Para Todo O Sempre
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Camila-
Zayn me convidou para ir na casa dos meninos, aceitei. Arrumei um pouco de roupa, pra mais ou menos 3 dias enquanto Zayn se vestia. Desligamos tudo e fomos até a garagem. De lá seguimos até o apartamento dos meninos.
Era um condomínio fechado, havia mais do que um prédio. O dos meninos era o da esquerda. Zayn abriu a porta da garagem e estacionou o carro. Pegamos o elevador e fomos para o último andar. Entramos sem bater, todos estavam na sala.
- Até que enfim voltou pra casa Dj. Malik! – falou Harry
- Sentiu saudades? – perguntou Zayn arqueando uma das sobrancelhas.
- Claro que sentimos saudade do nosso gay favorito – falou Louis, brincando
- Eu sou gay? – falou Zayn, parecia que estava bravo, então ele se jogou em cima dos meninos que começaram a rir.
Fiquei olhando estranhamente, então Liam veio do meu lado.
- Eles são loucos
- É, eu percebi – ri
- Aonde eu vou dormir?
- Acho que com o Zayn... – falou ele saindo de fininho. Como ele sabe?
Tentei fazer com que os meninos me notassem, mas não deu muito certo. Entrei no corredor e fui vendo os quartos pra ver qual era o do Zayn. Era o segundo.
Sentei-me na cama e coloquei minha mala em cima da mesma, tirei um pouco de roupa pra por no roupeiro. Quando abri o roupeiro um monte de roupa caiu em cima de mim. Gritei.
Ouvi os meninos vindo rapidamente pro quarto, acho que eles não sabiam onde eu estava...
- Gente, eu to aqui – ergui minha mão, quanta roupa! Todos começaram a rir, me levantei com dificuldade – não tem graça – ri sarcasticamente.
Zayn me estendeu sua mão e me ajudou a levantar. Fomos até a sala novamente.
- O que levou vocês a virem pra cá? – Louis pediu
- Zayn me obrigou – falei ajeitando meu cabelo
- Ah, então você não queria vir? – perguntou Niall todo triste, ri.
- Claro que sim né! – joguei uma almofada no Niall, mas acertou o Harry
- Opa! Desculpa Haroldo!
Então passamos a noite mais ou menos assim, fazendo brincadeirinhas um com o outro, cantando, pulando, comendo. Bem vida de adolescente louco.
Acordei na outra manhã com o celular tocando. Atendi-o, era 10h.
- Alo? – falei sonolenta
- Oi, é a Camila?
- Ela mesma, quem tá falando? – falei me virando pra ver se Zayn havia acordado
- É o sargento William da companhia de bombeiro da cidade, você mora na rua Champbel 269 com ligação direta a rua Crussiville 322, apto. 8?
- Sim, o que aconteceu? – me levantei apressadamente, coloquei minha pantufa e fechei a porta.
Zayn-
Acordei com o celular da Cami tocando, ela o atendeu mas eu não consegui dormir de novo. Não conseguia entender com quem ela estava falando.
Depois que ela saiu do quarto, pensei em ir atrás dela, mas fiquei atrás da porta escutando a conversa.
- Eu estou calma, me fala o que aconteceu!
- O QUE? ISSO NÃO PODE SER VERDADE! DEVE SER UM TROTE.
- Não! Não! NÃO!
Ela parou de falar e veio em direção a porta, me joguei na cama novamente. Ela entrou bruscamente pela porta, estava chorando.
- O que aconteceu?
- O... O apartamento... Ele... Ele...
- O que aconteceu Cami?!
- Ele está destruído!
Fiquei em choque. Nos arrumamos rapidamente e fomos para o apartamento. Chegando lá havia um monte de gente na frente, de pijama ainda.
Ambulância, carros de bombeiros e muita fumaça. O apartamento da Cami havia pegado fogo e ela estava em prantos.
- Calma Cami...
- Como eu vou ter calma! Me diz? – ela chorou mais – Todos os meus desenhos, o meu diário, tudo estava ali, minha vida estava ali, e agora não restou nada...
Descemos do carro e vimos a tia dela saindo do prédio... Em uma maca. Ela caiu em meus braços em pranto e eu a abracei forte. Coitada da minha pequena, não acredito que isso tenha acontecido.
Em poucos segundos, Camila saiu correndo dos meus braços e entrou dentro do apartamento em cinzas e a única coisa que consegui fazer foi sair correndo atrás dela.
Entrei no prédio e subi as escadas num pulo, cheguei no apartamento, não tinha ninguém. Entrei em passos leves olhando cada canto arruinado pelas chamas.
Camila-
Ver a minha tia numa maca foi a gota da água pra mim, sai correndo e entrei no apartamento em cinzas. Tudo estava preto, cada canto, cada partezinha se quer não existia mais.
A cozinha estava em ruínas, como também a sala. Ah, a sala onde tudo aconteceu, não puder conter as lágrimas, estava tremendo. Como isso pode acontecer e porque isso aconteceu? Andei alguns passos até chegar a porta do meu quarto. Estava tudo arruinado, meus desenhos estavam queimados e partes jogadas no chão, minha cama, preta e sem vida.
Estava tudo destruído e eu nem estava ali pra salvar. Salvar minha tia, meus desenhos... A única coisa que sobrou do meu quarto foi meu diário.
Escorei-me na parede e deslizei até o chão, chorando contra os meus joelhos. Tudo... se foi. E eu não podia fazer nada contra isso.
Zayn-
Estava parado, em choque talvez. Alguns soluços me tiraram do êxtase e eu os segui. Era a Cami, toda encolhida escorada na parede, isso doeu no meu coração.
Cheguei mais perto e sentei-me ao lado dela, fazendo ela deitar no meu colo.
- Vai ficar tudo bem – falei inseguro, passando a mão nos cabelos dela – você vai ver
- Zayn – ela apertou minhas pernas
- Que foi anjo?
- Por que? – ela começou a chorar. Eu a levantei e saímos do apartamento seguindo para o hospital. Chegando lá, perguntamos para a recepcionista aonde a tia dela estava.
Tentamos de tudo para entrar, mas foi em vão. Esperamos por minutos, horas, até que o médico veio falar com a gente.
- O que aconteceu com a minha tia? – ela se levantou rapidamente, e eu me levantei também, segurando a mão dela
- Bem... Desculpe falar isso, mas sua tia não sobreviveu...
Essa foi a gota d’água. Cami caiu em meus braços chorando muito, não conseguia ver a minha pequena assim.
- Como não? – indaguei
- Ela estava com queimaduras em todo corpo e algumas eram graves demais, e além disso, ela ingeriu muita fumaça, não tinha mais o que fazer.
Sentei-me ao lado da Cami.
- Mas ela me pediu para te falar uma coisa
- O que?
- Cuide dela, como você nunca cuidou de ninguém.
Assenti.
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