Para Te Encontrar
38 Capítulo 37 - Para Te Encontrar
Notas iniciais
POV Bella
— Eu já sei de tudo Bella. — Declarou e imediatamente estaquei. – Mas agora quero ouvir a verdade de você...
— Que... Que verdade?
— A verdade sobre os seus pais. Que o Eleazar foi o responsável pela separação deles.
Mas como ele...?
— Como você descobriu isso? — Praticamente sussurrei.
— Eu não descobri de fato, mas sempre tive comigo a certeza que você jamais desistiria de saber a verdade sobre os seus pais, não só por eles, mas por você também. – Declarou. – E confesso que até demorei a fazer a ligação completa, porém com tudo que passamos, acabei não me atentando antes.
— Edward...
— Eu encontrei uma folha hoje, ela estava entre as anotações de letras e músicas que deixou na pousada. E fiquei curioso quanto aos nomes escritos nela, dos nossos pais, mas também dos Denali.
Imediatamente recordei do pedaço de papel citado, mas o escrevi há tanto tempo, quando minha mente era dominada apenas por confusões e nenhuma conclusão.
— Eu sei a que está se referindo, mas escrevi isso muito antes de chegar perto de descobrir tudo. – Confessei.
— Como disse, não conclui nada sozinho, mas envolto a pensamentos quis procurar você e tirar as dúvidas que rondavam minha cabeça, porém como não a encontrei, resolvi ir até sua casa e lá encontrei apenas seus pais.
— Você contou a eles? – Perguntei realmente temerosa.
— Não foi algo planejado, mas seu pai notou minha apreensão e começamos a conversar. E eu acabei falando para ele que suspeitava que o senhor Denali pudesse ter algo a ver com a situação toda e quando sua mãe apareceu, seu pai acabou confrontando-a e eles revelaram a verdade.
— Edward! Eu não posso acreditar! – Exasperei. – Como eles reagiram? A minha mãe? Ela não pode passar por fortes emoções estando grávida.
— Calma Bella. Eles estão bem, seu pai tomou a iniciativa de falar e apesar das revelações inesperadas, eles não ficaram tão abalados. Quer dizer, estavam preocupados com você, já que não a encontramos.
— Eu preciso falar com eles. Preciso assegurar que estou bem.
— Você precisa mesmo, pois eles realmente ficaram preocupados com seu sumiço, ainda mais depois de descobrir sobre o envolvimento do senhor Denali, porém quanto a isso seu pai já tirou a história a limpo.
— O que? Como assim?
— Nós fomos até sua casa confrontá-lo.
— Não! — Minha exclamação o assustou, mas não me contive. – Vocês não... Não têm ideia de quão perigoso pode ser, do que ele pode fazer. Minha mãe também foi?
— Bella, respira. – Edward segurou em meus ombros parando meus movimentos desenfreados. – Sua mãe não foi. Apenas seu pai e eu. E também contamos com o respaldo do doutor Pace.
— O advogado do papai? E onde minha mãe ficou? Ela está sozinha? Onde estão meus pais agora?
— Não se preocupe, sua mãe ficou na pousada. Ela até fez menção de ir conosco, mas não deixamos, por isso dei a ideia de ela ficar na pousada em companhia da vovó e Alice. E seus pais estão bem, há essa hora já estão em casa a sua espera. Fique tranquila.
— E o que aconteceu na casa do senhor Denali? O que ele disse?
Meu temor está a pico, pois apesar de Edward estar aqui a minha frente, aparentemente bem e também afirmar que meus pais estão seguros, o sentimento não deixa meu íntimo.
— Seu pai não lhe deu tempo de mentir e o confrontou com a verdade, apesar de ele ter tentado negar, logo acabou confessando a autoria das chantagens e artimanhas que fez com seus pais. Porém pegando-nos desprevenidos confessou que você já sabia a verdade, mas optou por não contá-la para protegê-los...
— Não só a eles... — Professei.
— Como assim?
— Ele não falou mais nada? Não contou como descobri a verdade?
— Não. Seu pai e eu não o deixamos falar muito mais. E depois disso o doutor Pace nos aconselhou a sair antes de piorarmos as coisas.
— Piorarem as coisas...?
— Seu pai deu um soco no senhor Denali quando ele tentou insinuar coisas sobre a sua mãe. – Levei as mãos ao rosto chocada. – E eu também acabei batendo nele quando confessou a chantagem contra você...
— Edward! — Toquei seu rosto, passando aos braços e as mãos. – Você está bem? Ele não o machucou?
— Não. Ele nem ao menos revidou contra nós, apenas ameaçou nos processar, mas foi nessa hora que o doutor Pace nos retirou da sua casa.
— Eu não acredito nisso. E se ele fizer algo contra vocês? Não deviam ter ido lá...
— É claro que deveríamos. Seu pai precisava ouvir a verdade dele. E com isso também ficamos sabendo da situação que você está passando.
— Não. Vocês não têm ideia do que estou passando. – Professei. – E tão pouco do que eles são capazes.
— Então me diga Bella. Conte a verdade de uma vez por todas. É só o que estou pedindo. – Foi a minha vez de sentir suas mãos por meu rosto. – Eu estou do seu lado. Sempre.
— Não foi só o senhor Denali que me chantageou... – Confessei.
— O que... É claro. Irina! — Esbravejou. – O que aquela infeliz fez agora?
— Eu não sei se... Não posso arriscar sua segurança Edward.
— Bella. Seja o que for que aquela infeliz fez você precisa falar. Eu a estou processando, amanhã mesmo ela receberá a intimação. Dependendo do que contar, poderemos usar a informação no caso.
— Você decidiu processá-la? Quando?
— Você sabe que o doutor Pace informou sobre essa possibilidade desde que fui inocentado. – Assenti. – E eu pensei bastante, mas apenas no domingo tomei a decisão e hoje mais cedo recebi as informações do advogado.
Refleti por um instante.
Será que há esperança de algum modo?
— Bella...
— No domingo de manhã, após você ser preso, Irina foi até a pousada para falar comigo. – Comecei. – Ela falou que poderia ajudar na sua situação, retirando a queixa particular, caso aceitasse terminar nosso namoro.
Ele deu um passo para trás se afastando e senti o impacto, mas não recuei.
— Obviamente neguei, mas ela argumentou que você não seria livre tão prontamente e que quanto mais tempo ficasse preso, mais prejudicado seria. Eu a mandei embora, porém no decorrer do dia recebi a notícia que você não seria solto através de fiança e que apenas no dia seguinte o advogado tentaria o habeas corpus com o juiz. O que já era totalmente inconcebível, que passasse mais uma noite preso, mas o estopim para a minha decisão veio quando passei em frente ao quarto da vovó e a ouvi chorar. – Senti as lágrimas querendo dominar meus olhos, mas não parei. – Ali eu decidi que não importaria o que acontecesse comigo, não o deixaria pagar. Não deixaria você e sua família sofrerem por algo que poderia ser evitado.
— Então você falou para a Irina que terminaria comigo, caso ela retirasse a queixa?
— Sim. E naquela noite mesmo você foi solto. – Relembrei. – Mas esse é apenas o começo.
— Imagino que sim, pois quero saber em que momento o senhor Denali entrou na situação.
— Sinceramente não sei se ele sabia dos planos da neta. Mas é claro que ao saber a apoiou incondicionalmente. – Enfatizei. – O fato é que precisava cumprir minha parte do acordo, porém sabia que não poderia apenas terminar com você, por isso decidi me afastar aos poucos e fazê-lo entender por si que não deveríamos continuar juntos.
— É claro. Por isso você esteve tão distante. – Exasperou. – Eu deveria ter insistido mais...
— Não. Precisávamos nos afastar, não podia correr o risco de ela voltar atrás. Era o que tinha que ser feito naquele momento. – Pontuei. – Com isso de modo casual acabei obtendo a verdade do meu pai e na hora tive certeza que algo estava errado, pois não tinha como minha mãe ter agido do modo que ele acreditava. E assim que cheguei à pousada tive a surpresa de descobrir sobre a gravidez da minha mãe, mas também obter a sua versão dos fatos, que simplesmente não batia com a conhecida pelo meu pai. Ali soube que precisava chegar ao fundo e quando juntei os detalhes, conclui que só havia alguém capaz de arquitetar tudo, com o único intuito de separá-los e se sobrepor sobre a vida do meu pai, mas exclusivamente sobre sua fortuna e prestígio.
— O senhor Denali...
— Exatamente. Eu aproveitei que meus pais tinham ido jantar na casa dos meus avós para ir confrontá-lo.
— Foi naquela noite que a encontrei apressada no corredor. – Assenti. – E que você voltou horas depois transtornada.
— Sim, foi naquela noite. Ao chegar lá ele não hesitou por um instante em confessar a verdade e tão pouco mostrou qualquer remorso por ter destruído a vida dos meus pais, a minha, por ter mudado nossas vidas para sempre. E eu estava crente que ao sair dali revelaria tudo aos meus pais e de algum modo colocaríamos um fim nisso, mas fui surpreendida por uma presença inesperada que mudou tudo.
— Irina...
— A própria. E mostrando ser exatamente como o avô ou até pior, deixou claro que tinha algumas escolhas a partir daquela noite. Contar a verdade aos meus pais e arriscar suas vidas e a do meu irmão ou irmã que ainda nem nasceu. Ou manter tudo para mim e mantê-los em segurança...
— Bella...
— Mas é claro que ela não mexeu apenas com eles. – Reiterei. – Pois aproveitou o momento para reforçar que deveria manter também nossa separação, do contrário poderia não apenas retomar as queixas contra você, como também acusá-lo de mais mentiras, sugerindo até que o acusaria de ter tentado abusar dela, enquanto estava vulnerável...
— Aquela desgraçada! Como ela pôde?
— Sei que fui ingênua em ter ido confrontá-los sozinha, mas realmente não pensei que eles eram tão inescrupulosos assim. E diante daquela situação não vi outro caminho, pois jamais arriscaria a segurança dos meus pais ou a sua. – Declarei enfática. – Não importava o que acontecesse comigo, contanto que pudesse mantê-los bem. E por fim ainda consegui fazê-la assumir a autoria de tudo, para que você fosse inocentado de vez e não perdesse absolutamente nada, como a possibilidade da bolsa na RAM.
— Você só não se deu conta de que perdi sim. Perdi a coisa mais valiosa de todas. Você.
As lágrimas que ficaram presas até agora escorreram.
— Eu poderia viver sem você ao meu lado. Mas jamais poderia viver sabendo que tive entre as minhas mãos a oportunidade de libertá-lo e não o ter feito. Eu sinto muito.
— O que eu vou fazer com você? – Se aproximou e em um impulso encostou nossas testas. – Você não poderia ser parecida com ela em outros aspectos?
— Com quem?
Minha pergunta ficou perdida, pois seu celular interrompeu o momento.
— Droga. Esqueci-me de avisar seus pais. – Comentou puxando o aparelho do bolso. – Oi Carlisle, desculpe não ter ligado antes. Sim, estou com ela. Está tudo bem. É claro.
Rapidamente estendeu o celular em minha direção e o peguei.
— Oi papai.
— Bella. Por Deus. Não sabe como estávamos preocupados.
— Eu sei papai e sinto muito. Acho que foi um dia ruim sair para espairecer.
— Não filha, está tudo bem. É só que realmente tivemos uma noite atípica.
— Estou sabendo. Mas de todo modo desculpe pelo sumiço e por não dar notícias. É que meu celular descarregou.
— Como presente de aniversário lhe comprarei no mínimo três novos aparelhos, para que nunca mais passe por algo assim.
— Não será necessário papai. E como a mamãe está?
— Ela está bem. Não se preocupe. Assim que chegamos da pousada medi sua pressão e como esperado, o bebê e ela estão bem. E agora que sabemos que você também está segura, ficaremos ainda melhor.
— Está bem papai.
— Nos vemos daqui a pouco?
— Acredito que sim.
— Então até já querida.
— Até papai.
Desliguei, devolvendo o telefone a Edward.
— Acho melhor irmos embora.
Indicou e assenti seguindo-o.
Começamos a descer a montanha com cuidado e em silêncio.
Ao nos aproximar da pista, pelas luzes da cidade, só então notei o quão tarde deve ser...
Espantei-me em ver Edward caminhando em direção a um carro.
— Seu pai achou melhor vir no carro dele.
— Entendi.
Entramos no veículo e ele deu a partida.
— Amanhã vou conversar com o doutor Pace e ver se podemos incluir seu depoimento sobre a chantagem da Irina.
Comentou após alguns minutos de silêncio.
— Acho que não, pois não tenho como provar que de fato ela fez tudo isso, mas se por um milagre for possível, não tenha dúvida que o farei.
— Está bem.
— Só queria que tivesse um jeito de garantir que senhor Denali não faça nada contra a minha família e pague de algum modo por tudo que fez.
Ponderei suspirando ao olhar pela janela.
— Quanto a isso acho que o doutor Pace também poderá ajudar.
Informou atraindo minha atenção.
— Como assim?
— O doutor disse que realmente pelo que fez ao seus pais não poderá ser responsabilizado, porém talvez ele tenha como fazê-lo responder por outras situações, já que parece que o senhor Denali não é íntegro em outros pontos também.
— Isso é sério?
— Sim. O doutor Pace vai apurar o assunto e informar ao seu pai, então saberemos de fato o que poderá ser feito. – Assenti, mas não contive um suspiro. – O que foi?
— Estou pensando nos meus pais. Em como eles lidarão com tudo agora que a verdade foi relevada, ainda mais sendo uma verdade tão conturbada.
— Quando eles conversaram, não deixaram as emoções transparecer muito, por estarem preocupados com você, mas imagino também que agora estão com muito em mente para assimilar.
— Você acha que a vovó se importaria em me receber por essa noite?
Soltei de repente, claramente pegando-o de surpresa.
— Não... Acredito que não. Pelo que sei seu quarto ainda está até vago.
— Pois siga direto a pousada, por favor. – Pedi. – Não voltarei à casa do meu pai essa noite. Eles precisam desse tempo para lidar com seus assuntos sem qualquer interferência minha. Amanhã conversaremos sobre nossas questões de família, mas ao menos essa noite eles terão apenas para si.
— Tudo bem. Se você quer assim.
O vi parar em um cruzamento para seguir em direção à pousada e não mais a casa do meu pai.
— Você pode emprestar seu celular para avisá-los, por favor?
— É claro.
Rapidamente ele passou o aparelho e retornei ao número do papai.
— Alô.
— Oi mãe?
— Oi Bella. Que bom ouvir sua voz querida e saber que está bem.
— Estou sim mamãe. Não se preocupe e desculpe.
— Não precisa se desculpar querida. Tudo não passou de um mal entendido.
— Mas ainda sim foi uma noite cheia e por isso tomei uma decisão.
— Qual?
— Eu não vou dormir em casa hoje.
— Mas Bella...
— Mãe, sei que temos muito que conversar, nós três, como família. Mas acredito que a senhora e o papai também têm muito para falar.
A linha ficou muda por alguns segundos, até olhei o aparelho para confirmar que a chamada não caiu.
— Mãe?
— Como sempre você tem razão querida. Você dormirá na pousada?
— Sim. O Edward falou que nosso quarto ainda está vago, mas dependendo posso pedir para dormir com a Alice ou até a vovó.
— Imagino que elas cederiam o quarto caso necessário. Porém acredito que você e Edward também tenham algumas coisas a acertar e seria bom aproveitar a oportunidade, não acha?
O olhei por um instante, mas ele continua apenas concentrado nas ruas a nossa frente.
— Eu verei o que fazer mamãe.
— Sei que sim. Então até amanhã?
— Até. Boa noite.
— Boa noite Bella. Eu te amo.
— Eu também mamãe, muito.
Encerrei a chamada entregando o celular a Edward.
Logo chegamos à pousada, porém não trocamos mais palavras no curto trajeto final.
Ao entrar, encontrei de pronto vovó e Alice atrás do balcão.
— Isabella Marie, não sabe como nos deixou preocupadas.
— Perdão vovó. Realmente não tive qualquer intenção de preocupar ninguém.
— Onde você estava? – Alice questionou.
Olhei para Edward em busca de confirmação, já que o lugar continua sendo para todos os efeitos, seu espaço particular.
— Bella apenas tinha ido espairecer e acabou com o celular sem bateria.
— Como sempre, não é? – Ela brincou. – Você podia ser mais ligada no aparelho.
— Acho que a essa altura do campeonato não tenho mais como mudar, mas prometo tentar não deixar que algo assim aconteça novamente, pois não quero preocupar ninguém sem razão.
— O importante é que você está bem e segura. – Vovó falou e assenti. – Você já falou com seus pais?
— Sim.
— E você vai levá-la a casa dela Edward Anthony?
— Na verdade vovó. Queria saber se posso passar a noite aqui.
Ela e Alice se entreolharam, mas não demoraram a responder.
— É claro que sim querida.
— Você pode dormir no meu quarto se quiser.
Assenti grata as duas.
— Se me dão licença, vou subir para o meu quarto. – Edward informou.
— É claro querido. Você descerá para jantar?
— Não vovó, vou somente tomar banho e descansar.
A avó concordou e com a explicação saiu nos deixando a sós.
— Bella, sua mãe contou um pouco sobre o que houve. Como conseguiu guardar tudo apenas para si?
— Mary Alice, não devemos questioná-la sobre isso.
— Está tudo bem vovó. Eu realmente tenho muito que explicar a todos, mas somente fiz o que achei certo, o que senti no meu coração para proteger as pessoas que amo.
Assim como Edward não sabia do envolvimento de Irina no caso, acredito que elas tão pouco saibam, ao ouvir somente a versão da minha mãe.
Em breve relatarei tudo conforme realmente aconteceu, mas, por enquanto, acredito que estejam pensando apenas nos meus pais diante das minhas palavras.
— De todo modo não faça isso outra vez. Você sabe que pode contar com nosso apoio.
— Eu sei Alice, obrigada. E espero não precisar passar por uma situação do tipo novamente.
— As coisas seguirão no caminho certo agora. Eu tenho certeza.
Assenti querendo mais do que acreditar nas palavras da vovó, desejando que se cumpram.
— Edward comentou que o quarto que costumava ocupar ainda está vago?
— Está sim. Você quer ficar nele?
— Eu gostaria vovó, se não for inconveniente. Acredito que será melhor e não precisarei incomodar ninguém.
— Você não incomoda Bella, mas se prefere assim.
— Nesse caso pode subir Isabella Marie. Os lençóis e kit de banho estão limpos e prontos para uso. E se precisar de algo mais, basta pedir.
— Obrigada vovó.
Dei um abraço singelo em ambas e segui o caminho conhecido das escadas em direção aos quartos, porém ao chegar a frente às portas não senti que devia entrar no antigo cômodo que ocupei por quase seis meses.
Assim passei a porta de outro conhecido quarto, bati levemente, porém não obtive resposta, com isso acabei entrando e encontrando o quarto vazio, mas rapidamente ouvi o barulho do chuveiro.
Tive apenas alguns segundos para refletir sobre minha próxima atitude, porém meus pensamentos foram postos de lado quando Edward deixou o banheiro, apenas com a toalha enrolada no quadril.
— Bella...
— Desculpe ter entrado sem permissão...
— Não, está tudo bem.
— Vovó e Alice falaram que posso ficar no meu antigo quarto.
Comuniquei e ele assentiu.
Ficamos alguns segundos apenas nos encarando, até que ele propôs.
— Você quer tomar banho aqui?
E tirando uma coragem desconhecida, não hesitei em responder.
— Quero.
Ele caminhou de volta ao banheiro e o segui.
— Aqui tem toalha limpa e sabonete novo.
— Obrigada.
— Não há de que. Com licença.
Ao ficar sozinha respirei fundo, mas não demorei a tirar a roupa e usufruir do chuveiro.
Ainda não tenho ideia do que farei depois que sair e voltar a encarar Edward.
Na verdade nem sei completamente porque vim até aqui ao invés de apenas ficar no outro quarto, mas preciso descobrir, do contrário só parecerei uma boba a sua frente.
Não demorei muito no banho, mas só ao me secar percebi que não tenho roupa alguma para vestir, desse modo, enrolada na toalha abri brevemente a porta do banheiro encontrando Edward sentado em sua cama.
— Edward...
— Oi. Já acabou.
— Sim. Acabei não pensando bem nisso antes, porém...
— Eu separei uma camiseta para você. – Respondeu indicando o tecido em sua mão. – Quer dizer, se quiser. Caso não posso tentar ver algo com Alice.
— Não precisa. A camiseta servirá completamente, obrigada.
Ele entregou a peça e voltei a me fechar no banheiro.
Acabei optando por usar apenas esse tecido, já que não tenho outras roupas íntimas limpas e prefiro não reusar as que passei o dia.
Assim que vesti a camiseta aspirei seu perfume proveniente do tecido e me impactei somente com o mesmo, desse modo, tomando uma respiração profunda voltei ao quarto.
— A camiseta serviu bem. – Comentou assim que me viu.
— Serviu. Novamente agradeço. Não queria incomodar, mas você foi muito gentil.
— Não é incomodo nenhum. Você irá para o quarto agora?
— Daqui a pouco, antes queria esclarecer uma coisa com você.
— É claro. O que quiser.
— Você já tinha em mente a ideia de processar a Irina quando a encontrou no Antiquário?
— Sim Bella. E você não tem ideia de como foi difícil estar em sua presença, ainda que só por alguns minutos. E aguentar todas as barbaridades que ela disse, mas me segurei porque já estava com as palavras do doutor Pace na cabeça.
— Entendo. Então em nenhum momento você pensou em lhe dar uma chance?
— Jamais. Nem se perdesse todas as minhas faculdades mentais. Ela nunca me interessou e tão pouco passaria a interessar agora, depois de tudo que nos fez.
Concordei com a cabeça, mas logo baixei o rosto.
— Bella.
— Sim? – Voltei a olhá-lo.
— Agora sou eu que tenho uma pergunta a fazer.
— Pode falar.
— A canção que você compôs para o nosso teste. Foi inspirada em nós?
Foi impossível conter um sorriso.
— Todas as letras que escrevi desde que o conheci de modo consciente ou não, foram inspiradas em você Edward. – Declarei. – E não poderia ter escrito palavras mais sinceras do que aquelas, pois minha vida não teria o menor sentido, se não tivesse te conhecido...
Ele fechou os olhos por um instante e aproveitei o ensejo para me aproximar.
— Eu não sei se tenho o direito de lhe pedir perdão. – Suas orbes verdes reapareceram me brindando intensamente. – Mas arriscarei a fazê-lo. Perdoe-me Edward. Jamais foi minha intenção enganá-lo ou fazê-lo sofrer. Porém sempre serei capaz de tudo para que seja feliz, mesmo que para isso tenha que ser a pessoa a sofrer com a infelicidade. – Ele fez menção de falar, mas não deixei. – Talvez esteja errada. Talvez meu modo de lidar com as coisas seja incorreto. Entretanto, é assim que sou. Esse é o meu jeito de amar. Eu não arriscaria a felicidade e segurança dos meus pais, do meu irmão e tão pouco a sua.
— Sei como se sente. Vivemos situações completamente diferentes, mas se de algum modo houvesse qualquer mínima possibilidade de fazer algo para assegurar a vida dos meus pais, também acredito que não hesitaria em fazê-lo.
Sua declaração tocou direto no meu coração, pois a ausência dos seus pais é algo que realmente nunca poderá ser revertido.
— E como ela, você é altruísta demais, até mesmo quando não deveria. – Completou.
— Quem é ela? – Soltei. – Você citou alguém quando estávamos na montanha e agora de novo.
— Estou falando sobre a minha mãe. – Declarou. – Ela adoraria tê-la conhecido.
— E eu a ela.
— Imagino que seriam boas amigas. Ainda mais depois de encontrarem tantas características em comum. Especialmente o altruísmo desmedido. O modo como colocam as necessidades dos outros acima das suas. – Sua mão tocou meu rosto em uma carícia singela. – Não tenho porque perdoá-la.
— Por favor...
— Não. Não é preciso. Eu não sei como é estar na sua pele, diante das revelações que teve sobre seus pais e a vida que viveu até aqui. E tão pouco sei como teria agido se a situação fosse inversa. Se fosse eu quem tivesse que escolher sobre sua vida. Mas o que sei com certeza é que te amo demais e não consigo pensar em um motivo para perdoá-la, não quando enxergo razões apenas para amá-la.
— Edward...
— Eu te amo Bella. Para sempre. E se for da sua vontade, não quero pensar em viver um dia mais sem a certeza da sua presença na minha vida. Para continuar amando-a sem medidas.
— Eu te amo Edward. Mais do que tudo no mundo. E para sempre faltaria uma parte de mim se o perdesse. E ainda que diga que não. Eu peço perdão pelas atitudes que tomei, pelas escolhas que tive que fazer, mas, sobretudo, por um dia ter negado a nós as declarações do meu amor. – Citei em referência a última vez que estivemos juntos. – Porque eu te amo. Te amo. Te amo. Te amo. Te amo. E será assim para sempre. Ou pelo tempo em que você me amar.
— Nesse caso pode afirmar o para sempre sem sombra de dúvidas.
Sua mão que estava em meu rosto passou ao meu pescoço quando aproximou nossos rostos e cobriu minha boca com a sua em um delicioso beijo.
Nosso último beijo foi compartilhado em meio a lágrimas, assim como esse.
Mas com a gigantesca diferença entre as situações, pois na ocasião anterior desfrutamos do toque em meio ao desespero da separação, mas agora o estamos fazendo preenchidos pela certeza não só da nossa relação, como também dos nossos sentimentos...
— Eu te amo.
Pronunciei entre seus lábios no mínimo instante que nos separamos, pois após ter guardado não só o sentimento, mas a declaração por tanto tempo, não perderei mais a oportunidade de fazê-lo.
— Eu também. Muito.
Murmurou antes de voltarmos a nos beijar.
Abracei seu corpo e começamos a união solene de modo comedido, com minhas mãos passando pelas suas costas, enquanto as dele se dividem entre meu pescoço e cintura.
Não nos apressamos, apreciamos bem o tempo de religação, beijando-nos entregues ao momento, a nossa contemplação.
E somente quando as outras necessidades se sobrepuseram firmemente é que deixamos os lábios começarem a desbravar outras partes dos nossos corpos.
Beijei seu maxilar e pescoço, e prontamente puxei a camiseta deixando-o livre para a minha exploração. E como um flashback, desci os carinhos por seu peito até parar sobre o coração pulsando forte.
— Ele é seu... – Edward sussurrou e sorri.
— Eu sei. – Ergui o rosto para olhá-lo. – Assim como o meu pertence a você para todo o sempre.
Declarei trazendo a sua mão para tocar meu peito, encontrando o meu coração batendo no mesmo ritmo que o seu.
— Eu te amo.
Sua reação foi me puxar para um novo beijo e pegando-me de surpresa, ergueu-me em seu colo para prontamente depositar-me sobre a cama.
Suas mãos experientes e conhecedoras do meu corpo trataram de passar carícias pelas minhas pernas, infiltrando pelas coxas e passando a erguer a camiseta.
Talvez ele esperasse me encontrar nua sob o tecido, talvez não.
Fato é, que o brilho dos seus olhos ao constatar minha entrega assim que fiquei livre do tecido foi sem igual.
— Você é tão linda. – Alisou meu rosto. – A mais linda de todas. – Passou a correr a mão pelo vão dos meus seios a caminho da barriga. – Nunca mais me deixe sem você.
— Não pretendo. Cada minuto que passamos distantes foi um martírio para o meu coração. Eu te amo.
— Eu te amo.
Voltamos a nos beijar e o envolvi com as pernas grudando nossos corpos, mas tal proximidade não durou muito, pois logo Edward passou a salpicar beijos por outras partes de mim, elevando meus desejos e necessidades a pontos distintos.
Quando suas mãos e lábios chegaram aos meus seios foi impossível conter os gemidos sôfregos.
— Edward...
— Eu amo te ver. Amo te tocar. Amo como seu corpo reage aos meus toques...
— Eu amo ser sua. Completamente.
— Minha...
Ele voltou a sugar um mamilo e cuidar do outro com toques macios, intercalando os movimentos e causando uma fricção suprema no meu baixo ventre, que prontamente passou a ser cuidado pela mão livre.
— Já tão pronta Baby.
— Fiquei inebriada por você desde o momento que vesti sua camiseta e senti seu cheiro nela.
— Bella...
Ele me envolveu em um beijo fugaz e aproveitei a proximidade para começar a descer os tecidos que ainda estão em nosso caminho, porém não consegui tirá-los completamente, pois Edward voltou a dominar meu corpo e tornei-me massa de modelar em suas mãos.
O encontro direto entre sua boca e minha intimidade me fez logo agarrar os lençóis em júbilo pelo toque certeiro, pela essência da sua devoção não só a mim, mas na busca do meu prazer.
— Edward. Eu, ah, isso...
— Sentiu minha falta Baby?
— Sim. Muita!
O senti sorrir entre minhas pernas e ergui o tronco para olhá-lo melhor encontrando o brilho característico entre seus olhos enquanto continua a me levar ao início do precipício.
Lambendo meu clitóris, tocando minha entrada, sorvendo meu néctar, inebriando-se comigo...
E incapaz de conter-me envolvi uma mão entre seus fios sedosos e passei outra por suas costas o puxando em direção ao meu tronco e efetuando um novo encontro entre nossos lábios.
Travamos uma guerra gostosa em meio ao beijo, mas sai como vencedora ao conseguir virá-lo na cama e deixá-lo nu ao meu bel prazer.
— Eu preciso sentir você completamente. — Sussurrei em seu ouvido.
— Mas Baby...
— Teremos tempo para apreciar calmamente.
— Todo o tempo do mundo?
— O para sempre é apenas o começo. — Prometi.
Desci uma mão por seu peitoral até alcançar a ereção já praticamente pronta, com isso não me inibi de encaminhar os beijos pelo mesmo caminho até alcançá-la.
— Você... — Engoliu em seco. – Você não disse que precisava me sentir completamente?
— E estou fazendo amor. Pois simplesmente não posso deixar de apreciá-lo desse modo, ao menos um pouco antes da nossa união completa.
Envolvi a cabeça inchada entre a língua e continuei a movimentar o cumprimento entre as mãos.
Sentindo a pressão, dureza, maciez e calor.
Apesar de ter presenciado várias obras de arte no Antiquário, nenhuma chega aos pés da beleza de Edward.
Da sua entrega sem igual comigo e para mim.
— Ah, Bella. Você é tão boa.
— Sou?
— Sim. Maravilhosa. Única.
— Sua mulher? — Pisquei marota.
— Minha mulher. — Afirmou categórico.
Continuei a chupá-lo por mais um tempo, mas não muito, pois Edward devolveu as intenções me tirando da ação, mas deixando pronta para o encaixe completo.
— Eu te amo.
— Eu amo você.
Nossas declarações vieram juntamente com nossa ligação perfeita.
Desci sobre seu membro sentindo-o me preencher por completo, não apenas por conta da conexão entre nossos corpos, mas também através do meu coração.
— Ah, como você é perfeita.
— Não sou, mas você...
— Shhh. – Envolveu meu cabelo. – Não conteste a perfeição do amor da minha vida.
— Eu jamais amarei alguém como amo você.
Declarei no instante que ergui o quadril antes de sentar novamente envolvendo-o por completo.
— Nós pertencemos um ao outro.
O beijei intensamente e continuamos a deixar os corpos prosseguirem com a dança especial do prazer.
Encostamos as cabeças entre nossos pescoços sentindo os corpos se movimentarem, mas tão pronto Edward deitou completamente e assumi a dianteira das ações.
— Assim Bella. Não para.
— Você me completa em todos os sentidos.
— Eu te amo linda.
— Quando você diz que me ama...
Cantarolei novamente a música que usei para declarar meus sentimentos quando não pude transpassá-los diretamente, mas agora com outro intuito, sendo livre para fazê-lo sem ressalvas.
— Estou brilhando como uma vela no escuro. Quando você diz que me ama. — Devolveu.
— Eu te amo. Amo demais. Amo você Edward.
Inclinei para beijá-lo e meu cabelo transformou-se em uma cortina entre nós tornando o momento ainda mais íntimo e terno.
Quando suas mãos envolveram minha bunda, achei apenas que ele passaria a ajudar nos movimentos, mas foi certeiro ao virar-nos na cama, deixando minhas pernas sobrepostas sobre seus ombros e voltando a penetrar-me com exímio vigor.
— Edward, oh, meu...
— Tão apertada Baby. Tão deliciosa.
— Não. Não...
— Não o que amor?
— Não para Edward. Tão fundo, bom. Você.
— Eu e você Bella, sempre.
— Eu e você...
Ele passou a salpicar beijos em minhas pernas e não contive o impulso de tocar meus seios tamanho o prazer do momento.
— Isso Baby, se toca. Tão linda, perfeita.
— Eu preciso... Ah, ah, ah...
Meus gemidos vieram acompanhados de movimentos desenfreados dos nossos quadris, recebendo Edward por completo e prendendo-o dentro de mim sem receios.
— Bella, caramba. Assim, me aperta Baby.
Quando ele inclinou sobre mim aproveitei para arranhar suas costas e beijar seu pescoço, enquanto suas mãos tomaram o lugar das minhas nos meus seios.
Sabendo que estamos próximos, não nos fizemos de rogados em intensificar a entrega ao máximo.
Deixamos nossos lábios encontrarem-se novamente marcando o percurso final da nossa viagem de amor e apenas nos separamos no último segundo.
— Eu te amo.
Declaramos em conjunto e nos jogamos diante da pequena morte afirmada com tanta convicção e razão, pelos nossos vizinhos parisienses...
Após alguns segundos que tomamos para nos recuperar, sorri largamente ao ouvir o primeiro comentário de Edward.
— Nós apenas começamos, não é?
— Estamos completamente no início meu amor...
Matamos as saudades por mais algumas horas, até cedermos ao sono recheado de cansaço físico e mental, ao menos foi o que pensei a princípio, antes de despertar em meio à madrugada e não conseguir voltar a dormir.
Calmamente para não acordar Edward, levantei para ir ao banheiro e quando voltei passei alguns minutos apenas admirando-o adormecido em sua perfeição.
Pensando no quão sortuda sou por tê-lo em minha vida, em tudo que passamos, no que poderíamos ter perdido caso nossa história tivesse chegado ao fim, me vi envolta a um misto de sentimentos e palavras rondando minha cabeça.
E impulsionada por elas acabei levantando novamente para procurar entre suas coisas algo que pudesse usar para expressar tudo que estou sentindo, por sorte encontrei papel e caneta em uma das gavetas e comecei a transpassar as ideias, aproveitando a pequena iluminação proveniente da janela.
— Bella?
Sua voz sonolenta me despertou do processo após alguns minutos imersa.
— Oi meu amor, estou aqui.
— O que está fazendo acordada? Que horas são? Porque não está na cama?
Soltou as perguntas parecendo confuso e desorientado enquanto levanta o tronco para me localizar pelo quarto.
— Desculpe, não queria acordá-lo.
— Senti sua falta na cama. Isso me despertou. Mas o que está fazendo?
— Estava pensando em várias coisas e acabei começando a passar algumas ideias para o papel.
— Você está escrevendo uma música?
— Talvez. – Sorri. – Estava te olhando dormir e a inspiração bateu...
— Então sou realmente seu muso inspirador?
— Ainda tem alguma dúvida?
Questionei ao voltar à cama.
— Posso ver o que escreveu até agora? – Assenti lhe estendo a folha e o aguardei ler. – Está ficando incrível Bella.
— Jura?
— É claro Baby. – Me deu um selinho. – E ele também está completamente envolvido por você... – Comentou apontando o eu lírico da letra.
— Que tal se além de meu muso, também afirmar seu lugar como meu parceiro? – Apontei para o papel.
— É sempre uma honra...
Assim trabalhamos na letra juntos e após finalizarmos essa parte da criação fomos embalados novamente pelo mundo dos sonhos ainda mais contentes e completos...
Quando despertei novamente foi a minha vez de encontrar a cama vazia e sentir o sentimento de confusão que tomou Edward durante a madrugada.
Infelizmente não o encontrei no quarto, mas fui brindada por um lindo bilhete informando que avisou a Rose que não irei trabalhar hoje, mas afirmando que está tudo bem e que depois a explicarei tudo.
E enfatizou que preciso do tempo não só para descansar, mas para seguir para casa e conversar com meus pais.
Tive que inevitavelmente vestir as roupas de ontem para poder ir embora e encarar vovó e Alice quando desci, mas ambas foram discretas e não fizeram comentários diante do fato óbvio de não ter dormido no quarto que havia sido designado a mim.
Elas apenas mostraram entusiasmo quando falei que Edward e eu conversamos, e que nos entendemos novamente, ainda preciso revelar-lhes o assunto completo, mas antes realmente preciso ir para casa ter a conversa franca com meus pais.
Com isso após tomar café com as duas deixei a pousada optando por fazer o percurso até a casa do meu pai a pé, assim tive um bom tempo para colocar os pensamentos no lugar e também para não arriscar interferir de algum modo em seu próprio tempo.
Quando cheguei não me espantei em encontrar meu pai, imagino que como eu, ele tenha aberto mão do dia de trabalho em função de tudo que aconteceu.
— Filha, apesar de saber que você estava bem, é um alívio comprovar com meus próprios olhos.
— Novamente sinto muito pela preocupação que dei mamãe.
— Fique tranquila Bella, passamos por um acaso inesperado, mas o importante é que tudo está bem agora.
— Sim papai. Mas e vocês? Estão realmente bem?
— Nós estamos, mas a preocupação real aqui é com você. Como pôde lidar com tudo isso sozinha Bella? Você deveria ter nos contado.
— Eu sei papai, mas é que diante de como as coisas aconteceram, acreditei estar fazendo o melhor para protegê-los.
— Você não devia ter que nos proteger Bella, nós somos seus pais, é nossa função protegê-la dos males da vida e não o contrário.
— Eu sinto muito mamãe. Sinto por ter necessitado esconder a verdade de vocês, mas não por ter escolhido protegê-los. A vocês e ao Edward.
— Ao Edward? Como assim? Eleazar também tentou algo contra ele?
— Não diretamente papai, mas Irina sim e em determinado momento os dois se uniram para tentar nos atingir.
— Eu não posso acreditar nisso filha. Então tudo que houve com o Edward foi premeditado por aquela menina?
— Sim mamãe e aquilo foi só o início. – Informei. – Mas agora vou contar tudo a vocês.
Dessa forma relatei a eles do mesmo modo que fiz com Edward noite passada, sem deixar qualquer detalhe passar, inclusive sobre meu empenho inicial de descobrir a verdade sobre o passado dos dois.
— Bella, você se arriscou demais com tudo isso.
— Sua mãe tem razão Bella. Nem quero imaginar o que poderia ter acontecido com você se eles de fato tivessem tentado algo contra a sua vida, como Irina fez com o Edward.
— Papai, sei que fui ingênua e um pouco imprudente em ir confrontar o senhor Denali sozinha, mas na hora só queria tirar tudo a limpo e consegui. Porém não imaginava que tal desfecho pudesse acontecer e ali, diante daquelas duas pessoas odiosas, não vi outra opção a não ser ceder a eles para proteger vocês. Não me importava arriscar a minha felicidade, contanto que as pessoas que eu amo estivessem seguras.
— Bella, eu digo isso sempre e com razão, por isso agora não receio em repetir, você é a melhor filha do mundo.
— Mamãe...
— Sua mãe tem razão Bella. Nem sei o que fiz de bom nessa vida para merecer uma filha como você, mas serei grato eternamente pela honra de ser seu pai. E por saber que por sua causa ganhei também o amor da minha vida de volta...
Arregalei os olhos em choque, surpresa, mas também muito feliz em ouvir tal declaração.
— Isso quer dizer...?
— Seguimos seu conselho e conversamos. – Mamãe começou.
— Obviamente tudo não será acertado somente com uma conversa, afinal de contas, possuímos 20 anos de história não resolvida.
— Mas ao menos finalmente esclarecemos tudo que esteve entre nós por esse tempo e compreendemos que ao menos o sentimento não mudou. E agora aos poucos vamos voltar a nos conhecer e dar uma segunda chance a nós e ao que sentimos. – Ela informou.
— Isso é maravilhoso! Eu sempre quis descobrir a verdade porque era necessário, mas confesso que no fundo também esperava que de algum modo vocês ainda pudessem ter algo e quando soube da gravidez da mamãe, essa esperança só aumentou.
— Acho que aquele momento foi realmente um grande divisor, para nós mesmos compreendermos que ainda existia algo e que talvez merecesse ser resgatado. – Papai pontuou.
— Prometo não interferir ou me meter na relação de vocês, mas quero dizer que ficarei imensamente feliz se souber que meu irmão ou irmã nascerá em meio a uma família completa.
— Também desejamos isso querida e pode confiar que de agora em diante faremos o melhor pela nossa família.
— É uma promessa. – Papai sentenciou. – Você nunca mais terá que se preocupar com qualquer adversidade envolvendo nossa família.
— Espero realmente que sim...
Após nossa conversa esclarecedora passamos o restante do dia de modo despojado e mais tranquilo.
Contei que Edward e eu nos resolvemos. E não comentei nada para não constrangê-los, mas deu para notar que mamãe também não dormiu no quarto de hóspedes que vinha ocupando desde que passamos a morar aqui, porém internamente estou na torcida para que tal ação possa continuar se repetindo e eles logo assumam completamente a relação.
No fim da tarde papai recebeu uma ligação do doutor Pace dizendo que virá conversar sobre a situação do senhor Denali, ao mesmo tempo em que Edward prometeu vir para cá também depois do trabalho, para devolver o carro do papai e para com certeza nos revermos, pois já estou morrendo de saudades.
Quando ele chegou mamãe o agradeceu ternamente por tudo que fez por mim. E depois ela e papai manifestaram a alegria por estarmos juntos novamente.
Jantamos a comida que mamãe cozinhou e após a refeição seguimos para a sala bem no momento que o doutor Pace chegou.
— Boa noite a todos.
Saudou assim que papai o recepcionou na porta.
— Boa noite doutor Pace. – Respondemos.
— Suponho que tenham conversado e esclarecido algumas questões depois de tudo que descobriram ontem.
— Sim Garrett, todas as verdades foram finalmente reveladas.
— E acabamos descobrindo mais algumas coisas também doutor.
— Como assim senhor Masen?
— Bella...?
Edward indicou dando a deixa.
— Doutor Pace, não sei se poderemos usar as informações que possuo de alguma forma. – Comentei. – Mas eu fui chantageada não apenas uma vez pela senhorita Denali e seu avô.
— Conte-me como esses fatos aconteceram senhorita Cullen.
Assim relatei a ele ambos os confrontos que tive com Irina e suas propostas veladas por ameaças.
— Sinto muito que tenha passado por situações assim senhorita Cullen. No momento não creio que possamos usar tais situações no processo que o senhor Masen está movendo contra a senhorita Denali, porém se em algum ponto houver contestação da legitimidade da verdade, podemos acionar seu depoimento em confronto, ainda mais que o senhor Denali declarou em minha presença, do seu pai e o senhor Masen, que a senhorita já sabia de tudo, mas havia aberto mão da verdade em proteção de terceiros.
— De todo modo doutor Pace, se necessário, estarei à disposição para auxiliar. – Afirmei.
— Certo. E o senhor teve algum tipo de retorno senhor Masen? A senhorita Denali tentou entrar em contato?
— Não. E sinceramente espero que não tente, pois receio não ter o mesmo sangue frio que tive anteriormente agora que sei tudo que ela foi capaz de fazer.
— Compreendendo. Imagino que eu deva receber um retorno da parte dos seus advogados e o manterei informado das questões. – Edward assentiu.
— E quanto ao Eleazar, Garrett?
— Então Carlisle, contatei meus contatos que têm conhecimento maior sobre política e também sobre o senhor Denali e começaremos a apurar as questões envolvendo seu nome. Não posso afirmar quando algo aparecerá, mas não tenho dúvida que descobriremos algo que o fará perder a pose e o status que tanto preza.
— Realmente agradecemos o apoio Garrett. Sabemos que ele jamais pagará efetivamente pelo que nos fez, já que de fato não cometeu um crime. Mas ficaremos conformados em saber que não continuará desfrutando de tudo que conquistou nesses anos através das consequências de seus atos.
— Exatamente Carlisle, acredito que essa será a maior compensação que poderão receber.
— Doutor Pace, agora que a verdade foi revelada, com a Irina já sendo processada e o senhor Denali prestes a ser investigado também. O senhor acredita que minha família corre algum risco? Pois abdiquei da verdade desde o início visando sua proteção...
Edward afagou meu braço, enquanto meus pais me direcionaram olhares ternos.
— Senhorita Cullen, não podemos trabalhar com afirmativas quando dependemos da índole das pessoas, mas pelos meus anos lidando com os mais variados tipos de pessoas, posso informar que não acredito que eles agirão de modo reverso, já que suas situações estão bem complicadas. Nesse momento mais a da senhorita Denali, mas tão logo seu avô também deixará de contar com o respaldo que possui e assim terá outras questões com as quais lidar.
— Nós ficaremos bem filha. – Papai pontuou. – Passamos por variadas situações adversas, mas agora chegou o momento de desfrutarmos da vida sem elas.
— Que assim seja papai...
Professei realmente desejando que sigamos a vida de modo mais tranquilo do que foi até aqui...
***
— Você está feliz?
Edward murmurou em meu ouvido enquanto nossos amigos e familiares estão entretidos em conversas.
— Imensamente.
— Contente por passar seu aniversário no Pub?
— Todos que amo estão comigo e esse lugar é especial desde o primeiro momento que pisei aqui, então não poderia estar comemorando em lugar melhor.
— Se é assim que se sente, fico feliz também.
— Pois pode ficar, pois estou realmente completa. – Lhe dei um selinho.
Com tudo que houve durante a semana, sinceramente não estava nem pensando muito em como comemorar meu aniversário, mas ontem após conversar com todos e contar realmente o que aconteceu, decidi que apenas queria voltar ao Pub e ter uma noite divertida.
Para tal, Edward e eu fomos dispensados, na verdade a partir da semana que vem remanejaremos nossos horários e funções aqui no Pub, já que também iniciaremos nossos cursos na universidade.
Assim como Alice e Jasper também começaram suas respectivas graduações, minha amiga em sua tão sonhada enfermagem e Jasper completando seu currículo na arquitetura.
Mas hoje nem Emm ou Rose estão trabalhando, eles tiveram que contratar alguns garçons de última hora para cobrir nossas ausências, mas disseram não ser problema, pois hoje a noite é realmente marcante.
E além deles estou contando com a presença dos meus pais e avós, os maternos de sangue e vovó Elizabeth que é tão especial quanto, já que é a avó que escolhi com o coração.
Não sei como, mas fui presenteada por todos e amei cada mimo recebido, além de saborearmos o delicioso bolo feito pela minha avó Renée.
— Animada por completar 20 anos Bella?
— Eu estou empolgada pela perspectiva da idade nova Alice, independente do número. Mas não posso negar que meus 19 anos foram os mais surpreendentes e emocionantes que passei na vida.
— Imagino que deseje que a nova idade seja um pouco mais tranquila.
— Exatamente Rose. Ainda quero viver muitos momentos com todos vocês, mas se puder passar sem os percalços, seria bom também.
Todos sorriram.
Existem certas pendências em aberto ainda, como o que acontecerá com os Denali, mas diante do que passamos até chegar aqui, acredito que o melhor será feito e ambos pagarão diante da justiça por suas ações.
E em contraponto tantas coisas boas estão por vir, temos as gravidezes da mamãe e a Rose para acompanhar, nossas vidas universitárias, a união dessa família como uma, e tantos amores florescendo junto com a nova estação.
São realmente boas perspectivas...
Após conversarmos e curtirmos um pouco mais, Edward e eu trocamos olhares e pedimos licença deixando a mesa seguindo em direção ao palco.
Sem a preparação do Emm, os cliente não notaram nossa aproximação, com isso assim que passamos atrás do palco, prestes a subir, Edward me parou um instante.
— Antes de irmos cantar, quero te dar seu presente.
— Edward...
— Nem adianta dizer que não precisa.
— Ok, está bem.
— Eu gostaria de ter planejado algo semelhante à magnitude do que você fez no meu aniversário, mas pensando que esse é apenas seu primeiro que passamos juntos, prometo preparar algo melhor para os próximos.
— Estar com você é o melhor presente que poderia querer. — Enfatizei.
— Fico feliz em saber. – Beijou meu rosto. – Mas de todo modo não poderia deixar a data passar em branco. Por isso quis presenteá-la com algo especial e significativo. – Ele tirou uma caixinha pequena do bolso e imediatamente me espantei. – Não é um anel de noivado, ainda não. – Piscou sorrindo e foi impossível não acompanhá-lo. – Mas é um anel de compromisso.
Ele abriu a caixinha mostrando a peça delicada e linda.
— Edward, ela é...
— Era da minha mãe. — Informou e olhei consternada. – Sua aliança e anel de noivado, assim como a do meu pai, estavam com eles no acidente, mas os pertences que não doamos, foram divididos entre Alice e eu. E esse anel foi uma das coisas que vovó achou que deveria ficar comigo e agora quero que seja seu.
— Essa é a coisa mais terna que já recebi. Não sei nem se posso aceitar.
— É claro que pode. Você já aceitou meu coração para todo sempre. Agora quero que aceite o anel como sinal do meu amor e que o carregue consigo até o dia de substitui-lo pelo anel de noivado e nossas alianças de casamento.
— É uma linda promessa que mal vejo a hora de concretizar. – O beijei ternamente. – Obrigada. Eu amei.
— Posso?
Estendi a mão esquerda e indiquei o dedo médio, ele posicionou o anel que para nossa surpresa coube perfeitamente, como se tivesse sido feito para o local.
— Ficou lindo.
— Ficou sim. Muito obrigada por ser o melhor presente da minha vida. Eu te amo.
— Eu te amo Bella.
Trocamos um beijo mais profundo, mas por hora não nos deixamos envolver demais, pois ainda temos mais uma surpresa reservada a noite.
De mãos dadas subimos no palco sendo ovacionados pela plateia, sentamos em nossos lugares de costume e quando as coisas se acalmaram, Edward tomou a palavra.
— Boa noite a todos. É uma alegria imensa estar de volta a esse palco, prestes a cantar para vocês. Ainda mais em uma noite tão especial. – Jasper e Emm assoviaram da nossa mesa. – Nós costumamos dizer isso aqui, mas hoje de fato é, pois para quem não sabe é aniversário da Bella.
— Edward...
Cobri o rosto com a mão envergonhada e fiquei ainda mais quando um coro de felicitação preencheu o Pub.
— Obrigada a todos. – Agradeci quando a saudação terminou. – Esse aniversário é marcante por inúmeros motivos, mais especialmente por estar comemorando pela primeira vez com toda minha família reunida, todas as pessoas que amo, que conheci e são simplesmente tudo em minha vida. E para marcar ainda mais a noite, gostaríamos de brindá-los com uma música nova, inédita e composta por nós. Vocês gostariam de ouvir?
Todos gritaram entusiasmados, nossa família em sua mesa costumeira no Pub ainda mais.
— Esperamos compensar essa animação e que gostem. – Comentei.
— Com vocês. – Edward começou a dedilhar o teclado. – Para Te Encontrar...
Como escrevemos a letra durante a madrugada, após nossa volta, Edward teve apenas que compor a melodia e a finalizou hoje pela manhã, ao me mostrar comentei sobre a apresentarmos aqui no Pub para celebrar a noite e agora oficialmente a lançaremos ao mundo...
Sendo um sentimento tão profundo, tão ingênuo.
Que me faz suspirar por você.
Nas noites frias do meu coração, a única coisa que me conforta.
É saber que ainda tenho o seu amor.
No escuro do meu quarto.
A única luz que existe são meus olhos brilhando por ti.
Nunca quis amar assim.
Então porque será que não consigo tirar você de mim?
Você está comigo aonde quer que eu vá.
Penso em você até quando não quero pensar.
Vivo te amando e sei que só contigo é o meu lugar.
Prestes a iniciar o refrão Edward e eu fixamos os olhares e foi impossível não sorrir.
Viajo em meus pensamentos para te encontrar.
Na sua lembrança quero ficar.
Eu te quero e já não posso negar.
Que nos meus sonhos você sempre está.
E na minha alma para sempre ficará...
Quando ele começou a cantar contemplei apaixonada as palavras que estão deixando não só seus lábios, mas também seu coração.
Desejo ter você a todo instante.
Sua presença em mim é mais que emocionante.
Não consigo parar de pensar em ti.
Você está comigo até o fim.
Minha cabeça diz para te esquecer.
Mas meu coração só bate por você.
Não sei o que fazer, só queria poder amar...
Você está comigo aonde quer que eu vá.
Penso em você até quando não quero pensar.
Vivo te amando e sei que só contigo é o meu lugar.
Viajo em meus pensamentos para te encontrar.
Na sua lembrança eu quero ficar.
Eu te quero e já não posso negar.
Que nos meus sonhos você sempre está.
E na minha alma para sempre ficará...
Sonho contigo, penso em você.
Respiro seus beijos e neles posso me perder.
Vivo por ti e para sempre vou viver...
Edward marcou o solo no teclado, antes de encerrarmos com o último refrão e não poderia estar mais apaixonada pela melodia que ele criou...
Viajo em meus pensamentos para te encontrar.
Na sua lembrança eu quero ficar.
Eu te quero e já não posso negar.
Que nos meus sonhos você sempre está.
E na minha alma para sempre ficará...
Quando nos afastamos dos microfones dando por encerrada a canção ouvimos os gracejos costumeiros as nossas apresentações, mas claro que essas têm um gosto diferente, pois mais uma vez entregamos algo nosso. Provindo diretamente do nosso talento e dos nossos corações.
A letra da música fala sobre o sentido de viajar até encontrar o amor, mas no meu caso não foi assim.
Eu realmente fiz uma viagem em busca do meu passado, de não só encontrar, mas conhecer o pai que nunca tive, em busca de uma verdade até então desconhecida.
Porém encontrei muito mais, imensamente mais...
Encontrei uma avó que me deu abrigo, sabedoria, carinho e amor sem medidas, mesmo sem termos qualquer ideia das conexões superiores.
Encontrei meus avós maternos, os quais pensei que não me aceitariam, mas não estavam apenas abertos a mim, como também desejosos desse elo familiar.
Encontrei amigos que são mais do que apenas colegas com quem compartilho pontos em comum, tornamo-nos juntos uma só família. Sei que posso contar com eles para tudo, como eles sempre terão em mim uma base sólida de amor e companheirismo.
Encontrei o homem a que vim buscar, mas ganhei um pai que não imaginava que poderia ter. O homem que a seu modo poderia ter me amado antes mesmo de saber da minha existência e que me recebeu em sua vida como o presente mais inesperado, incerto, mas também sublime que poderia ter.
E consigo, totalmente sem querer, minha mãe também encontrou o reestabelecimento da sua família e amor. E agora seremos não só uma família de três, mas de quatro integrantes com a chegada do meu sonhado irmão ou irmã.
Esse encontro que acredito que nem se pedisse as estrelas, poderia pensar em receber tal benção...
E por fim, quem menos esperava encontrar, foi quem me arrebatou completamente desde o primeiro instante que o vi, meu verdadeiro amor...
Eu podia esperar encontrar todas as outras pessoas conforme o fiz, mas jamais pensaria que a terra da rainha reservaria o encontro com o grande amor da minha vida, meu companheiro, parceiro, amigo, amante, a pessoa destinada a compartilhar comigo todos os meus sonhos.
De algum modo talvez estivéssemos destinados a ser desde o nascimento, por conta da ligação das nossas famílias, mas a forma como tudo ocorreu, com nossa amizade, a conexão pela música, nosso sonho em comum, acredito que foi o modo que o destino encontrou para traçar a união.
Meu amor por Edward vai para além de todas as expectativas, das adversidades, do tempo, das angústias e quaisquer percalços que percorremos ou ainda venhamos a percorrer.
Nosso encontro transcende das nossas almas e se aloja em nossos corações.
Para sempre serei dele. Assim como sei que para sempre ele será meu.
E ao que nos reserva o futuro, estaremos prontos para viver sem medidas.
Graças ao encontro proveniente do nosso amor...
FIM.
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