Para Siempre
10 A verdade, doa a quem doer
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS
POR LEÓN
Estavamos no studio novamente pra sabermos mais detalhes sobre o show que fariamos em algum tempo
Comecei a ouvir uma música, uma pessoa cantando, parece a... olhei para os outros e eles também estavam com os olhos arregalados como se tivessem visto um fantasma
"que ótimo, não sou o único louco agora... espera, se não sou só eu que estou ouvindo então..."
Sai praticamente correndo até a sala de canto -sendo seguido pelos outros- quando cheguei lá paralizei, ela... a Violetta. Quando ela percebeu que estavamos ali levantou o olhar, e seus olhos ficaram marejados, ela saiu de trás do teclado lentamente, permitindo ter uma visão melhor dela
Ela estava com os cabelos compridos até pouco abaixo dos seios, as californianas em um loiro um pouco escuro, um pouco mais alta, e aquele estilo de menininha não existia mais.
E a confusão de sentimentos me atingiu novamente, ela é a mulher que amo e sempre amei, mas também é a mulher que abandonou a todos sem dizer porque, e isso é imperdoavel, ela nao teve o minimo de consideraçao por todos
Ela se aproximou em passos lentos até nós, mas parou alguns metros de distância
–Violet...- disse Fran com a voz muito baixa que acabou sumindo nas ultimas duas letras
–sim, sou eu- ela disse com as lágrimas ja rolando pelo seu rosto. ela começou a olhar um por um demoradamete, quando chegou em mim senti como se o mundo tivesse parado em nós dois, olhar naqueles lindos olhos castanhos novamente me fez me odiar por algum dia ter achado que deveria ter esquecido dela
"não seja idiota, se ela te amasse não teria escondido nada de você, não importa o que fosse, ela confiaria em você SEMPRE"
POR VIOLETTA
Depois de um tempo que estavamos nos olhando, ele desviou o olhar e eu "acordei" daqueles lindos olhos verdes
–porque?- perguntou Naty o porque de eu ter ido embora
–eu vou explicar tudo, prometo- eu disse -será que vocês podem me perdoar?- eu perguntei com medo da resposta e que aquele pesadelo acabe se tornando realidade
–apesar de ter ido sem se explicar, sabemos que você não iria assim se não tivesse nenhum motivo- disse Fran com lágrimas nos olhos e eu sorri -por mim você nunca foi embora, sempre te guardei no meu coração, sempre esteve juntinha de mim- disse Fran colocando a mão no peito e deixando escapar as lágrimas que estavam armazenadas em seus olhos e depois veio me abraçar apertado
Estar reencontrando todos que fizeram e ainda fazem parte da minha vida é ótimo, estar ali com meus amigos, com quem eu vivi anos, anos muito importantes e felizes
–amigas para sempre?- ela disse depois que me soltou, levantando o dedo mindinho
–amigas para sempre!- respondi também levantando o dedo e depois nós enlaçamos os dedos, depois nos abraçamos denovo só que desta vez menos demoradamente
E assim repeti o gesto que fiz com a Fran com todas as meninas, e os meninos me deram abraços de urso, quando chegou na vez do Leon ele nem se moveu, parecia se perguntar se devia ou não, depois de alguns segundos, parado, ele saiu da sala sem olhar pra trás. Eu chorei, chorei de tristeza por ter permitido que com meus erros perdesse o amor da minha vida
–você nunca se esqueceu dele né amiga- disse Cami me abraçando, mas dessa vez de consolo
–como esquecer, todos os dias eu acordo tendo que ne conformar que nunca vou peder esquece-lo, nem mesmo se fosse obrigada a isso, mesmo longe ele sempre fez parte da minha vida, e nao digo só por ama-lo- eu disse com dificuldade por causa de voz abafada e os soluços do choro
–como assim Vilu?- perguntou Fran não entendendo o que eu quis dizer
–será que podemos deixar isso pra depois, quero matar a saudade dos meus amigos que eu amo muito- eu disse sorrindo e abraçando de lado a Cami
O resto da tarde foi muito boa, cantamos, dançamos, matamos a saudades, depois quando já era 17:00 resolvi ir embora pra resolver mais algumas coisas sobre o apartamento e ficar o resto do dia com meus anjinhos
Quando eu já estava voltando para casa, vi um banco bem de frente para um lago, o nosso banco, fiquei ali parada um tempo me lembrando de todos os momentos felizes que tivemos ali, até que percebo alguém se levantar do banco e vir em minha direção de cabeça baixa, quando ele levantou a cabeça e me viu, diminuiu a velocidade de seus passos como se não tivesse total certeza de que era isso queria mesmo fazer
–o que você faz aqui?- ele perguntou dando somente mais um passo e parando. Aquela voz me causou um arrepio, aquela voz perfeita que a muito tempo atrás dizia que me amava, aquela voz doce e carinhosa que tanto amo e sinto saudades
Comecei a observa-lo, ele não havia mudado nada, mas parecia triste e decepcionado, com os cabelos bagunçados, e não tinha mais aquele brilho no olhar
–e-eu estava indo p-pra casa- eu disse ainda saindo do transe -vi essa praça e me lembrei de tantas coisas...-suspirei -porque você saiu daquele jeito?- eu perguntei
– -eu também me lembrei de muitas coisas… coisas que me machucaram muito, que me atormentaram por DOIS ANOS- ele disse levemente alterado. Aquilo me doeu como uma facada
–Leon, por favor me escuta, eu posso explicar o porque de eu ter ido, só me dá uma chance- eu implorei
–chance pra que Violetta? Pra você dizer tudo o que eu já sei? já aviso, nem perca seu tempo- ele disse já saindo
–foi a Gery...
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