Para Te Encontrar

10 Capítulo 9 - Desconexa


Notas iniciais
Boa noite. Espero que tenham tido uma boa semana e uma ótima segunda-feira. Quero começar agradecendo a todas que comentam na história. Não sei se vocês tem ideia do quão importante é esse incentivo, então de coração sou muito grata a quem se dispõe a fazê-lo. Hoje dedicarei o capítulo a todas que já comentaram em PTE até o presente momento, mas em especial a Érica, que fez um esforço mais do que o normal para conseguir deixar sua review no capítulo passado, obrigada. Sem mais delongas apreciem o capítulo e não deixem de ler as notas lá embaixo, tem uma surpresinha por lá ;). Capítulo Postado Em: 04/11/19

A noite foi terrivelmente difícil...

Meu sono foi conturbado cheio de sonhos desconexos, efeito da burrada que cometi beijando Edward! Não que beijá-lo de fato seja uma burrice. Mas sei que foi um erro deixar que o beijo acontecesse.

Ele tem sido um bom amigo, tem estado ao meu lado quando mais preciso, para agora quase estragar tudo confundindo as coisas. É óbvio que ele foi cortês demais e apenas retribuiu o beijo.

Edward é mais velho, faz tantos sacrifícios pela família, é maduro, responsável, encantador, lindo... Não tem como querer algo com uma menina complicada e confusa como eu. Que tem um passado, história e agora ainda por cima um pai que parece ter vindo terminar de arrasar tudo.

Não consigo acreditar em como as coisas aconteceram, dói pensar que um ser amargo e mesquinho como aquele senhor é meu pai. Creio que agora entendo o fato da mamãe nunca ter me contado sobre ele e não ter feito questão de que nos conhecêssemos.

Para ter uma pessoa assim ao meu lado era melhor mesmo continuar sem uma figura paterna. Porque é como me sinto agora, mesmo tendo o visto pessoalmente, continuo sendo uma menina sem pai. Como está no meu registro de nascimento, pai desconhecido, o que é uma verdade. Apesar de tudo, Carlisle ainda é um desconhecido para mim...

Preciso decidir o que fazer da minha vida, tenho decisões importantes a tomar. Saber se ficarei aqui por mais um tempo ou volto para casa. Apesar da imensa vontade de partir, de reencontrar o conforto que minha vida antiga proporcionava, tenho alguns bons motivos para ficar também.

É certo que vim à procura do meu pai, mas hoje ele não é o único motivo que me faz querer permanecer na Inglaterra, tenho um emprego que estou aprendendo a gostar. Amigos que conquistavam meu coração, a oportunidade de conviver com meus avós, que descobri serem boas pessoas. E claro ainda há Edward...

Não deveria dar uma classificação individual a ele, pois para todos os efeitos, já está presente junto com os outros amigos. Mas ainda que queira evitar ele é mais, não sei ainda o quão mais, mas sinto que ele é realmente importante.

Sinto-me tão confusa, perdida entre importantes decisões e sem saber ao certo que rumo tomar...

Observei o relógio e não passa das 8h, a maioria dos hóspedes deve estar dormindo. Porém já não tenho mais sono e não conseguirei voltar a dormir, decidi levantar e seguir com o novo dia.

Fui até o banheiro fiz minha higiene matinal e já tomei banho, quando voltei ao quarto escolhi uma roupa quente e confortável, mas que me permitisse sair na rua, então desci. Não foi surpresa chegar à cozinha e encontrar vovó e as outras mulheres que cuidam das refeições da pousada, já de pé cuidando dos afazeres.

— Bom dia vovó. – Anunciei minha presença.

— Bom dia querida, acordada tão cedo. Caiu da cama?

— É digamos que sim, não dormi muito de qualquer forma.

— O que houve? Algum problema?

— Não, não é nada que a senhora precise que se preocupar. – Respondi tentando desviar do assunto. – Então já que estou aqui, quer alguma ajuda?

— Não mesmo, a senhorita pode sentar-se bem ai quietinha e tomar seu café sem se preocupar conosco.

— Mas o café só será servido daqui à uma hora.

— Isso equivale aos hóspedes, você não é uma hóspede, é minha neta. Então tem certos privilégios. Venha sente-se comigo, faça companhia no meu café. – Não tive como resistir e sentei ao seu lado, aproveitando para saborear os deliciosos bolos já feitos e também o maravilhoso chá. – Então querida, como foi ontem com seu pai?

— Não foi como esperava vovó, ele não reagiu muito bem à notícia de que tem uma filha, ainda mais com a minha mãe sendo quem é. Creio que tivemos uma leve discussão com conversas alteradas e não sei se irei revê-lo. No fim é isso.

— Isabella Marie não pense assim, vocês tem a mania de achar que os adultos sabem de tudo, mas que engano, somos tão confusos quanto qualquer um. Talvez seu pai só não soubesse como lidar de fato com uma situação dessas, não é fácil saber que por 19 anos foi pai e não soube. Não o estou defendendo de todo, mas se esse senhor era amigo do meu Anthony não creio que seja uma má pessoa, meu filho não se relacionava com pessoas assim. De tempo ao tempo, talvez as coisas se resolvam antes mesmo do que você imagina.

— Obrigada vovó. Como dizem o tempo é o melhor remédio não é mesmo? Vou aguardar.

— Isso querida, aguarde sem pressa que na hora certa tudo se ajeita. E você já conversou com sua mãe sobre isso?

— Não, ainda não lhe mandei outro e-mail. Devo fazê-lo mais tarde.

— Olha Isabella Marie não ache que quero me intrometer na sua vida e tão pouco controlar a forma como lida com a sua família. Mas será que depois de tudo o que houve não seria melhor conversarem ao vivo? Quer dizer pelo telefone, tem coisas que não podem ser apenas escritas, elas tem que ser faladas, para que tudo possa ser entendido ao pé da letra. Sei que se comunicam por e-mails por conta da economia, mas creio que nem ela ou você se importarão com o custo de uma ligação quando a mesma é tão importante, sim?

— A senhora está certa vovó. Acho que já está mais do que na hora de fazer uma ligação à mamãe, tem coisas que preciso esclarecer sem rodeios e perguntas que devem ser respondidas.

— Muito bem você tomou a decisão certa. – Assenti e prosseguimos com o café. Fiquei pensando em tudo o que tenho para conversar com minha mãe. Será uma conversa reveladora com certeza.

Observei o relógio e vi que já está quase na hora do pessoal descer, como a coragem para encarar Edward ainda é pouca, resolvi me recolher no quarto.

— Vovó voltarei ao meu quarto, tenho que organizar umas coisas, separar a roupa para lavar, a senhora não se importa não é?

— Claro que não querida fique a vontade. – Levantei dando-lhe um beijo e segui para o quarto, sem encontrar ninguém pelo caminho por sorte. Ao entrar tranquei a porta, só por precaução, a covardia está sendo maior do que meu bom senso.

Já que decidi me isolar, o melhor é fazer algo de útil enquanto isso. Aproveitei para arrumar minha cama, organizar o guarda roupa, separei as peças que precisam lavar e ajeitei alguns papéis pessoais, entre livros, letras de músicas e folhetos do Antiquário.

Nesse instante percebi algo faltando. Comecei a procurar como uma louca, mas notei tarde demais o erro idiota que cometi. Eu esqueci o caderno da minha mãe, com suas anotações e a foto dos seus amigos, no escritório do Carlisle ontem à noite.

Ao perceber a burrada, sentei na cama e levei as mãos à cabeça. Ontem deve ter sido o dia mundial de erros para Isabella Swan, porque não é possível!

Primeiro pensei que errei apenas ao beijar Edward, agora descubro que deixei um diário da minha mãe, com um senhor que parece detestá-la mais do que tudo, realmente estou ferrada! Se não pretendia revê-lo, agora de uma forma ou de outra serei obrigada a procurá-lo, pois não poderei deixar um objeto tão pessoal e importante em suas mãos.

Entre devaneios e lamentações acabei ficando no quarto por toda manhã. Admirei de ninguém ter vindo me procurar, Alice gosta de aparecer no meu quarto para conversar, mas talvez vovó tenha dito algo que a fez desistir de tentar me fazer companhia hoje.

Sei que é horrível agir assim com uma pessoa tão legal quanto Alice. Mas para poder ser uma boa amiga, tenho que resolver meus problemas primeiro. E para que isso aconteça mais do que nunca preciso conversar com minha mãe.

Sem querer continuar no quarto, mas tão pouco com vontade de participar do convívio social, decidi sair para dar uma volta. Apesar de não conhecer muito da cidade, resolvi arriscar, pois se nunca sair, nunca aprenderei como me virar. Peguei meu celular e carteira, joguei em uma pequena bolsa e sai do quarto.

Diferentemente de ontem, hoje o destino pareceu conspirar a meu favor, pois do trajeto do meu quarto à porta principal não encontrei ninguém. Já do lado de fora pensei em qual caminho seguir, mas não me atentei muito a uma localização, apenas deixei que meus pés me guiassem...

Olhei a hora, fiz as contas e percebi que nos Estados Unidos ainda é cedo, provavelmente minha mãe deve estar dormindo, por isso continuei apenas andando e tentando colocar meus pensamentos em ordem.

Andei por quase uma hora e só ai que notei onde fui parar. Quão original sou em ter ido parar justo perto da montanha que Edward me levou, no seu lugar preferido? Quase não acreditei naquilo, mas decidi ceder e subir até onde ele me levou à primeira vez.

Quando terminei de subir pude me deslumbrar mais uma vez com a vista, a mesma é indescritível e as sensações que proporciona tão pouco são fáceis de expressar.

Sentei na grama e fiquei um tempo abraçada aos joelhos, até notar que já podia ligar para minha mãe. Disquei seu número e fiquei na espera, torci para que ela não tivesse saído e esquecido o celular. Mas foi alívio o que senti quando ela atendeu.

— Alô.

— Mãe.

— Bella minha filha, é você mesmo?

— Sim mamãe, estava com tanta saudade de ouvir sua voz.

— Eu também meu amor, estou com saudades de tudo. Mas só de ouvir sua voz, já me sinto um pouco mais perto de você. Mas porque está ligando, te respondi o e-mail ontem antes de dormir, não chegou?

— Provavelmente sim mãe, mas ainda não li. Estou ligando porque realmente queria ouvir sua voz, tenho tanta coisa para falar e não sei se conseguiria dizer tudo o que é preciso só por um e-mail.

— Tudo bem querida, pois então conte.

— Mãe, conheci meu pai. – Falei sem rodeios.

— Como? Mas você não falou que já tinha encontrado mais pistas sobre ele e agora já o conheceu?

— É mãe preferi esperar para vê-lo e depois contar a senhora como todo. Mas quando fui ver meus avós, a vovó me deu uma caixinha com algumas coisas suas, no meio destas encontrei um caderno, uma espécie de diário e ai descobri o nome dele. Confirmei em meio às pesquisas que havia feito com Alice, que meu pai se chama Carlisle Cullen, estou certa não é?

— Sim, Carlisle é seu pai. Estudamos juntos, participávamos de algumas atividades extracurriculares, foi assim que nos conhecemos e começamos a namorar. – Ela terminou e ficou em silêncio, suspeitando que não fosse dizer mais nada prossegui.

— Eu descobri outras coisas também mamãe, não só sobre meu pai, mas sobre a senhora.

— E o que foi?

— Porque a senhora nunca contou sobre sua paixão pela música? Que tocava piano e aprendeu com meu avô?

— Bella, assim como não falei do seu pai, também não contei sobre isso porque era algo que não queria lembrar. Realmente amava tocar, amava fazer isso com meu pai, mas tudo se perdeu e ficar lembrando, remoendo esse tipo de assunto não me faria bem.

— Tudo bem a senhora que sabe. Mas o vovô também é bem ligado a esse assunto, ele não toca mais, porém o piano de vocês continua no mesmo lugar, na sala da sua casa. Mas não foi só isso que descobri, por acaso a senhora lembra-se de um casal chamado Anthony e Mary?

— Claro que sim, eles eram meus melhores amigos, meus e do seu pai, éramos inseparáveis. Apesar da diferença de idade e também de posição social, sempre fomos muito próximos, a amizade veio muito rápida, senti muito por deixá-los quando parti, mas não tive escolha. Mas porque está perguntando, você também os encontrou?

— Não, descobri que vocês foram amigos, mas não por tê-los visto pessoalmente e sim em fotos. Eles são os pais da Alice e do Edward. Anthony era filho da vovó Elizabeth, mas eles faleceram há alguns anos, em um acidente de carro.

— Oh meu Deus! Eu nunca soube... Que coisa horrível, não posso imaginar... Eu, eu me lembro do Edward, quando convivíamos ele já tinha nascido, era um bebê lindo. Mas jamais pensei que você pararia justamente dentro da família deles e que ainda me daria uma notícia dessas.

— Sinto muito mamãe, mas achei que a senhora deveria saber.

— É claro que sim, é triste saber, mas importante também. Mas você tem contado coisas e até agora não falou como foi o encontro com seu pai.

— Ah mamãe não foi nada como imaginei, acho me iludi demais em relação a isso.

— Por quê? O que houve? Pode contar exatamente o que aconteceu filha, eu quero saber.— Relatei a ela tudo o que houve. Como descobri que ele é médico, da consulta que marquei e do nosso encontro. Não falei exatamente tudo o que dissemos, mas contei sobre minha decepção com a pessoa que ele mostrou ser, em como foi hostil ao receber a notícia e que há culpou um pouco por tudo. — Não me espanto em vê-lo jogar a culpa nos outros, especialmente em mim! É inacreditável passam-se os anos, mas algumas coisas simplesmente não mudam. E o que houve depois?

— Edward estava me esperando e levou ao Pub ao sairmos do hospital. Ele foi incrível mãe, a senhora não vai acreditar. No fim da noite ainda me convidou para subir no palco e cantarmos juntos, foi mágico. Ele realmente conseguiu me fazer sentir melhor.

— Estou percebendo o quanto esse garoto parece fazer bem a você. Todos parecem estar sendo muito legais, mas esse Edward tem algo a mais. Se ele tiver metade da beleza do pai e da gentileza da mãe, tenho certeza que é algo próximo ao irresistível...

— Mãe! – Ainda bem que por conta da ligação, ela não viu meu rosto corando.

— Pela sua exclamação devo estar certa. Você está se encantando por ele não é?

— Não, mãe nada a ver, não viaja. Somos só amigos e é isso que continuaremos sendo.

— Bella meu bem, você nunca quis se relacionar e eu não entendia o por quê. Sendo tão bonita, doce, divertida, inteligente, qualquer garoto seria sortudo em tê-la. E acredito que esse menino não seja a exceção. Aproveite a vida meu bem, não deixe o tempo passar, porque no futuro pode ser tarde demais.

— Obrigada mamãe, vou pensar nisso.

— Tudo bem, você é madura o suficiente para saber o que é melhor para si. E apesar de estar adorando conversar assim não quero que as despesas fiquem muito altas.

— Sim mamãe, foi ótimo falar com a senhora também. Te amo muito, estou com saudades, se cuida.

— Você também meu amor, continue me mantendo informada sobre tudo, te amo mais, beijos.

— Beijo. – Ao desligar me senti até mais leve.

Não importa o que aconteça ou como esteja. Conversar com minha mãe sempre me trás paz. Ainda mais em um dia como esse que tanto precisava do conforto de suas palavras e seus conselhos.

Só com Edward que ela se equivocou um pouco, não tem forma de termos algo, de ele estar interessado em mim. Não iludirei mais minha cabeça e principalmente meu coração com coisas que não acontecerão...

Perdida em novos pensamentos acabei deitando um pouco para desfrutar do leve sol que fazia, a grama estava macia e sem perceber acabei adormecendo...

Quando despertei percebi o céu já quase escuro, o pôr-do-sol se aproximava do fim. Levantei com tudo sem acreditar que dormi tanto e que estou fora da pousada há tanto tempo, sem dar noticias a ninguém.

Desci correndo rezando para não cair, ao chegar à rua resolvi tomar um táxi, pois não queria demorar ainda mais para chegar. Quando estava entrando, um hóspede que saia abriu a porta para mim, o cumprimentei cordialmente e segui até a sala. Ao entrar já vi Alice e vovó atrás do balcão. Alice me viu primeiro e rapidamente falou.

— Bella! Finalmente. Estávamos preocupadas.

— Me desculpe, sai para dar uma volta e ligar para minha mãe, seria uma saída breve, mas me distrai e perdi a noção do tempo.

— Tudo bem, mas onde você ficou até essa hora? – Vovó perguntou e fiquei sem saber o que dizer. Não posso falar onde estava realmente, pois quebraria a confiança de Edward contando sobre seu espaço, seu segredo.

— Andei pela cidade, depois de conversar com minha mãe decidi entrar em uma Starbucks e lá com aqueles vidros escuros acabei não percebendo o tempo passar. Mais uma vez desculpem.

— Não tem problema, só ficamos preocupadas porque ninguém a viu sair e como não voltou brevemente à preocupação surgiu, mas o importante é que você já está aqui.

— Prometo que não farei isso outra vez vovó. Sempre que sair tratarei de avisar e ligar também de onde estiver.

— Me passa seu número Bella, não acredito que até hoje não tínhamos trocado telefones, mas agora em uma próxima vez poderemos nos comunicar. – Alice falou e assim fizemos, então subi para tomar banho, com a promessa de descer depois para jantar.

Durante o mesmo, apesar de estar na mesa com Edward, procurei não fazer muito contato visual com ele, então permanecemos em silêncio por grande parte da refeição respeitando os costumes.

Quando terminei de comer pedi licença e levantei no intuito de voltar ao quarto e organizar as coisas para a nova semana, mas antes que pudesse chegar à porta do mesmo, uma mão segurou meu braço.

— Bella será que podemos conversar? – Observei sua fisionomia e de repente arquitetei uma ideia que será excelente para nossa convivência, ou a falta dela...

— Certo podemos falar sim, também tenho algo a dizer.

— Pode falar primeiro então, eu espero.

— Obrigada. É que gostaria de avisar que não poderei continuar indo com você para o trabalho.

— Como? Mas por quê?

— É que Rose informou que haverá um reajuste no meu horário, então entrarei um pouco mais cedo, saindo um pouco antes também. Com isso nossos horários não coincidirão mais. – Por Deus onde aprendi a mentir desse jeito?

— Mas não me importo de ir um pouco mais cedo...

— Não Edward, não há necessidade de mudar sua rotina. Conseguirei me virar bem sozinha, obrigada pela carona dessa semana, mas daqui para frente não precisarei mais. – Ele ficou em silêncio por um tempo e quando a compreensão o atingiu, respondeu.

— Tudo bem se é assim que prefere não posso fazer nada.

— Certo. Agora o que tinha para me falar?

— Não era nada importante, só queria combinar nosso horários mesmo, mas já que não iremos juntos, não há mais o que falar.

— Ótimo então boa noite, durma bem.

— Você também. – Acenei enquanto entrava no quarto e fechava a porta. Ao sentir-me só e segura suspirei.

Sei que tomei à decisão certa, mentir não é legal e terei que conversar com Rose para que não me desminta caso ele pergunte algo, mas foi o melhor a fazer, para nós dois. Manter certa distância, uma distância saudável para ambos, é assim que as coisas seguirão a partir de agora...

***

A semana está correndo de forma tranquila, hoje já é quinta-feira e estou conseguindo lidar bem com todos os aspectos.

Falei com minha mãe mais uma vez por e-mail. Estou conseguindo dar atenção à vovó e Alice, estreitando nossos laços de amizade. No emprego tudo continua de vento em polpa, os clientes em sua maioria são muito simpáticos e sociáveis fazendo dos meus dias um pouco mais cheios e alegres.

E para fechar tem à parte mais importante da minha lista de objetivos, minha relação com Edward. A mesma tem sido estritamente cordial, trocamos cumprimentos ao nos encontrar por algum lugar da pousada, conversamos meia dúzia de palavras e cada qual seguia seu caminho depois. Não que goste de manter essa relação fria, mas até que possa me controlar e ser apenas sua amiga, o afastamento continuará sendo o melhor remédio.

Em meio à organização dos novos vasos irlandeses que chegaram essa semana, fui surpreendida pela presença de uma pessoa que chegou de repente.

Te peguei...

— Emmett por Deus. Não faça isso outra vez. Se derrubasse um vaso desses teria que trabalhar aqui para o resto da vida para conseguir pagar e talvez ainda sim, não conseguiria.

— Ah Bellinha, te vi ai tão concentrada e pensei, não deve fazer bem trabalhar de forma tão séria. Tenho certeza que em algum lugar está escrito isso.

— Sei, imagino que sim. Mas o que o trouxe aqui? Veio ver a Rose? Ela está lá dentro.

— É claro que aproveitarei para ver minha ursinha, mas o assunto principal que me trouxe até aqui é você.

— Eu, mas por quê? – Antes que ele pudesse responder Rose apareceu.

— Emm amor, que surpresa. O que faz aqui?

— Oi ursinha. Vim roubar uns beijinhos diurnos de você e conversar com a Bella. – Ele falou enquanto se aproximava da esposa realmente a beijando, desviei o olhar, pois ainda não estou imune a certos tipos de lembranças...

— Ah você veio conversar sobre aquilo, pois muito bem fique a vontade. – Ela respondeu.

— Você sabe o que ele quer comigo Rose? – Questionei.

— Sim. E tenho certeza que você gostará de saber do que se trata.

— Ok vocês estão me deixando curiosa. Fala logo Emmett, o que é?

— Então como falei no sábado, a repercussão da sua música com Edward pegou geral pelo Pub. Todos já estão perguntando quem é você e se no próximo fim de semana tocarão juntos de novo. Pensando nisso vim te propor uma coisa.

— Não Emmett, desde já a resposta é não.

— Ah Bella vai, você ainda nem ouviu o que tenho a propor.

— Certo, diga o que quer.

— Eu quero que você assuma um lugar como cantora no Pub, ao lado do Edward é claro.

— Não. De jeito nenhum.

— Mas porque Bella? O público realmente te adorou. – Rose interviu.

— Porque não. Esse posto é do Edward, não tirarei dele.

— Ninguém está querendo tirar o Edward, todo mundo ainda gosta dele, mas o fato é que estão começando a gostar de você também. Então porque não juntar o útil ao agradável hein? Vocês dois cantando e arrasando nas noites do Pub.

— Emmett não posso. Além do mais, você acha que o Edward vai aceitar? O palco é o lugar dele, não meu. O que ele fez semana passada foi só uma gentileza, nada mais.

— Ai é que você se engana Bella. Ele está muito entusiasmado com a ideia, mas disse que a decisão é sua, pois por ele já fechou. – Droga, como escaparei dessa agora.

— Emmett ouça. Não posso me comprometer com algo assim, porque não sei quanto tempo mais permanecerei aqui, entende? Já estou com a Rose em situação provisória, a qualquer momento posso acabar deixando-a na mão e não quero fazer o mesmo com vocês e o Pub.

— Nossa Bella pensei que você gostasse um pouco mais de mim. Mas pelo visto sou um cara tão chato que você não quer ser nem minha funcionária, só da ursinha. Sei que ela é muito mais legal e bonita do que eu... – Sei que era só drama, mas não resisti em contrariá-lo.

— Emmett, por favor, não é nada disso. Você sabe que é adorável e com certeza adoraria trabalhar com você, ainda mais no Pub que é um lugar que já me apeguei tanto. Mas é que não posso dar mancada, entenda. É uma prevenção.

— Pois vamos fazer assim. Você não me da uma resposta definitiva agora, apenas amadureça a ideia, veja o que vai fazer quanto tempo realmente ficará e me avisa. Dependendo podemos criar um arranjo especial, tipo uma turnê pequena contando com a sua participação. Assim você poderá cantar só em um fim de semana, dois, um mês, seis meses o que decidir. E no sábado você me da à resposta, pode ser? – Não querendo ser grossa ou mal agradecida aceitarei por hora, mas continuarei pensando em uma explicação melhor para me livrar disso depois.

— Tudo bem Emmett, no sábado digo o que decidi.

— É isso ai Bellinha, você não vai se arrepender. Eu sou um ótimo chefe e você vai adorar cantar novamente no Pub, ainda mais ao lado do Edward, vocês tem química garota!

— Isso não tem nem contestação Bella. Vocês realmente surpreenderam no palco aquele dia, a música, as vozes, o toque, tudo, foi espetacular. – Rose falou.

— Ok vamos parar com isso, se não desconsiderarei o convite desde já, ainda nem decidi nada e vocês já estão me matando de vergonha ao falar essas coisas. Como prometido, pensarei no assunto e no sábado darei uma resposta.

— Tudo bem, mas confio que você tomará a melhor decisão. – Emmett pontuou e só assenti.

Agora ainda tenho mais essa missão, arrumar uma forma de sair dessa enrascada sem magoar os sentimentos deles e estragar suas expectativas.

Bella, Bella, cada dia sua vida cria um enrosco a mais...

***

Porque os dias tem que correr de forma tão rápida? Porque as horas tem que passar tão depressa assim? Não da para acreditar que já é sábado, que todos já estão se arrumando para ir ao Pub e eu ainda não organizei uma boa desculpa para não ceder ao pedido do Emmett. O que vou fazer?

Tentei ao máximo adiar esse momento, tanto que ainda nem tomei banho ou me vesti. A roupa já está escolhida sobre a cama, mas falta me aprontar, além do que preciso pensar em alguma coisa e rápido. Enquanto andava de um lado para o outro quase em pânico, bateram na porta.

— Entra. – Falei a quem quer que seja.

— Bella vim perguntar que brinco você acha mais bonito... Bella porque você ainda não está pronta? Ou pelo menos perto disso? – Alice perguntou quando viu meu estado.

— Eu não sei, estou nervosa, preocupada.

— Com o que? Com a sua estreia? Relaxa, além do mais não será bem uma estreia já que cantou semana passada. É só ficar calma e deixar que a música guie você, Edward estará ao seu lado e nada de ruim vai acontecer.

— Alice não é com isso que estou nervosa e além do mais ainda não tomei nenhuma decisão. Também não falei com Edward, não ensaiamos nada, então se disser sim ao Emmett, é provável que nem cante hoje. As coisas não podem ser feitas de improviso, se me comprometer com eles terei que fazer as coisas direito.

— É, acho que você está certa. – Assenti, ficamos em silêncio que logo foi quebrado por outra batida na porta.

— Isabella Marie, tem um senhor lá embaixo que deseja falar com você.

— E a senhora não sabe quem é esse homem e o que ele quer vovó?

— Acho melhor você descer para conferir meu bem. – Alice e eu trocamos um olhar suspeito, mas mesmo assim segui até a sala, ao chegar lá tive uma grande surpresa.

Pai? Desculpe. Sr. Cullen, o que faz aqui?

— Eu vim conversar com você, será que podemos?

— Escute aqui senhor... – Alice tentou falar, mas vovó a impediu.

— Mary Alice não se intrometa, esse assunto não nos diz respeito.

— Mas vovó. A senhora quer que esse senhor converse com a Bella de novo para que? Para fazê-la chorar e ficar mal como da outra vez? – O percebi vacilar ao ouvir as palavras de Alice, porém não falou nada.

— Alice está certa vovó. Não sei se devemos deixar que Bella converse com esse homem, não a sós pelo menos. – A voz de Edward soou forte e protetora, não percebi sua presença antes, mas foi bom sentir sua presença ao meu lado, mais uma vez.

— Vejo como são protetores com Isabella, mas prometo que só quero conversar, acho que temos que fazê-lo. – Observei o clima na sala e percebi que era a minha vez de dizer algo.

— Pessoal pode deixar, conversarei com ele. Vocês vão ao Pub e avisem ao Emmett que não sei se poderei ir ainda, que sinto muito por faltar, mas preciso resolver esse assunto de uma vez. Por favor. – Pedi olhando diretamente para Edward, pois sei que está com ele o poder de decidir as coisas.

— Se você quer assim Bella, tudo bem. – Assenti agradecendo e pouco a pouco eles se retiraram.

Apontei para as cadeiras próximas à janela, que são mais isoladas, deixando-nos mais a vontade para conversar.

— Então Sr. Cullen a que devo a honra da sua ilustre presença? – Fui um pouco irônica, mas não posso baixar guarda completamente, não enquanto não souber das suas reais intenções.

— Vim para te entregar isso, receio que pertença a sua mãe. – Ele falou e foi ai que vi o caderno dela em suas mãos, o peguei rapidamente deixando próximo a mim. – Não se preocupe não li nada que ela escreveu. Ao dar uma leve folheada, percebi que se parece com uma espécie de diário e não achei certo invadir a intimidade da sua mãe, mesmo depois de tanto tempo. A única coisa que não pude deixar de ver é à foto que estava dentro, ela caiu enquanto folheava. Foi bom rever Mary e Anthony, ainda que só por foto, éramos bons amigos, mas quando sua mãe partiu, acabei cortando relações com eles também.

Eles faleceram.— Pela segunda vez na semana estava contando o que houve com os pais de Edward e Alice.

— Como?

— Só por acaso você está na casa dos pais do Anthony. Hoje em dia é só da dona Elizabeth e aquele dois que você viu, são os filhos deles. Infelizmente os dois faleceram há alguns anos em um acidente de carro.

— Não posso acreditar, nunca soube de nada. Se tivessem me falado teria aparecido, prestado alguma ajuda.

— Receio que sim, mas agora já é tarde.

— E você veio atrás deles de propósito, para tentar me encontrar?

— Não, foi uma feliz coincidência. Vim parar nessa pousada por ser próxima ao colégio que o senhor e minha mãe estudaram. Então conheci a família Masen, fiz amizade e eles me ajudaram a procurá-lo. Não foi uma tarefa fácil já que quase não tinha informações suas, minha mãe nunca falou muito de você.

— E como você conseguiu descobrir quem eu era?

— Na jornada para encontrá-lo acabei conhecendo também meus avós maternos, foi lá que consegui esse caderno da mamãe. Nele tem citações com seu nome e essa foto, assim descobri esse elo de amizade entre vocês. E depois que soube que você era o meu pai, foi fácil te encontrar na vida real, marcar a consulta e ir ao seu encontro. O resto o senhor já sabe. – Falei referindo-me ao nosso encontro da semana passada.

— Ouça quero me desculpar pela forma que agi da outra vez, fui grosseiro e hostil, quero dizer que não sou assim normalmente, mas toda aquela história me pegou desprevenido. De repente em um dia como outro qualquer aparecer uma jovem na minha sala dizendo ser minha filha, ainda mais de uma namorada antiga, que me deixou tantas feridas.

— O que houve entre você e a mamãe? Ela nunca me contou o que verdadeiramente aconteceu.

— Creio que isso não vem ao caso agora, já passou e é melhor ficar no passado junto com meu relacionamento com sua mãe. O que está em foco no momento é se você realmente é minha filha.

— É claro que sou. Ou você continuará duvidando da índole e da palavra da minha mãe?

— Ouça Isabella...

Bella, prefiro que me chamem de Bella.

— Tudo bem Bella, não quero brigar, mas tente entender o meu lado. Sua mãe foi embora há tanto tempo e agora você aparece dizendo que é minha filha com ela. Não consigo entender como Esme teve coragem de ir embora guardando esse segredo, apesar de tudo, eu merecia saber a verdade.

— Acho que essa resposta você só terá no dia que perguntar diretamente a ela, não posso te responder algo que não sei. Mas o que sei com certeza é que o senhor é meu pai. Eu confio na palavra da minha mãe e ela me confirmou sua paternidade depois que lhe contei do nosso encontro. – Ele processou as palavras por um tempo, depois voltou a falar.

— Tudo bem. Ouça não me leve a mal, mas diante de uma situação dessas não posso deixar de pedir que você faça um exame de DNA. Se eu for mesmo seu pai, quero tomar parte disso, já perdi tempo demais da sua vida. Quero conhecê-la, registrá-la em meu nome, fazer de você minha herdeira...

— Ouça o senhor, não vim atrás de nada material. Aceito fazer o teste sem problemas acho até bom, assim esclarecemos esse assunto de uma vez. Mas não quero nada do senhor. Conhecê-lo talvez se possível, aprendermos a ter uma convivência sociável caso for, mas nada além.

— Certo, resolveremos esses assuntos práticos depois que o resultado sair. Mas agora podemos continuar a conversar? Parar nos conhecermos melhor. Quero saber o máximo de coisas sobre você e como foi essa jornada de partir sem destino a procura de um pai. – Ele sorriu e foi impossível não sorrir também.

Assim começamos nossa pequena jornada de conhecimento.

Contei a eles fatos da minha vida, como foi morar com a mamãe nos Estados Unidos, das coisas que costumamos fazer, do que gosto de fazer individualmente. Contei sobre os estudos, sobre meu amor pela música e a vontade que tenho de trabalhar com isso um dia. Ele pareceu muito entusiasmado com essa parte. Falei sobre pequenas manias e coisas da infância.

O ouvi também por um tempo, contando sobre sua vida aqui na Inglaterra. Do que gostava de fazer na minha idade, da escolha para medicina, falou que infelizmente meus avós já faleceram, mas comentou de certas semelhanças entre eles e eu. Dialogamos sobre nossas vidas em geral.

Foi ai que iniciei a narrativa sobre minha decisão de embarcar nessa jornada em busca de encontrá-lo, de tudo o que já conheci, vivi e conquistei desde que cheguei. Falei dos meus amigos, de como é minha relação com vovó Elizabeth e até um pouco sobre meus avós maternos. Contei do meu emprego e do Pub, ele de verdade pareceu interessado em tudo.

— Então você já está investindo na sua carreira de cantora?

— Não, de maneira alguma, foi só uma vez e apesar de ter feito aulas de canto, não me vejo como a estrela no palco. Algo mais calmo, por trás dos bastidores parece ser mais a minha cara.

— Certo e como será sua vida daqui para frente? Você pretende ficar por quanto tempo?

— Essa é a pergunta difícil. Vim atrás de um objetivo e o conquistei já que agora o conheço. Entretanto tenho tantas decisões a tomar, tem minha mãe e minha casa que é nos Estados Unidos, mas aqui também adquiri tantas coisas especiais, não sei ao certo o que farei. Mas não tenho nada definido, especialmente uma data de volta.

— Tudo bem, não precisamos decidir isso agora, um dia de cada vez parece ser um bom plano. – Sorri assentindo. Ele olhou a hora e pensei que talvez tenha um compromisso.

— O senhor já precisa ir?

— Não, mas receio que seus amigos estejam esperando que vá se juntar a eles. Se quiser posso levá-la, se não for ruim para você é claro.

— Oh não, de forma alguma. Mas é que ainda tenho que me arrumar e isso pode levar um tempo.

— Por mim não tem problema te espero aqui e depois te levo até o Pub. Você pode me apresentar aos seus amigos, ou não, não sei como os jovens lidam com a apresentação dos pais aos colegas.

— Eu particularmente também não sei como funciona essa relação de pai e filha, acho que teremos que descobrir juntos.

— Receio que sim, mas agora vá se arrumar, não queremos chegar muito tarde. – Assenti e corri até o quarto, entrei como um furacão indo diretamente até o banheiro para tomar meu banho.

Quando terminei procurei me vestir com bastante empenho, não sei bem por que, mas quero ficar um pouco mais bonita. Depois de vestida e maquiada peguei minha bolsa e desci, ao chegar à sala o encontrei no mesmo lugar.

— Nossa Bella você está muito bonita. – Elogiou.

— Obrigada. – Agradeci corando.

— Então podemos ir?

— Sim. Só avisarei a vovó que estou saindo com o senhor. – Ele assentiu.

Então a procurei e informei sobre nosso destino, ela me deu um beijo e sorriu dizendo para nos divertimos.

Saímos da pousada, ele me guiou até seu carro, abriu a porta para que entrasse e depois de acomodar-se também seguiu. Indiquei-lhe o caminho até o Pub e durante o trajeto tomei minha decisão, uma das mais importantes até o momento, só espero que seja realmente a decisão certa...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Então meninas o que acharam do capítulo? Sei que estão curiosas para saber o que houve no passado da Esme e do Carlisle, acreditem a Bella também. Isso será desenvolvido, mas um dos focos da narrativa é a relação que a Bella construirá com o pai, além de com outros personagens. Então vamos absorver as coisas com calma, que no momento certo tudo será respondido. Vimos uma conversa, o mais ao vivo possível, entre mãe e filha. E também uma possível redenção do Carlisle? Para quem comentou, respondi que o encontro anterior foi só o primeiro, não deixou a melhor primeira impressão, mas muita coisa ainda está por vir, confiem. E agora pai e filha criarão uma relação boa e saudável? E essa decisão que a Bella tomou, qual será? Palpites? Espero que sim e que me contem tudo nos comentários. Quero agradecer de novo a quem comenta sempre, vocês fazem com que PTE exista. E falando em existir, quem estiver interessado, quarta-feira (06/11), postarei uma nova Long, será bem diferente de PTE, mas espero agradar da mesma forma, então fiquem ligados no meu perfil. O nome da nova Fanfic é “Promises in the Dark”, alguma ideia da premissa? Quem me segue no twitter já pôde conferir a sinopse, então não deixem de me seguir: @KaahNannda. De todo modo na próxima atualização de PTE deixarei o link para quem se interessar. Mas me despeço aguardando vê-las nos comentários daqui e talvez, também, quem sabe, em uma recomendação? ;). Até segunda que vem. ~Kiss K Nanda.