Para Todo O Sempre
3 Capítulo 3
Notas iniciais
“Querido Diário
Hey hey, quem está sentada na sala de espera com a bunda doendo esperando a tia fazer check-in? Quem? Quem? É sou eu. Daqui a poucos minutos estou embarcando pra Londres, que loucura.
Não entendi como meu maldrasto deixou, mas estou muito feliz. Vida nova, isso sim. Vamos ficar, mais ou menos, um ano lá e eu não acredito nisso.
Nunca levei fé nessa história de morar em Londres, até porque nunca entendi porque esse inglês é diferente do outro, mas agora estou muito feliz. Londres é lindo, mágico, perfeito. É a cidade dos sonhos.”
- CAMILA, ANDA CAMILA VAMOS!
Levantei meus olhos e vi minha tinha gritando que nem uma louca pra mim ir para o avião. Coloquei a caneta no bolso, peguei minha mala e sai correndo. Entrei.
Sai correndo na frente da minha tia, era meu sonho sentar na janelinha. Joguei minha mala em cima do banco e sentei-me. Mostrei a língua para ela, que retribuiu com um sorriso sarcástico.
Arrumamos nossas malas e ficamos esperando a aeromoça falar. Minha tia, que já havia viajado bastante de avião, ficava fazendo gestos imitando a aeromoça, ri baixo.
Colocamos nosso cinto e o avião decolou, depois que tudo se estabilizou, coloquei meus fones e esperei as 4 horas de voo passar.
- Tia, o tia...
- Que foi Camila? – falou ela sonolenta, se virando pra não ouvir mais minha voz.
- Nós chegamos, vamos, nós chegamos em Londres!
Ela me olhou com os olhos arregalados, me levantei e peguei minha mala. Saímos do avião e fizemos tudo aquilo que devia ser feito e então fomos pra frente do aeroporto esperar um táxi.
Conseguimos um, uma meia hora depois. Colocamos nossas malas no porta-malas e fomos para o nosso apartamento. Não conseguia para de admirar a linda e bela Londres, todas aquelas construções diferentes, e aquelas pessoas. Era um sonho.
Chegamos ao nosso destino, desci do táxi num pulo, peguei minhas malas e entrei dentro do prédio. Não era um prédio muito chique, mas também não era muito pobre.
Era de uma cor difícil de explicar, meio marrom, meio bege. Tinha uns 5 andares e o nosso era o quarto. Por dentro tinha um pequeno hall com um balcão a esquerda e ao lado um sofá. Ao lado do sofá tinha uma porta e em frente a porta tinha um elevador.
Em diagonal com o elevador, tinha as escadas. Minha tia chegou ofegante, falamos com a recepcionista, pegamos nossa chave e fomos para o elevador. Subimos até o quarto andar, e entramos no nosso quarto.
Era lindo, de primeira tinha uma grande sala com uma lareira e uma TV, atrás do sofá tinha uma parede de PVC aonde tinha lugares pra por quadros ou coisas do tipo. Atrás dessa parede tinha uma salinha de estar que onde tinha uma porta de vidro pra sacada.
Havia uma porta que dava para os quartos, haviam dois. Um não muito grande mas com um banheiro e um maior. O pequeno provavelmente seria meu, porque tinha uma cama de solteiro.
Ao lado da sala, tinha uma porta que dava pra cozinha onde tinha um balcão que deixava tudo mais aberto. Na cozinha tinha uma porta para a lavanderia. Era tudo lindo.
Entrei correndo e fui direto pro meu quarto. Era todo branquinho e tinha um lindo closet. Não era muito grande, mas cabia minhas poucas roupas. Não trouxe muitas porque sei que irei comprar bastante aqui.
Joguei minha mala em cima da cama e comecei a arrumar o meu closet. Coloquei as blusas em um lado e os shorts em outro. Arrumei minha cama com um lindo lençol rosinha bebê, os travesseiros eram brancos e a colcha que coloquei por cima era roxinha.
Peguei meus desenhos e colei-os na parede atrás da minha cama. Havia uma mesa na frente pra por o que eu quisesse, então tirei alguns porta retratos e coloquei meu notebook em cima da mesa.
Entrei no computador pra falar com as meninas, ficamos um bom tempo conversando. Escutei alguém bater na porta, me virei.
- Ah, oi tia
- Oi princesa – ela deu um beijo na minha testa e sentou-se na ponta da cama – então, o que achou do nosso novo lar?
- Maravilhoso, melhor impossível!
- Quer ir almoçar? – ela sorriu
- Vamos, claro
Desliguei o meu computador e segui minha tia. Fomos até um restaurante perto dali, mas quando estávamos chegando lá perto havia uma multidão de meninas gritando e pulando com cartazes escritos One Direction.
Já havia ouvido falar dessa banda, e pra falar a verdade até gosto de algumas músicas. Minha tia segurou meu pulso e fomos abrindo espaço entre as garotas, de repente eu tropecei em um degrau e cai. Senti alguma coisa pontuda batendo forte em minha cabeça, e depois tudo ficou escuro.
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