Para Te Encontrar

2 Capítulo 1 - Um Mundo Novo


Notas iniciais
Olá, hoje é segunda-feira, o que significa que é dia de PTE. Gostaria de começar já agradecendo a todas que comentaram, ou apenas marcaram no acompanhamento, mostrando assim interesse em conhecer mais dessa história que tenho planejada há tanto tempo e com muito carinho. Então sem mais delongas, eis aqui o primeiro capítulo. Capítulo Postado Em: 09/09/19

POV Bella

Aos 19 anos posso dizer que nunca fiz uma loucura tão grande como essa, sempre fui uma boa filha e amiga para minha mãe. Afinal de contas por toda vida fomos apenas nós duas.

Dona Esme é mais do que poderia pedir como mãe, ela sempre foi meu porto seguro, minha conselheira, companheira, amiga, mãe e pai. Durante toda nossa vida batalhamos muito para conseguir viver bem, mamãe nasceu na Inglaterra, lugar onde viveu até sua adolescência quando teve que se mudar para os Estados Unidos, posso afirmar que foi por minha causa.

Ela engravidou ainda jovem, não contou com o apoio da família que a expulsou de casa quando soube da gravidez precoce e depois do término do namoro com meu pai, decidiu deixar tudo para trás, sua família, amigos, seu país e por último seu amor...

Apesar de uma grande mágoa pela forma como as coisas aconteceram entre os dois, eu sei que minha mãe nunca deixou de amar meu pai, acho que essa é a beleza do amor, mesmo que tenhamos todos os motivos do mundo para não gostarmos mais da pessoa, esse sentimento forte nos prende e faz parecer que todas as outras coisas são insignificantes perante ele.

Com uma filha no ventre, contando com o dinheiro que juntou para cursar uma boa faculdade e uma mala, ela partiu. Veio descobrir um novo mundo onde pudesse viver bem e me criar.

Não foi fácil ser mãe solteira em um país desconhecido e de costumes diferentes do seu, mas ela foi mais forte e batalhadora, passou por cima de muitas adversidades para conquistar uma vida digna a nós duas.

O único emprego que encontrou que aceitou suas condições foi o de garçonete em uma lanchonete familiar. Ela pertencia a latinos, pessoas gentis que não se importaram em dar emprego a uma estrangeira grávida, com o passar dos anos e a convivência, minha mãe muito esforçada desenvolveu o maravilhoso dom para cozinhar e hoje trabalha em um bom restaurante como chefe de cozinha.

Desde que nasci, ou antes, até, mamãe vem dedicando sua vida a mim, sempre preocupada para que nada material me falte e o principal seu carinho e amor, nós sempre fomos muito unidas, ela é a pessoa mais especial que conheço no mundo, meu modelo de pessoa a seguir.

Com seus sacrifícios me deu a oportunidade de estudar em bons colégios, fazer atividades de lazer como aulas de canto, uma paixão muito particular, entre outros. Hoje temos uma vida estável e consideravelmente boa, nosso apartamento é aconchegante e confortável perfeito para duas meninas viverem bem, como ela sempre diz, somos quase que as meninas superpoderosas, mas sem a terceira integrante.

Apesar de todos seus esforços em tentar fazer com que nada me faltasse, algo muito importante sempre faltou, a nós duas. A presença do meu pai. Até nesse aspecto ela foi mais do que sincera comigo, quando atingi idade suficiente para entender o porquê de não ter um pai ou qualquer outro familiar nosso, ela sentou e contou toda sua história.

De como era uma menina doce, meiga e sonhadora, de quando os dois se conheceram, a forma como se apaixonaram, mas tudo se perdeu quando ela engravidou, falou dos meus avós que praticamente a expulsaram de casa, ao induzir que não lhe dariam apoio caso ela quisesse prosseguir com a gestação. E do papai que não lhe deu ao menos a oportunidade contar sobre a gravidez, terminando tudo e a magoando profundamente com suas palavras no processo.

Quando descobri isso passei algum tempo me martirizando se deveria amar e sentir falta de pessoas que foram capazes de fazer tanto mal a uma pessoa tão incrível como a mamãe, com o passar dos anos criei um objetivo de vida, um dia quando crescesse e tivesse condições, iria à Inglaterra procurar pelo meu pai e entender o porquê de ter feito tudo isso, porque nos abandonou antes mesmo de me conhecer.

Desde que coloquei esse pensamento na cabeça procurei formas de realizar essa ideia, infelizmente tive que fazer algo que detesto, esconder esse desejo da minha mãe. Sei que o que estou fazendo não é errado, mas ela não iria apoiar a ideia de procurar meu pai depois de tantos anos, só que não faço isso apenas por mim e sim por ela também, meu pai não deixou apenas sua namorada grávida, mas também a mulher que mais o amou na vida.

Mesmo depois de tantos anos minha mãe nunca conseguiu refazer sua vida sentimental, não tenho na memória até hoje de tê-la visto em algum relacionamento e fico com o coração em pedaços por vê-la sozinha pensando ainda em um amor que não pôde viver.

Com todos esses fatores há alguns meses reuni tudo o que seria necessário para fazer minha viagem, passaporte, dinheiro, pistas de como e onde começar a procurar meu pai. Planejei tudo nos mínimos detalhes, a única coisa que não consegui fazer foi encontrar uma forma de não magoar minha mãe com tudo isso.

Assim como um dia mamãe guardou dinheiro para cursar a faculdade e teve que usá-lo para outras finalidades, estou fazendo a mesma coisa, o dinheiro do fundo da universidade vai ser o meu meio de realizar esse sonho, encontrar, conhecer, amar e ter finalmente um pai.

Sei que vou deixá-la muito triste e chateada com minha atitude, mas é um mal necessário por uma causa maior, só espero que no fundo esteja fazendo o certo, arriscando meu futuro universitário, arriscando magoar minha mãe para encontrar um homem que nem sabe da minha existência.

Com essa decisão tomada parti rumo ao desconhecido, acabei de entrar na aeronave que me levará à realização de um sonho ou a destruição do mesmo, tudo dependerá de como as coisas acontecerão quando encontrar meu pai.

Quando sentei na poltrona me permiti chorar pela saudade que já sentia da mamãe, e por saber que ela ficará triste ao ler a carta e ver o que decidi fazer da minha vida. Quando a deixei dormindo tranquilamente nessa madrugada não me permiti observá-la muito durante seu sono, ou acabaria desistindo, então logo sai deixando o conforto do nosso apartamento e sua segurança para trás.

O voo foi longo, mas confortável apesar das mais de sete horas dentro da aeronave o tempo passou voando – literalmente – e nesse período em que estive presa cruzando os céus do oceano Atlântico só pude ficar ansiosa e um pouco temerosa sobre tudo que me espera nesse novo plano de vida.

Quando a aeromoça nos pediu para ajeitar as poltronas e afivelar os cintos afastei a cortina e fiquei observando a beleza da cidade de Londres, sempre enquanto fazia alguma pesquisa sobre o lugar onde meus pais nasceram ficava encantada com o mesmo, o país em si tem uma magia diferente, algo como romance de época, histórias medievais de sacrifício e amor.

Pensar nesse tema me faz lembrar como sou parecida com minha mãe até nesse aspecto, nós duas somos românticas incuráveis de chorar em todo e qualquer filme ou livro que retrate sobre o tema, mas nunca encontramos alguém para nós, para podermos amar, o caso da minha mãe como já relatado é porque seu coração pertence a apenas um homem, meu pai. E eu? Nunca encontrei alguém que me tocasse para despertar esse sentimento, sou nova ainda sei disso, mas meus pais nessa idade já estavam até me fazendo...

Ri desse pensamento bobo e me preparei para desembarcar, depois de sair do avião fui pegar minhas malas e segui em direção à sala de desembarque, ao passar pelo portão vi várias pessoas esperando seus familiares, amigos, colegas ou apenas conhecidos, e me vi sozinha sem ninguém a espera nesse lugar desconhecido.

Resolvi não me abater sobre o fato de estar sozinha e desprotegida em um lugar novo, vesti minha capa de forte e independente e segui caminho. Sai do saguão do aeroporto e fui em direção aos pontos de táxi, um luxo que não poderei exercer sempre já que estou com o dinheiro contato na ponta do lápis para tudo que vou precisar. Graças a Deus enquanto fazia minhas pesquisas descobri uma charmosa pousada bem localizada perto o suficiente dos lugares aonde irei de início para começar as buscas ao meu pai.

Encontrei um táxi vazio e após acertarmos a corrida já com as coisas postas no carro e eu acomodada no banco de trás informei ao taxista o endereço, ele seguiu o trajeto e fiquei em silêncio por todo o percurso, apenas observando admirada mais uma vez com tudo que a cidade oferece.

Quando sai dos Estados Unidos foi por volta de 4h da manhã, ao pousarmos o horário indicava algo próximo das 17h, horário local, mas com o tempo de desembarque e todos os procedimentos feitos até o momento quando olhei o relógio do taxi vi que já era 18h, a hora do Crepúsculo por aqui.

Porém com o fuso em casa deve ser meio dia horário que a mamãe está no restaurante arrumando as coisas para o almoço e pensando no cardápio mais elaborado para o jantar. Suspirei ao pensar nela, será que conseguiu ir trabalhar bem? Um pouco menos preocupada do que imagino que esteja, terei que confirmar isso mais tarde quando arrumar uma forma de falar com ela.

O taxi parou e olhei para fora encontrando a casa de dois andares que vi pelas fotos na internet, desci ainda admirando sua construção, enquanto isso o taxista ia tirando as malas do carro, após deixar todas na frente da porta e acertarmos a corrida ele se foi enquanto permaneci ali parada sem saber ao certo o que fazer, procurei então por uma campainha e quando vi que não tinha resolvi usar o método antigo e bater na porta, após fazer isso ouvi passos e logo à porta abriu revelando uma mocinha tão jovem quanto eu.

— Boa noite, em que posso ajudá-la? – Ela falou.

— Oi, gostaria de me hospedar aqui, será que vocês têm vaga? – Respondi.

— Sim entre, por favor, vou avisar a vovó que teremos uma nova hóspede. – Ela indicou para que pudesse segui-la, então me ajeitei para entrar com as malas, mas seria uma tarefa meio difícil de fazer sozinha, já que estava com duas malas grandes de rodinhas, mais uma bolsa grande de levar na mão, além da minha bolsa de ombro. A mocinha vendo que não seria uma tarefa fácil de fazer falou. – Gostaria de ajuda com as malas?

— Eu agradeceria bastante. – Sorri, ela entrou puxando uma das malas de rodinhas enquanto entrei puxando a outra e segurando a bolsa no braço. Entramos em um ambiente quente e aconchegante, era uma mistura de recepção com sala de estar, havia um balcão com indicações, folhetos, chaves entre outros atrás e sobre o mesmo, bem em frente ficavam os sofás direcionados a um jogo de rake com televisão e quadros adornando a decoração, em outra extremidade da sala havia poltronas em frente a uma lareira que estava acessa fazendo assim o clima da sala mais aconchegante. E colocado estrategicamente em um canto mais reservado de todo aquele espaço estava um lindíssimo piano de calda. Após fazer essa observação voltei meu olhar à mocinha que estava ao meu lado. – Aqui é muito bonito e aconchegante.

— Obrigada acho que temos sempre que deixar o lugar que moramos aconchegante não é? – Assenti concordando. – Você tem ideia de quanto tempo vai ficar?

— Sinceramente não, vim resolver alguns assuntos, espero conseguir resolvê-los rápido, mas não tenho uma previsão completa de quanto tempo ficarei.

— Tudo bem você não precisa se preocupar, é só que precisaremos ter uma ideia de que tipo de contrato fazer para você, se quinzenal ou mensal. Mas isso você vê com a vovó, ela já está vindo. – Quando acabou de falar uma senhora entrou vindo em nossa direção.

— O que foi Mary Alice?

— Essa moça vovó, ela quer um quarto para ficar. – Imediatamente a senhora virou para falar comigo.

— Pois não senhorita, você gostaria de um quarto? – Balancei a cabeça concordando. – Certo e pretende ficar quanto tempo?

— Ainda não sei senhora, acabei de dizer a sua neta que vim para resolver uns assuntos, mas sem previsão de volta.

— Tudo bem, então faremos um contrato quinzenal pode ser? E caso você queira ficar por mais tempo poderemos mudá-lo para pagamento mensal, como preferir.

— Por mim tudo bem, agradeço a hospitalidade.

— De nada querida, agora vamos aos tramites. – A senhora e sua neta passaram para detrás do balcão onde começaram os tramites. – Você poderia me dar seus documentos para fazermos o registro?

— Claro. – Peguei os documentos necessários na bolsa e lhe entreguei.

— Sem querer parecer inconveniente, mas você não é daqui, não é mesmo? – A senhora me perguntou.

— Não senhora, sou americana, mas meus pais são ingleses. – Respondi rapidamente, vai que eles aqui fossem conservadores demais e não gostassem dos americanos, pelo menos poderia alegar que meu sangue é inglês também.

— Não se preocupe querida não temos nada contra os americanos, perguntei apenas pelo seu sotaque, você tem trejeitos ingleses sim, mas não o tom de voz. – Ela respondeu.

— Se seus pais são daqui, porque está se hospedando conosco? Está fugindo de casa? – A menina me perguntou.

— Mary Alice!

— Não, tudo bem, minha mãe ficou na América que é onde moramos, eu vim sozinha mesmo.

— Certo perdoe a curiosidade e indelicadeza da minha neta, e aqui estão seus documentos, já irei imprimir o contrato para que você assine e lhe entregar as chaves do quarto, de qualquer forma seja bem vinda Srta...

— Isabella, Isabella Swan. – Achei muito delicado, ela perguntar meu nome, mesmo após lê-los nos documentos. – Mas podem chamar de Bella é como todos me tratam.

— Muito bem, eu sou Elizabeth e esta como você já deve ter percebido é minha neta, Mary Alice.

— Só Alice, por favor, apenas vovó insiste em me chamar pelos dois nomes.

— Não tem porque não lhe chamar pelos nomes que seus pais lhe deram Mary Alice.

— Se a senhora achar melhor pode me chamar de Isabella mesmo, ou Isabella Marie que são meus nomes também, como preferir. – Falei para dona Elizabeth.

— Não diga isso à vovó porque com certeza ela irá pegar a mania de lhe tratar pelos dois nomes. – Alice falou.

— Poderei mesmo Mary Alice, você parece que não entende a beleza de possuir dois nomes, e se não lhe for ruim provavelmente irei lhe chamar pelos dois nomes mesmo Isabella Marie.

— Como à senhora preferir, não me importo. Realmente Isabella Marie não é tão ruim assim. – Sorrimos em conjunto. Ela me deu o papel para assinar mostrando os termos e conclusões de tudo e depois de assinar Alice me deu uma chave dizendo ser do meu quarto.

— Você irá precisar de ajuda com as malas? – Dona Elizabeth perguntou.

— Provavelmente sim, para entrarmos Alice me ajudou. – Ao dizer apenas seu segundo nome vi a animação da menina que piscou para mim.

— Muito bem irei chamar meu neto para ajudar a levá-las até o quarto, infelizmente não possuímos elevador aqui.

— Mas todos os quartos tem banheiro próprio isso é algo que não se encontra em qualquer lugar. – Alice rapidamente completou e eu sorri, ela parecia ser muito divertida e espontânea com certeza poderíamos virar boas amigas. Dona Elizabeth apenas balançou a cabeça provavelmente recriminando a atitude da neta. Logo em seguida ela pegou um telefone e discou, em seguida falando.

— Edward Anthony venha aqui, por favor. Temos uma nova hóspede e precisamos de você para levar as malas até o quarto, muito bem querido estarei te esperando. — Ela desligou e voltou a falar conosco. – Meu neto já vem para lhe ajudar querida. – Assenti enquanto esperávamos resolvi tirar meu sobretudo porque o ambiente aqui dentro estava realmente quente e não havia necessidade de ficar com ele.

— Nossa sua roupa é tão bonita, você se veste tão bem. – Alice falou.

— Obrigada, na verdade comprei essa roupa para viajar como viria para um lugar frio tive que dar uma mudada no guarda roupa.

— Está realmente muito bem vestida menina, tem a classe dos ingleses. – Corei com o elogio de dona Elizabeth.

— Muito obrigada, vocês estão sendo mais do que gentis comigo, de verdade agradeço a atenção e hospitalidade. – Antes que elas pudessem falar algo uma terceira voz se fez presente, me dispersando totalmente do foco de conversa que estávamos tendo.

— Pronto vovó já estou aqui. – Virei creio que em câmera lenta e ainda bem que o fiz assim, porque se já tinha ficado fascinada pelo timbre da voz com aquele sotaque perfeito que só os ingleses têm, quando vi a fisionomia do rapaz tive que me segurar no balcão para não desmaiar ou cair igual a uma menina boba que nunca viu um homem bonito na vida, quer dizer desse jeito realmente nunca vi.

— Edward Anthony, essa é Isabella Marie, nossa nova hóspede. – Dona Elizabeth nos apresentou.

— Muito prazer, pode me chamar apenas de Edward. – Ele falou estendendo a mão, peguei mais por reflexo do que propriamente por noção do que ocorria comigo.

— Ela já está familiarizada com o costume da vovó maninho.

— O prazer é meu. E pode me chamar do que quiser. – Para tudo, eu disse mesmo isso? Por favor, cérebro volte a funcionar antes que esse homem lindo me ache uma retardada mental.— Quer dizer meu nome é Isabella, mas as pessoas me chamam de Bella, porém se quiser fazer como sua avó e me tratar por Isabella Marie, não vou me importar. – Certo boca agora você já pode se calar que não está ajudando no processo de não me fazer parecer uma louca.

— Vamos deixar essa formalidade toda apena para a minha avó, te chamarei de Bella, pode ser? – Assenti, sem coragem de pronunciar mais nada.

— Pois bem meu querido agora que vocês já foram apresentados pode subir com as coisas da Isabella Marie para que ela possa se arrumar e logo descer para o jantar, e você Mary Alice ajude-os também. – Fizemos o que dona Elizabeth falou e fomos levar minhas coisas.

Edward pegou uma das malas de rodinhas, peguei a outra, enquanto Alice levava a bolsa, os segui pela escada que tinha na lateral do corredor ao lado do balcão, fomos em silêncio e depois do pequeno esforço de subir com as malas chegamos à parte que eles disseram ser dos quartos, Alice andou na frente e parou diante de uma porta indicando ser o meu, peguei a chave que elas me deram e rapidamente abri para que pudéssemos entrar.

Ao fazê-lo tomei um choque ao ver a beleza e delicadeza na decoração do quarto, as cores se contrastavam em tons neutros de marrons frios, pastéis e branco, a cama com dossel lembrava novamente os contos medievais dos séculos passados, os adereços do quarto também todos muito bem posicionados, um guarda-roupa na lateral da parede e uma cômoda em frente à cama com espelho em cima e ao lado dela uma porta que deveria ser o banheiro e atrás da cama tinha uma janela que quando me aproximei vi a linda vista de campos e belas paisagens.

— Precisa de mais alguma coisa Bella? – Dispersei da minha análise do quarto quando a voz da Alice me trouxe de volta.

— Ah não, por enquanto não, obrigada pela ajuda.

— Não há de que, iremos deixá-la a sós para que possa descansar, o jantar será servido daqui a pouco às 20h é só descer que alguém te levará até a cozinha. – Edward falou dessa vez. Assenti concordando, saíram do quarto e após fechar a porta me dei ao luxo de agir como uma menina e me jogar em cima da cama.

Suspirei sem acreditar realmente em tudo o que estava acontecendo, que havia deixado minha casa e a segurança que só o meu lar tem, para cruzar o oceano e vir em busca do meu pai e agora estou aqui em um lugar totalmente desconhecido, mas graças a Deus aparentemente próxima de pessoas boas e que podem ter muito a me oferecer.

Resolvi tomar um banho e trocar a roupa de viagem que passei o dia inteiro, me despi e abri a bolsa onde coloquei as coisas mais fáceis, fui ao banheiro e assim como todos os ambientes não poderia ser menos perfeito, tudo limpo e organizado, mas não parei muito para analisar entrei logo embaixo da ducha e me deliciei com a água quente caindo sobre meus ombros cansados, fiz tudo o que tinha para fazer e sai voltando ao quarto e escolhendo outra roupa sociável e quentinha para poder descer e jantar.

Depois de vestida novamente, perfumada e penteada arrisquei sair do quarto. Desci as escadas e ao chegar de volta à sala Alice estava no balcão mexendo em alguns papéis, mas parou rapidamente quando me viu.

— Ah que bom que chegou Bella estava apenas te esperando para irmos comer.

— Obrigada e espero não estar atrapalhando.

— Não tem nada, vamos. – Segui com ela pelo corredor, mas dessa vez fomos até o final onde está a cozinha que é dividida por um enorme balcão com porta, de um lado às mesas para que as pessoas se sentem e ao meio uma mesa maior onde as comidas ficam expostas e do outro lado tem a parte com utensílios de cozinha mesmo, como fogão, pia, geladeira, armário, etc.

Alice muito gentilmente me convidou para comer com sua avó e irmão, me declinei por um momento em aceitar, mas depois de muita insistência por parte dela acabei me dando por vencida, durante o jantar não falamos muito, uma regra básica da etiqueta inglesa, o momento da refeição é sagrado e não deve ser preenchido por conversas e assuntos adversos a refeição.

Depois que terminamos tudo Alice perguntou se eu queria ficar um tempo com ela na sala, e mesmo correndo o risco de parecer mal educada, recusei dizendo que estava cansada e iria subir para dormir, ela pareceu entender bem e seguiu o caminho enquanto subi para o quarto, quando virei na direção da escada vi que Edward que estava vindo atrás de nós, então fez o mesmo caminho que eu e juntos subimos naquele pequeno espaço, que de repente pareceu esquentar um pouco mais.

— Minha irmã é um pouco hiperativa demais, espero que não se importe. – Ele falou iniciando um assunto.

— Ela é um doce, espero não tê-la chateado em não aceitar ficar um tempo na sala, mas realmente estou cansada da viagem.

— Não se preocupe, Alice é espontânea demais até mesmo para se importar com algo tão simplório assim e deve ter sido uma viagem realmente cansativa, passar tantas horas em um avião sem contar o fuso horário dizem que isso mexe com a gente.

— Pode acreditar que sim, eu nunca havia viajado para tão longe e passado tanto tempo dentro de um avião, estou admirada de não ter desmaiado ainda de cansaço. – Fomos caminhando até que vi que ele havia parado e consequentemente eu também, estávamos em frente ao meu quarto.

— Não irei mais incomodá-la também, pode entrar e descansar.

— Você não me incomoda. – Falei rápida demais sem pensar direito no que estava dizendo. Ele sorriu, um sorriso torto, me senti uma garota forte nesse momento por não desmaiar.

— Obrigado, mas não precisa ser gentil e ficar aqui em pé apenas conversando comigo. – Se quiser podemos entrar no meu quarto, pensei e me espantei com a origem dos meus pensamentos. – Deixarei que você descanse hoje e podemos continuar conversando depois.

— Promete? – Perguntei parecendo uma criancinha necessitada da confirmação de que poderia sair para brincar no outro dia de novo.

— Prometo, agora moramos no mesmo lugar, iremos ter bastante tempo para conversar e nos conhecer, a propósito não falamos antes, mas deixe-me dizer. O último quarto desse lado do corredor é da vovó, ao seu lado direito o da Alice e do esquerdo é o meu. – Nesse momento olhei melhor me certificando qual era o seu quarto. – Se precisar de alguma coisa não hesite em nos chamar. – Assenti. – Boa noite Bella.

— Boa Noite Edward. – Ele ficou parado indicando que eu deveria entrar no quarto, o fiz e enquanto fechava a porta ele continuou ali me olhando só perdi essa linda visão quando fechei a porta completamente.

Suspirei e fui em direção à cama, deitei e fiquei um tempo tentando normalizar a respiração, talvez só talvez eu acabe encontrando mais do que meu pai aqui em Londres, talvez essa cidade mágica e encantadora tenha reservado mais coisas para mim, agora é viver e descobrir...

Notas finais
N/A: Então meninas o que acharam? Surpresas por saberem quem é a mãe da Bella? Então já devem ter em mente quem é o pai, não é? haha. E algumas perguntas já foram respondidas, sobre o passado da Bella, seus motivos e aspirações. Como também ficamos sabendo onde ela ficará durante sua estada na Inglaterra e com isso veio à apresentação de novos personagens. Contentes com a aparição do nosso menino inglês mais lindo do mundo? *--*. Beward acabou de se conhecer, mas já vão morar sob o mesmo teto, o que essa proximidade trará? Quero saber a opinião de todas. Ah queria deixar uma nota, nossa querida vovó Elizabeth na minha imaginação é a rainha pleníssima Meryl Streep. Então por hoje é isso. Obrigada novamente pela confiança, não deixem de comentar, quero muito saber o que estão achando. E quem quiser interagir ou tiver qualquer dúvida pode me achar no twitter: @KaahNannda. Até segunda que vem. ~Kiss K Nanda.