Para Te Encontrar

9 Capítulo 8 - Sentimentos Opostos


Notas iniciais
Meninas preparadas para um capítulo muito esperado de PTE? Espero que sim. O cap tem música e dessa vez a mesma tem partes em (itálico), (negrito) e (ambos), vocês entenderam o porquê ;). Então no momento certo coloquem o link para tocar e aproveitem. Não deixem de ler as notas finais. Apreciem Com Moderação. Capítulo Postado Em: 28/10/19

Estamos destinados a ficar juntos, mas apenas como amigos, como nossos pais foram. Resta saber se as palpitações irregulares do meu coração serão capazes de entender isso também...

— É já está tarde mesmo e amanhã você ainda acordará cedo para ir ao Antiquário, acho melhor irmos dormir. Hoje foi um dia cheio de emoções para você. – Edward falou.

— É verdade, fiquei tão entretida com tudo que não vi as horas passarem e preciso dormir. Não quero chegar atrasada e fazer feio com a Rose logo no primeiro dia.

— Então vamos, te acompanho até o quarto. – Juntei minhas coisas e devolvi o porta-retratos ao lugar.

Subimos sem dizer nada. Ao paramos em frente à porta do meu quarto, nos despedimos formalmente como sempre, então entrei e Edward seguiu. Ajeitei minhas coisas para amanhã, deixei a bolsa e as roupas já arrumadas, guardei meus papéis com todo cuidado e deitei. Graças a Deus o sono veio rápido e pude aproveitar as horas restantes para descansar...

Quando acordei foi disposta e bem animada.

Tentei não me apegar muito aos fatos que descobri sobre minha vida pessoal e focar a concentração apenas no meu emprego e na nova fase que se inicia hoje.

Levantei, tomei banho, me arrumei vestindo a roupa escolhida, após julgar-me pronta, sai do quarto. Quando fechei a porta vi que outra pessoa fazia o mesmo apontando no corredor, era Edward.

— Bom dia Edward, dormiu bem?

— Bom dia Bella, sim e você?

— Também, apesar de tudo. Mas Edward queria te pedir um favor.

— Pode falar.

— Não comenta com a vovó e a Alice sobre o que descobrimos ontem.

— Por quê? Você não pretende contar a elas?

— Sim. É só que não quero ficar pensando nisso desde agora. Procurarei focar minha atenção só no que preciso fazer hoje e no emprego. À noite converso com elas e conto tudo, pode ser?

— Tudo bem, guardarei seu segredo até a noite. – Ele falou dando uma piscadinha que me deixou tremendamente derretida.

— Bom dia irmãozinho, bom dia Bella, sobre o que estão conversando? – Alice apareceu do nada nos surpreendendo.

— Bom dia Alice, quanta animação para uma segunda-feira.

— Ah irmãozinho quando o fim de semana é bom e o próximo promete ser ainda melhor, temos que ficar felizes por todos os dias em expectativa ao mesmo. Sendo assim serei uma pessoa feliz desde hoje. – Edward e eu trocamos um olhar procurando entender de onde vem essa felicidade toda. Tinha uma leve ideia do porque da animação de Alice, só não sei se Edward já está por dentro das situações, de qualquer forma deixei o assunto quieto. – Mas e vocês do que falavam?

— Sobre o trabalho da Bella. Estava dizendo que posso acompanhá-la, já que será seu primeiro dia e o Antiquário fica no caminho do escritório. – O olhei querendo entender de onde tinha tirado essa ideia, mas ele apenas sorriu e deu de ombros.

— É Edward sugeriu isso, mas não acho que seja necessário, não quero incomodá-lo.

— Ah Bella, por favor, adoraria que meu irmão me levasse ao colégio. Mas como ele disse o Antiquário é a caminho do escritório, o colégio não. Mas adoro andar de bicicleta com ele, podemos enxergar Londres de um jeito diferente, você não concorda? A não ser que não queira andar de bicicleta com meu irmão.

— Não Alice, com certeza não é esse o problema. Já sai com o Edward uma vez e foi incrível, não me importo nem um pouco em andar na companhia dele.

— Pois assunto resolvido. Ele te leva, nem que seja só hoje, depois você decide como faz no restante dos dias. Agora vamos descer que estou morrendo de fome. – Alice colocou um ponto final no assunto e não tive como contestar.

Realmente não me incomodo em andar acompanhada de Edward. Minha grande preocupação é o efeito bobo que meu corpo tem com a proximidade do seu. Agora que já entendi nosso sentindo real, não tenho porque ficar fantasiando com coisas que não acontecerão...

Desci ao lado dos dois, quando sentamos a mesa vovó me desejou um bom dia e concordou com a ideia de Edward me acompanhar. Ficou marcado que ele me levará e buscará ao fim da tarde, assim voltaremos juntos para casa, ai coração, por favor, aguente firme!

Quando terminamos de comer, voltei ao quarto apenas para escovar os dentes e pegar minha bolsa. Assim que pisei na sala Edward já estava me esperando, me despedi da vovó e Alice na porta, uma voltou para dentro da pousada, enquanto a outra seguiu seu caminho sentindo o colégio.

Edward montou na bicicleta e ficou esperando que o fizesse também, sentei no mesmo lugar que da outra vez, ao me acomodar devidamente, Edward passou os braços ao meu redor e seguimos.

No caminho ele falou dos lugares que tenho que conhecer na cidade e também de outras paisagens turísticas da Inglaterra como um todo, que apesar de amar Londres e não pensar em morar em outro lugar. Edward disse que há muito mais a conhecer ao atravessar as paredes da divisa na terra da rainha.

O Itinerário que ele falou parece ser realmente incrível, mas ouvir tudo isso em sua voz, com a animação que passava, com certeza deu um gosto a mais na situação.

Não demoramos a chegar ao Antiquário. Alguns acham que bicicleta não é um meio de transporte viável nos dias atuais, porém quem pensa assim está muito enganado. Além de ser um transporte não poluente, ainda gasta muito menos tempo do que um carro, por exemplo.

Só a loucura que é o transito nas grandes metrópoles não está escrito. E no fim das contas pedalar ainda trás o bônus de ficar totalmente em forma, coisa que Edward com certeza está. Olhei discretamente para suas pernas torneadas e seus braços fortes confirmando veemente minha teoria.

— Está entregue mocinha. – Voltei minha atenção para seu rosto quando ele falou.

— Obrigada Edward, não sei como agradecer pela gentileza.

— Não foi nada. Estarei aqui às 18h em ponto, tudo bem?

— Não sei ainda como será meu horário. Mas prometo estar aqui em frente nem que seja só para avisar que não poderei ir com você.

— Certo, então nos vemos a noite. Tenha um bom primeiro dia.

— Obrigada, tenha um bom dia de trabalho também. – Dei um beijo em seu rosto e me afastei da bicicleta para que pudesse partir. Fiquei olhando enquanto ele descia da calçada e atravessava a rua, quando seu corpo sumiu ao virar a esquina resolvi entrar.

De pronto notei a bonita fachada do prédio, com enormes janelas de vidro dando uma boa visão do lugar e das obras que guardadas lá dentro. Abri a porta e pude observar o espaço grande, dividido em alguns biombos e ambientes característicos das obras e coleções. Avistei Rose atrás de um balcão, ela me viu também e acenou indicando para aproximar.

— Bella, bom dia.

— Bom dia, Rose.

— Pelo visto você vai ser uma ótima funcionaria mesmo, já chegou adiantada no seu primeiro dia.

— É que vim com Edward. Ele falou que seu trabalho é próximo daqui, então fez a gentileza de me trazer.

— Ah que ótimo. É realmente bom que venham juntos, Edward é um rapaz incrível mesmo.

— Ele é sim, incrível...

— Certo, teremos tempo para babar nas qualidades do Edward depois. Agora aproveitando que você chegou cedo, te mostrarei todo o lugar e direi também como será seu serviço, tudo bem?

— Eu não estava babando...

— É claro que não, imagina, como se Edward tivesse alguma coisa para admirar. Mas como disse discutiremos isso depois, agora mãos a obra. – Assenti e permaneci em silêncio enquanto Rose explicava tudo. Começamos com a carga horária, distribuição dos dias e das minhas funções.

Basicamente serei uma guia do Antiquário. Quando os clientes entrarem mostrarei artigos para compradores leigos e auxiliarei na escolha de boas peças para pessoas informadas.

Rose me mostrou um catálogo com todos os produtos, ao lado deles há uma pequena história sobre cada peça, assim me familiarizarei podendo auxiliar melhor nas escolhas.

Ela geralmente fica responsável pelo caixa e por fazer as negociações finais. Tanto para expor fora do antiquário, levando as obras consideradas relíquias, quanto em agendar exposições de novos artistas.

Aqui pode ser considerada quase como uma Galeria de Arte, a diferença é que Rose não agência os artistas, ela mostra o trabalho deles nas exposições para que outras grandes companhias se interessem e assumam o artista em questão.

Após conversarmos fiquei ainda mais admirada com tudo, realmente fascinada por aquele mundo que mistura arte, antiguidade e história.

Por último acertamos meu salário e as condições de trabalho. Como combinamos no Pub, serei tratada como funcionária efetiva, porém Rose ainda procurará alguém para auxiliar no caso de precisar partir qualquer dia.

Ao entrarmos nesse assunto acabei contando que já descobri quem é meu pai, ela ficou feliz por mim e perguntou quando irei procurá-lo, respondi que ainda não sei, mas o mais provável é que tente algo pelo fim de semana. Ela concordou e logo depois o primeiro cliente entrou, assim iniciei minha maratona de trabalho.

O dia foi extremamente satisfatório, não tenho a conta de com quantas pessoas falei e de quantas peças vendi ou deixei guardadas para serem avaliadas depois. O Antiquário é realmente um lugar badalado e bem visto pela sociedade Londrina, algumas pessoas passam apenas para dar uma olhada e acabam se empolgando em levar algo depois de nos ouvirem falar.

Outras que já vem com o projeto certo, em alguns casos acabam escolhendo mais produtos do que os que pretendiam levar de início. Rose falou que é sempre assim por isso estava tão louca atrás de uma pessoa para auxiliá-la, estou feliz em participar disso.

Revezamos na hora do almoço, quando o fim da tarde chegou trazendo o início da noite e o fim do meu primeiro expediente, estava mais do que satisfeita com tudo o que aconteceu nesse primeiro dia. Às 18h em ponto vi a bicicleta de Edward parar em frente ao Antiquário, com sua elegância e beleza desceu e veio falar com Rose.

— E ai? Como ela foi nesse primeiro dia? – Perguntou.

— Maravilhosa. Tive uma intuição sobre Bella assim que a vi, sabia que ela seria a pessoa ideal para me ajudar e não me enganei.

— Obrigada Rose, você está me ajudando muito. O mínimo que poderia fazer era retribuir suas expectativas. – Respondi.

— Não tem de que, uma mão lava a outra e as duas constroem um império. – Rimos de sua frase. – Agora vocês já podem ir. Vou fechar tudo e ir para casa, Emm e eu sempre jantamos juntos antes que ele vá ao Pub.

— Tudo bem, mande um oi para ele e até amanhã. – Me despedi, Edward também e saímos.

Fizemos o ritual de subir na bicicleta e passamos o caminho todo conversando. Dessa vez ele foi mais ouvinte das minhas palavras, pois estava contando tudo animada sobre as coisas que vivi no dia.

Ao chegarmos à pousada, cumprimentamos vovó e Alice que estavam pela sala e seguimos cada qual para o seu quarto na intenção de tomar banho e depois descer para jantar.

Após a refeição nos reunimos na sala e lhes contei também sobre meu dia e aproveitei o momento para falar sobre as minhas descobertas, tanto sobre meu pai, quanto a relação dos pais deles com os meus.

Quando mostrei uma foto dos meus papais, vovó pareceu lembrar-se de já tê-los visto furtivas vezes. Ela falou que eles devem ter se conhecido em algum lugar aleatório, talvez em alguma festa de amigos em comum, ou barzinho para jovens. Como suspeitamos pela época Edward já era nascido, então não tem como eles terem se conhecido na escola, anotei mentalmente de perguntar a mamãe sobre.

Mas no final da noite quanto fui responder seu e-mail, algo me disse para não abordar esse assunto ainda. Então acabei falando apenas sobre meu trabalho e disse resumidamente como foi na casa dos meus avós, deixando de fora o fato de ter descoberto sobre seu passado com a música e também sobre as coisas que a vovó me deu.

Quem sabe após o fim de semana caso consiga falar com meu pai, revele a ela tudo o que descobri, já contando sobre o encontro. Entretanto por agora preferi deixar os assuntos passarem...

***

Se achei que meu primeiro dia de trabalho foi incrível, é porque não conseguia imaginar como seriam os outros.

Nos dias que passaram só me adaptei mais a nova rotina. Acordava cedo todos os dias, tomava banho, me arrumava e descia para o café, depois Edward me levava para o trabalho.

Passava o dia envolvida entre acontecimentos e projetos, vendas e conversas com clientes, durante o almoço saia para fazer uma refeição por perto e logo voltava em busca de mais uma tarde animada e corrida.

No fim do expediente saia e encontrava Edward me esperando na porta do Antiquário para voltarmos à pousada. Cada um contava sobre suas experiências diárias, quando chegávamos à pousada o ritual de banho e jantar mantinha-se nessa ordem, e só depois decidia o que fazer no restante da noite.

Seja passar um tempo tomando chá na companhia da vovó. Ou ficando com Alice em seu quarto, enquanto ela contava dos babados do colégio. Se descesse poderia encontrar Edward ao piano, mas tinha medo de que ficando mais tempo ao seu lado meu coração e minhas confusões se contrastassem ainda mais, por isso permitia isolar-me no quarto pelo fim da noite até o sono me suprir.

Sobre meu pai, fiz uma pesquisa mais aprofundada para descobrir quem é Carlisle Cullen. Achei seus horários no hospital e analisei qual seria a melhor oportunidade para conversar com o mesmo.

Descobri que ele trabalha no turno da noite em alguns fins de semana e com uma simples ligação consegui saber que nesse sábado ele estará de plantão. Sua área médica é pediatria, porém não me importava em não ter uma criança de fato, já que meu intuito com ele não é uma consulta em si, mas uma conversa há muito adiada.

O primeiro dia de março chegou trazendo quase o início da primavera e talvez inspirado pelas mudanças de clima, Edward convidou Alice e eu de livre e espontânea vontade para ir ao Pub com ele.

Alice mais do que feliz aceitou prontamente, relutei um pouco por conta do encontro com meu pai, mas os dois insistiram até que finalmente aceitei. Sendo assim sairei mais cedo, irei até o hospital e mais tarde dependendo de como ocorram às coisas, seguirei para o Pub.

Apesar do tempo ainda frio, escolhi uma combinação de roupa amena, por já conhecer o clima do Pub sei que lá dentro sempre esquenta, mas para me proteger das rajadas de vento frio da rua vesti um sobretudo por cima e coloquei alguns acessórios terminando de me arrumar. Peguei uma bolsinha colocando as coisas que precisarei e sai do meu quarto. Passei no da Alice para dizer tchau, ela estava se arrumando e ainda demoraria um tempo, pois Jasper virá buscá-los logo mais.

Despedi-me rapidamente com um desejo de boa sorte e desci. Encontrei vovó na sala que também desejou que tudo de certo então sai porta a fora, sem ter visto Edward para me despedir também. Mas qual não foi minha surpresa ao vê-lo me esperando do lado de fora e com um táxi parado, aparentemente para nós.

— Edward o que significa isso?

— Significa que não te deixarei ir sozinha. Te acompanharei até o hospital e depois seguirei para o Pub. Mas não quero que você chegue lá sem ninguém ao seu lado, ou ache que não tem apoio para um momento tão importante como esse.

— Eu... Eu não sei nem o que dizer.

— Não precisa falar nada, mas vamos antes que se atrase e perca o horário da consulta. – Ele piscou em meio à ironia da situação, assenti e entramos no táxi.

Durante o percurso não conversamos muito, estava tensa e nervosa, e Edward respeitou meu espaço. Quando chegamos ao hospital ele desceu comigo e pagou o taxista mesmo sob meus protestos.

— Pensei que você já fosse seguir nele até o Pub. – Falei quando o vi me acompanhar para dentro do hospital.

— Eu pego outro depois não tem problema. Mas não cumpriria minha promessa se não te colocasse sã e salva aqui dentro, vamos até o balcão, depois que se informar sobre onde é a sala vou embora.

— Não me incomoda ter sua companhia Edward, pelo contrário, agradeço muito que esteja aqui comigo. Mas sei do seu horário no Pub e não quero atrasá-lo. – Ele apenas deu de ombros e seguiu comigo até o balcão, dei meu nome e RG, a mocinha confirmou meu horário indicando a sala e o andar onde fica o consultório.

— É aqui que te deixo. Te espero no Pub mais tarde. Boa sorte.

— Obrigada Edward, de verdade. – Ele segurou minhas mãos e me deu um beijo na testa seguindo para fora logo depois.

Caminhei em direção ao elevador, dentro do mesmo coloquei o andar desejado e esperei, ao sair no corredor não demorei em achar a sala, reconhecendo-a pela identificação.

Dr. C. Cullen – Pediatra.

Meu pai...

Sentei no banco em frente, esperei só alguns minutos até ver uma moça sair de mãos dadas com uma criança. Foi então que ouvi a voz dotada do belo sotaque inglês chamar meu nome.

— Isabella Marie... Swan?— Impressão ou ele deu uma vacilada ao dizer meu sobrenome? Será que o reconheceu? Levantei e entrei na sala.

— Com licença doutor.

— Pode entrar, sente-se e fique a vontade. – O fiz sentando na cadeira em frente a sua mesa. Ele olhava algo na tela do computador, segundos depois seu rosto focalizou o meu e pude observar finalmente sua face. Comecei a analisar e procurar traços que se assemelhassem aos meus. – Desculpe, mas onde está o bebê ou a criança que trouxe para consulta? Sou pediatra, então receio que não possa ajudá-la se estiver sozinha.

— Na verdade só o senhor é capaz de resolver minha questão. Realmente não tenho nenhum bebê ou criança para consultar, pois não vim atrás do senhor como médico.

— Então marcou essa consulta para que? Para tomar o meu tempo?

— Não, precisava falar com o senhor e essa foi à única forma que encontrei. Peço que me perdoe pelo atrevimento, mas é um assunto realmente importante.

— Olha mocinha se você é de alguma universidade e quer fazer entrevista ou algo assim terei muito prazer em atendê-la, mas fora do meu horário de serviço. Nesse momento estou aqui para atender meus pacientes, então se a senhorita quiser deixar seu contato ligarei quando tiver um tempo disponível. Se isso era tudo, já pode se retirar.

— Desculpe insistir e atrapalhar seu horário, mas não posso sair daqui sem lhe contar porque vim. Não estou aqui através de uma universidade. O assunto que tenho para tratar é de âmbito pessoal.

— Como posso ter algum assunto pessoal com você se nunca a vi na vida? Eu não lhe conheço, ou conheço?

— Não, não me conhece, mas conhece a minha mãe. O nome Esme Swan, lhe parece familiar? – Sua expressão mudou imediatamente. De incrédulo, para pasmo, seguido por um olhar de mágoa e finalmente para raiva.

— Sim, conheci sua mãe, mas isso foi há muito tempo. Não entendo o que ela ou você possam ter a ver comigo agora.

— Você não sabe, mas esperei para conhecê-lo minha vida inteira. Minha mãe pouco falava de você, mas sabia que um dia teria que estar aqui a sua frente. Nós moramos nos Estados Unidos e vim à Inglaterra apenas para encontrá-lo, foi uma situação difícil procurar por alguém que não sabia nem o nome, mas finalmente consegui. Sei que será um choque ouvir isso depois de 19 anos, mas minha mãe tentou te contar a muito tempo, mas o senhor não deixou e agora terei que fazê-lo.

— Por favor, mocinha pare de enrolar e diga logo para que veio me procurar. O que de tão importante tem para me dizer?

— Eu sei que o senhor e a minha mãe foram namorados e não um simples casal qualquer, mas que eram o grande amor da vida um do outro. Só que vocês se perderam no meio do caminho e no dia que minha mãe foi contar a verdade, o senhor terminou com ela, a magoando muito. Então quando ela decidiu ir embora levou consigo um segredo e um bebê em seu ventre. Ela foi embora grávida e eu sou esse bebê, a filha que ela levou consigo quando partiu, sua filha.

— Você só pode estar brincando, eu não tenho filha nenhuma. Ela nunca me disse nada.

— Como falei. Quando mamãe descobriu e foi lhe contar, o senhor terminou tudo e não a deixou ao menos falar, então ela partiu sem dizer nada. Mas eu sempre quis ter um pai, por isso decidi vir procurá-lo e aqui estou. Veja, aqui tem fotos de vocês juntos e anotações com o seu nome. – Falei enquanto tirava o diário da bolsa e colocava em cima de sua mesa. Ele levantou e no movimento brusco sua cadeira arrastou para trás, batendo na parede me assustando.

— Não, você não pode ser minha filha. Isso é mais uma das mentiras dela, não é mesmo? O que vocês pretendem com isso? Tentar me dar um golpe mais uma vez? Ela não conseguiu fazê-lo há quase vinte anos e agora você vem com essa história tentando de novo?

— O que? Não. O senhor está entendendo errado, não existe golpe nenhum, nem antes ou agora. Minha mãe nem sabia que eu viria atrás de você, ela só soube quando já estava aqui na Inglaterra. Eu só quero conhecer o meu pai.

— E quem te garante que eu sou seu pai? Quem me garante você não é filha de qualquer outro que passou pela vida dela? Pode ser alguém que ela conheceu depois que fugiu, já nos Estados Unidos.

— Escuta aqui! – Levantei também ressabida das suas acusações. – Não importa que o senhor seja meu pai, não deixarei ninguém falar mal da minha mãe, ela é a melhor pessoa do mundo e não merece ser julgada tão erroneamente assim. Ela não fugiu, ela teve que ir embora, pois meus avós não aceitaram bem o fato de que o pai do bebê a dispensou como se ela fosse uma qualquer. Minha mãe nunca precisou do senhor para nada, por ela pode ter certeza que eu nem estaria aqui. Acho que agora entendo o porquê, talvez ela soubesse que só me decepcionaria ao conhecê-lo.

— Digamos que eu seja o seu pai. Isso quer dizer que ela errou de novo, pois foi embora levando um filho meu no ventre e esperou 19 anos para me contar, ou seja, minha dedução não está errada. Ela continua sendo a mesma pessoa mesquinha, fingida e mentirosa que eu sempre soube.

Chega! Não sou obrigada a ficar ouvindo um monstro falando da minha mãe! Ela realmente fez bem em ir embora e não me criar ao seu lado, não consigo entender como um dia ela pôde ter sido apaixonada por você! Eu mudei minha vida, meus planos para vir atrás de um sonho infantil de encontrar meu pai, pensando que ele seria o homem carinhoso que minha mãe descreveu. Independentemente de como foi o término de vocês, imagino que uma pessoa boa ficaria feliz em saber que tem uma filha, mas estou errada, sobre a situação e sobre você. Realmente desculpe por ter tomado seu tempo, pode esquecer que um dia estive aqui e sobre qualquer história que envolva minha mãe e eu, pois é isso que faremos com você. Pode voltar a sua vida medíocre e vazia de desconfiança e falta amor. Adeus. Dr. Carlisle Cullen! — Sai da sala sem olhar para trás segui direto para o elevador que por sorte abriu as portas assim que o alcancei, ao entrar naquela caixa metálica vazia minhas lágrimas começaram a escorrer.

Como pude ter me enganado tanto? Fiz tudo, tudo para vir conhecer esse homem e agora descubro que foi em vão? Minha viagem, possivelmente ter magoado a mamãe, minhas decisões e desistências, tudo por nada.

Quando o elevador parou sai rapidamente de cabeça baixa para que ninguém visse minhas lágrimas, quando passei pela porta de saída o vento frio da noite bateu sobre meu rosto fazendo meu corpo estremecer e se possível à dor aumentar ainda mais.

Me sinto perdida, sem saber o que fazer. O certo seria ir até à pousada comprar uma passagem de avião imediatamente e voltar para casa, para o aconchego e segurança do meu lar de onde nunca devia ter saído! No entanto, uma presença ao meu lado desviou meus pensamentos.

— Bella, o que houve?

— Edward? O que você está fazendo aqui? Você não deveria estar no Pub?

Eu não pude, por algum motivo senti que deveria ficar aqui e te esperar. Olha para mim, você está chorando? O que houve lá dentro? O que seu pai falou?

— Não o chame assim! Aquele homem não pode ser meu pai! Não quero que ele seja meu pai! – Minhas lágrimas voltaram a cair fortemente, Edward me puxou para seus braços e minha cabeça encostou-se ao seu peito, funguei e me confortei ali.

— Não fica assim, não chora. Me diz o que posso fazer por você? Não quero te ver triste assim.

— Eu quero sumir! Queria voltar para casa.

— Nós podemos ir para a pousada se você quiser.

— Não estou falando disso Edward. Estou falando da minha verdadeira casa, nos Estados Unidos, com a minha mãe, lugar de onde nunca devia ter saído...

— Não diz isso. Olha não sei o que houve, mas você está magoada e confusa. Escuta, o que falarei pode parecer à ideia mais absurda do mundo, mas acho que você deve ir comigo ao Pub. Não precisa conversar com ninguém, apenas fique lá, em um ambiente sociável, assim sua cabeça não pensará tanto em coisas tolas. Pois acredito que ficar sozinha em um momento como esse é o pior. Vem comigo, por favor. – Eu sabia que era uma péssima ideia ir com ele, realmente não quero ver ninguém, mas nem forças para negar eu tive, então apenas balancei a cabeça em concordância.

Edward pareceu dar um meio sorriso, então caminhamos até achar um táxi, dentro do veículo ele me aconchegou novamente em seus braços e ficou alisando meu cabelo e o choro aos poucos cedeu.

Já no Pub, ele entrou comigo levando-me diretamente a uma das mesas mais afastadas, pude ver Jasper e Alice sentados na nossa mesa de sempre. Rose e Emm movimentando-se atrás do balcão, mas realmente não estava no clima de falar com nenhum deles.

Edward me deixou e foi falar com Emm e Rose, não sei o que disse, mas os dois olharam na minha direção, dei um leve aceno eles retribuíram o gesto, mas ninguém veio falar nada comigo, o que agradeci mentalmente.

A noite transcorreu sem que notasse, Edward vinha me ver quase que a todo o momento, oferecia algo para comer ou beber e perguntava como estava. Eu tentava ser gentil e quase sempre reclinava das opções afirmando estar bem.

Em determinado momento o vi conversar com Alice, ela parecia bem irritada, mas ele aparentemente deu um basta contornando a situação, fazendo com que ela se conformasse e aceitasse o que quer que o irmão tenha dito.

As coisas só melhoraram um pouco quando deu a hora de Edward cantar, ouvi-lo é sempre muito bom e nesse momento, mais do que tudo funcionou como uma terapia. Pude fechar os olhos e só me concentrar sua voz suave, acompanhada hoje por um teclado, esquecendo momentaneamente meus problemas. Infelizmente tudo o que é bom dura pouco e foi com dor no coração que o ouvi dizer que a próxima música será a última.

— Espero que tenham gostado das canções até agora, mas nessa noite quero fazer algo diferente. Vou encerrar com uma canção escolhida por mim, mas não sozinho. Quero dividi-la com uma pessoa muito especial, cantamos juntos apenas uma vez, mas tenho certeza que, assim como eu, vocês amarão ouvi-la também. Então, por favor, não me deixe pagar o mico de convidá-la e ter meu convite rejeitado. – As pessoas na plateia riram e ele prosseguiu. – Eu sei como está se sentindo agora, mas também sei que você assim como eu, tem a música como terapia e nesse momento nada será melhor do que poder cantar e expressar seus sentimentos através dela. Então Bella, sobe aqui e canta comigo? – Meu coração parou e minha respiração ficou presa na garganta. Não sei como, mas de repente Alice estava ao meu lado.

— Bella você não pode deixar meu irmão te esperando, vai.

— Eu não posso, não consigo...

— Consegue sim. Se ele te convidou é porque confia em você, agora vai. – Agi mais no automático do que racionalmente. Levantei e segui até perto do palco, onde Emmett estava de pé me esperando para ajudar a subir as escadas.

Quando subi as pessoas aplaudiram, em forma de incentivo. Emm assumiu o microfone e começou a falar coisas que não ouvi, pois sentei ao lado de Edward e me concentrei em conversar.

— Você enlouqueceu? Eu não posso fazer isso! Ainda mais hoje.

— Você pode sim. Eu acredito em você e não há momento melhor do que esse, te garanto. Já te ouvi cantar, você além de ter estudado parece ter o dom natural, não precisa ter medo, estou aqui com você. – Ele pegou minha mão que estava gelada e entrelaçou na sua, passando uma onda de calor repentinamente. – A musica é essa você conhece? – Agora ele se lembra de perguntar se conheço a música! Lhe dirigi um olhar irritado, mas assenti, pois por sorte conheço a canção. – Certo, depois prometo que deixo você me bater, mas agora vamos cantar.

— É isso ai pessoal ouçam com atenção, com vocês Edward e Bella. – A voz do Emm soou por cima das nossas, as pessoas aplaudiram novamente e Edward iniciou os acordes no teclado.

In Your Arms

Respirei fundo e me concentrei deixando que meus sentimentos fluíssem, enquanto ouvia Edward começar a cantar.

Me manterei vivendo
Como apenas mais um
Com outra canção
De quem quer ser o único para você

Apenas outro cara
Cego por seu sorriso
Basta um coração solitário
Não posso suportar isso continua, essa sensação que estamos separados para além...

Respirei mais uma vez, fechei meus olhos e iniciei.

Deixe-me dormir, em seus braços
Deixe-me respirar, esta luz viva limpa ao redor de você

Abri ainda imersa e notei que Edward sorria para mim.

Sei que eu não sou esperta
Mas ainda estou tentando duramente
Deixe-me ser o teu guarda
Proteger-te, meu anjo, a partir do anoitecer.


Não vou fingir
Que eu sou apenas um amigo
Minha libertação
Você vai pensar em mim de vez em quando...

Quando me chamar novamente

Deixe-me dormir, em seus braços
Deixe-me respirar, esta luz viva limpa ao redor de você
Deixe-me sonhar, em seus braços.

Deixe-me respirar, esta luz viva limpa ao redor de você

Trocamos olhares e sorrisos. Tentei manter minha concentração apenas nele e não lembrar que existe uma plateia toda nos observando. Assim pude seguir.

Deixe-me dormir, em seus braços
Deixe-me respirar, em seus braços

Deixe-me dormir, esta luz viva limpa ao redor de você!

Em seus braços
Apenas em seus braços

Quando terminamos de cantar me concentrei apenas nos acordes finais e em nossas respirações...

Então a chuva de aplausos começou juntamente com gritos e assovios, desviei meus olhos e vi que todos do Pub estavam de pé.

Vi Alice batendo palma animada e dando pulinhos, Jasper assoviava, Rose sorria e aplaudia e Emmett mostrava gesto de positivo para nossa apresentação.

— Obrigado a todos. Vocês viram que estava certo, ela é realmente incrível. Por hoje é só, boa noite. – Ruborizei com seu elogio e tratei de descer do palco indo me esconder de toda a badalação, mesmo assim quando as pessoas estavam saindo ainda pararam para me cumprimentar e dar os parabéns.

Mais tarde ao fim do expediente, já a sós, conversávamos sobre a apresentação. Por conta disso pelo menos ninguém comentou nada sobre como cheguei e o que aconteceu.

— Nossa Bella estou impressionada você canta muito bem! – Alice exclamou.

— Ela está certa. E vocês dois juntos, não sei se foi à música ou sua energia mesmo, mas ficou show. – Jasper pontuou.

— Agora serei obrigado a contratar a Bellinha também. Esse lugar vai bombar quando as pessoas falarem sobre o que ouviram hoje. – Emmett disse na sua vez.

— Nem pensar nisso Emmett. – Respondi.

— Edward. Mas como você sabia desse talento guardado da Bella? – Rose perguntou.

— Nós já havíamos praticado um pequeno dueto juntos e Bella fez aulas de canto. Ela fica escondendo o jogo, mas é uma bela profissional isso sim. – Todos continuaram a falar e especular coisas, tentei a todo custo desviar dos assuntos e insinuações, tive que praticamente implorar para podermos ir embora.

Já no carro de Jasper, Alice falava como a plateia ficou hipnotizada ao nos ouvir cantar. E como Edward e eu parecíamos perfeitos ali no palco. Mesmo já na pousada, quase não conseguimos contê-la. Edward teve que literalmente mandá-la para o quarto, para que pudéssemos ter um instante a sós. Em frente ao meu quarto abri a porta e perguntei.

— Pode ser um pouco errado o que vou sugerir, não sei o quão literal vocês são aqui na Inglaterra, mas você quer entrar?

— Acho que deve ser errado um rapaz entrar no quarto de uma moça em todos os continentes, mas aceitarei o convite. – Ele entrou e encostei a porta.

— Pode ficar a vontade, vou só tirar essa roupa e já volto.

— Tudo bem, não tenha pressa. E me desculpe por não ter dito antes, mas você está muito bonita.

— Obrigada. – Sorri e fui em direção ao banheiro, despi a roupa vestindo meu pijama, escovei os dentes, arrumei meu cabelo e voltei ao quarto. Ele estava sentado ao pé da cama, segui direto até a mesma e me acomodei embaixo do edredom, ele se aproximou um pouco mais, segurou minha mão e falou.

— Você está chateada, brava, irritada comigo pelo que fiz?

— Sinceramente não. Foi incrível, a sensação de cantar para todas aquelas pessoas desconhecidas, é claro que por conta das aulas já cantei em recitais da escola e coisas assim. Mas hoje foi diferente, as pessoas, a música, você. Tudo foi mágico.

— Que bom que você gostou. Há um tempo que queria cantar contigo de novo e vi a oportunidade perfeita hoje. Foi tão mágico para você quanto para mim. – Assenti sorrindo e ficamos em silêncio por uns minutos, ele continuava acariciando minha mão e estava apreciando muito o contato, então prosseguiu. – Bella, sei que talvez não queira falar sobre isso ainda, mas se quiser contar o que houve com seu pai, estou aqui para ouvir.

— Sinceramente não sei como explicar, pensei em muitas coisas, mas nunca no que aconteceu. Ele foi horrível, falou mal da minha mãe, não acreditou que sou sua filha, disse palavras rudes, ofensas. É difícil acreditar que um homem assim possa ser meu pai. – Uma lágrima escorreu pelo meu olho. Edward a recolheu com a mão.

— Não fica assim. Ele que está perdendo em não conviver com a pessoa maravilhosa que você é. Não o estou defendendo, mas tudo isso é muito confuso, você não acha? Ouvir do nada que tem uma filha, relembrar de tudo que houve com sua mãe, de um pouco de tempo, talvez mais para frente vocês possam vir a se conhecer melhor.

— Não sei Edward, estou muito chateada.

— E você vai embora para casa?

— Também não sei. Eu vim à procura dele e agora que o conheci tudo desabou. – Seu rosto abaixou e sua expressão encolheu. – Mas também encontrei outras coisas boas, meus avós maternos, nossos amigos, tenho um emprego, tenho a vovó, Alice, você.— Segurei seu rosto e o fiz me olhar novamente. – Tudo isso é muito importante também e não penso em jogar fora assim sem mais nem menos. Não pensei que encontraria tudo isso, mas encontrei e estou muito feliz. O que você fez por mim hoje, todo o apoio, a atenção, a música, nunca esquecerei Edward. Eu gosto muito de você. – Bem mais do que posso ou gostaria...

— Eu também gosto muito de você Bella. – Segurávamos no rosto um do outro fazendo carinho.

De repente o clima no quarto mudou, alguma coisa tocava nossos olhos, meus batimentos aceleraram, desci meu olhar para os lábios de Edward e depois voltei para seus olhos. Não percebi como, mas de repente nossos rostos estavam mais próximos, nossas respirações batiam uma na outra, fechei meus olhos por um instante e senti.

O roçar dos seus lábios nos meus, a maciez e a textura sedosa da sua boca contra a minha, um selinho aconteceu e abri os olhos. Encontrei a mesma vontade que sentia estampada no olhar de Edward, quando fechei novamente tudo aconteceu.

Sua mão se deslocou até minha nuca, a boca pressionou a minha e quando sua língua pediu passagem prontamente cedi, sem mais pensar. O beijo começou calmo, terno, estávamos nos encontrando, nos conhecendo, nossas bocas se misturando ao prazer uma da outra.

Não era um beijo qualquer, também não foi meu primeiro beijo, mas o turbilhão de emoções no momento fez dele muito mais especial. Nossos rostos se cruzavam em perfeita harmonia e nossas línguas entrelaçavam-se como fortes companheiras, como se aquele fosse o encontro que estivéssemos esperando há muito tempo.

Eu não tinha controle sobre minhas ações, meus sentimentos, minhas emoções, tudo era Edward e o que ele fazia comigo. Quando o beijo terminou nos separamos ofegantes e inebriados pelo clima, foi então que ao observar o quarto, onde estava, quem ele era e especialmente o que de verdade deve representar, percebi o erro que cometi.

— Bella, eu...

— Edward, me desculpe, eu... Você pode me deixar sozinha?

— O que? Mas por quê? Você não...

— Não precisa falar nada, eu entendo, conversamos depois. Agora preciso ficar sozinha, por favor. – Ele levantou sem dizer nada e foi em direção à porta, antes de sair ainda deu me olhou uma última vez, então saiu.

O que foi que eu fiz?!

Eu beijei alguém que tem que ser meu melhor amigo, praticamente um irmão!

Foi tudo um erro não posso confundir as coisas, no tempo que passar aqui não quero estragar tudo com Edward. Apesar de o seu beijo ter sido a melhor coisa que me aconteceu em anos, não posso deixar que meus sentimentos tolos nublem a razão.

Ele foi apenas gentil e preocupado, mas esse impulso não se repetirá. Mesmo que seja a coisa que mais quero no mundo, porém tenho que me conformar.

Pensando assim tentarei esquecer e apenas seguir em frente...

CONTINUA.

Notas finais
Música do Capítulo: In Your Arms (Stanfour feat. Jill) N/A: E ai meninas chocadas com tudo que houve? Surpresas? Animadas? Quero saber tudo que acharam, mas antes quero comentar uns pontos. Sobre o Carlisle: É como o Edward falou. Do nada uma menina aparece dizendo ser sua filha com uma ex-namorada, com quem aparentemente não teve um bom término, é de enlouquecer qualquer um, então demos tempo ao tempo para que ele entenda as coisas. Sobre a Esme: Vimos que ela não contou sobre a gravidez, por algum motivo eles romperam antes e como ela já não contava com o apoio dos pais, sendo uma jovem de 19 anos, não quis ficar em um lugar que ninguém amava seu bebê, então pensemos também. Se fossemos nós aos 19 anos, o que teríamos feito? Agora sobre a Bella, a primeira semana de trabalho foi bem legal, ao contrário do encontro com o pai, isso deixou nossa menina bem magoada e confusa. Mas para alegria de todos finalmente vimos Beward cantando juntos, ao vivo no Pub e parece ter sido lindo e no fim ainda tivemos o primeiro beijo do casal! Mas a Bella realmente não está em um bom momento, porém vocês acham que ela está certa em continuar com essa ideia de só amizade ou deveria se entregar aos sentimentos logo? Comentem, contem tudo que acharam, por favor. Podem falar bem ou mal dos personagens, criticar ou elogiar, tudo com respeito e consideração é válido. Quero muito ler as impressões de vocês sobre esse capítulo. Não deixem de me seguir no twitter: @KaahNannda. E será que PTE já está merecendo a 1ª recomendação? O que acham? Até segunda que vem. ~Kiss K Nanda.