais de seis vezes, e antes que a coitada perca a paciência, eu vou logo me levantar. Então segui até o banheiro com uma preguiça imensa, retirei minhas vestes lentamente, e entrei debaixo do chuveiro, e sentir aquela água morna relaxar meu corpo, e depois de fazer toda minha higiene matinal, sair do banheiro enrolada em uma toalha branca, e fui diretamente até meu closet e vestir um vestido preto florido, suas flores eram pequenas e vermelhas bem escuras com algumas folhas, ele tinha alças finas e era bem soltinho e rodado e tinha um único babado na ponta e ele vinha abaixo do meio da coxa, então para finalizar eu peguei um cinto grosso, preto que tinha uma rosa preta pequena na frente e coloquei e o puxei o vestido um pouquinho por cima do cinto para da um toque final, e calcei uma sapatilha da mesma cor, e depois de me produzir, e escovar meu cabelos, desci já apreensiva de encontrar o Cebola, não tinha ninguém na sala, então segui até a sala de estar, e disse assim que cheguei_ Bom dia!
— Boa tarde dona_ diz Rosa batendo suavemente o dedo indicador e o dedo médio juntos no pulso.
Eu sorri de leve, e olhei a minha volta e não vi a presença de uma pessoa.
— Cadê o..._ Eu comecei a falar, mais logo parei e corei no mesmo instante, eu não acredito que ia fazer realmente aquela pergunta.
— O Cebola?_ ela completa minha pergunta me deixando com as bochechas ainda mais vermelhas.
— Ele foi para a escola, você poderia estar fazendo o mesmo_ Ela diz erguendo a sobrancelha.
— M- Mais ele não estava atrasado?_ perguntei constrangida.
— Estava... Mais foi mesmo assim, disse que chegaria a tempo de pegar a segunda aula_ Ela diz pondo suco no copo e apontando para cadeira.
Eu me sentei e bebi um pouco do suco e ela disse se sentando o meu lado e disse me fitando com um olhar preocupado_ Mônica minha flor, deveria ouvi-lo, ele me falou sobre oque aconteceu, e ele disse que não foi ele.
Eu respirei fundo e disse_ Não seja tão ingênua Rosinha, foi ele.
Mônica, você precisa ouvi-lo, ele foi bem sincero, e sei quando as pessoas estão mentindo. E aquele rapaz, falou a verdade, e ele tem muita preocupação por você, ele realmente que te ajudar_ Ela disse pegando em uma de minhas mãos.
Eu abaixei a cabeça sentindo um grande aperto no coração e disse num tom frio_ Eu não preciso da ajuda dele.
— Mônica, o que ouve com aquela menina doce e gentil que era, mesmo que fosse ele, deveria perdoa-lo_ Ela disse.
— Aquela besta não existe mais, e não há perdão para ele Rosa_ Eu disse no mesmo modo frio fitando o copo do suco.
— Tenta filha, eu sei que não foi ele, mas você é teimosa, então isso é o mínimo _ Ela diz.
Eu assenti com a cabeça e disse_ Veremos.
Ela me fitou com um olhar decepcionado soltou um suspiro e se levantou indo logo embora.
— Se precisar estarei no jardim_ Ela diz e segue seu caminho.
Eu respirei profundamente, bebi mais um pouco do suco e peguei uma maça e segui até a sala, me sente no sofá sentando em cima de uma das pernas e a outra para baixo, dei uma mordida na maça, e como num toque de magica, aquele maldito garoto entrou em minha mente, eu tentava pensar em outra coisa mais ele era persistente em permanecer em minha mente, ele parecia ser tão legal, mais me enganei, ele é um idiota, mais idiota sou eu de confiar nele. Arg !
E ele permanecia em minha cabeça, e vários suspiros saiam involuntariamente, e um arrepio tocou minha pele, e eu um forte batimento ocorreu dentro de mim, poxa por que ele tem que ser tão idiota, o pior é que ele diz que não foi ele. Que raiva.
E para piorar ele agora tem que ficar aqui, nunca sentir um ódio tão grande como sinto por ele, eu era muito ingênua, muito besta, mas enfim, mudei, já era a tempo. E ela quase me convenceu que não foi ele, ela é muito inocente, quem dera que não fosse realmente esse babaca.
Eu balancei a cabeça e disse para mim mesma_ Esquece Mônica.
Então me levantei e subi até o meu quarto, e assim que entrei meu celular tocou, eu fui até ele e era a Maga e disse atendendo_ Oi Maga.
— Oi Mô, eu só liguei para dizer que eu vou passar ai mais tarde, precisamos conversar.
— Ok.
— E eu tinha mandado o recado pelo Cebola, mais como eu sai da escola mais cedo que ele, eu resolvi dá eu mesma.
Logo ouvi o barulho de um carro e me aproximei da varanda, puxei u pouco a cortina, e vi o carro dele indo para a garagem.
— Você o que?
— Relaxa nervosinha.
— Maga, porque logo para o idiota do Cebola em?
— Talvez pelo fato dele estar hospedado ai, e facilitaria mais, e sabe Mô, acho que deveria parar com isso o Cebola é bem legal, humilde, e bem gentil, acho que não foi ele que fez isso, esquece isso Mô.
— Para de ser ingênua Maga, sei que foi... Olha esquece isso, então te vejo depois né?
— É... Mais, pensa nisso Mô.
Eu permaneci calada e me aproximei novamente da varanda e o vi vindo em direção a entrada da casa, com a mochila enquanto passava a outra em seu cabelos, e ela disse_ Depois conversamos, tchau.
— Tchau.
Eu respirei profundamente, e fui até minha cama, e joguei meu celular sobre ela, e logo depois me sentei na ponta e joguei meu corpo para trás deitando-me de barriga par cima, e fitei o teto, pensando sobre o que a Maga e a Rosa disse, e senti um batimento acelerado dentro do peito, soltei um leve suspiro e me levantei novamente indo diretamente até a porta, e dei de cara com o Cebola, nossa foi incrível a velocidade daquele troço que batia, uma sensação diferente ocorreu comigo, senti como se estivessem borboletas batendo assas em meu estomago, e senti um arrepio percorrer a minha pele, ele já estava bem próximo a porta, eu mordi o lábio inferior ele me olhou de canto e abaixou a cabeça, e antes que ele se virasse para abrir a porta, entrou algo em mim que me fez dizer num tom meigo e delicado de antes_ O- Oi.
Ele parou por uns instantes, e abriu um sorriso discreto, e disse num tom gentil e calmo_ Oi.
E logo seu sorriso desfez, ele parecia meio, magoado sei lá, eu senti um aperto no coração, e sem querer eu pensei muito alto e disse num tom bem deprimido_ Olha Cebola, me desculpa, e- eu não quis fala tudo aquilo para você, muito menos te acusar, m- me desculpa.
Eu abaixei a cabeça e disse para mim mesma _ Deus o que foi isso que rolou agora?
Eu ouvi um leve riso, e senti ele se aproximar de mim e dizer num tom calmo_ Sei que não quis dizer aquilo, você é muito doce para dizer algo do tipo intencionalmente, mesmo não demostrando, você ainda é aquela garota que conheci á dias atrás, só estar muito magoada e muito mal por sua perda. E não se desculpe agora, eu sei que não fui eu, mais sei que mesmo depois de lamentar ainda desconfia de mim.
Eu o fitei surpresa, e quando eu ia abrir a boca para dizer algo ele disse_ Mais tudo bem, eu te entendo, também e um pouco obvio, entendo sua desconfiança. E eu ainda vou provar que sou inocente nessa história e só ai pode desculpar-se, mais não será necessário, já aceito suas desculpas.
Eu senti meus olhos lacrimejarem, meu coração dizia que ele não tinha feito aquilo, mais minha mente era persistente em acusa-lo, meu coração ficou apertado, ele sorriu de modo doce, e sem querer eu deixei um lagrima cair, bem na frente dele que vergonha. Foi involuntariamente e logo meu coração palpito fortemente como se fosse pular de meu peito, acho que dava para ouvi- ló perfeitamente, quando senti sua mão quente tocar minha face, e enxugar a lagrima que rolava em meu rosto, o brilho de seus olhos se tocaram com os meus, e ele disse com um sorriso de canto_ E essa é a prova que a verdadeira Mônica ainda existe.
Eu dei um leve riso, e vi seu olhar descer até meu sorriso fraco, e subir até meus olhos novamente, e eu podia senti seu hálito fresco de menta tocar minha face, e eu senti do nada um arrepio que fez um suspiro fraco, e cada vez mais seu rosto se colava ao meu, meu corpo pouco á pouco se colar ao seu e senti sua outra mão em minha cintura, e quando finalmente foquei no que estava ocorrendo, foi muito tarde, meus lábios já se tocaram com os seus, e como num piscar de olhos toda aquela frustação e aquela dor que eu sentia, tinha ido embora, era como se eu necessitasse daquilo, e... Era tão bom, algo batia forte dentro de mim, e eu não pude hesitar, e meu Deus, era o Cebola, como eu tive coragem de fazer algo do tipo, minha mente tornou a me aconselhar a acabar logo com aquilo, pois eu sabia que estava errado, mais algo mais forte bateu em meu peito e me fez deixar rolar, e eu já tinha me jogado de cabeça naquele beijo.
Como eu pude fazer isso? E o Cebola, eu odeio o Cebola. Tenta lembrar Mônica, o cara idiota arrogante, egoísta, sem noção, trairá e canalha... Lembra-se disso.
Mais tudo que se passava em minha mente foi em vão, por mais que meu cérebro tentasse fazer o movimento de se distanciar dele, aquele troço que criava toda a pressão me deixava imóvel, e eu pude sentir mais e mais seus doces lábios nos meus.
— Amores, brigando outra vez?
Eu ouvi a voz da Rosa bem longe, então eu o empurrei rapidamente, e finalmente eu a vi subindo as escadas no inicio do corredor, seu sorriso se desfez rapidamente quando se aproximou e nos fitou com mais atenção e perguntou_ Oque ouve? Estranhei muito, vocês só vivem discutindo, né dona Mônica?
Eu estava tentando digerir aquela loucura que ocorreram segundos atrás, e eu virei meu rosto e o fitei novamente, e disse num tom baixo sentindo meu rosto corar_ Licença.
E entrei rapidamente em meu quarto, e fechei aporta, e disse num tom baixo e desesperado_ O que eu fiz?
Continua...
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