Para Te Encontrar
30 Capítulo 29 - O que o Acaso Traz
Notas iniciais
— Já estou cansado de dizer que se superam todos os dias. Vocês não se cansam de ouvir?
Jas comentou assim que nos aproximamos da mesa.
— Para falar a verdade não.
Edward respondeu arrancando riso de nossos amigos.
— Vocês fizeram uma apresentação lindíssima. Cheia de canções realmente tocantes.
— Obrigado Esme.
Edward agradeceu e aproveitei o momento para comentar.
— Não sei quanto a Edward, mas eu estava mais do que inspirada e contente. Afinal, foi a primeira vez que me apresentei para os meus pais ao mesmo tempo e não podia estar mais feliz por contar com a presença de vocês.
— Estamos contentes também em poder prestigiar seu momento Bella. Não é mesmo Esme?
— É claro Carlisle. Ver nossa filha seguindo seus sonhos é motivo de muita alegria.
— Exatamente. – Papai concordou.
— Será que precisaremos pegar cadeiras ou acham que conseguimos acomodá-los aqui também? – Rose questionou.
— Não precisa. É só ajeitar que cabe todo mundo. Tia Esme e tio Carlisle, se aproximem um pouco mais, Jasper e eu também o faremos, assim meu irmão e Bella podem sentar. – Fizemos conforme Alice falou.
Edward e eu assumindo uma ponta do sofá em volta da mesa.
— Quem diria que poderíamos nos tornar um grupo tão grande, hein? No início do ano apenas Rose e eu assistíamos Edward tocar, mas sempre de olho nas questões do Pub, mas hoje olhem só para nós. Um grande e divertido grupo de amigos. – Emm comentou.
— Que gentileza a sua colocar-nos como seus amigos querido. Mas acredito que Carlisle e eu estamos aqui apenas de passagem.
— Tia, não fale sobre nos deixar. Já me acostumei com sua presença aqui.
— Não me refiro a uma passagem em referência ao país Alice e sim aqui, na mesa, com vocês.
— Exato. Esme e eu já tivemos um grupo especial de amigos, assim como vocês tem uns aos outros, mas nosso tempo já passou. Agora é a vez de vocês aproveitarem e espero que sejam mais espertos do que fomos.
— Não diga isso papai. É bom guardar lembranças dos seus amigos, mas não quer dizer que não possam criar novas amizades hoje, ou que não pertençam a esse ciclo. Eu sou suspeita, pois sou a filha e nossas relações tem nuances a mais, porém aceitem a nova chance que a vida está dando, não só em forma de amizades, mas em todos os aspectos. – Soltei a dica.
Realmente acho que eles podem e devem aproveitar as novas oportunidades de amizades e afins, mas claro que quero deixar claro também o fato para atentar-se a outros aspectos mal resolvidos...
— Tchau. Obrigada pela apresentação. – Um rapaz agradeceu ao passar pela nossa mesa.
— De nada. Ficamos felizes em agradar. – Respondi.
— Todas as músicas foram ótimas, mas a última que tocaram foi realmente especial. – A moça ao seu lado enfatizou.
— Que bom que gostaram. É uma canção realmente tocante. – Edward esclareceu e o casal saiu despedindo-se de todos.
— Vocês tem dessa de vez em quando. – Alice comentou.
— Dessas o que? – Questionei.
— De encerrar as apresentações de forma diferente. Aliás, não só encerrar. Às vezes colocam uma música marcante ainda na pré-seleção, em outros deixam para o final, encerrando tudo de forma diferente. Tornando cada apresentação realmente única.
— E isso é algo bom, não é?
— É claro que é Bella. Além de instigar o público a sempre esperar por algo mais. Nós que acompanhamos todas as apresentações também nos surpreendemos com cada uma individualmente. Total mérito de vocês que sabem como guiar as coisas e nunca deixar o show cair na rotina.
— Obrigada Rose.
— É. Vocês fazem boas apresentações. Tocam músicas muito bonitas, mas até hoje estão devendo uma canção para Rose e eu. Quando nosso dia chegará?
— Bella, teremos que pensar logo em uma canção a esses dois. Ou Emmett é capaz de nos proibir de cantar só por estar chateado. – Edward brincou.
— Não impedirei vocês de cantar, pois isso seria um tiro no meu próprio pé. Mas posso continuar atormentando-os por um bom tempo. – Respondeu e rimos.
— Receber dedicatória dos nossos astros não é para qualquer um McCarty. – Jas provocou.
— Fica quieto ai Hale. Que vocês só ganharam música, porque você foi um lerdo para iniciar as coisas. Então o casal ai pensou que cantando uma canção daria um jeito de consolidar as coisas para vocês. Não tenho culpa que não sou mole e conquistei minha ursinha desde cedo.
— Emm. – Rose o contestou, enquanto Alice e Jas jogaram bolinhas de papel nele, trazendo mais risos a todos na mesa.
— Soube que até você já ganhou uma música Carlisle. – Mamãe comentou.
— Eu? Vão retirar meu privilégio caso diga que não lembro?
— Eles consideram que a canção que Edward e eu cantamos naquele dia que o senhor estava comigo e ajudou a escolher, é dedicada a você.
— Ah sim, é claro. Foi muito especial ter ajudado você naquele dia. E fico feliz de saber que também tenho uma canção dedica a mim. Então sinto muito que não tenha tido o privilégio ainda Emmett.
— Tudo bem Carlisle. De você não tenho ciúme, você é o pai da Bella. E o Edward tem mesmo que agradar o sogro.
— Mas Bella e eu ainda não estávamos juntos quando cantamos aquela vez. – Edward esclareceu.
— Mas você já era doido pela Bella, todos sabíamos disso. – Emm retrucou.
— Isso é verdade. Bella me conquistou desde a primeira vez que a vi. – Ele falou olhando em minha direção.
E caramba como ainda fico derretida por esse homem, mesmo depois de tudo que já vivemos.
Não resisti e lhe dei um selinho, depois me aconcheguei melhor em seu peito, enquanto ele passou um dos braços pela minha cintura dando um beijo em minha testa.
— Vocês são muito lindos mesmo. Mas não desviem do assunto. Acho que também mereço receber uma canção. Só seu pai pode ter esses privilégios?
— Talvez a senhora tenha só que prestar mais atenção e sentir se alguma canção é para si. – Comentei.
— O que? Porque minha música tem que ser encontrada de forma enigmática?
— Porque a senhora é minha mãe, tem que receber as coisas de forma diferente. – Pisquei.
— Emmett, acho que você deve ficar contente por não ganhar uma música. Ou pode acabar na minha situação, sem saber se recebeu algo realmente ou não.
— É verdade Esme, vindo desses dois, não sei se posso me apegar muito. – Respondeu causando risos e assim prosseguimos a conversa de forma leve e descontraída.
Um tempo depois Rose e Emm levantaram para encerrar as coisas no Pub, deixando meus pais na ponta no sofá, percebi ambos trocando algumas palavras, mas de onde estou não da para ouvir exatamente o que estão falando.
Tentei prestar atenção, ou ao menos fingir que estou atenta ao assunto que está rolando na mesa entre Jasper e Edward, porém minha atenção voltou-se totalmente para meus pais quando levantaram da mesa.
— Já vai embora papai?
— Sim Bella. Já está na minha hora.
— Certo.
— E aproveitarei para dar uma carona a sua mãe. – Completou e que sorte que estou apoiada em Edward, ou poderia ter caído.
— Ah, nossa, é, que ótimo, pois bem, podem ir, quer dizer, não que precisem da minha permissão, mas se querem ir, por mim tudo bem.
— Já entendemos querida. – Mamãe sorriu.
— Nós também já podemos ir. Assim Esme volta conosco. Ai!
— Algum problema Jasper?
— Não Esme, nenhum. Só bati o pé aqui na mesa.
— É claro que a senhora poderia voltar conosco tia Esme, mas se o tio Carlisle já vai e a senhora também já quer ir, porque não irem juntos, não é? Acho que ainda vamos demorar um pouco mais mesmo, quero conversar umas coisas com a Rose que ainda não deu tempo. Então até amanhã.
— Entendo querida. Por isso aceitei a carona de Carlisle, assim vocês podem continuar aproveitando a noite sem pressa.
— Ótimo. Tchau mãe, tchau pai. Obrigada por estarem aqui hoje, foi realmente importante.
— Não tem o que agradecer filha. – Papai respondeu.
Assim eles se despediram de nós, depois encontraram Rose e Emm para fazê-lo também, quando saíram do Pub acenamos, com isso só ouvi a voz de Jasper.
— Porque você me beliscou?
— Porque você queria impedir os pais da Bella de ir embora juntos. – Alice respondeu.
— Mas se darei carona a vocês, podia dar a ela também.
— Homens, realmente não entendem o espírito da coisa. Não consegue ver que esse é o momento ideal para que os dois conversem? – Retrucou.
— Não?
— Jas, você sabe a história dos meus pais e desde que minha mãe chegou, eles ainda não conversaram, nem mesmo de forma informal, hoje foi um grande passo para os dois, compartilhar a noite aqui. Confesso que até eu estou surpresa com essa da carona, mas eles com certeza tem muitas coisas a conversar e se esse é o primeiro passo, espero que dê certo.
— Agora entendi. Então me desculpe por quase ter estragado tudo.
— Não tem problema Jas, você só estava sendo gentil.
— É, desculpe pelo beliscão, mas precisava conter sua gentileza. – Alice comentou fazendo carinho no rosto dele.
— Nada que alguns beijinhos não compensem. – Respondeu e não demorou a minha amiga acatar o pedido no namorado.
— Hey vocês... – Edward tentou contê-los, mas não querendo tirar o casal de sua bolha e com uma ideia a mente, sussurrei em seu ouvido.
— Deixa os dois curtirem.
— Mas...
— Sabe quem também curtirá hoje à noite?
— Quem?
— Nós dois. Pois vou dormir no seu quarto. – Edward procurou me olhar nos olhos.
— Sério?
— Sim. Direi à mamãe que dormirei com Alice, optando por não incomodá-la e assim passaremos a noite juntos, que tal?
— É a melhor notícia do mundo. Mal vejo a hora de chegarmos à pousada. – Sorri da sua empolgação lhe dando um beijo.
— Mas o que é isso? Esse é um estabelecimento de família. – Fomos interrompidos pela voz do Emm.
— Deixe-os querido. Podemos aproveitar o ensejo e namorar um pouco também. Quem sabe relembrar os velhos tempos... – Rose provocou.
— Ah não, agora vocês conseguiram nos barrar. Vamos embora. – Jas proclamou.
— Eu topo. Vamos. – Edward mais do que rapidamente concordou e sorrimos.
Despedimo-nos de Rose e Emm, no caminho avisei a Alice que “dormirei” em seu quarto, ela mais do que entendeu o ponto e nos desejou boa noite de forma animada quando saímos do carro.
Claro que ela e Jasper também não se despedirão brevemente, mas não é da nossa conta quanto tempo levarão para fazê-lo, ao invés disso subimos diretamente até o quarto de Edward.
Ao passar em frente ao meu vi que a porta está fechada, mas não tenho como ter certeza que mamãe já chegou e está no mesmo, já que sempre deixamos a porta assim ao sair, porém não é agora que tirarei a prova.
Apenas enviei uma mensagem avisando sobre passar a noite no quarto de Alice e ao entrar no de Edward dispersei de qualquer pensamento que não apenas nós.
— Não sabe como senti sua falta. – Edward falou quando entramos no quarto, passando a chave na porta.
— Eu sei, pois é a mesma falta que senti de você. – Ele segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou.
De início de forma delicada, mas quando passei os braços ao redor da sua cintura, infiltrando as mãos por dentro da sua camisa, logo seus lábios ganharam mais força e potência sobre os meus.
Até disso senti falta, de beijá-lo com fome e vontade, pois em lugar algum que estivemos esses dias, conseguimos nos entregar dessa forma, sem inibições ou restrições.
Logo suas mãos deixaram meu rosto passando para minha nuca e infiltrando-se também entre minha blusa, enquanto prontamente comecei a retirar sua camisa, já que o tecido só está nos atrapalhando.
Quando tivemos que nos separar para retirada completa da camisa, aproveitei o momento para puxá-lo até a cama, deitando ao menos seu tronco e subindo no seu colo.
Passei a beijar sua mandíbula máscula, seu pescoço onde pude sentir alguns pelos nascendo e desci para seu peito.
— Amo sentir sua boca em mim. – Sussurrou.
— Ah é? E onde gosta mais? – Provoquei.
— Acho que você sabe onde.
— Posso ter uma ideia, mas quero ouvir de você.
— Gosto de sentir essa boquinha linda na minha. – Me puxou selando nossos lábios em um beijo faminto e em meio à ação aproveitou para tirar minha blusa e com agilidade suprema abrir também meu sutiã. – Mas gosto muito também de senti-la no meu pau... – Esfregou nossos corpos, roçando nossas intimidades.
— Oh Edward...
— E você meu amor? Gosta de sentir minha boca?
— Eu amo sua boca, seus lábios, sua língua. O jeito que toma meus seios... – Suas mãos que já tinham começado a tocar a área deram lugar a sua boca e quase desfaleci.
Edward tem um poder sobre mim sem igual, a forma que reajo ao seu toque é inexplicável, mas tremendamente fugaz.
— E onde mais gosta de sentir minha boca amor? – Questionou de repente começando a acariciar o outro seio e voltando a lamber meu mamilo.
— Gosto quando me toca lá. Quando me chupa e quase me faz ver estrelas...
— Quase? Pois devo estar fazendo algo errado para que permaneça só no quase... – Começou a falar, mas o interrompi.
— Estar com você a todo o momento é como viver um sonho e nos instantes que nos entregamos dessa forma sinto que posso alcançar o céu. Só você me faz sentir assim e não tenho dúvida que para sempre será o único capaz de fazê-lo.
— Eu te amo.
— Eu te amo. – Voltamos a nos beijar de forma intensa, mas ao mesmo tempo sublime, transpassando nosso desejo, mas também nosso amor.
Edward nos virou na cama ficando por cima e assumindo por hora à condução das coisas. Voltou a distribuir beijos pelo meu colo e seios, com as mãos habilidosas começou a tirar as últimas peças do meu corpo, porém motivada por sua ação também tratei logo de aproveitar o momento para liberá-lo das roupas restantes.
Quando ficamos nus, gememos sem vergonha alguma ao sentir nossas intimidades tocando-se necessitadas uma da outra.
Comecei a tocá-lo, sentindo-o quente e pulsante em minhas mãos, enquanto Edward retribuiu os toques encontrando minha intimidade molhada e desejosa de recebê-lo...
Ao sentir sua boca substituindo suas mãos meu corpo inteiro estremeceu.
— Edward, amor, isso. – Ele começou a me lamber e involuntariamente abri mais minhas pernas para acomodá-lo melhor.
— Adoro seu cheiro, seu gosto, a forma que fica molhada...
— Por você. Só por você. – Praticamente gemi as palavras em meio aos seus toques.
— Isso soa como música aos meus ouvidos. O melhor tipo de música.
— O melhor?
— O som do seu corpo reagindo ao meu será sempre a melhor sinfonia do mundo...
— Sua boca em mim é uma das melhores sensações do mundo, continue, por favor.
— Não pretendo parar. – Conforme a promessa, continuou me chupando e levando-me quase a beira do abismo espectral, porém antes de atingir o mesmo assumi um pouco as rédeas.
O puxei de volta até colarmos nossos lábios, mesmo sob seus protestos, mas que logo caíram por terra quando voltei a masturbá-lo para em seguida tomar seu pau na boca.
— Ah Bella, caramba, isso amor.— Comecei chupando a cabecinha e então pouco a pouco passei a chupar o cumprimento. – Amor, vai, continua...
— Você tem razão. Isso soa como música.
— Eu disse. – Vangloriou-se.
— Quero ver o que mais será capaz de dizer... – Passei minhas unhas por suas coxas, enquanto aprofundei as chupadas, despertando mais do que suas palavras, também tremores pontuais de seu corpo.
Quando sem aguentar mais, começou a ajudar nos movimentos segurando meu cabelo para lhe dar uma visão privilegiada de minhas ações o que me fez aproveitar para intensificar os toques deixando-o a ponto de sucumbir também.
— Bella, Bella, eu preciso de você, agora. – Com delicadeza, mas ao mesmo tempo, destreza, puxou meu corpo, deitando-me na cama ficando novamente por cima.
Voltamos a nos beijar tocando todas as partes possíveis no corpo do outro, porém quando ele segurou seu pau esfregando a glande em meu clitóris, não aguentei mais.
— Edward, agora, preciso...
— Eu também meu amor. – Assim pouco a pouco começou a me penetrar.
— Isso.
— Tão bom.
— Oh Deus...
— Tão apertada.
— Tão quente...
— Ah Bella.
— Edward. Isso.
Quando acostumamo-nos com as sensações iniciais começamos os movimentos, Edward com as estocadas firmes e vigorosas, eu a rebolar embaixo de si.
Beijamo-nos abafando uma nova sequência de gemidos, após separar os lábios ele voltou a dedicar-se aos meus seios, enquanto entrelacei minhas pernas ao redor de sua cintura prendendo-o ainda mais e aprofundando as coisas.
Uma de suas mãos agarrou minha perna, apertando a cada estocada, não tenho dúvida que ficará marcada depois, assim como suas costas onde não paro de apertar e passar as unhas a cada tensão do meu corpo.
Pegando-me desprevenida em um momento, Edward separou nossos corpos me virando na cama.
— Segura na cabeceira Bella. – Pediu, ordenou, enfim, não importa sua colocação, fiz como falou.
Posicionei as mãos na cabeceira da cama e inclinei o corpo em sua direção. Novamente ele pincelou o pau em minha entrada, antes de voltar a me penetrar.
— Ai caramba.
— Merda, tão bom.— Ele segurou meu cabelo e começou a ditar o ritmo da nova posição. – Isso Bella, assim, suga meu pau.
— Edward, mais, me...
— O que amor?
— Eu... Quero que me...— Ele inclinou por cima de mim, vindo sussurrar em meu ouvido.
— Pode falar amor, não há restrições entre nós. Posso... – Foi sua vez de perder o fôlego. – Consigo sentir o que seu corpo quer, mas quero ouvir de você. O que quer que eu faça?
— Me fode Edward. Toma-me meu amor, me faça sua.
— Você já é, desde a primeira vez, assim como sou seu.
— Então me tome...
— Com prazer.— Aumentou o ritmo e a intensidade das estocadas, enquanto intensifiquei também o rebolar do meu corpo.
A nova posição de algum jeito deixou tudo mais próximo, quente, voraz, posso senti-lo me preencher por completo e isso está desencadeando as coisas em um ritmo sem igual...
— Edward. Edward. Edward...
— Bella. Delícia. Continua, assim, aperta meu pau.
— Mais. Eu. Ai. Isso.— Uma de suas mãos entrelaçou-se a minha na cabeceira da cama, ajudando a não ceder, enquanto a outra se mantém firme na minha cintura, contribuindo com o ritmo das coisas.
Seus lábios apossaram-se do meu pescoço e prestes a não aguentar mais, porém querendo compartilhar tudo com ele, passei uma das mãos ao meu clitóris.
— Isso amor, se toca, quero chegar junto com você.
— Por favor, só...
— Vamos Baby.
— Eu te amo.— Sussurrei.
— Eu amo você.
Deixamos nossos corpos falarem por nós no momento que atingimos o ápice.
Minhas pernas quase cederam quando senti o corpo de Edward começar a contrair indicando seu orgasmo, senti seus jatos quentes me preencherem, enquanto minha intimidade termina de sugá-lo em meio ao meu próprio ápice de prazer.
Cansados, satisfeitos, inebriados por tudo, cedemos à pressão e caímos quase que desfalecidos sobre a cama, Edward ainda tomou o cuidado de não deixar seu peso todo sobre mim, mas ainda sim não quebramos a ligação.
Consigo sentir sua respiração em minhas costas, nossos corpos colados, o suor proveniente de tudo ainda ligando-nos.
Ficamos um tempo apenas nos recuperando antes de voltar a trocar qualquer palavra.
— Precisamos levantar para tomar banho. – Comentei.
— Uhum.
— Mas não tenho forças para fazer nada.
— Hun, hun.
— Vamos só ficar aqui e deixar qualquer obrigação para depois?
— Uhum.
— Você só consegue dizer isso? – Brinquei.
— Ainda tenho forças para dizer mais uma coisa.
— O que?
— Que eu te amo.
Ele saiu de cima de mim quebrando nossa ligação, gememos pelo ato, mas quando deitou ao meu lado e pude contemplar seus olhos, sorri.
— Eu te amo mais.
— Impossível. – Selou nossos lábios em um beijo terno.
Sem mais palavras, apenas compartilhando olhares por mais um tempo, adormecemos...
Não me admirei de pela manhã, apesar de lembrar-me de termos cedido ao sono, comigo nos braços de Edward, acordar com ele atrás de mim e nós dois entrelaçados.
Acordei mais do que contente e Edward também abriu um lindo sorriso quando despertou e percebeu que estava contigo.
Finalmente criando coragem passamos ao banheiro para cuidar da nossa higiene matinal e tomar o banho que protelamos durante a madrugada.
Apesar de seus protestos, o deixei sozinho para ir até o meu quarto, prometi voltar depois e aproveitarmos mais um tempo juntos, porém preciso me trocar e também quero ver minha mãe, já que estou curiosíssima para saber como foi à carona com meu pai ontem.
Ao entrar no quarto a vi encostada a janela, parecendo pensativa.
— Bom dia mamãe. – Ela virou parecendo admirada com minha presença.
— Oi querida, não ouvi a porta.
— Acho que estava distraída. – Comentei.
— Sim, estava sim.
— Aconteceu alguma coisa?
— Não, nada. Mas acordou cedo.
— Alice se mexe muito, então resolvi levantar e deixá-la aproveitar sua cama sozinha. – Usei a desculpa pronta para o momento.
— Entendo. Sinto muito em estar tirando sua privacidade.
— Que é isso mamãe. Não me importo de dividirmos o quarto. Além do mais, a senhora é minha companhia favorita para dormir, sempre foi.
— Continuo sendo? – Assenti. – Melhor do que o Edward?
— Ah com Edward é diferente... – Senti meu rosto corar.
— Tudo bem querida. Fico feliz em saber que ao menos entre suas amigas, ainda sou a escolha número um. – Sorri.
— Mas e ontem como foi? – Mudei de assunto para o que realmente interessa.
— Como foi o que?
— Mamãe, por favor, a carona com o papai. – Percebi seu semblante mudar a menção do mesmo.
— Foi normal Bella. O que mais poderia acontecer em uma carona?
— Não sei? Por isso estou perguntando. Vocês passaram quase 20 anos sem ao menos saber da existência um do outro, quando se reencontraram não trocaram mais que três frases e ontem decidiram voltar sozinhos para casa. Imagino que tenham conversado um pouco, ou estou errada?
— Não aconteceu nada demais. Carlisle apenas foi cortês em oferecer a carona.
— E vocês vieram o caminho todo sem se falar?
— Não Bella, é claro que não.
— Então o que conversaram? Não posso saber?
— Sobre você. Falamos sobre você. Como devemos tentar manter uma boa convivência por sua causa. Eu sou sua mãe, ele é seu pai e é isso. Não tenho data para ir embora, continuaremos nos encontrando e convivendo, ainda que o mínimo possível, por sua causa e com isso devemos tentar ter uma convivência civilizada, nada além disso. – Suas palavras fazem sentido, mas por algum motivo não consigo acreditar totalmente nas mesmas, algo no todo não parece se encaixar...
— Mamãe...
— Aproveite para descansar um pouco filha, vou descer para conversar um assunto com Elizabeth, até daqui a pouco. – Fiz menção de falar, porém ela saiu em disparada do quarto deixando-me sozinha.
Estranho, muito estranho...
Tem algo a mais nessa história e preciso descobrir o que é, além do que, não posso esquecer também que agora mais do que nunca preciso colocar em foco meu plano de descobrir o que houve no passado dos dois...
Um Mês Depois...
O restante do mês de Julho, assim como o início de Agosto passou de forma rápida, porém os dias foram cheios de atividades, compromissos e momentos importantes.
A começar pela nossa maratona de estudos que se intensificou de forma extrema, já que a prova para a universidade de Londres foi feita dia 03 desse mês, ainda estamos esperando o resultado, mas mediante o tanto que estudamos e nossos esforços pessoais, espero de coração que tudo de certo e possamos nos concentrar no próximo passo que é a apresentação ao vivo.
Jasper e Alice como também estão prestando provas para outras universidades ainda continuam no processo de estudos e provas a cada novo fim de semana.
Durante os dias que estudamos juntos auxiliamos uns aos outros nas questões que temos mais facilidade e aproveitamos bastante que Alice terminou o colégio recentemente para nos passar os conhecimentos mais recentes de tudo e como a maioria das provas universitárias são feitas.
Assim como estou na torcida para que Edward e eu consigamos passar na faculdade, a mesma expectativa estende-se a Alice e Jasper também, que sonho será se todos nós conseguirmos passar.
Já para Emm e Rose a torcida é outra, desde que ela falou dos planos de começar a tentar ter um bebê que acompanho a jornada de ambos. Do dia que fomos à médica juntas, a decisão de parar com o remédio e claro, ouvindo suas histórias sobre os momentos infinitos dos dois com o foco na produção do bebê.
Acredito que essa seja a melhor parte de tudo, ao menos para eles que estão aproveitando todas as oportunidades possíveis para tentar a sorte com o futuro bebê Hale-McCarty.
Assim como eles, Edward e eu estamos procurando ser soturnos e espertos, contando sempre com a ajuda de Alice para conseguir alguns dias ou momentos de escapadas para ter nossos momentos a sós.
A regularidade com certeza não continua a mesma, porém com jeitinho vamos levando de forma saudável e feliz essa parte do nosso relacionamento.
Nesse meio também outras coisas boas aconteceram, como a reaproximação da minha mãe com meus avós, a situação entre eles de todo era mais simples de ser reconstruída, pois não há um grande segredo envolvendo seu afastamento.
Meus avós não deram o suporte necessário a minha mãe e ela decidiu ir embora, é claro que nenhuma das partes foi totalmente feliz com o afastamento, porém já que mamãe está de volta, ainda que por tempo indeterminado, nada pareceu mais importante do que conversar e procurar acertar os pontos.
E foi o que fizeram, já que mamãe tem os dias livres e apesar de vovó Elizabeth ter começado a se mostrar receptiva a sua ajuda, seus dias não tinham uma rotina propriamente dita, com isso ela começou a frequentar a casa dos meus avós.
De início para passar um fim de tarde, em outro dia foi desde o horário do almoço e contou que ajudou vovó a cozinhar e quando percebeu estava passando vários dias, ou ao menos períodos do mesmo ao lado dos meus avós, conversando, se reconhecendo e conectando.
Mamãe contou que eles tiveram conversas sérias também, especialmente ela e o vovô, que ambos colocaram os pingos nos “i’s” diante das mágoas e anseios que tinham um com o outro.
Soube por alto, já que mamãe não fala de forma clara, que eles também, assim como faço sempre, também questionaram o motivo do término com meu pai, já que não o fizeram na época, atribuindo toda a culpa da separação ao mesmo, sem querer qualquer contato com ele.
Mas agora tentaram entender, porém mamãe deu a mesma resposta vaga de sempre, que apenas terminaram, sem maiores explicações e ela não teve tempo de contar sobre a gestação, ocasionando em sua partida e no fato de papai só ter descoberto sobre minha existência quando decidi por mim mesma procurá-lo.
E após o dia que vieram embora de carona do Pub, quando achei que as coisas entre os dois progrediriam, ainda mais por conta da música que Edward e eu cantamos, porém parece que nossos esforços caíram por terra, pois ambos não parecem mais próximos de se acertar, tão pouco construir uma nova relação.
Porque apesar de querer muito saber o que houve no passado, o motivo do término do namoro e toda a situação ocorrida a partir dai, também gostaria de vê-los interagindo hoje em dia como mamãe está fazendo com meus avós, por exemplo, mas não parece que algo assim acontecerá.
Papai não se afastou ou mudou sua relação comigo desde a chegada da mamãe, mas tão pouco eles mantém qualquer tipo de contato além do minimamente recomendável pela etiqueta social.
Cumprimentam-se quando ele aparece na pousada, mas logo mamãe arruma um jeito de ausentar-se do ambiente ou papai também vai embora e com isso meu objetivo de descobrir o que houve torna-se ainda mais difícil.
Edward continua me apoiando nessa questão, mas estamos estagnados quase que da mesma forma que no início.
Se as únicas pessoas que sabem de fato o que houve e porque, não falam nada, fica difícil, para não dizer, impossível, descobrir de fato o que aconteceu.
Eles parecem não querer reviver isso, não sei se por medo do confronto, por não querer reviver velhas feridas ou simplesmente por acharem que a situação toda já passou.
Eles podem achar que passou, mas não são os únicos envolvidos em tudo e tenho o direito de saber o que ocasionou a destruição quase que total dos laços familiares que possuo...
Ao menos é a minha opinião, não é a deles e não sei mais por onde tentar descobrir, mas não desistirei de descobrir tudo, é uma promessa que fiz a mim mesma e da mesma forma que me empenhei em cruzar o oceano para encontrar meu pai, o farei agora para saber a verdade de tudo.
No meio de tantas situações ao menos meu trabalho no Antiquário continua tranquilo e de vento em polpa. Ao entrar esse mês ficamos sabendo que em breve sediaremos uma nova exposição, depois do sucesso que foi a última não nos espantamos com o novo convite, porém para compensar o apoio e credibilidade, nos esforçaremos ao máximo para que o próximo evento seja tão bom ou até melhor que seu antecessor.
E já que mamãe conheceu o Pub, que é um dos meus locais de trabalho, nada mais normal do que visitar-me no Antiquário. Combinamos a visita em um dia tranquilo para que assim pudesse mostrar-lhe todo o lugar sem preocupações.
E no horário de almoço saímos para comer em um restaurante próximo, apesar do convite, Rosalie preferiu deixar-nos desfrutar do mesmo a sós, porém quem dera ela tivesse sido nossa companhia...
— O Antiquário é realmente ótimo. Pelo que contava já imaginava que seria assim, mas ver pessoalmente foi muito melhor. – Mamãe comentou em meio ao almoço.
— Sim. Tenho muita sorte por trabalhar lá, não só por Rose ser minha amiga, mas porque gosto do ambiente, do que faço. Já pensei que se a música não der certo, poderia me especializar em histórica e trabalhar a fundo.
— Não pense assim querida. Dará tudo certo, você e Edward passarão na prova para a universidade e depois no teste e estudarão música, como sonham.
— Obrigada mamãe. Tento ser otimista, mas ainda tenho um pouco de receio de algo dar errado.
— Não pense assim querida, procure focar só nos bons pensamentos. – Assenti.
Voltamos a saborear nossa comida, porém antes de terminar a refeição fomos interrompidas pela chegada surpresa de duas pessoas.
— Bella, há quanto tempo. – Ergui o rosto, deparando-me não só com a mãe, mas também com a filha.
— Olá Carmen, Irina. Como vão?
— Muito bem e você? – Carmen respondeu, enquanto Irina limitou-se a balançar a cabeça.
— Bem também.
— Perdão por interromper seu almoço, mas achei que seria grosseria ainda maior não cumprimentá-la.
— Não tem problema Carmen. Mas deixe-me fazer as apresentações. Carmen, Irina, essa é minha mãe, Esme Swan. E mãe, essas são Carmen e Irina Denali...
— Sou a namorada do Carlisle e Irina é minha filha, ou seja, a enteada. – Carmen terminou a apresentação por mim.
— Então vocês voltaram? – Não me convite em perguntar.
— De fato só tivemos um pequeno desentendimento, no entanto, relações não terminam por tão pouco. Conversamos e esclarecemos os assuntos necessários, agora estamos bem.
— Que bom, fico feliz em saber. – Respondi.
Carmen assentiu e virou para falar com minha mãe.
— Se você é a mãe da Bella, quer dizer que é a ex-mulher do Carlisle.
— Não. Carlisle e eu nunca fomos casados para que hoje ocupe o posto de sua ex-mulher. Sou a mãe da filha dele e isso é tudo.
— Mesmo assim, esse não é um posto pequeno. De todo modo acredito que tenham um marco especial.
— Bella é nosso marco especial. Somos pais de uma mulher maravilhosa, isso nos liga e da muito orgulho, mas tirando esse fato não há nada mais que nos ligue. Hoje em dia não passamos de meros conhecidos.
— Não pense que falei isso por ciúme ou algo assim, apenas atestei um fato. Também não estou mais com o pai de Irina, porém diferentemente de Carlisle, ele não era um homem muito integro e que valia a pena manter contato.
— A seu ver Carlisle é um bom homem e seu ex-marido...
— Sim, fomos casados.
— Certo. A sua concepção ambos são homens distintos e apresentam características que a fez escolher manter uma relação com um e querer distância do outro. Não chego a querer distância total de Carlisle e diante das coisas que sei hoje em dia, imagino que seja realmente um bom homem, porém como disse, o vejo apenas como um conhecido com quem tive uma filha. – Mamãe terminou de falar.
— Perdão por interromper o assunto, mas temos que ir mamãe. – Irina falou.
— É claro querida. Foi bom revê-la Bella e um prazer conhecê-la Esme.
— Igualmente Carmen. – Mamãe respondeu, enquanto assenti.
Trocamos cumprimentos de despedidas e as duas saíram.
— Ai está, agora a senhora teve o prazer de conhecê-las. – Comentei, obviamente de forma irônica.
— Não foi tão ruim. A moça penso ter visto antes no Pub?
— Sim. Irina o frequenta de vez em quando.
— Certo. E a mãe não me inspirou nada de mais. Acredito que ambas pertencem realmente à elite londrina, mas é a única coisa que tenho a falar no momento.
— Sério? Não tem comentário algum sobre o interrogatório da Carmen sobre o papai?
— Não. Se eles tem algo é normal que ela queira saber coisas sobre a vida do parceiro. Não vi problema em deixar totalmente claro minha opinião sobre seu pai.
— Isso a senhora não vê problema em falar, mas o que realmente importa não diz nenhuma palavra, não é?
— Não sei a que está se referindo, porém já está na nossa hora também. Você tem que voltar ao trabalho e prometi a minha mãe que a encontrarei para passarmos a tarde juntas...
Com isso mamãe encerrou o almoço e mais uma vez fugiu dos meus questionamentos.
Porém aproveitei o ensejo para perguntar ao papai sobre sua volta com Carmen, que até o dia do encontro não sabia de fato que tinha acontecido, mas assim como ela, papai apenas explicou que eles conversaram e decidiram dar continuidade a relação.
Além de muitos outros fatores, papai e mamãe são perfeitos um para o outro por conta da forma evasiva que lidam com determinados assuntos, ás vezes me pergunto de quem puxei meu interesse e falta de passividade, já que ambos parecem cópias fieis em certos aspectos, porém eles que me aguardem...
— Em que tanto pensa? – Rose questionou ao meu lado.
— Em várias coisas.
— Ansiosa para a apresentação de mais tarde?
— Sim, estou.
— Quero dizer para ficar tranquila, mas diante do que houve na última vez que apresentaram uma composição, imagino só quais surpresas os esperam essa noite. – Sorrindo assenti.
Edward e eu apresentaremos hoje a segunda canção que compusemos juntos.
Quando escolhemos a data achamos que estaríamos cercados por todos nossos amigos e familiares, porém a realidade mostrou-se bem diferente.
A começar por Jasper e Alice que não estão aqui, pois amanhã prestarão mais uma prova universitária, então além de não quererem se desgastar ficando até tarde no Pub, estão usando esse tempo para estudar e ao mesmo tempo descansar a mente para amanhã.
Lamentamos muito a ausência dos dois, mas entendemos seus motivos e já estamos marcando uma apresentação especial na pousada para todos que perderão o momento.
Mamãe também não pôde vir, pois passará à noite na casa dos meus avós. Vovô está gripado, apesar de ser algo leve, ela preferiu dar um auxilio a vovó e passará o fim de semana com eles.
E para finalizar, nem meu pai está na cidade, ele foi a um congresso de medicina, voltará amanhã, mas também não poderá assistir nossa apresentação.
Com isso contaremos com o apoio, presencial, apenas de Emm e Rose, quer dizer, é claro que não conto com a presença de Irina como um dos meus amigos ou pessoa que ao menos está torcendo por nós, porém nessa noite a mesma também está presente.
Ela esteva aqui no fim de semana passado quando anunciamos que mostraríamos uma nova canção, veio ontem e agora está marcando presença novamente, porém desde a semana passada, diferentemente das primeiras vezes que compareceu, está sozinha.
É claro que não serei hipócrita ao ponto de ir questionar porque a escolha de vir só, se ela gosta tanto do Pub que não importar-se em frequentá-lo mesmo sem companhia, é uma escolha sua.
E como também em todos os dias, comporta-se como qualquer outra cliente, não é da minha conta o que faz ou deixa de fazer com sua vida.
Deixando-a completamente de lado, concentrei-me no trabalho e também na expectativa para daqui a pouco quando subirmos ao palco.
Diferentemente da primeira vez que apresentamos uma canção nossa, que deixamos como surpresa para o fim de tudo, hoje começaremos justamente por ela e a partir dai prosseguiremos com a programação normal.
Então quando o momento chegou e Emm passou a deixa para nós, Edward e eu assumimos os microfones envoltos a muita expectativa, mas também cheios de orgulho, por mais uma vez divulgar ao mundo algo exclusivamente nosso...
— Boa noite a todos. Espero que estejam tendo uma ótima noite. – Comecei. – Acredito que alguns saibam, mas não me importo em falar novamente. Edward e eu além de cantar covers amados por todos, também nos aventuramos compondo algumas canções. Já apresentamos uma dessas músicas aqui e como tivemos um ótimo retorno, estamos nos arriscando novamente e trazendo a vocês mais uma canção.
— Toda e qualquer apresentação que fazemos carrega uma expectativa e emoção diferente, mas apresentar algo nosso, nunca antes visto por ninguém, além de nós dois, tem uma pitada de adrenalina diferente. Então é com orgulho que começaremos a noite de hoje com nossa nova música. Esperamos de coração que gostem, ao fim de tudo queremos saber as opiniões sinceras de todos.
Assim ele começou os acordes no violão.
Diferentemente da maioria das músicas que cantamos, até mesmo de Venha Comigo, que por ser uma canção mais animada resolvemos apresentar com o teclado de acompanhamento, essa por ser uma balada, escolhemos dar um toque mais íntimo e profundo.
Então no momento certo comecei a cantar...
Para Sempre Te Amarei
Encontro-me sempre distraída.
Mais uma vez pensando em você.
Como sempre uma lágrima cai.
E fico sem saber se algum dia poderei te ter!
Carrego você sempre no pensamento.
Nem por um momento consigo tirar você de mim.
Por que será que é tão difícil amar assim?
Eu só quero sentir um dia à alegria.
Que é ter você para sempre junto a mim.
Para sempre te amarei,
E de você nunca me esquecerei.
Gosto tanto de te amar,
Mas tenho medo de falar.
Eu só quero um dia poder.
Em seus lábios me perder
E em seus braços me encontrar.
E assim para sempre ficar.
Tenho tanto medo.
De te olhar nos olhos e dizer o que sinto.
Mas com isso fico tão mal.
Carrego você sempre no pensamento.
Nem por um momento consigo tirar você de mim.
Por que será que é tão difícil amar assim?
Eu só quero sentir um dia à alegria.
Que é ter você para sempre junto a mim.
Para sempre te amarei,
E de você nunca me esquecerei.
Gosto tanto de te amar,
Mas tenho medo de falar.
Eu só quero um dia poder.
Em seus lábios me perder
E em seus braços me encontrar.
E assim para sempre ficar.
Será que algum dia poderei sentir você?
Ficar ao seu lado?
E demonstrar o que realmente sinto?
Só quero poder ficar contigo e ser feliz até o fim...
Para sempre te amarei,
E de você nunca me esquecerei.
Gosto tanto de te amar,
Mas tenho medo de falar.
Eu só quero um dia poder.
Em seus lábios me perder
E em seus braços me encontrar.
E assim para sempre ficar...
Quando terminamos a música recebemos muitos aplausos e sons de alegria, os mesmos foram tão intensos que quase não conseguimos iniciar a próxima canção, agora uma da nossa playlist de covers, porém empolgadíssimos com a boa recepção da nossa música prosseguimos com a apresentação...
— Não vou dizer que foram excelentes, porque já está batido. Mas caramba, vocês se superam a cada dia. Não tenho dúvida que a vaga de ambos na RAM já está garantida. – Emm comentou quando o encontramos acompanhado de Rose após terminar o show.
— Emm tem razão. Vocês foram incríveis. Ai está a balada que esperava. Que letra linda...
— Obrigada. Aos dois, pelos elogios e todo apoio. – Agradeci.
— Sim. Vocês meio que tem muita parte na nossa história. Se não tivessem me dado à chance de cantar, talvez Bella e eu não tivéssemos começado essa parceria também e quem sabe o que estaríamos fazendo. – Edward comentou.
— Ok, podem parar com isso. Não chorei nem ouvindo a música, querem me fazer chorar agora? – Emm brincou. – Pode ser que tenhamos aberto uma porta, mas o que conquistaram até aqui, é mérito único e exclusivo de vocês.
Continuamos conversando e interagindo até próximo da hora do Pub fechar.
Como não viemos de carona com Jasper, optamos por vir de bicicleta, por conta da época do ano, mesmo no início da noite ainda estava claro, mas agora voltaremos de carona com Emm, que para nossa sorte tem um carro que cabe perfeitamente à bicicleta, assim não teremos que deixá-la para trás.
Quase prontos para fechar, notamos a presença de um cliente, mas não qualquer cliente, Irina encontra-se sentada no mesmo lugar que passou toda a noite, porém pela expressão em seu rosto não imagino que esteja em muitas condições de ir para casa sozinha.
— Pelo que um dos garçons falou, ela bebeu bastante. – Rose comentou, quando Edward e eu tocamos no assunto.
Trocamos um olhar e mesmo sem falar nada decidimos ir até sua mesa.
— Irina? – A chamei.
— Oi? – Ergueu a cabeça. – Olha só se não é o casal mais fofo e apaixonado do mundo...
— Não temos tempo para seus deboches. – A interrompi. – Você veio de carro?
— É claro que vim de carro. Acha que ando por ai de transporte público ou em uma simples bicicleta como vocês dois?
— Ela não tem condição alguma de dirigir nesse estado. Apesar das respostas afiadas, é notável que não pode pegar um carro. – Edward comentou.
— Eu sei. Irina? – Ela novamente voltou seus olhos a nós. – Tem alguém que possamos ligar para que venha te buscar?
— Que fofos. Vocês estão preocupados comigo? Não precisam, estou muito bem. Vou embora assim como vim, sozinha. – Ela fez menção de levantar da cadeira, mas se enrolou e se não a tivéssemos segurado teria caído com tudo no chão.
— Você com certeza não vai voltar dirigindo. – Edward enfatizou.
— Estou bem. Só levantei muito rápido, já estou bem, podem soltar. Não precisam fingir preocupação.
— Ouça aqui. Mesmo que não nos importássemos que algo ruim acontecesse com você, me preocupo com as pessoas inocentes que podem ter suas vidas prejudicadas por conta da sua imprudência. Então deixe de ser uma menina mimada e diga se tem alguém que podemos chamar para vir buscá-la. – Edward falou e nunca o vi tão sério em toda minha vida.
Mas também imagino que tipo de lembrança essa atitude de Irina lhe despertou, saber que por conta de alguém tão imprudente quanto ela, seus pais perderam a vida...
— Eu voltaria para meu apartamento, porém minha mãe não está. Ela foi ao congresso com o seu papai. – Apontou em minha direção. – Porém talvez meu avô esteja em casa. Já que querem tanto saber de alguém.
— Ótimo. Bella pegue o celular dela e ligue para o avô, veja se ele pode vir buscá-la. – Fiz conforme Edward falou e peguei a bolsa de Irina, que está sobre a mesa puxando seu celular e iniciando a chamada.
O número do avô tocou até cair na caixa postal, tentei mais três vezes e deu a mesma coisa, porém sem me dar por vencida procurei pelo telefone da casa, a ligação foi atendida por uma empregada que informou que o Sr. Denali não se encontra, tão pouco o motorista, mas que se pudermos levar Irina para lá, que ela será cuidada por eles.
Pedi o endereço da casa, pois tenho certeza que Irina não está em condições de informá-lo. Ao fim da ligação contei a Edward o que a empregada falou.
— Certo, posso fazer isso. A levarei até a casa do avô.
— Tudo bem, avisarei ao Emm que não iremos com eles. Deixaremos Irina na casa do avô e voltaremos de táxi.
— Acho que não querida. Meu carro é um conversível, portanto só tem dois lugares. – Irina respondeu quebrando minha linha de raciocínio.
— Não tem problema Bella. Você vai para a pousada. Depois que deixar Irina pego um táxi e vou para casa.
— Tem certeza? Podemos pedir para Emm acompanhá-lo e depois nos dar uma carona.
— Não precisa. Assim que deixar Irina em casa tomo um táxi e vou embora. Mas quero que vá com Emm e Rose, leve a bicicleta e fique segura, chegarei logo depois de você. – Sabendo que é a alternativa do momento, acabei concordando.
Fui avisar Emm e Rose sobre o acontecido, Emm também ofereceu acompanhar Edward, mas o mesmo recusou afirmando que não precisa, que agradece por me deixarem na pousada e que logo retornará para casa.
Acompanhamos os dois até o carro de Irina, que é realmente um modelo esportivo que só comporta dois passageiros, ela conseguiu entrar sozinha e sentar no banco do passageiro, me despedi de Edward com um beijo terno e a promessa de nos vermos logo, assim ele ligou o carro e saiu.
Sozinha com Rose e Emm, o vi colocar a bicicleta no carro e seguirmos até a pousada. Durante o caminho não falei muito, focada no celular em busca de notícias de Edward, apesar de saber que ele com certeza não é do tipo imprudente que arriscaria mandar mensagem enquanto dirige.
Quando chegamos à pousada Emm me ajudou a tirar a bicicleta, agradeci a carona e prometi informá-los quando Edward chegar. Com cuidado entrei com a bicicleta, guardando-a no armário atrás da porta, que é seu lugar fixo, então subi.
Ao passar em frente aos quartos decidi seguir ao de Edward, para ficar a sua espera. Entrei no mesmo sentindo seu perfume e encontrando sua cama bem arrumada.
Olhei o celular, mas ainda não tem uma nova mensagem, apesar de ter pegado o endereço da casa do avô da Irina, como não conheço quase nada em Londres, não sei dizer a que distância fica a mesma e quanto tempo levará para chegar.
Sentei na cama e puxei um dos travesseiros para perto, mesmo sem deitar, apoiei a cabeça no mesmo pensando em tudo que vivemos hoje e em como estava ansiosa para chegar e comemorar com Edward, quer dizer, ainda poderemos comemorar quando ele chegar, apenas tivemos um adiamento inesperado dos planos...
Acredito que acabei pegando no sono, pois despertei com o barulho do celular tocando.
Olhei o quarto não encontrando sinal algum de que Edward já chegou.
Ao olhar o aparelho não reconheci o número, porém mesmo assim atendi.
— Alô.
— Srta. Swan?
— Sim. Quem fala?
— Aqui é Eleazar Denali.
— O avô da Irina.
— Exatamente.
— O senhor está com ela? Meu namorado foi deixá-la na sua casa, mas até agora não voltou.
— É justamente por isso que estou ligando.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. Acabei de receber uma ligação informando que Irina e seu namorado sofreram um acidente.
— Ah meu Deus. Como eles estão?
— Bem. Aparentemente. Porém isso não é o fato mais grave.
— O que pode ser mais grave do que o fato de terem sofrido um acidente?
— Pelo que entendi o carro bateu. Eles não apresentaram ferimentos graves, mas seu namorado foi levado à delegacia, por ser o condutor e ter apresentado alto teor alcoólico no sangue, ocasionando assim no acidente.
— O que?
CONTINUA.
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