Para Te Encontrar
27 Capítulo 26 - Reasons
Notas iniciais
Nossa volta para casa como esperado ocorreu de forma tranquila e segura, papai disse que podíamos ficar com o carro até segunda e só então lhe devolver, pois sabia que chegaríamos tarde e não queria que tivéssemos o transtorno de ir até sua casa e depois voltar.
Sendo assim ao chegar à pousada, depois de falar rapidamente com vovó e Alice, atualizando-as um pouco sobre tudo, nos despedimos com sorrisos imensos nos lábios e a promessa muda da cumplicidade recém-adquirida, indicando que tudo que construímos no fim de semana não será esquecido jamais.
Com o ânimo mais do que renovado a semana começou de forma excelente e tende a continuar assim devido o convite que Rose e Emm nos fizeram.
Eles chamaram Jasper, Alice, Edward e eu para jantar em seu apartamento na quarta-feira. Ambos citaram que já planejavam algo assim há tempos, mas que por conta da correria do dia a dia a reunião não pôde ser marcada mais cedo, porém agora finalmente acontecerá.
Não direi que desacredito das boas intenções dos nossos amigos, mas acredito fielmente também que o fato de ter informado a Rose que esperaria para contar sobre meu fim de semana com Edward, com todos os detalhes, apenas no fim de semana seguinte, para fazê-lo de uma vez só contando a ela e Alice, tenha sido um fator atenuante para que eles marcassem o jantar por agora.
Pois ela e Alice fizeram um escândalo quando as informei do fato, então Rose no dia seguinte chegou com o convite e com a resposta positiva de todos pôde deixar implícito que teremos um momento a sós para conversar devidamente, como disse, conheço as amigas que tenho.
Porém de todo modo, independente do real motivo por trás do convite, estamos muito animados para a ida ao apartamento deles e o jantar, eu em especial já que ainda não conheço o lugar.
Durante o dia no Antiquário, Rose e eu conversamos sobre as coisas que faremos mais tarde e as expectativas para a reunião, por ser um dia particularmente morno no Pub, Emm deixará o mesmo nas mãos apenas dos outros funcionários, tendo total confiança nos mesmos para tocar tudo sem sua supervisão por uma noite.
Quando o horário de fechar chegou, nos despedimos com um até logo e sai encontrando Edward já me esperando como de costume, seguimos até a pousada e ao chegar soubemos pela vovó que Alice já está se arrumando, então seguimos seu exemplo indo cada qual para seu quarto a fim de nos aprontarmos e não deixar Jasper esperando já que ele virá nos buscar como é de praxe em nossas saídas em grupo.
O calor já se faz presente até na noite londrina, por conta disso optei por usar um vestido. O modelo é preto, justo na parte de cima e mais solto na saia, calcei uma sapatilha para meu conforto e incrementando o look optei por poucos acessórios.
Ao sair do quarto encontrei Alice e notei que estou por dentro da tendência, pois ela está vestindo uma camisa vermelha com as mangas dobradas no cotovelo e uma saia que vai até o joelho, com estampa floral que contrasta bem com a escolha da camisa, nos pés uma sandália, dando-lhe não só mais alguns centímetros, mas também muita elegância.
— Está linda Bella. – Comentou primeiro.
— Olha só quem fala, adorei sua roupa.
— Obrigada. Vamos descer? É provável que Edward já esteja lá embaixo nos esperando.
— Sim, talvez até o Jas já tenha chegado também. – Comentei e seguimos até a sala.
Chegando à mesma confirmamos que os rapazes já estão a nossa espera.
Ambos lindos em combinações de calça e camiseta despojada, porém cada qual com seu brilho e fascínio próprio sobre cada uma de nós.
— Alice, Bella, boa noite. Vocês estão lindas. – Jas foi o primeiro a nos saudar.
— Digo o mesmo, não temos do que reclamar. – O cumprimentei com um abraço, depois troquei um selinho com Edward, enquanto Alice fez o mesmo com seu namorado.
— Estão prontas? Podemos ir? – Edward questionou.
— Sim, vamos que estou ansiosa pelo jantar. – Alice respondeu e assim fizemos.
Antes de sair totalmente da pousada, nos despedimos da vovó que nos desejou uma boa noite e um bom jantar.
Rose e Emm lhe estenderam o convite, mas além de sabermos que ela geralmente declina de eventos assim, vovó ainda alegou que será algo só para os jovens, entendendo seu ponto saímos a caminho do apartamento dos nossos amigos.
Eles moram em uma região um pouco afastada do centro, não em um dos bairros residenciais como dos meus avós ou do meu pai, porém ainda sim parece ser um bom lugar para morar à primeira vista.
Durante o trajeto fomos conversando sobre questões amenas, então antes mesmo de perceber o tempo passar Jasper entrou no condomínio deles e após encontrar uma vaga para estacionar descemos caminhando em direção ao prédio.
A construção do mesmo não é muito elevada, os prédios não passam do sexto andar, pelo que Jasper falou também não há muitas torres no condomínio, o que faz com que a privacidade e segurança sejam maiores.
Emm e Rose moram no quarto andar, então pegamos o elevador para acessar o mesmo e ao sair fomos até a porta com o número 42 em frente, apertando a campainha.
Ouvimos vozes vindas do outro lado da porta, até que a mesma foi aberta mostrando a fisionomia de Emm, com Rose atrás de si. Assim como Alice e eu, ela também está com uma roupa leve, usando um vestido de botões azul e nos pés uma rasteirinha.
— Que bom que chegaram entrem. – Emm indicou e ao fazermos aproveitamos para cumprimentá-los.
— Sejam muito bem vindos, especialmente você Bella, já que é a primeira vez que nos visita. – Rose falou assim que nos abraçamos.
— Obrigada. Estou muito grata pelo convite. – Respondi.
— Mas não só a Bella é uma convidada de honra hoje. Já que nem eu que sou irmão e cunhado não costumo vir muito aqui. – Jas falou brincando.
— Não seja ciumento, você sabe que é sempre bem-vindo também, porém todos sabem como nossa vida é corrida e quase não temos tempo de parar nós mesmos em casa, quanto mais conseguir fazer algo assim com os amigos. – Rose respondeu.
— Eu sei irmãzinha, estou só implicando mesmo. – Devolveu.
— Pois bem, acomodem-se todos, querem alguma coisa para beber? – Emm ofereceu.
Entre opções variadas de cervejas á drinques sem álcool e água, Rose e ele nos serviram de acordo com os pedidos.
— Fizemos uns petiscos para saborearmos antes do jantar, espero que gostem. – Rose falou indicando as travessas que estão sobre a mesinha de centro.
O apartamento deles conta com um pequeno hall de entrada que dá acesso à sala onde estamos. A mesma é muito bonita e bem decorada, Emm e Rose estão sentados em um sofá, enquanto Edward e eu ocupamos outro, Alice e Jasper sentaram em duas poltronas que fecham o ambiente.
Ao centro está à mesa com os petiscos, a parede central conta com uma enorme TV, a qual Rose já disse ser o xodó de Emm, própria para se entreter com jogos tanto esportivos quanto de videogame, a outra parede conta com uma saída que pude notar da vazão a uma pequena varanda e atrás de nós fica o corredor que dá acesso ao resto do ambiente.
Saboreamos os petiscos enquanto conversamos, Jasper e Edward contaram sobre um novo projeto que o escritório aceitou e o que isso acarretará para os próximos dias de trabalho.
Apesar de saber que essa não é a carreira que Edward sonha trilhar por toda vida, ainda sim sempre fico admirada ao vê-lo falar sobre o trabalho, como é empenhado e não faz nada por menos.
Enquanto ouvi falarem sobre as novas questões do escritório, entrelacei minha mão na de Edward dando um leve aperto. Ele me olhou questionando com o olhar o porquê do ator, apenas acenei e encostei a cabeça em seu ombro, ele me deu um beijo na testa e continuou a falar complementando os pontos que Jasper diz.
Continuamos a ouvi-los por mais algum tempo, interagindo quando necessário, até que Rose me chamou.
— Bella, gostaria de conhecer o apartamento? Daqui a pouco finalizaremos o jantar, então agora seria uma boa hora.
— Claro, adoraria.
— Venha conosco também Alice, deixe os meninos sozinhos por enquanto. – Alice assentiu, então levantamos seguindo Rose.
Saímos da sala virando o lado oposto do hall, ali se seguiu um corredor com os cômodos adjacentes. O primeiro é um quarto, Rose contou que eles optaram por já comprar um apartamento com dois quartos pensando em longo prazo e agora já prevendo o bebê. No momento este é dividido entre o guarda-roupa, mas também tem algumas prateleiras e mesa como um escritório. Ao lado do cômodo está o banheiro e por fim fechando o corredor o quarto do casal.
Na parede lateral tem uma janela grande dando boa vista da cidade, uma cama maior ainda, que Rose também comentou ter sido escolhida a dedo para proporcionar maravilhosas noites aos dois, não só de sono obviamente, mas para outras questões também. A decoração do quarto é de muito bom gosto e eles conseguiram usar bem o espaço aproveitando tudo.
Quando saímos voltamos até a ponta do corredor dessa vez chegando à cozinha, a mesma é dividida por uma ilha, de um lado ficam utensílios como fogão e pia, no oposto a geladeira e o armário, no canto separado eles ainda tem uma pequena lavanderia, coisa que muitos que moram em apartamentos não possuem.
— Adorei o apartamento Rose. Tudo combinou tão bem com o ambiente e não é tão pequeno quanto o que as pessoas podem imaginar. – Comentei.
— Sim, nós demos muita sorte. Como falei acabamos optando por já comprar um apartamento com dois quartos, então fechamos esse daqui ainda na planta, o que ocasionou em um pouco mais de tempo até podermos nos mudar, mas valeu a pena. – Rose respondeu.
— Com certeza, só de saber que vocês não precisaram se mudar a qualquer momento, como seria em caso de aluguel, faz tudo melhorar ainda mais. – Alice disse e assentimos.
— Quando Emm mudou e adquiriu o Pub morou por muito tempo lá, em um quartinho que hoje transformamos em um dos depósitos. Depois quando as coisas foram melhorando, ele pôde alugar um lugar mais confortável e seguro. Eu só sai de casa para dividir o apartamento com uma amiga na época da faculdade, que não era lá essas coisas também. Tínhamos em mente que quando fossemos morar juntos em definitivo, optaríamos por um lugar que nos agradasse por completo foi isso que esse apartamento nos proporcionou. – Pude confirmar o que Rose disse não só pelas palavras, mas também pelo brilho em seus olhos e fico muito contente em saber que meus amigos apesar de já terem vivido tanto, agora estão muito bem.
— Ursinha precisa de ajuda? – Emm entrou na cozinha com os meninos atrás de si.
— Claro, já coloquei as panelas, uma para cada.
— Ótimo. Agora vocês vão ver um verdadeiro chef em ação. – Emm passou para o lado da Rose em frente ao fogão, enquanto nos posicionamos atrás do balcão observando-os cozinhar.
— E qual o cardápio da noite podemos saber? – Edward perguntou.
— Sim, para recepcionar nossa amiga americana que ainda precisa apreciar algumas coisas típicas da Inglaterra, nada melhor do que oferecer-lhe nosso famoso peixe com fritas.
— Ah meu Deus, não acredito. – Alice exclamou.
— Já estou vendo que sairei daqui rolando. – Jas emendou.
— Você ainda não comeu esse prato, não é mesmo Bella?
— Não Emm, já ouvi falar, mas não fui ainda de fato apresentada a ele. – Respondi.
— Ah Edward, você não está saindo como a encomenda. Que tipo de namorado é você que nunca apresentou sua garota americana a essa delícia?
— Alto lá Rose, que já apresentei muitas delícias inglesas a Bella. – Edward respondeu e percebi que nossos amigos levaram o comentário para outro contexto diante dos risinhos que soltaram
— Hey vocês. Estamos falando de culinária aqui. E Edward tem razão, ele sempre foi um ótimo anfitrião. Uma das memórias mais especiais que tenho foi da primeira vez que tomei um verdadeiro chá inglês. – Comentei.
— E quando foi isso? – Alice questionou.
— Em um dos meus primeiros dias aqui. Durante uma das madrugadas que passamos conversando e nos conhecendo. – Sorri lembrando aquele dia, Edward compartilhou do meu sorriso e falou.
— Também guardo essa memória de forma especial. Já era apaixonado por você, mas como a senhorita gostava de dificultar as coisas, achei que tentar envolvê-la nos aromas do chá inglês seria uma boa para tentar chegar ao seu coração.
— Bobo. Você já estava lá, eu só não tinha contado ainda. – Ouvi a risada dos nossos amigos, enquanto Edward me deu um sorriso provocativo o qual não resisti em selar com meus lábios.
Voltamos a prestar atenção nos anfitriões enquanto eles preparam os peixes e as batatas.
Quando terminaram, Rose pegou mais algumas travessas contento purê de ervilha, salada e um molho que disseram ser receita especial da família do Emm.
— Querem ajuda para levar as coisas? – Perguntei.
— Não, agora vem à mágica, com licença amigos. – Emm passou por nós e foi quando vimos que abaixo da parede da ilha, há m tipo de painel, o qual ele puxou ligando ao balcão, transformando tudo em uma grande mesa.
— Uau. – Acredito que o coro foi de todos, pois realmente ficamos surpresos com a adaptação.
— Ainda não tinha vindo aqui depois dessa novidade, adorei. – Jas falou.
— Obrigada maninho, como o tamanho do apartamento não nos possibilitou ter uma mesa propriamente dita, pesquisamos por um bom tempo formas de criar algo funcional e conseguimos. No dia a dia o balcão funciona muito bem para Emm e eu, e quando recebermos visitas poderemos acomodar todos de forma confortável também.
— Está incrível Rose, realmente muito legal.
— Obrigada Alice, então agora aceitamos a ajuda. Meninos vocês pegam os bancos ali no quarto, enquanto nós arrumamos a mesa. – Rose deu as ordens e seguimos suas instruções.
Pegamos pratos, copos e talheres organizando-os, depois colocamos as travessas e quando os meninos terminaram de posicionar os bancos, nos acomodamos ao redor do espaço começando a nos servir.
Quando provei o primeiro pedaço do peixe com a batata não resisti a dizer.
— Huuum, está delicioso.
— Gostou mesmo Bella? – Rose questionou.
— Com certeza. Escutem, não é porque é o primeiro que como, mas já posso dizer que é o melhor peixe com fritas que existe. – Falei e todos riram.
— Você sabe como nos agradar Bella. – Emm respondeu.
— Mas ela tem razão está realmente muito saboroso. – Edward disse, enquanto Alice e Jasper assentiam em concordância.
Envoltos na aura alegre seguimos comendo e como aqui a etiqueta britânica não entra em tanto vigor assim, continuamos trocando algumas palavras durante a refeição, que se passou de forma muito confortável.
Ao terminar o jantar me ofereci para cuidar da louça, sendo seguida pelos outros convidados, já que Emm e Rose nos brindaram com o maravilhoso jantar.
Sendo assim rapidamente terminamos tudo, estando em quatro pessoas não houve praticamente trabalho algum.
— Agora vocês podem ir para sala entreter-se com o que quiserem. Enquanto iremos para o quarto, pois tenho algumas coisas a mostrar as meninas. – Rose falou.
— Não me oponho a isso e pode saber que nossa reunião só de machos será ainda mais legal que a de vocês. – Emm retrucou.
— Não creio nisso ursão, mas aproveitem, ao voltarmos serviremos a sobremesa. – Eles concordaram.
Os meninos voltaram à sala, enquanto passamos para o quarto do casal.
Assim que entramos Rose fechou a porta e indicou para nos acomodarmos em sua cama, o fizemos rapidamente.
— Pronto esse momento é nosso. Agora Srta. Bella trate de abrir logo o bico e nos contando tintim por tintim como foi o fim de semana.
— E frisando, por favor, a parte mais importante, pode deixar o contexto da viagem romântica para depois, porque queremos saber mesmo como foi tudo nos momentos de vocês a sós... – Alice completou.
— Vocês são impossíveis mesmo, o que posso dizer? Foi ótimo, maravilhoso, perfeito. Por mais que sonhasse com tudo, nada pôde se comparar a vivenciar a realidade de fato. – Declarei apaixonada.
— Ah Bella disso não temos dúvida, mas queremos saber da ação propriamente dita. A final de contas, sexo é tão bom mesmo quanto pregam?
— Aí Alice, que pergunta é essa? Além do que, você não se incomoda em falar sobre sexo quando o assunto envolve seu irmão?
— É claro que não, por que me importaria? Eu quero que Edward seja feliz e esse é um aspecto da vida dele como qualquer outro, então posso ter interesse sim em saber se ele está bem também nessa parte. Além do mais, preciso saber se ele tem feito jus ao nome dos Masens, pois ficarei desapontadíssima se souber que ele não é bom de cama, pois eu, mesmo ainda não tendo entrado inteiramente nesse mundo, tenho certeza que sou ótima. – Não resistimos e caímos na risada ao ouvir a afirmação de Alice.
Quando me recuperei respondi.
— Ok, pois bem, já entendi. Por mais que vocês insistam não direi todos os detalhes gráficos, mas posso confirmar que sim, sexo é realmente tudo que dizem e mais, muito mais...
— Nisso já posso concordar com você. Sexo é realmente muito bom, ainda mais sexo apaixonado, esse é do outro mundo. – Rose falou. – E pode ter certeza que o melhor ainda está por vir Bella. A primeira vez tem toda a questão da adaptação ao ato, porém quanto mais vocês praticarem, melhores ficaram um com outro e então minha amiga você alcançará quase que literalmente as estrelas.
— Sim Rose, não tenho dúvidas, nossa primeira vez foi maravilhosa. Edward conduziu tudo muito bem, tanto no antes para que ficasse não só confortável, mas muito entregue também, quanto durante o ato em si e no depois. Porém durante a segunda vez no domingo...
— Espera, já houve uma segunda vez enquanto vocês ainda estavam viajando? – Alice me interrompeu.
— Sim, o aniversário dele foi marcado com a comemoração, então no sábado preferi me abster de uma nova tentativa por receio de ainda não estar preparada, mas no domingo um pouco antes de voltarmos decidi tentar de novo e aconteceu. E se possível já senti as mudanças benéficas em tudo.
— Aí sim garota. Que bom que você tanto não ficou com receio, como já conseguiu aproveitar mais. É o que falei, sexo com amor tem toda uma diferença. E depois que vocês voltaram para a pousada já aconteceu de novo?
— Não Rose, desde que voltamos não. – Respondi.
— Acha que agora ficará mais difícil de acontecer? – Perguntou.
— Não sei, mas acho que não. Sempre conseguimos aproveitar, até já dormimos juntos algumas noites, creio que foi só falta de tempo mesmo, desde que voltamos às coisas estão um pouco corridas. Mas sinceramente posso dizer que já estou com vontade de novo. – Falei e senti meu rosto corar com a fala.
As meninas riram do meu constrangimento.
— Disso não tenho dúvidas e tão pouco que meu irmão também deve estar esperando por mais. Mas é como você disse, se antes já davam um jeitinho, agora também conseguirão. – Assenti.
— Mas não fuja da roda mocinha. E a senhorita e meu irmão, como andam? Próximos a integrarem o grupo do sexo sem fronteiras? – Rimos, rimos não, gargalhamos com a colocação de Rose.
— Meu Deus Rose uma hora você ainda me mata. – Alice falou depois de recuperar o fôlego. – Mas estamos bem também, creio que ainda não tão próximos a dar esse passo, porém posso afirmar que até onde fomos é simplesmente sensacional. Nunca pensei que esse tipo de sensação existisse, mas quando Jas e eu estamos juntos é simplesmente...
— Sem comparação. – Rose falou.
— Sublime.— Completei.
— Espetacular. – Alice finalizou.
— Aí é tão bom estar reunida nesse grupo de amigas e saber que todas estão satisfeitas. Não só sexualmente, porque também não somos tão promiscuas assim, mas no geral. – Rose comentou.
— Falando nisso como estão suas questões da universidade? – Perguntei a Alice.
Ela encerrou os estudos no colégio e agora está focada no processo de exames admissíveis para as universidades.
— Durante esse mês prestarei provas a algumas instituições e vamos ver o que acontece. E você está sabendo Rose, que Jas pretende prestar algumas provas também?
— Não, sempre soube que ele pretendia cursar faculdade um dia, porém ele não comentou comigo que está pensando em fazer isso por agora. Mas fico feliz de saber.
— Então, conversamos sobre isso no fim de semana e ele disse que vai tentar ingressar esse ano, que finalmente está completamente estável no trabalho e também sabe que área se firmar e onde pode ter abatimento de matéria por conta do curso.
— Isso é ótimo Alice, ficarei na torcida por ambos, mas tenho certeza que vocês conseguirão. E tenho que agradecê-la também, pois não tenho dúvida que essa motivação em tentar agora tem a ver com a relação de vocês e sua influência na vida dele. – Rose declarou.
— Imagina Rose, acho que agora talvez seja apenas o momento certo. – Deu de ombros.
— Não duvide do que digo, conheço meu irmão e vejo mudanças claras nele desde que começaram a namorar. Jas sempre foi muito resguardado em todos os sentidos e você traz um novo sopro de vida a ele, lhe dá à chama que ele precisa para florescer ainda mais. – Alice sorriu encabulada, mas internamente concordei com Rose também.
Obviamente não conheço Jasper tanto quanto elas, mas pude notar também algumas mudanças no mesmo desde que ele e Alice começaram a namorar. E nela então, lembro como ela era quando nos conhecemos, que não se imaginava tendo nada com Jasper e vejam só onde ambos estão, onde todos nós estamos na verdade.
É gratificante testemunhar essa alegria geral, espero que ela continue permanentemente conosco sem qualquer desvio.
Continuamos a conversar sobre outros assuntos até decidirmos voltar à sala e ficar na companhia dos meninos. Quando chegamos eles estavam apenas conversando também, mas ao nos reunirmos decidimos assistir um filme e apreciar o restante da noite.
Rose serviu a sobremesa, mas dessa vez a comemos na sala mesmo. Diante do clima durante o filme, só pude desejar que momentos assim não tenham fim, que apesar dos caminhos variados que possamos seguir, que esse elo que criamos não possa ser desfeito por nada...
***
O restante da semana prosseguiu como seu início de forma tranquila, apesar de ter amado meu fim de semana longe com Edward, voltar ao Pub na sexta-feira também trouxe de volta a sensação que tanto gostamos.
A energia de lá é sempre ótima em todos os momentos e quando subimos ao palco tudo se multiplica em proporções atmosféricas.
Continuamos focados também na questão de novas composições e estamos programando o dia para apresentarmos uma nova canção ao público do Pub, depois da reação mais que satisfatória com a primeira, estamos entusiasmados com a próxima apresentação.
Na sexta-feira papai me ligou para convidar a almoçar com ele no domingo, na verdade convidou Edward e eu, porém meu namorado declinou do convite alegando que devo passar um momento a sós com meu pai, já que não nos vemos com tanta frequência, é bom aproveitarmos os momentos que temos para fazê-lo.
Entendi seu ponto, então quando papai chegou para me buscar, após cumprimentar a todos na pousada, seguimos só nós de volta a sua casa, dessa vez não almoçaremos em um restaurante, ele preferiu aproveitar o tempo sem pressa e a falta de privacidade de um local público. Podendo desfrutar também de uma comida mais caseira, concordei com seu ponto, assim seguimos.
Durante o caminho conversamos sobre assuntos amenos, como foi nossa semana, mas focando mais em aspectos rotineiros, como suas questões no hospital e as minhas no Antiquário.
Quando chegamos a sua casa me espantei por encontrá-la sem os empregados, papai pode até não ser o mais soberbo dos homens, mas ainda assim como homem influente e solteiro sei bem que ele não dá conta das questões da casa sozinho e como já conheci os mesmos nas visitas anteriores, questionei a ausência.
Ele respondeu que sempre da folga a eles nos fins de semana, especialmente de domingo e que apenas instruiu a senhora Cooper, sua cozinheira, para deixar tudo preparado para nosso almoço hoje, de modo a conseguirmos nos virar com tudo sem mais ajuda.
Consciente do fato lhe garanti que apesar de não ser um exímio talento na cozinha, tenho certeza que conseguiremos nos virar bem tendo apenas que lidar com os pratos já feitos.
Enquanto conversamos sobre essas questões culinárias comentei com ele sobre a visita ao apartamento de Rose e Emm, e como eles me apresentaram ao peixe com fritas. Papai ficou contente por mim e disse estar com saudade de comer um prato desses, apesar do assunto leve, fiquei triste quando o ouvi falar que não come o prato desde que era jovem.
Papai ficou órfão muito cedo e aparentemente após o rompimento com minha mãe, ele ingressou totalmente na vida adulta, dedicando-se apenas a estudar medicina e depois exercê-la de forma quase que integral até os dias de hoje.
Sempre que conversamos, seja por telefone ou pessoalmente, consigo notar que ele não tem uma vida muito emocionante.
Ele nunca deixou de frisar o quanto mudou desde que me conheceu e como seus dias tomaram um novo sentido, fico feliz ao ouvir isso e acredito, pois só eu sei o quanto mudei desde que cheguei, mas ainda sim sinto que ele não é completamente feliz.
Apesar de realizado profissionalmente, detentor de muito dinheiro, vindo não só do seu trabalho, mas também da grande fortuna que os Cullen já dispunham e lhe deixaram como herança, ser um homem jovem e bonito, ainda lhe falta aspectos para ser feliz.
Até quando ainda estava com Carmen, que apesar de tudo creio que era uma boa companhia, com a presença dela não passava tantos momentos sozinho, porém mesmo assim ainda não passa à imagem de um homem completo, muito menos feliz e realizado.
— Temos que marcar um dia para seus amigos virem aqui. Alice já conhece a casa, porém nem mesmo Edward fez uma visita, veja com eles e marcaremos um almoço para todos. – Papai comentou em meio a nossa conversa.
— Claro, falarei com eles e marcaremos. Mas e o senhor papai? Onde estão os seus amigos? Desde que nos conhecemos não fui apresentada a muitas pessoas da sua vida. – Não resisti a entrar no assunto.
— Ah querida, sou um homem velho, não tenho mais um ciclo de amigos como o seu. – Respondeu tentando desconversar.
— Não papai. Em primeiro lugar o senhor ainda é muito novo e sabe bem disso, mas realmente tenho curiosidade em saber mais sobre a sua vida. As únicas pessoas que me apresentou foi Carmen e Irina, não posso acreditar que elas sejam as únicas que tenha perto de si.
— Pois acredite. Você sabe que dedico minha vida quase que inteiramente ao hospital, somente depois da sua chegada é que tenho mudado um pouco isso.
— E nem lá o senhor tem amigos? Não é possível que passando tanto tempo juntos não tenha alguém ao menos para conversar de vez em quando.
— Tenho bons colegas sim, mas no fim do dia eles são apenas isso, colegas de trabalho. Durante as jornadas dos plantões estamos envoltos em tantas questões sérias que acabamos não focando tanto em aspectos mais pessoais e depois ao sair daquelas paredes creio que o que mais queremos é estar em companhias diferentes, com percepções e assuntos diversos para ajudar a espairecer. – Deu de ombros.
— E isso sempre foi assim? O senhor sempre foi um homem de poucos amigos?
— Posso dizer que sim, você sabe que a amizade mais próxima que tive foi com Anthony e Mary. E depois que sua mãe foi embora e perdi o contato com eles não voltei a ter amigos tão próximos, mesmo durante a faculdade não me desviava dos estudos em procura de amigos e diversão. Acho que seu pai já nasceu um homem com alma velha querida. – Sorri com a piada. – Confirmo isso ao lembrá-la que talvez o possível único amigo que tenho hoje em dia é Eleazar, o pai da Carmen.
— É verdade, ele é a terceira pessoa a qual fui apresentada. E o senhor tem muito contato com ele?
— Não diria que muito, mas Eleazar sempre foi alguém presente em minha vida. Ainda mais depois que meus pais faleceram, ele nunca tentou ocupar o posto de pai. Acredito que desde o início entendeu que eu precisava mais de um amigo e assim tem sido. Ao longo dos anos nunca deixamos de estar presentes na vida um do outro, ele sempre me apoiou muito e acredito que pude fazer o mesmo por ele.
— E como foi isso? Digo o apoio. – Questionei realmente interessada em saber mais sobre o assunto.
— Sem entrar em muitos detalhes que não fazem mais frente hoje em dia, mas ele foi à pessoa que ficou ao meu lado depois que sua mãe foi embora. Ajudou-me nas questões da universidade, me incentivou sempre a manter o foco no que realmente importava e não ter distrações desnecessárias e também a como lidar com todo o legado Cullen. Em contrapartida sempre soube das suas aspirações políticas e dentro do que pude o ajudei a ingressar nesse meio.
— Mas o senhor não tem nada a ver com política, ou tem?
— Não, jamais poderia me envolver com isso. Mas para estar nesse meio é preciso ter alguns requisitos digamos que diferenciados, como influência e dinheiro.
— E foi com isso que o senhor o ajudou?
— Pode se dizer que sim. Muitos dos fundos das primeiras campanha de Eleazar foram financiados com dinheiro dos Cullen e seus frutos. E apesar da família nunca ter vingado para esse meio, nosso nome tem poder diante da sociedade londrina e contando com meu apoio público ele pôde ingressar em seletos grupos que aos poucos lhe abriram as portas necessárias. No fim apenas lhe proporcionei alguns empurrões, o restante de sua carreira fez sozinho por mérito próprio. – Assenti absorvendo tudo que papai falou. – Podemos ver as coisas do almoço agora? Pois não sei você, mas eu já estou faminto.
— É claro papai, vamos nos aventurar na sua cozinha. – Continuamos a conversar, mas agora sobre outros assuntos e enquanto cuidamos das travessas, em sua maioria, deixadas pela senhora Cooper, fizemos tudo em um clima leve e descontraído.
Realmente estou adorando compartilhar esses momentos com ele. Obviamente não esquecerei as coisas que descobri hoje, mas deixarei para pensar melhor em tudo quando estiver sozinha.
No fim conseguimos lidar bem com tudo e o almoço saiu, assim o saboreamos já mais quietos. Quando terminamos de comer cuidamos das coisas na cozinha e depois papai disse para irmos descansar do lado de fora no belíssimo jardim da casa aproveitando o bom tempo e o clima agradável.
— Você tem conversado muito com a sua mãe? – Perguntou de repente.
— O normal, enviei o último e-mail a ela ontem, agora estou aguardando a resposta.
— Certo. E o fim de semana com Edward foi bom? Vocês aproveitaram os passeios?
— Sim, foi tudo maravilhoso, conheci lugares que jamais pensei em estar, ainda estou sem acreditar até agora que fui a uma praia na Inglaterra. – Comentei sorrindo e ele me acompanhou. – E mais uma vez tenho que lhe agradecer, não sei se teríamos aproveitado dessa forma sem sua ajuda.
— Não tem o que agradecer querida, sabe que pode contar comigo sempre, no que puder ajudar estou à disposição.
— Mas mesmo assim obrigada. – Voltamos ao silêncio por um tempo até lembrar um fato. – Papai ainda não contei, mas essa semana Edward e eu vamos à universidade para conversar e ver o que eles tem a nos propor.
— Que ótimo Bella. Que dia será?
— Na terça-feira, dia 1º. A reunião está marcada para as 17h. Mas o senhor não acha auspicioso? Entrar o mês com uma boa notícia. – Comentei alegre.
— Tenho certeza que sim. Estou torcendo muito por vocês, apesar de saber que se eles levarem em conta apenas o talento, o ingresso na universidade já está garantido.
— Quem dera precisássemos apenas disso. – Dei de ombros.
— Mas independentemente do que acontecer você sabe que conta com meu total apoio, vocês dois contam. E depois que saírem da reunião, por favor, me ligue, pois passarei o dia pensando nisso.
— Pode deixar papai o senhor será uma das primeiras pessoas a quem informarei sobre o que acontecer. – Ele assentiu e antes que pudesse caminhar a conversa para outros rumos, foi sua vez de falar.
— Também tenho algo a lhe contar.
— O que foi?
— Então, Carmen e eu voltamos a conversar nos últimos dias. Ela pediu desculpas por tudo, disse que teve uma conversa séria com Irina e que ela prometeu não intervir mais na sua relação com Edward.
— Papai, Irina para nós é um assunto encerrado. O que quero saber é como o senhor e a Carmen estão. Vocês voltaram?
— Te incomodaria se voltássemos?
— É claro que não. Carmen não é uma má pessoa e não tem culpa de todo nas atitudes da filha. Além do que, só o que me preocupa é como ela lhe faz sentir. Se o senhor acha que deve voltar, então o faça. Só quero que seja feliz papai.
— Obrigado Bella. Não sei se posso dizer que já voltamos, mas pelas conversas que tivemos nos últimos dias, creio que o caminho a seguir será esse.
— Então desejo tudo de bom aos dois. – Ele me puxou para um abraço e em meio ao mesmo falou.
— Amo você Bella, obrigada por existir e ser essa filha incrível.
— Obrigada o senhor por ser meu pai. Também te amo muito. – De coração realmente só queria vê-lo feliz e se Carmen é alguém capaz de ajudar nisso, só posso verdadeiramente torcer para que tudo desse certo, não só para eles, como para todos nós...
***
Dia primeiro chegou a um piscar de olhos e nesse momento Edward e eu estamos a caminho da Universidade de Londres para nossa reunião no Royal Academy of Music.
Quando liguei e marcamos a data parecia que o momento nunca chegaria, mas agora prestes a entrar nesse imponente local, onde grande parte do nosso futuro pode ser decidido, à apreensão toma conta do meu corpo.
Quando Edward deixou a bicicleta no local indicado e seguimos em direção à recepção ele nos parou para falar.
— Bella fique calma meu amor, o que tiver que ser será.
— Estou tentando, mas mesmo assim ainda é muito surreal pensar em tudo que pode acontecer. Pode ser que não dê em nada, mas também depois que sairmos daqui às coisas podem mudar drasticamente.
— Mas independentemente do resultado estamos juntos nessa.
— Eu sei, é o que me conforta, não só sobre esse assunto, mas sobre tudo. Saber que tenho você ao meu lado.
— E assim será. – Trocamos um selinho e caminhamos para entrar no prédio, ao chegar à primeira recepção falamos sobre nossa reunião e mostrei o cartão que Renata nos deu no dia que nos conheceu.
A recepcionista nos instruiu de onde deveríamos ir e seguindo o que ela falou chegamos às salas da diretoria, pelo que ficamos sabendo.
Lá conversamos com outra secretária que disse para aguardarmos que logo Renata virá falar conosco. Edward e eu sentamos nas cadeiras indicadas a espera.
Por conta do horário da reunião, tivemos que sair mais cedo dos nossos empregos, sabia que com Rose não haveria problema algum, ela inclusive está na torcida para que tudo dê certo e para nossa sorte Edward também conseguiu sair do escritório sem mais problemas.
Alguns minutos se passaram quando a secretária liberou nossa entrada, batemos na porta a nossa frente ouvindo uma confirmação para seguirmos, encontrando Renata atrás da mesa, que logo levantou para nos cumprimentar.
— Meu mais novo casal favorito, sejam muito bem vindos. Como estão? Ansiosos? Nervosos?
— Um pouco dos dois. – Respondi.
— Pois não precisam, acalmem-se que hoje será uma reunião bem tranquila. Como já lhes expliquei, contei ao responsáveis pelo conservatório sobre vocês e ambos ficaram muito interessados em conhecê-los e aos seus talentos, portanto conversaremos para saber se é viável e do interesse de ambas as partes que ingressem aqui, mas tudo será feito de acordo com suas escolhas, então fiquem tranquilos. Agora me acompanhem que vamos conhecê-los. – Assim fizemos.
Saímos da sala de Renata seguindo-a pelo extenso corredor até chegarmos a uma sala que não é um escritório, mas sim uma sala de ensaios, pois a mesma está cheia de instrumentos, apoios para partitura, microfones, utensílios de som e etc.
E no fim da mesma encontram-se três pessoas, dois homens e uma mulher.
— Renata que bom que chegou, estávamos aguardando-a. – Um dos homens falou ao nos ver.
— Pois não precisam mais esperar, aqui estou eu, com as duas promessas da música que lhes falei. – Corei ao ouvi-la referir-se a nós dessa forma, porém ainda sim continuei andando. – Deixe-me fazer as apresentações. Estes são Edward Masen e Isabella Swan, os prodígios. E a frente de vocês estão o maestro Marcus Varner, nossa conceituada pianista Gianna Fuller e o diretor musical do RAM, Aro Volturi. – Trocamos apertos de mãos, depois fomos instruídos a sentar. De um lado ficaram os quatro, enquanto Edward e eu sentamos do outro.
— É um prazer conhecê-los, ouvimos muitos elogios a vocês vindos da Renata. – Gianna falou.
— O prazer é nosso. É uma honra estarmos sentados diante de pessoas tão conceituadas na música. – Edward respondeu.
— Coisa que vocês também podem ser um dia, caso tudo dê certo. Mas agora falem um pouco sobre vocês, suas aspirações na música, seu histórico e as pretensões envolvendo a mesma. – Aro nos pediu.
Assim Edward e eu nos revezamos falando sobre o que pediram, quando tinham alguma dúvida interrompiam o relato para questionar mais, porém sempre nos dando aval para falar da nossa forma o quanto a música é importante para nós.
Renata já tinha nos instruído a trazer um pequeno portfólio com nossas composições, para dar ênfase em nossos talentos de forma registrada, em determinado momento da conversa eles pediram para ver e lhe entregamos o mesmo, tentando captar através de seus olhares o que estão achando de tudo.
— Vocês realmente tem talento, até o momento gostamos de tudo que ouvimos, agora creio que é nossa vez de dizer o que podemos lhes oferecer para saber se a ideia de unirmos continua boa. – Marcus falou e sorrimos.
— De acordo com o que ouvimos e avaliamos, acreditamos que temos os cursos necessários para desenvolver as habilidades de vocês ainda mais. – Aro iniciou.
— Sim, aqui na RAM não incentivamos que os alunos incluam-se em uma categoria só, ao invés disso apreciamos quando o estudante possui habilidade para tentar conhecimento em mais de uma área, o que pode ser o caso de vocês. – Gianna disse.
— Sendo assim vocês poderiam estudar Composição e Arranjo, já que pelo que contaram ambos possuem aptidão nessa área. Formados poderão criar partituras musicais para instrumentistas ou cantores. Criar trilhas sonoras para filmes, peças teatrais, jingles para publicidade, etc. Também podem investir em Canto o que lhes possibilitará atuar em óperas ou recitais e em gravações, ou ainda organizar e fazer a preparação vocal de corais. Por fim também vemos com bons olhos o ingresso em Instrumento, que como devem imaginar lhes darão aptidão para tocar um instrumento como solista e em orquestras, bandas ou grupos instrumentais de formações diversas. – Ao terminar de ouvir Marcus, Edward e eu trocamos olhares realmente impressionados com tudo.
— Mas as coisas não param por aí, isso é algo que estamos falando de forma prévia, baseado no que apresentaram até então. Porém ainda oferecemos outras possibilidades, como a área de Pesquisa que trata de fazer estudos e desenvolver pesquisas acadêmicas, de investigação e de resgate de cultura na área de música. Ensino que torna aptos aos que a estudam lecionar em escolas de música, para crianças de pré-escola e nos ensinos Fundamental e Médio. Ou até quem sabe vocês possam encantar-se pela Regência, que nada mais é do que organizar, ensaiar e dirigir conjuntos, orquestras e corais. Escolher as peças e os intérpretes que irão executá-las. – Renata falou.
— Como podem observar as possibilidades são infinitas e como já deixamos claro vocês podem tentar combinar cursos diferentes, pois no fim procuramos toda a excelência em um único aspecto, a música. Agora perguntamos a vocês, estariam interessados? – Aro enfatizou.
— Não tem como não nos interessar depois de ouvi-los falar sobre essa gama de possibilidades. Somos apaixonados por música e nunca sonhamos em chegar tão longe com ela, mas agora ao saber que essa chance existe, não poderíamos estar mais entusiasmados. – Respondi.
— Isso é ótimo, então agora explicaremos como podemos fazer as coisas funcionarem. A Universidade oferece um programa de bolsas, para consegui-las vocês terão que passar por um processo avaliativo como qualquer aluno da área acadêmica. Tendo excelência nesse aspecto vocês entram no projeto da Royal Academy of Music. Que constitui em um teste presencial das habilidades de ambos. – Ouvimos atentos as palavras de Renata.
— Depois de passar na prova da Universidade vocês terão que escolher qual curso ingressar, como dissemos a escolha pode ser para mais de um, desde que o mesmo consiga integrar-se em seu projeto pessoal e também nas habilidades pretendidas. Por exemplo, caso vocês escolham Instrumento e Canto, terão que fazer uma apresentação mostrando aptidão à área, então uma banca avaliará o conceito como um todo e sendo aprovados nessa apresentação, poderão ingressar na RAM. – Gianna a completou.
— Como temos que pensar em todos os cenários possíveis, vamos trabalhar com as controvérsias, caso vocês não passem na prova da Universidade, ainda existirá a opção de pagar a mensalidade, então a esse primeiro obstáculo temos uma solução clara. Porém caso não sejam bem avaliados no teste da RAM perderão a oportunidade de ingresso. Outro fator também é que mesmo que façam uma apresentação conjunta, já que vocês costumam se apresentar juntos, a avaliação é individual, então pode ser que um passe e o outro não e vocês tem que ter isso em mente desde agora, porque é o tipo de regra que não muda. – Marcus pontuou.
— Entenderam tudo até aqui? – Renata perguntou por fim e balançamos a cabeça assentindo. – Ótimo, então agora a escolha é de vocês, aqui estão os portfólios tanto da universidade quanto do conservatório. Neles vocês encontrarão todas as datas, mais informações sobre tudo que conversamos, documentação necessária, etc. De qualquer forma vocês tem meu contato e podem falar comigo quando precisar, mas esperamos de coração que aceitem e que tudo dê certo a todos.
— Obrigada Renata, e aos senhores por essa oportunidade. Conversaremos sim e tomaremos a melhor decisão diante de tudo. – Falei.
Eles assentiram, então nos despedimos, trocando cumprimentos e agradecimentos.
Renata nos levou até a porta da sala explicando como faremos para sair e desejando mais uma vez boa sorte, nos deixou ir embora.
— Você consegue pensar em tudo agora? – Edward perguntou quando ficamos a sós.
— Não ainda não, levarei tempo para processar tudo e você?
— Também, vamos embora, em casa conversaremos sobre tudo. – Ele falou e assenti.
Caminhamos até a saída, logo encontrando sua bicicleta e depois de acomodados seguimos até a pousada cada qual perdido em seus próprios pensamentos.
Ao chegar e entrar efetivamente dentro da pousada avistamos logo vovó e Alice que estão tratando de assuntos atrás do balcão.
— Que bom que chegaram pensei que não conseguiriam vir a tempo do jantar. – Vovó falou.
— Talvez tenhamos que abrir mão hoje vovó, pois como acabamos de chegar ainda iremos tomar banho... – Edward começou a falar, mas foi logo interrompido.
— Nada disso Edward Anthony, apenas passem no banheiro, lavem as mãos e nos acompanhem até a cozinha, depois do jantar vocês sobem para tomar banho. – Não querendo contrariá-la seguimos suas indicações indo para a cozinha nos servir e sentar para jantar.
— Vocês estão esperando o que? Digam logo como foi tudo, estou morrendo de ansiedade. – Alice falou exasperada.
— Mary Alice silêncio, você sabe que não devemos conversar a mesa.
— Mas vovó precisamos saber como foi. A senhora mesmo disse ainda pouco que estava ansiosa para que eles chegassem e assim pudéssemos saber de tudo, por favor, só hoje. – Ela fez uma carinha de cachorro que caiu da mudança, o que acabou convencendo vovó.
— Tudo bem, mas conversemos baixo para não atrapalhar os hóspedes. Agora falem, Isabella Marie e Edward Anthony como foi tudo. – Como pedido conversamos de forma baixa lhes contando sobre a reunião, tudo que ficamos sabendo e quais são nossas opções para o futuro.
— Mas isso é ótimo, já sabia que a Universidade de Londres oferece um programa de bolsas, tanto que prestarei uma prova para lá também, só não sabia que tinha ligação com o conservatório. – Alice comentou assim que terminarmos de contar.
— Eu também não, essa foi uma das grandes surpresas do dia. – Edward concordou.
— E vocês tentarão a bolsa, não é? Não vejo mais empecilhos, ao menos não nesse momento. – Vovó questionou.
Edward e eu nos olhamos, por baixo da mesa entrelaçamos nossas mãos, então respondi.
— Não vovó, para isso não há empecilhos. Vamos focar em estudar a partir de agora para tentar a bolsa e caso passemos, focaremos em tentar passar também no exame da RAM.
— Mas é claro que vocês passarão. Disso não tenho a menor dúvida, tanto na prova eletiva, quanto na apresentação, todo esse tempo se apresentando no Pub foi como uma espécie de treinamento para vocês, agora só precisam chegar lá e mostrar isso.
— Obrigado pelo apoio irmãzinha, mas as coisas não são tão fáceis assim, pois teremos que decidir o curso ou cursos que faremos e depois trabalhar a apresentação em cima dos méritos esperados pela banca, não será um processo fácil.
— Pode não ser fácil Edward Anthony, mas assim como Mary Alice estou confiante em vocês. Confiante e também muito orgulhosa, assim como seu avô e seus pais também devem estar. Sabendo que ambos estão correndo atrás de seus sonhos e aos poucos os conquistando. – Vovó falou e ficamos todos emocionados com sua observação. – E seus pais também ficarão Isabella Marie, assim que você lhes contar sobre tudo.
— Sim vovó, após o jantar procurarei falar com os dois. – Ela assentiu então finalizamos a refeição sem mais conversas.
Ao sair da mesa fui até o computador procurando ver se mamãe já respondeu o e-mail que enviei no sábado, ao confirmar que não decidi arriscar e fazer uma ligação, à notícia merece ser falada rapidamente, porém nem no celular consegui contato.
Decidindo por continuar tentando no decorrer da noite, liguei para o meu pai e lhe contei tudo, ele ficou muito animado por nós e ao fim da ligação mais uma vez expressou apoio no que precisarmos.
Como Alice verá Jasper ainda hoje, ela disse que contara a notícia pessoalmente a ele, assim após encerrar a chamada com meu pai e ter outra tentativa falha de falar com a minha mãe, Edward e eu ligamos para Rose e Emm que também comemoraram entusiasmados.
Emm até falou que começará a divulgar nosso nome no Pub como os futuros nomes da RAM e que aproveitará para nos explorar o quanto puder por lá, pois sabe que logo ficaremos requisitados demais para ainda ter tempo para eles.
Rapidamente o repreendemos e em meio a risos e felicitações encerramos a chamada, tentei mais uma vez falar com a minha mãe, não só pelo celular, mas ligando até no telefone de casa e não conseguindo encontrá-la de forma alguma.
— Fique tranquila Bella, ela provavelmente está em um lugar sem sinal, assim que vir suas chamadas retornará e vocês conversam. – Edward me confortou.
— Você tem razão, acho que só estou envolta a muita adrenalina e por isso a ansiedade. Mas fiquei calma.
— Ótimo. – Estamos no meu quarto, quando subimos Edward foi até o seu deixar suas coisas do dia e aproveitou para tirar algumas peças de roupa, agora está apenas com a calça e a camiseta que usa por baixo da camisa e chinelos, despojado e ainda sim lindo, mais lindo, porém sei que fica sem roupa alguma cobrindo seu corpo...
— Acabou que não precisamos de palavras para entender que tentaremos entrar na RAM, não é? – Falou dispersando-me dos pensamentos libidinosos que começam a nublar minha mente.
— Sim, como em muitos momentos entre nós. – Sorrimos. – Mas ainda precisaremos delas para ingressar, especialmente na apresentação.
— Pois é, acho que devemos compor algo especial para esse dia, algo que consiga transmitir a todos quem somos, o que pretendemos e quão bons podemos ser juntos. – Ele se aproximou enlaçando minha cintura com seus braços, o abracei da mesma forma, mas já colocando as mãos por dentro da camiseta tocando suas costas.
— E nós podemos mesmo ser muito bons juntos. – Fiquei na ponta dos pés e ele entendendo o que pretendia baixou a cabeça em minha direção para trocamos um beijo, suave e doce, mas muito bom.
— A porta do meu quarto está trancada...
— Quer dizer que o senhor está aqui com segundas intenções?
— Talvez, pensei que depois da notícia tão importante de hoje poderíamos passar um tempo juntos e aproveitar.
— Eu gosto de como isso soa. – Falei quase sem expressar voz, pois ele começou a atacar meu pescoço com seu lábios.
— Que tal tomarmos um banho? – Sussurrou ao meu ouvido.
— Juntos?
— Uhum. Você gostaria? – Afastou o rosto para podermos nos olhar.
— Com você estou disposta a tudo, ainda mais quando o que oferece é uma proposta irrecusável como essa. – O beijei novamente e em meio ao beijo começamos a nos despir.
Tirei sua camiseta e ele meu vestido, depois o livrei da calça e ele abriu meu sutiã. Munidos apenas das peças íntimas caminhamos até o banheiro, ele trancou a porta ao passarmos, enquanto fui até o Box abrindo-o e ligando o chuveiro para começar a esquentar a água.
— Você é tão linda, não canso de te olhar, tocar... – Uma mão cobriu meu seio e começou a acariciá-lo, somente gemi em apreciação.
Voltamos a nos beijar e entramos embaixo do jato de água aproveitando o calor que chega a ser quase compatível com o nosso.
Aos poucos as carícias aumentaram...
Minhas mãos rapidamente trataram de tirar sua cueca e cuidar do seu membro que está ganhando vida de forma gradual e intensa, enquanto sou brindada pelo mesmo tipo de carinho ao sentir seus dedos me tocarem onde muito o necessito deixando o caminho para o que virá a seguir ainda mais preparado.
Quando ficamos nus apreciamos muito da masturbação mútua, assim como de beijos sôfregos que servem para nos alucinar assim como engolir nossos gemidos.
Edward me puxou para seu colo, prendendo minhas pernas ao redor de sua cintura e encostou meu corpo na parede, gemi alto, não sei se pelo contraste com o azulejo frio ou por sentir seu membro quente tão próximo a mim.
— Shii baby, baixinho, não queremos que nos ouçam. – Provocou enquanto desceu sua boca para os meus seios.
— Edward... Huuum tão bom. Você é tão bom.
— Você também Bella. Estive alucinando esses dias de vontade de tê-la inteiramente outra vez.
— Eu também, senti muita falta do seu corpo. – O abracei mais forte. – Do seu cheiro. – Aspirei em seu pescoço deixando-o arrepiado, em seguida lambi do mesmo até seu maxilar e por fim beijei sua boca. – De você.
— Sinto que posso morrer se não a tiver nesse instante Bella. Você está pronta?
— Sim, me faça sua outra vez. – Com os olhares presos no outro Edward guiou seu pau para minha entrada e conforme nos encaixamos suspiramos baixinho.
Não resisti e acabei fechando os olhos ao nos conectarmos inteiramente pela primeira vez, o ouvi dizer.
— Paraíso. – Abri os olhos para encontrar sua imensidão verde me encarando.
— Eu te amo. – Sussurrei.
— Eu amo você.— Comecei a subir e descer em seu colo, rebolando no processo. Edward me ajudou impulsionando minha bunda em sua direção.
A água escorrendo sobre nós, o barulho dos nossos corpos chocando-se, tudo está sensacional.
Dividimo-nos entre ficar próximos com os troncos colocados e trocando beijos, assim o sexo é mais lento e ritmado.
Como também inclinava meu corpo para trás e deixava que os instintos me dominassem entregando tudo de mim a nossa ligação sem medidas.
Nesse momento senti que Edward também perdeu um pouco dos sentidos metendo em mim sem qualquer receio, levado apenas pelo puro instinto do prazer.
— Caramba Bella, você está me apertando tanto amor.
— Isso. Edward! Continua... Sentir você assim é tão bom. – Como dizem, certas coisas são naturais do corpo e da mente.
Pois mesmo ainda sendo muito inexperiente na questão de sexo, já aprendi a fazer coisas com o corpo que sei que aumentam nosso prazer ainda mais.
Então de vez em quando, durante as arremetidas de Edward, contraio meu baixo ventre fazendo com que nossa conexão fique ainda mais forte e nesses instantes meu corpo arrepia até o dedinho do pé pela força do que faço e sinto.
— Porra Bella, isso é muito bom. Baby, não aguentarei muito mais.
— Nem eu meu amor, nem eu. – Suspirei.
— Mas quero que você venha comigo. – Pegando-me de surpresa Edward desprendeu minhas pernas e as colocou no chão, em seguida virou meu corpo deixando de costas para o seu, apoiei as mãos na parede. – Abre as pernas Bella. – Fiz o que disse sem pestanejar e logo senti seu membro voltar a pincelar ao redor da minha entrada, até me penetrar novamente fundo...
— Edwarddddddd!
— Agora Bella, você e eu, juntos. – Ele voltou a meter, enquanto com uma mão segura minha cintura a outra correu até meu clitóris e ao estimulá-lo enquanto continua a penetração vi que não durarei muito mais.
Para terminar de acabar comigo ele arrastou meu cabelo dando livre acesso ao meu pescoço e começou a beijá-lo da forma mais libidinosa possível, nesse instante não aguentei mais.
Senti seu pau aumentando e o corpo de Edward iniciando o tremor proeminente do orgasmo, porém com uma habilidade admirável sua mão não parou de me estimular e sentindo seu prazer derramar-se dentro de mim, deixei que meu corpo entrasse também no ápice do nosso prazer...
Por um segundo achei que minhas pernas não aguentariam a pressão e cederiam levando-nos ao chão, porém Edward segurou bem minha cintura e consegui me recuperar sem grandes danos.
Virei o rosto e observei o brilho da satisfação em seus olhos, antes de perdê-los de vista quando nos beijamos, fiquei de frente para ele e encerramos o beijo aos poucos com suaves selinhos.
— Nosso banho em conjunto terá que ter apenas cinco minutos contados depois do tempo que já gastamos. – Comentei.
— Concordo, mas sei também que tudo valeu a pena.
— Mais do que valeu a pena. Te amo.
— Te amo Bella. – Seguindo as indicações, religamos o chuveiro que em algum momento durante nosso sexo Edward desligou, dos males o menor que não passamos todo esse tempo desperdiçando água.
Então enfim tomamos um banho no sentido real da história.
Creio que nunca lavei o cabelo tão rápido como hoje, mas com a ajuda de Edward consegui fazer tudo direitinho.
Quando saímos do Box, nos enrolamos nas toalhas, Edward seguiu para o quarto enquanto dei uma secada básica no cabelo apenas para não dormir com ele totalmente molhado, então entrei no quarto também.
Ao fazê-lo vi que Edward já está deitado indicando o lugar ao seu lado a minha espera, não me fiz de rogada e deixei a toalha cair indo ao seu encontro e sendo brindada por seus braços.
Nos beijamos por um tempo ainda até o cansaço nos arrebatar e adormecermos...
— Bella... Baby...— Ouvi de longe uma voz chamando, mas não estou afim de anteder. – Bella acorda.
— Huuum...— Percebi que Edward está falando comigo.
— Estão batendo a porta.
— Vai ver.— Murmurei sonolenta.
— Esse é seu quarto baby. Você tem que ver quem é. – Finalmente comecei a tomar consciência das coisas e entender o que ele diz.
Virei o rosto olhando o relógio vendo que falta um tempo para meu despertador tocar, por isso o sono excessivo ainda.
Dando-me por vencida decidi levantar e ver quem está incomodando a essa hora.
Se fosse Alice ela vai ver, por me acordar tão cedo.
Mas de repente pensei que pode ser a vovó precisando de alguma ajuda, com isso em mente caminhei mais rápido resgatando minha camisola no cabide vestindo-a, já que estava sem qualquer roupa, assim prossegui.
— Quem é?— Questionei enquanto abri um pouco a porta.
— Bella...
— Mamãe?
CONTINUA.
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